20/11/2006 - 13:26 (atualizada em 03/09/2008 23:26)
Quadrinhos japoneses continuam a fazer sucesso
Marianne Nishihata
A leitura é de trás para frente e as frases são lidas da direita para a esquerda. Os personagens têm olhos grandes e traços orientais. As histórias são todas em preto e branco.
Esses são apenas alguns dos pontos que caracterizam um mangá, os famosos quadrinhos japoneses que explodiram no Brasil há mais de seis anos e que ainda hoje levam adolescentes e adultos para as bancas com a mesma força que acontecia em 2000.
Mais de 500 mil exemplares das principais editoras brasileiras são vendidos mensalmente e novas histórias e títulos surgem a cada semana. Marusaku, XXX Holic, Yuki e Yu-Gi-Oh são alguns dos lançamentos mais recentes que chegaram por aqui.
E os brasileiros já conhecem bem os grandes nomes dos quadrinhos japoneses.
O deus do mangá Osamu Tezuka, Takehiko Inoue e Kazuo Koike, por exemplo, têm obras publicadas no Brasil.
No Japão, o recordista de vendas é o One Piece, de Eiichiro Oda, publicado no Brasil pela Conrad. Um dos volumes do quadrinho saiu com tiragem inicial de 2,6 milhões no arquipélago japonês. A história é sobre um garoto que faz a promessa de ser o maior pirata de todos os tempos.
Mundo real
Assim como o garoto de One Piece, a maioria dos heróis dos mangás está mais próxima da realidade do que super-heróis como Batman e o Homem-Aranha.
"Em relação ao Brasil, os mangás não têm super-heróis. São personagens falíveis, com defeitos como os leitores. É por isso que o público se identificou com os quadrinhos japoneses", explica Júlio Moreno, diretor geral da Editora JBC.
Além de serem mais próximas do leitor, as histórias dos mangás são como uma novela. Cada edição tem uma continuação, o desafio continua e existe toda uma seqüência. "O garoto do início de um mangá nunca será o mesmo quando chegar ao final da série. Ele terá sofrido alguma coisa, terá aprendido algo ao longo de suas desventuras", diz Marcio Borges, diretor de marketing da Editora Panini Brasil.