Mulher

06/10/2008 - 08:33 (atualizada em 06/10/2008 08:51)

Psicanalistas indica respostas para perguntas difíceis dos adolescentes

É normal nesta fase que os filhos questionem todas as atitudes dos pais

Da Redação

Quem tem filho na faixa dos 12 ou 13 anos sabe que a mudança de atitude já começou. Eles eram meigos e obedientes e, de uma hora para outra, acha que estão crescidos, que sabem tudo e adoram cobrar. É a fase da adolescência, uma das mais difíceis para os pais e também para as crianças, que podem ver seu corpo - e mente - mudando rapidamente.

Antônio Carlos Amador Pereira, psicanalista e especialista em adolescentes, defende que é preciso ter diálogo em casa. “Apenas dizer 'não' de forma autoritária é um caminho perigoso, que pode afastar seu filho de você”, diz o especialista, em entrevista ao site da revista ANA MARIA.

Segundo Pereira, não há uma resposta padrão para cada tipo de conflito. “Existem, sim, atitudes que os pais devem assumir diante dos questionamentos. É preciso manter a calma, saber ouvir, considerar o pedido e dar respostas aceitáveis e convincentes”, explica o autor do livro "Adolescente em Desenvolvimento".

Confira então como lidar com três questionamentos bastante comuns desta fase da vida do seu filho:

A mãe da minha amiga deixa, por que você não deixa?
Se não tiver um argumento concreto para apresentar ao filho na hora da discussão, o ideal é adiar a resposta final, dizendo: “Eu preciso de um tempo para pensar. Vou dar uma resposta mais tarde (ou amanhã)”. Assim, poderão discutir entre si, analisar a situação e tomar decisões calmamente, sem pressões.

Por que tenho que voltar para casa justo na hora em que a coisa fica boa?
A hora de voltar para casa é um dos principais pontos de conflito doméstico. Mas lembre-se: se seus filhos quiserem fazer algo errado, eles o farão antes ou depois da hora determinada por você. Então, segundo os especialistas, não faz sentido bater nessa tecla.

Uma explicação melhor poderia ser: “Amo você e me preocupo com a sua segurança. Dificilmente vou dormir em paz até que você chegue em casa. Como não quero permanecer acordada a noite inteira, preciso que você volte para casa até certo horário. Vamos combinar um?”

Você é muito careta, os tempos mudaram...
Esse argumento é típico. O negócio é conversar: mostre que você também já teve a idade deles. Diga que, quando era adolescente, falava o mesmo para seus pais. Conte suas próprias experiências.

 
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