O mês de maio de 1968 foi marcado pela movimentação ocorrida em Paris, na França, promovida por estudantes descontentes com os currículos escolares e a estrutura acadêmica conservadora da época
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Tudo começou com um protesto na universidade em Nanterre contra o conservadorismo do sistema educacional. A reitoria fechou a faculdade em 3 de maio e levou a Sorbonne a abrigar os alunos de Nanterre
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Manifestantes relembram Gilles Tautin, estudante morto após confronto com com policiais. Os jovens da época contestavam também a situação social e política do país e o governo do general Charles de Gaulle
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Jovens parisienses apoiaram a greve dos trabalhadores franceses gerada pelo movimento estudantil e que se espalharia por vários outros países do mundo
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Estudantes marcharam pelas ruas de Paris contra a rigidez da polícia, das universidades e da política da época
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Daniel Cohn-Bendit (em destaque) era um dos líderes estudantis das manifestações de maio de 1968. Em um dos protestos ele canta "l'Internationale" (A Internacional), um dos hinos do socialismo
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Trabalhadores da fábrica da Critroen, em Nanterre, tomam parte dos protestos organizados pelo sindicato no ápice das manifestaçoes de maio de 1968
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Criança participa de uma das várias manifestações em que adeptos eram simpatizantes das ideologias esquerdistas. Muitos encaravam os eventos como uma oportunidade para criticar a sociedade
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A violência toma conta das ruas e cerca de 150 carros são danificados e incendiados. A situação passa a ser controlada no final de maio, com forte repressão policial
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Em 6 de maio ocorre o confronto entre 13 mil jovens e a polícia nas ruas de Paris. Bombas de gás lacrimogêneo eram lançadas pela polícia contra os estudantes, que revidavam com pedras
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Manifestantes do "Occident", partido francês de extrema direita, se opõem aos protestos dos estudantes e se organizam em frente ao Arco de Triufo com cartazes que criticavam o comunismo
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O franco-alemão Daniel Cohn-Bendit protesta na fronteira da França com Alemanha após notificação de que estava banido do territorio francês. Atualmente, Cohn-Bendit é membro do Partido Verde no Parlamento Europeu
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Funcionários da fábrica da Citroen cruzam os braços em protesto por melhores condições. Na época, cerca de dez milhões de trabalhadores aderiram à greve geral
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"Como pensar livremente sob a sombra de uma capela?" O conservadorismo, um dos alvos de revolta dos estudantes, é criticado em pichação em um muro de Sorbonne
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Estudantes ocupam as instalações da univesidade de Sorbonne e se reúnem em afiteatro para se manifestar
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Massa de estudantes ocupa os corredores da Sorbonne no dia 15 de maio de 1968. Na noite anterior, uma assembléia geral de estudantes decidiu boicotar as provas do período
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Jean-Louis Barrault, diretor do Teatro France-Odéon, discursa aos jovens contestadores do movimento
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O famoso filósofo francês Jean-Paul Sartre lota o anfiteatro da Sorbonne no dia 21 de maio para falar com os estudantes em meio aos acontecimentos de maio de 1968
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O cineasta Jean-Luc Godard (à direita), o poeta Alain Jouffroy (segundo à esquerda) e o poeta comunista Eugène Guillevic (terceiro à esquerda) marcham em campanha do sindicato dos atores em 29 de maio de 1968
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O ex-primeiro ministro Georges Pompidou (centro) ao lado de Edouard Balladur e Jean-Marcel Jeanneney durante reunião para definir negociações com os sindicatos