Os excessos estão por toda parte. Quem bebe, usa drogas, come, compra, aposta ou faz qualquer atividade em demasia, esqueceu-se da busca por um equilíbrio tranqüilo e vive desesperadamente em busca da felicidade.
No site da revista CLAUDIA, você pode testar quais são seus próprios vícios, conhecer pessoas que sofreram desse mal e entender por que hoje eles são tão comuns e quais são as saídas possíveis.
A insatisfação e a sensação de solidão que os dias atuais provocam, principalmente nas classes com maior poder aquisitivo, são os principais motivos para a procura por prazeres individuais e imediatos.
“A velocidade com que as coisas acontecem e a necessidade de querer sempre mais favorecem as dependências”, explica o psiquiatra Daniel Spritzer. “E, diante da perspectiva de obter satisfação rápida, as pessoas ignoram as conseqüências negativas que virão no futuro.”
Dessa procura nasce o comportamento compulsivo. Além das mais comuns, como sexo, comida e exercícios físicos, os novos tempos trouxeram novas dependências, como a internet. O Brasil possui 40 milhões de usuários e eles são campeões em tempo de permanência na rede, com 22 horas mensais contra as 18 do Japão e dos Estados Unidos (Ibope/NetRatings). No tempo passado em frente ao computador, nosso cérebro libera dopamina, que ativa os mesmos circuitos cerebrais que as drogas e dá a sensação de bem-estar extremo.
Se o excesso de vida virtual é o abuso dos jovens, podemos apontar também as compras e os exercícios físicos como típicos de mulheres e homens, respectivamente. “Abusos como estourar o cartão de crédito e adquirir supérfluos ocorrem quando [elas] estão mais deprimidas ou ansiosas”, diz Daniel Spritzer. E ao lado dos vigoréxicos, rapazes viciados em exercícios físicos, estão os workaholics, os que exageram no trabalho, categoria que também cresce a cada dia.
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