14/10/2008 - 16:33 (atualizada em 14/10/2008 16:41)
Receita: Sacolé de luxo
Na tendência da mixologia molecular, aprenda a fazer um drinque muito chique
Jorge Wakabara
Mixologia molecular: o nome pode parecer bem esquisito para algo que tem a ver com culinária. Mas essa é uma tendência, inclusive nos bares.
As técnicas da mixologia molecular permitem potencializar o sabor dos ingredientes mudando sua estrutura física. Que tal espuma de uva ou um sprayzinho de maracujá para arrematar, mexendo com textura e sabores?
Tony Conigliaro, bartender inglês que é um dos grandes nomes no assunto, foi chamado pela vodca Cîroc para dar cursos no Brasil e aproveitou para encontrar com jornalistas nessa terça-feira, 14, para uma demonstração de suas técnicas.
Entre as receitas que Tony apresentou, uma é em homenagem ao Brasil – sim, a nossa caipirinha encontrou a mixologia molecular e se transformou em... um sacolé de luxo! Confira:
Cîroc Caipiroska Lollies
1 litro de vodca Cîroc* 500 ml de suco de limão 250 ml de xarope de açúcar** Caldo de cana a gosto Um punhado de estragão fresco Embalagens de plástico para picolés
Misture a vodca Cîroc, o suco de limão, o xarope de açúcar e o caldo de cana com o estragão. Preencha as capas de picolé com a mistura, sele e cozinhe em banho-maria. Congele durante uma noite.
* Podem ser substituídos por produtos similares ** Xarope de açúcar pode ser comprado em supermercado ou feito em casa. Duas xícaras de água com um xícara de açúcar na panela, esquentando no fogo e formando o caramelo (mexa sempre, por cerca de dez minutos), já dão conta do recado – mas o processo deve ser feito com antecedência, pois o xarope é usado frio.
Embalagem de plástico? Esperar um dia inteiro? Isso não dá muito trabalho? A reportagem perguntou para Conigliaro sobre o que fazer se não existe muito dinheiro nem paciência.
Ele disse que duas doses de vodca, 20 ml de maracujá ou outra fruta fresca e 15 ml de xarope de açúcar em copos de Martini já dão conta do recado. A substituição do açúcar pelo xarope é importante porque, segundo o bartender, ele é mais eficiente na mistura com álcool.