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A
qualidade do atendimento em São Paulo
| A arte de curar no
vilarejo de Piratininga |
JÚLIA BANDEIRA
Uma pesquisa realizada por fiscais do
Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado), publicada em junho
de 2003, analisou 1 012 estabelecimentos do estado de São Paulo
durante dois anos. Foram avaliados hospitais e prontos-socorros sob vários
aspectos. Foram avaliadas ainda os dados sobre o atendimento prestado
e elaboração de indicadores de produção.
UTIs
A avaliação das UTIs mostrou que 35,4% das privadas e
40,3% das públicas não possuem área física
adequada. Foi considerada área física adequada a existência
de visão geral do paciente pelo profissional e a privacidade no
atendimento, por exemplo.
Não havia médicos especialistas disponíveis em
24,6% das UTIs privadas e em 41,9% das públicas. Foi considerado
que deveria haver minimamente um cirurgião geral e um neurocirurgião
nos locais ou disponíveis à distância.
58,2% dos serviços privados e 50% dos públicos não
têm os equipamentos mínimos exigidos, como monitor de eletrocardiograma,
oxímetro, aspirador de secreções, ventilador pulmonar,
fonte de oxigênio, fonte de ar comprimido, tomadas, carro de emergência,
entre outros.
PRONTOS-SOCORROS
Um total de 52,9% das salas de emergência estavam adequadamente equipadas.
Apenas 36,8% dos prontos-socorros apresentavam serviços de apoio.
A disponibilidade de apoio diagnóstico nas 24 horas é
de somente 45,8% nos serviços privados e 23,8%, nos públicos.
Apenas 14,5% dos prontos-socorros apresentavam a equipe médica
completa.
Entre os privados, somente 12,4% possuem a equipe completa, e entre
os públicos, 17,5%.
MATERNIDADES
Foi constatado que em 14,7% das maternidades privadas e em 8,5% das
públicas o trabalho de parto era acompanhado por profissional não
habilitado. O médico ginecologista acompanha os partos em 67,6%
das maternidades privadas e 81,1% das públicas.
As taxas de cesarianas continuam muito altas quando comparadas à
última pesquisa do Cremesp. A maior parte dos serviços ficam
na faixa acima de 45% de taxa de cesárea (60% dos hospitais). Foram
avaliados somente 485 hospitais, que forneceram os dados solicitados,
o que corresponde a 65,2% dos hospitais vistoriados. O dado mais grave
é observado em 20% dos serviços, que têm taxa de cesárea
acima de 80%.
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