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Guilherme de Almeida: pres.
da Com. do IV
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Sinal Verde
... O sinal está aberto. O tráfego
livre...
E na nossa frente, estende-se o São Paulo dinâmico e babélico,
que exibe, firmada por Anchieta e Nobrega, tendo a testemunhá-la
o português João Ramalho e o cacique Tibiriçá,
originalíssima certidão de nascimento em que se lê
a sua idade provecta: 400 anos! E enfeitiçando tudo os arranha-céus
colossais, sombrios monstros de cimento armado, as sujas chaminés
das fábricas e das usinas eternamente a cachimbarem um fumo negro,
e, pelas ruas e avenidas trepidantes, nos escritórios e oficinas,
como num autêntico formigueiro humano, os 3 milhões de paulistanos
labutam, atanazados com os negócios, testa vincada, preocupados
com o trabalho de cada dia...
Nesta hora, significantemente patriótica, sobremodo expressiva,
festas fora do comum reboam e tôda uma população vibra
de entusiasmo, nas comemorações sem par de uma efeméride
memorável: quatro séculos de existência bem vivida
da metrópole agigantada. E, em conseqüência, aqui estamos
nós também para participar destas manifestações
extraordinárias, brindando o público com a REVISTA DO IV
CENTENÁRIO, que não é se não um repositório,
tanto quanto possível completo, roteiro e documentário a
um tempo, dedicado aos paulistas em particular, aos brasileiros em geral,
e sobretudo aos alienígenas que nos visitam. Anima-nos, como escopo
principal, realizar a cobertura, com informes precisos, dados exatos,
noticiários de primeira mão, das festividades que ora se
realizam no grande Parque do Ibirapuera, onde uma magnífica feira
internacional concentra as atenções de milhares de turistas,
procedentes de todos os quadrantes, expondo-se ali tudo o que há
de mais interessante e atraente.
Retornaremos outras vêzes com a nossa publicação,
apoiada pela Comissão do IV Centenário, para trazer a vocês
- paulistas, brasileiros e estrangeiros - a informação exata
de que carecem, a reportagem colorida e vibrante sôbre o São
Paulo amigo e moderno, a crônica leve e risonha, servindo ao mesmo
tempo de roteiro e entretenimento. E, ao final de tudo, por muito bem
pagos nos daremos se o nosso trabalho, feito com tantos sacrifícios
e tantas canseiras, olhos fitos na grandeza sempre crescente de Piratininga,
venha a merecer o aplauso e a simpatia do público que nos lê.
O EDITOR
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Carta
de Guilherme de Almeida: presidente da Comissão do IV centenário.
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