15/09/2006 - 15:01 (atualizada em 03/09/2008 23:35)
Sudoku invade até a sala de aula
Desenvolver o raciocínio e a concentração atraem professores e alunos
Guilherme Massa
O professor de Matemática, Cláudio Possani, já levou a diversão para seus alunos do ensino fundamental e teve resultados animadores: "As turmas foram seduzidas pelo Sudoku. É muito fácil de entender as regras e eles adoram raciocinar". Cláudio propôs competições individuais e desafios cooperativos em grupos na sala de aula. A proposta era desenvolver o raciocínio lógico e a concentração.
Deborah Raphael, professora de Matemática da Universidade de São Paulo, foi quem apresentou Sudoku a Cláudio Possani. Ela descobriu o jogo assim que virou febre na Inglaterra, em abril de 2005. Deborah já aplicou o passatempo na faculdade: "É uma opção para opção para quem não tem paciência de ensinar as regras do xadrez".
Um dos membros da seleção brasileira de puzzles, Guilherme Marques dos Santos, leva um Sudoku em uma cartolina para os alunos preencherem. Ele acredita que o jogo melhora a capacidade de argumentação: "Para colocar um número, o aluno precisa justificar seu palpite. Se chutar, eles logo percebem que mais pra frente não vai conseguir achar a solução".
Guilherme ensina aos estudantes uma das técnicas que usa no Campeonato Mundial de Puzzle, apelidada de "chute controlado". O método consiste em arriscar um número e avaliar quais as possibilidades que ele abre. Dessa forma, é possível enxergar se o jogo está sendo corretamente preenchido e qual deve ser o próximo passo.
Para Cláudio Possani, Sudoku e xadrez tem características diferentes e não podem se sobrepor. "O xadrez é mais estratégico, você tem que estudar as jogadas antes, saber usar as regras, além de ter algo de estético. Já o Sudoku é totalmente lógico, as regras são muito simples e você pode ir riscando o papel, dá pra enxergar o jogo avançando", explica o professor.