11/10/2008 - 14:54 (atualizada em 11/10/2008 15:06)
Efeitos dos jogos eletrônicos dividem especialistas
Para alguns, jogos violentos não contribuem para uma personalidade agressiva
Da Redação
Pode-se dizer que a discussão em torno dos males causados por jogos violentos é tão antiga quanto os videogames em si. Ainda assim, não há unanimidade entre os especialistas.
Alguns consideram o conteúdo impróprio para menores, enquanto outra corrente de psicólogos não reconhece os efeitos nocivos e até aponta alguns benefícios.
O psicólogo Sérgio Augusto Germano Patto, especialista no atendimento de adolescentes e pré-adolescentes, faz parte deste segundo grupo e acredita que jogos violentos não ajudam a formar uma personalidade agressiva.
Jogos mais procurados Entre os jogos preferidos da moçada estão o GTA e o Bully. No GTA, para sobreviver em uma cidade grande, o jogador tem que praticar vários crimes.
Já no Bully, que não foi distribuído no Brasil, mas que pode ser baixado gratuitamente pela internet ou comprado no mercado paralelo, a violência é levada para o ambiente escolar.
“Conheço os dois jogos e todos os outros que os adolescentes costumam jogar. São conteúdos fantasiosos e que dão à criança a visão de que aquelas regras não se aplicam à sociedade", defende Patto.
"Muitas vezes, o pai ou a mãe não percebe o grau de fantasia, mas ele está presente e não permite que o jogo seja confundido com a vida”.
Lado positivo Para o especialista em psicodrama e psicologia familiar sistêmica, ao ter contato com um jogo dessa natureza, um jovem com transtorno psicótico poderá se influenciar.
“Do contrário, o que vai prevalecer é a noção de que é só um jogo, não vale para a vida real.”
Patto aponta a oportunidade de extravasar emoções contidas durante o jogo. “Há adolescentes que fazem no jogo aquilo que não podem fazer na escola. Se estiverem bravos com um professor, no jogo, matam a escola inteira”, exemplifica.
“Mas, na vida real, continuam respeitando. E há aqueles que nunca tiveram contato com esse tipo de jogo e acabam ameaçando professores dentro da escola”.
*Com informações da Agência Brasil
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{'nome': 'leandro koiti','email': 'shingoy@bol.com.br','texto': 'eu jogo video-game desde os 6 anos de idade... comecei com o Atari do meu pai, pulei pro NES, SNES, Sega Saturn, N64 e agora fico só no PC... nessa época já joguei e gostei de muitos jogos violentos, especialmente Killer Instinct e Mortal Kombat (eu tinha em torno de 8 anos quando comecei a jogar Mortal Kombat) e nem por isso eu me tornei um deliquente, um assassino... na verdade, graças aos jogos de RPG que costumava jogar muito, eu me senti obrigado a aprender inglês para entender as histórias e poder tomar uma decisão que me agradasse... com um dicionário de inglês do lado acabei aprendendo inglês sem precisar frequentar aulas... não entendo por quê ainda tentam relacionar os video-games com influências negativas na sociedade... tenho certeza que se estudassem os pais e a forma como eles educam seus filhos ao invés de tentar relacionar video-games com veiolência descobririam muito mais.'}