Índios paulistas e curiosidades sobre
João Ramalho, Tibiriçá e Bartira
| João Ramalho encontra Tibiriça (e Bartira) |

JÚLIA BANDEIRA

De acordo com o site da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), cinco grupos indígenas estão registrados no Estado de São Paulo até o final de 2003. São eles os Guarani (Guarani e Nhandeva), os Kaingang, os Krenak, os Pankararu e os Terena, que no total somam 2.716 índios. Neste número, não estão inclusos índios que vivem nos centro urbanos.

Para o mês de novembro de 2003, a FUNASA (Fundação Nacional de Saúde), por meio do seu censo de atendimento, atribui a população indígena um total de 3.024 índios. Existem em São Paulo 18 terras indígenas, totalizando 23 aldeias.

Há também representantes de outras etnias que moram em São Paulo como os Fulniô, Xavante, Xukuru, Xucuru-Kariri.

Aproximadamente mil índios da etnia dos Pankararu moram em uma comunidade na Favela do Real Parque, com hábitos culturais próprios. Além do Real Parque há Pankararus vivendo no Capão Redondo, Osasco, Jardim Elba, Paraisópolis, Grajaú, Jardim das Palmas, Sônia Maria e Jardim Irene.

No início da década de 50, os índios Krukutu vinham do litoral para a região do Largo do Socorro, junto ao rio Pinheiros, para tentar vender seu artesanato. Nessa época, algumas famílias se instalaram na região. Em 1978, um japonês conhecido como Sessê tirou-os da margem do rio e os levou para sua casa, na região do Morro da Saudade.

Quem conhece o Pico do Jaraguá, em São Paulo, já deve ter ouvido falar nos índios que vivem por ali. Na Aldeia Jaraguá Ytu, moram atualmente 160 índios que sobrevivem do artesanato e mantêm a língua e os costumes guaranis. A aldeia é dividida em "parte de baixo"e "parte de cima", cortada pela Estrada Turística do Jaraguá. Na "parte de baixo", a mais antiga, mora a cacique Jandira e sua família. Já a "parte de cima" é uma terra que ainda não está regularizada.

Bartira e João Ramalho, os Romeu e Julieta dos tempos da fundação da Vila de São Paulo, são nomes de ruas no bairro de Perdizes. Ainda que simbolizem o encontro entre índios e brancos que deu origem à cidade, na geografia são ruas paralelas e não se encontram.

Bartira significa flor. Apesar do belo nome, a índia aceitou ser batizada pelo Padre Manoel da Nóbrega, virando Isabel Dias.

Os filhos de Bartira e João Ramalho foram os primeiros mamelucos desta mistura que é o povo paulista.

Tibiriçá também tinha um irmão chamado Caiubi, índio que virou nome de outra rua em Perdizes, paralela às ruas João Ramalho e Bartira.




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