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A
cidade não pode parar
| São Paulo e o início
da indústria de tecidos de algodão |
As primeiras tecelagens do país, erguidas no estado de São
Paulo, fecharam no início do século XIX por absoluta falta
de executivos. Fatos como esse seriam impensáveis na atualidade.
São Paulo, principalmente a capital, é conhecido por exportar
executivos, tecnologia e qualquer tipo de mão-de-obra qualificada.
Apesar de reduzir a sua participação na composição
do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro a cada ano, o estado de São
Paulo ainda conta com a maior participação na geração
de riquezas do país, com uma receita de 400 bilhões de reais
em 2001. Mas este valor ainda é mais de 30% de todo o resultado brasileiro.
O PIB de São Paulo, que em 1985 correspondia a 36,1% da soma das
riquezas do país, caiu para 33,4% em 2001, segundo o IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística).
A discussão no mundo corporativo nos últimos 50 anos deu
espaço para outros temas, como as mulheres na liderança, o
acesso a minorias raciais, as gerações de trainnes, a qualidade
total e, mais recentemente, a produção on demand e o foco
no cliente.
Duas empresas, eleitas por EXAME em 2003, são exemplos da transformação
das indústrias nos últimos 50 anos: o Grupo Votorantim e a
Mahle-Metal Leve. Em 30 anos do anuário Melhores e Maiores, o grupo
Votorantim levou o título de Empresa do Ano por duas vezes, em 1983,
com a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), e em 2000, com a Cimentos
Votorantim. De acordo com o anuário de 2003, na passagem da segunda
para a terceira geração de herdeiros dos fundadores, o Votorantim
desenvolve um dos mais amplos processos de profissionalização
da gestão e de governança corporativa do país. Na lista
dos 100 maiores grupos que atuam no Brasil, o Votorantim subiu sete posições
no ranking de 2003, alcançando o 11º posto. As receitas do grupo
somaram quase US$ 5 bilhões em 2002 e o lucro, perto de US$ 764 milhões.
Desde que EXAME
iniciou, há mais de 30 anos, a publicação
do anuário Melhores e Maiores, alguns dos nomes mais cintilantes
do capitalismo brasileiro simplesmente desapareceram ou trocaram de mãos.
A lista inclui sobrenomes ligados à industrialização
do país, como Matarazzo, Villares e Pignatari, passando por empresas
como Mesbla, Mappin e Sharp. Já o caminho da Votorantim foi o inverso.
Ao longo destas três décadas, duas companhias do grupo --
a CBA, em 1983, e a Votorantim Cimentos, em 2000 -- receberam a placa
dada à Empresa do Ano. De lá para cá, o país
saiu da ditadura para a democracia, passou por inúmeros modelos
econômicos e regimes cambiais, enfrentou congelamentos de preços,
tablitas e hiperinflação, conviveu com confisco de dinheiro,
choques externos e cinco moedas diferentes. Sem falar do choque de competitividade
trazido pela abertura econômica, que afetou profundamente a condução
dos negócios no país.
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