04/08/2008 - 16:45 (atualizada em 03/09/2008 23:58)
Pesquisadores brasileiros criam biscoito de peixe
Objetivo da pesquisa conduzida pela Faculdade de Saúde Pública é aumentar o consumo do alimento no Brasil
Da Redação
Exemplo do biscoito assado
Uma das grandes dificuldades de comer peixe diariamente é o armazenamento do produto. Carne ideal para manter a saúde do corpo e da mente, o peixe possui ainda Ômega-3, essencial para combater os radicais livres que aceleram o envelhecimento.
Mas o peixe precisa ser sempre guardado a baixíssimas temperaturas, para não estragar. “Sabemos das dificuldades de escolas e asilos por não possuírem, em sua maioria, freezers. No caso dos peixes não basta uma geladeira”, diz Cristiane Rodrigues Pinheiro Neiva, que desenvolveu os produtos em sua tese de doutorado.
O preço do pescado também é outro empecilho. “Em geral, as melhores espécies são caras e há muito poucas sem espinhos”, finaliza.
Para driblar os problemas, Cristiane apostou sua ficha em dois produtos: um biscoito e uma sopa à base de peixe. Em ambos os casos, o material pode ser preservado por até 180 dias, sem necessidade de geladeira.
Os biscoitos desenvolvidos nos laboratórios da faculdade pode ser fritos ou assados em forno de microondas. “Nosso biscoito é composto de amido de mandioca, polpa de peixe, açúcar, sal e condimentos. Depois de misturados os ingredientes, formamos uma massa que foi embutida em tripa sintética, como se fosse uma lingüiça”, conta a pesquisadora.
Ainda segundo Cristiane, o biscoito frito teve 97% de aceitação em teste feito com 40 adultos. Os que foram assados em microondas obtiveram 90%.