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Praticantes usam web para divulgar Parkour como terapia

Denis Eduardo Serio - 11/09/2007, 14:15 (atualizado em 11/09/2007 22:31)
Divulgação
A internet é o principal ponto-de-encontro dos traceurs. É lá que eles se marcam as aventuras
A internet é o principal ponto-de-encontro dos traceurs. É lá que eles se marcam as aventuras
Os praticantes do Le Parkour encontraram na internet a melhor maneira de popularizar o esporte. Organizados em grupos, eles se espalham pela rede, trocam informações em blogs e comunidades e compartilham vídeos das maluquices. Sem a web, dificilmente existiriam os "traceurs" (como são chamados os praticantes).

"O Parkour é um esporte que tem a internet em sua essência. As pessoas marcam de se encontrar para praticar por meio das comunidades no Orkut e procuram outros praticantes pela web também", diz Jerônimo Bittencourt, integrante do grupo Le Parkour Brasil.

Foi por meio da internet que o Le Parkour chegou ao Brasil, em 2004. Os pioneiros da modalidade no país se interessaram por ela depois de assistir vídeos de traceurs europeus disponíveis na web. No velho continente, o esporte já tem quase uma década, mas ganhou mais popularidade recentemente.

Para quem quer começar a dar os primeiros pulos, a receita não é diferente. "Você vai na internet, encontra a comunidade, conhece as pessoas que treinam e vai se infiltrando", sugere Jerônimo. No Brasil, não há academias de Le Parkour, por enquanto.

Competição e terapia

Embora algumas competições já estejam ocorrendo na Europa, a maioria dos simpatizantes é contra campeonatos desse tipo. Segundo eles, a filosofia do Parkour pelos seus idealizadores é a de ajudar o próximo e não a de competir contra ele.

"O David Belle viu que o pai bombeiro era muito premiado nos percursos militares e inventou uma brincadeira com o objetivo de ajudar alguém em perigo. Se houvesse uma pessoa em um prédio pegando fogo, qual seria a maneira que eu escalaria o edifício para ajudar? Então a filosofia do Parkour é ser forte para ser útil", acrescenta Jerônimo.

Muito distante de ser um trabalho, o Parkour atualmente é diversão. Virou uma espécie de terapia para quem gosta de aventura e mora em uma cidade sem muitas opções para fazer a adrenalina correr nas veias.

Alívio do estresse, perda de peso, funcionamento adequado do metabolismo, controle do corpo e da mente. Parecendo conversa furada, os praticantes juram que pensam nesses aspectos enquanto pulam muros pela cidade e garantem que o Parkour é o exercício que substitui todas as alternativas de bem-estar que uma pessoa pode procurar.


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