25/08/2008 - 13:06 (atualizada em 03/09/2008 23:59)
Confundir tristeza com depressão é comum
Doença está banalizada, mas diagnóstico preciso só pode ser feito por um médico
Da Redação
Cerca de 15% da população mundial teve, tem ou terá depressão alguma vez na vida. Influenciadas por tantos diagnósticos, é comum que os outros 75%, em um momento de grande tristeza, acreditem ter adquirido a doença. Mas há grande diferença entre estar triste e estar deprimido.
“Na depressão, os sintomas estão presentes na maior parte do dia, por pelo menos duas semanas consecutivas”, explica, ao site da revista BOA FORMA, Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Alguns dos sintomas de que fala o psiquiatra são: tristeza sem motivo; falta de vontade de realizar qualquer atividade, inclusive as que normalmente lhe dão prazer; dificuldade para iniciar, manter o sono ou dormir até o horário de costume; alteração de apetite, para mais ou para menos; cansaço; desinteresse por relações pessoais; e impulsos suicidas.
Nesse estado, há carência de neurotransmissores como serotonina e dopamina, responsáveis pela sensação de bem-estar, por um longo período. Mas se a tristeza é temporária, não há motivo para preocupação. O sentimento é normal, ainda que paire no consciente coletivo a necessidade de buscar incansavelmente a felicidade.