14/08/2008 - 17:28 (atualizada em 03/09/2008 23:59)
Sexualidade do deficiente deve ser encarada com naturalidade
Organizador do livro “Sexualidade, Cinema e Deficiência” fala dos perigos de ignorar questões ligadas ao sexo
Da Redação
A sexualidade desperta no ser humano reações ambíguas. Por um lado, ela é vista como uma fonte de prazer. Por outro, também é uma fonte de pecado. Se a questão já é polêmica para pessoas que não são portadoras de deficiências mentais ou físicas, para os deficientes o assunto é ainda mais complicado.
?Normalmente, a família e os profissionais que trabalham com deficientes tendem a ver a sexualidade deles de duas formas. Ou a pessoa é uma espécie de ?anjo? e todos assumem que ela simplesmente não pensa em sexo, ou ela é vista como quase bestial, por não conseguir controlar seus impulsos?, resume Thiago de Almeida, psicólogo e pesquisador da USP (Universidade de São Paulo).
Mas o fato é que, independente de ser deficiente ou não, os hormônios que pipocam na época da adolescência têm o mesmo efeito em todos. ?E a sexualidade não é definida apenas pelo coito. Inclui o erotismo, a vontade de se relacionar e outros aspectos?, acrescenta Almeida.
Segundo o psicólogo, a melhor abordagem é tratar a questão com naturalidade. Se o deficiente fizer perguntas sobre sexo, elas devem ser respondidas sem pudores e sem mentiras. ?A privação de informações pode levar a um comportamento sexual errôneo, que pode significar a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis, ou uma gravidez indesejada?, alerta.
Almeida destaca ainda alguns filmes que tratam sobre o assunto, que podem ser úteis como fonte de informação para lidar com a questão. Confira:
?Muito Além do Jardim?, 1979 ?Do Luto à Luta?, de 2005 ?Asas do Desejo?, de 1987 ?Enxergando Através do Amor?, de 1996 ?Loucos por Amor?, de 2005 ?Simples como Amar?, de 1989 ?Babel?, de 2007