11/07/2006 - 17:24 (atualizada em 03/09/2008 23:32)
Christopher Reeve fez o público acreditar que um homem podia voar
Bárbara Lima
Feche os olhos e pense em Superman. Fã ou não do super-herói, a probabilidade de você ter imaginado a cara do ator Christopher Reeve nesse momento é altíssima. Isso porque o ator realmente encarnou o homem de aço, foi o primeiro a fazer isso no cinema e o fez quatro vezes (Superman - o filme, Superman II- a aventura continua, Superman II e Superman V).
No final dos anos 70, mais precisamente em 1978, um ator até então desconhecido assumiu o papel de Superman e deu ao herói a sua cara clássica. Mesmo quase 30 anos após o primeiro filme e após a morte do protagonista, a imagem clássica do super-herói ainda está ligada ao personagem construído por Reeve. Os fãs do personagem costumam dizer que Christopher não interpretava o Superman. Ele era o herói.
A saga cinematográfica do Superman está entre os grandes sucessos das parcerias entre histórias em quadrinhos e a sétima arte, dando impulso para que uma série de outros personagens (como Batman, Homem-Aranha e os X-Men, por exemplo) tivessem suas versões nas telonas.
O filme Superman chegou às telas quando o personagem já tinha quarenta anos e já era um sucesso consagrado entre os fãs dos quadrinhos. A atuação de Christopher Reeve serviu para aumentar ainda mais a popularidade do personagem e firmá-lo como ícone de herói.
Na época do lançamento do primeiro filme do herói, a frase de distribuição do filme era "Você vai acreditar que um homem pode voar". E depois de ver Reeve como Superman a crença é quase unânime.
Reeve viveu quase toda a vida na sombra desse personagem marcante até que em maio 1995 sofreu um acidente que cavalo que o deixou tetraplégico. O ator passou a viver numa cadeira de rodas, cheio de aparelhos que o ajudavam a mantê-lo vivo.
Antes de morrer, quase dez anos após o acidente, em 2004, Reeve ainda fez parte, de novo, da história do personagem que marcou sua vida. Ele participou do seriado Smallville e acompanhou o começo do projeto do novo filme, que é, inclusive, dedicado a ele e sua mulher Dana Reeve, que morreu de câncer em março de 2006.