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06/10/2008 - 13:33 (atualizada em 06/10/2008 13:43)

Bonecas e carrinhos são os mais procurados para o Dia das Crianças

Brinquedos eletrônicos aparecem somente na quarta posição

Da Redação

Bonecas e carrinhos são os brinquedos mais procurados para o Dia das Crianças, com 14,4% e 10,9% de participação no total, respectivamente. Os dados são da pesquisa Sondagem de Expectativas do Consumidor, divulgada nesta segunda-feira (6) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

No ranking dos brinquedos, que representam 56,9% dos presentes, ainda aparecem os educativos em terceiro lugar, com 10,4%, os eletrônicos em quarto, com 3,7%. Videogames estão em quinto, com 2,3%. A categoria outros brinquedos responde por 15,2%.

Segundo a coordenadora técnica de análises econômicas da FGV, Viviane Bittencourt, a maior procura por bonecas e carrinhos, mesmo com o bombardeio de novidades tecnológicas, explica-se pelo preço. “Há uma enorme variedade desses produtos. Existem os mais caros e os mais baratos. Então, são acessíveis para uma parcela grande da população”, diz.

Outros presentes citados pelos consumidores como boas opções para o Dia das Crianças são vestuário (21,3%), aparelho de som com MP3 (2,7%), computador (2,4%) e bicicletas (2,2%). Livros aparecem em último lugar – apenas 2% das pessoas pretendem presentear assim.

Segundo a FGV, na comparação com o mesmo período de 2007, a parcela dos que disseram que iriam gastar mais subiu de 12,7% para 17,6% do total. A proporção dos que pretendem gastar menos também aumentou de 19,8% para 24,9%.

A pesquisa, realizada nas sete principais capitais brasileiras, ainda mostra que houve crescimento de 16,5% no preço médio do presente na comparação com o ano passado. A faixa de renda mais baixa, até R$ 2.100 por mês, registrou a maior expansão nos gastos previstos, de 28,2%. O número é de 21% para quem ganha entre R$ 2.100 e R$ 4.800; 16,3% para salários entre R$ 4.800 e 9.600; e 7,3% para renda de mais de R$ 9.600.

“Acreditamos que esse fenômeno acontece por causa da expansão do crédito. Agora, a parte da população que ganha menos pode comprar presentes que não podia antes”, explica Viviane.

 
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