30/11/2006 - 19:13 (atualizada em 03/09/2008 23:27)
Winning Eleven 10 mantém a série no topo dos games de futebol
Guilherme Massa
A produtora japonesa Konami repetiu em Winning Eleven 10 a fórmula do sucesso da franquia: jogabilidade quase impecável e gráficos bem definidos. Para os amantes de games de futebol, nada melhor do que pegar o joystick (ou o teclado no PC) e se lançar em uma nova versão do WE sem medo de ser surpreendido. São poucos os detalhes que fazem o jogador pensar "preciso reaprender a jogar". Mas essa ausência de grandes novidades é justamente o trunfo do game.
Se você não liga para navegar por milhares de extras e quer simplesmente se divertir com os amigos em um jogo fácil de aprender, Winning Eleven 10 é o jogo ideal. Além de tudo isso, existe o fato inexplicável de que é um jogo divertido por si só e merece nota 8,5.
Análise por tópicos
Som: 7,5
- O canto dos torcedores está mais estimulante. O barulho da bola estourando na trave também foi refeito e torna a partida mais dramática. Os efeitos sonoros dos menus continuam um pouco irritantes, mas não chegam a atrapalhar.
- A narração continua fraca no WE. Para os brasileiros, jogar com um locutor japonês ou inglês não empolga tanto. As versões modificadas do game, com narração copiadas do FIFA e até uma com o Galvão Bueno beiram o grotesco, uma vez que você dispara uma bomba no gol e o locutor comenta: "bom passe".
Gráficos: 9
- Os gráficos de WE 10 estão muito bons, sem grandes novidades em relação ao seu predecessor. O rosto dos jogadores virtuais está bem semelhantes ao craques de carne e osso e a movimentação têm assimilado os trejeitos de cada atleta.
- A falta de várias licenças oficiais não permite que os uniformes e escudos dos clubes e seleções sejam fiéis aos originais, detalhe que prejudica um pouco a qualidade do game.
Jogabilidade: 9,5
- Ganharia nota 10, não fosse uma leve queda na qualidade dos movimentos, no intuito de tornar o jogo mais tático e exigir que os fãs utilizem diferentes formações e estratégias para surpreender cada adversário.
- O domínio de bola está mais realista e a bola não gruda no pé dos atletas assim que recebem um passe. Dificilmente você consegue tocar a bola sem que um marcador chegue.
- O jogo agora exige paciência para abrir espaço na defesa do oponente. É preciso tocar a bola, virar o jogo com passes longos e precisos e arriscar alguns dribles no meio-campo. Tabelinhas e chutes de longa distância se tornaram recursos mais importantes.
- Os dribles, infelizmente, não são renovados faz tempo. A principal mudança é a dificuldade de o defensor se recuperar de um drible. Se o atacante cortar seu zagueiro, comece a rezar para o placar ficar intacto! Os goleiros, com reações mais realistas, costumam dar rebote e até cometem falhas bobas.
- Aquelas faltinhas que paravam o jogo a cada três ou quatro lances acabaram. Por um lado, isso evita que o computador interrompa os contra-ataques, mas faltas claras também não são marcadas.
Recursos extras: 7,5
- Apesar das qualidades da franquia, as últimas versões trazem poucas novidades extras. Quem jogar o Pro Evolution Soccer 6 (o similar europeu do WE 10) vai sentir que nem mesmo a dificuldade seis existe mais. Para preencher essa lacuna, a Konami criou extras, como jogadores com cabeça de cachorro ou atletas que montados em avestruzes. Péssima escolha!
- A maior equívoco do WE continua lá: o modo Master League só permite que cada fã jogue seu campeonato isoladamente. Outra falha está no modo Copa do Mundo, onde o cruzamento das chaves não segue o cruzamento na fase de mata-mata usado no Mundial da Alemanha. Parece um mero detalhe, mas se torna uma decepção ver que é impossível um Brasil e França