A saúde paulistana
| A arte de curar no vilarejo de Piratininga |

JÚLIA BANDEIRA

  • Em 1839, a cidade de São Paulo tinha cinco médicos, quatro cirurgiões e sete farmacêuticos.

  • Em 1918, a gripe espanhola matou 5 mil pessoas em São Paulo.

  • Hoje são 2 251 leitos nos hospitais municipais (208 de UTI) e 9 334 nos hospitais estaduais (1 329 de UTI).

  • 25 461 procedimentos cirúrgicos foram realizados nos hospitais municipais entre janeiro a outubro de 2003.

  • Foram atendidas nos hospitais municipais 80 261 pessoas, de janeiro a outubro de 2003.

  • Segundo dados do Cremesp, a cidade de São Paulo tem 45 016 médicos registrados.

  • 20 936 pessoas morreram em São Paulo em 2002 por doenças no aparelho circulatório, o maior motivo de óbitos na cidade.


    Câncer em São Paulo
    Pesquisa do Instituto Nacional do Câncer, divulgada pela USP (Universidade de São Paulo) revela que a capital paulista tem a maior incidência de câncer entre homens no Brasil, em comparação com outras nove capitais. O número de casos de câncer em São Paulo apresenta tendência de crescimento, com a ocorrência de 490,7 casos por 100 mil habitantes entre os homens, e 383 casos por 100 mil habitante entre as mulheres. O câncer de próstata tem a maior incidência entre os homens, com 92,4 casos para cada 100 mil habitantes. Em seguida, vem
    o câncer de pulmão (37,6 casos por 100 habitantes), de estômago (31,5 casos por 100 mil habitantes), de cólon (22,6 casos por 100 mil habitantes) e de bexiga (20,7 casos por 100 mil habitantes).

    Entre as mulheres, o câncer mais comum é o de mama, com 91,4 casos para cada 100 mil habitantes seguido pelos cânceres de colo de útero (23,0 casos por 100 mil habitantes), cólon (19,3 casos por 100 mil habitantes), estômago (13,5 casos por 100 mil habitantes) e tiróide (13,1 ocorrências por 100 mil habitantes).

    Emílio Ribas*
    Em 1875, foi criado em São Paulo o Hospital de Isolamento. Posteriormente, em 1932, passou a ser chamado de Hospital Emílio Ribas. Desde 1991, carrega o nome que tem hoje: Instituto de Infectologia Emílio Ribas. No século XIX, o local abrigava vítimas de doenças infecto-contagiosas como febre amarela, varíola, raiva, difteria e febre tifóide.

    O primeiro caso de Aids foi confirmado pelo Emílio Ribas em 1983. O hospital também enfrentou a grande epidemia da doença. Em 20 anos, foram 51 167 casos da doença na cidade, com 30 210 mortos. Cerca de 60% dos casos passaram ou estão sendo acompanhados pelo Emílio Ribas. Em 2002, 1 215 pessoas morreram de Aids. O índice é de 11,44 mortos a cada 100 mil habitantes da cidade. A média já foi maior: chegou a 30,13 em 1997, segundo registros da prefeitura.
    * Fonte: Veja São Paulo, Secretaria Municipal da Saúde, Cremesp, Folha de S.Paulo e Folha Online.

    Você sabia?
  • Em 1825, a Santa Casa criou em São Paulo a "roda dos enjeitados", prática vinda da Europa e adotada em muitas instituições no Brasil para impedir que bebês abandonados nas ruas fossem mutilados por cães. A "roda", que funcionou até 1948, era uma caixa oca giratória que possuía um de seus lados abertos, onde as mães deixavam os bebês que não queriam ou podiam criar.

  • Muitos dos grandes hospitais de São Paulo foram criados por grupos de imigrantes, no final do século 19 e no início do 20: a Beneficência Portuguesa, por portugueses, o Hospital Matarazzo, por italianos, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, por alemães, o Albert Einstein, pela comunidade judaica, o Sírio-Libanês, pela comunidade sírio-libanesa, e o Samaritano, por ingleses.







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    A qualidade do atendimento em São Paulo
    O Hospital das Clínicas