Saúde

27/08/2008 - 17:41 (atualizada em 04/09/2008 00:02)

Christina Applegate retira ambos os seios para combater câncer

Indicação de mastectomia dupla é cada vez mais comum em pacientes de alto risco

Da Redação

Loira, magra e com belos seios, a atriz norte-americana Christina Applegate se deparou nos últimos meses com uma situação extremamente delicada. Aos 36 anos, solteira e sem filhos, ela descobriu que tinha câncer em um dos seios. Depois de ter os sentimentos costumais de medo e raiva, ela decidiu enfrentar a doença como fosse preciso. Seguindo a recomendação médica, Christina teve as duas mamas removidas.

A extração de ambos os seios, o qual o câncer se manifesta e o sadio, como forma de prevenção, é indicada a pacientes que têm uma alteração genética como fator de alto risco, explica reportagem no site da VEJA. No caso da atriz, a mãe dela também tinha a modificação no gene BRCA-1, e também sofreu com câncer de mama. A prática é mais comum nos Estados Unidos, mas começa a se estabelecer no Brasil. Aqui, a reconstrução dos seios costuma ser feita junto com a mastectomia, o que diminui as seqüelas emocionais.

O grupo de maior risco é o de mulheres com câncer ainda na faixa dos 30 anos e que têm ou uma parente próxima (mãe, irmã, tia, avó) nas mesmas condições ou duas parentes que tiveram a doença depois dos 40 anos – indício da presença de mutação nos genes BRCA-1 (como Christina) ou BRCA-2. "Se a mulher teve câncer em uma mama e não tem alteração nesses genes, o risco de ter câncer na outra é de 1% ao ano. Se tem a mutação, a possibilidade pode chegar a 60% durante a vida dela", explica Auro del Giglio, coordenador do Programa de Oncologia do Hospital Albert Einstein.

A mutação, entretanto, é rara e acontece em menos de 1% da população. A detecção é feita através de exame de sangue, que no Brasil custa em torno de 8.500 reais. "Nos Estados Unidos, se a mulher tem câncer de mama antes dos 40 anos, o teste é feito imediatamente. Aqui, o custo é alto demais, então não são todas as pacientes que têm condições de fazer", diz Maria Isabel Achatz, diretora do departamento de oncogenética do Hospital do Câncer, de São Paulo.

 
copyright © Editora Abril S.A. - todos os direitos reservados

Sites Abril

| ExpedienteEspeciaisGuia de navegaçãoHomeMapa do sitePassaporte AbrilPolítica de privacidade

| Grupo AbrilAbout AbrilAnuncieAssinantesFale conoscoNewsletterTrabalhe conosco

Copyright © 2009, Abril Digital - Todos os direitos reservados