Relembre o pior de “Viver a Vida”
[TEXTO Bruno Dias]
Na próxima sexta-feira (14) chega ao fim “Viver a Vida”. A novela de Manoel Carlos protagonizada por Taís Araújo (Helena) e Alinne Moraes (Luciana) pode ter levantado boas discussões ao longo de seus sete meses de exibição, mas não deslanchou na audiência como suas antecessoras, “A Favorita” (2008) e “Caminho das Índias” (2009).
O folhetim de Maneco trouxe mais do mesmo e pior, incluiu algumas situações na trama que foram difíceis de engolir e simplesmente poderiam não ter acontecido, já que não agregaram nada ao telespectador.
Listamos algumas das piores coisas trazidas por Manoel Carlos em “Viver a Vida”. Confira:

Fotos: Divulgação/ TV Globo
Dora tirando lençol da bolsa
Uma das cenas mais bizarras de “Viver a Vida” aconteceu quando Dora (Giovanna Antonelli) e Marcos (José Mayer) tiveram sua segunda “tarde de amor”. Depois de ter transado com Marcos sem camisinha e no mar, Dora resolve ir mais preparada para o segundo encontro com o galã: muitas camisinhas e um lençol. Dá pra acreditar? No melhor estilo Mary Poppins a moça tira um lençol roubado da casa do tio de dentro da bolsa e completa a cena tosca com a fala: “trouxe um lençol para a gente se amar”.

Pacotão Paris
Das duas uma: faltou criatividade ou dinheiro para Manoel Carlos. No melhor esquema “pacotão de viagens”, o autor aproveitou ao máximo a viagem a Paris com o elenco de “Viver a Vida”. Primeiro gravou a lua-de-mel de Helena e Marcos na cidade, em imagens que causaram suspiros no início, mas cansaram após mais de uma semana no ar. Só que na hora de retratar aquela que de fato foi a viagem de recém-casados mais esperada da novela, de Luciana e Miguel, o autor usou novamente Paris. Quase que Tereza (Lilia Cabral) foi parar lá também, já que seu namorado francês, Jean, tentou levá-la para uma romântica viagem pela cidade luz.

Lolita de araque
Antes do começo de “Viver a Vida”, muito se falou da polêmica personagem de Cecília Dassi, Clarisse, que seria uma espécie de “Lolita” de Maneco. Ela até que começou bem a trama, ainda mais por namorar um homem mais velho, o dono de restaurante natureba, Bernardo (Bruno Perillo), mas conforme a história foi desenrolando, Clarisse foi ficando sem graça, perdendo sua sensualidade ao longo do folhetim de Manoel Carlos. Cecília Dassi teve sorte de estar no núcleo do ator Marcello Airoldi, no impagável papel do cafajeste Gustavo, que arrancou boas gargalhadas em suas investidas contra Malu (Camila Morgado), porque senão ninguém se lembraria de sua existência na trama.

As aventuras de Bruno e Felipe
Antes de dar um rumo para Bruno (Thiago Lacerda) e Felipe (Rodrigo Hilbert) em “Viver a Vida”, Manoel Carlos cansou um pouco o pessoal de casa com as “incríveis aventuras” dos dois solteirões convictos pelo mundo. O máximo da cafonice foi dar o nome de “Aventureiro” para os créditos do fotógrafo Bruno, só para reforçar a imagem de “desencanado” do personagem. O primeiro voo de asa delta de Felipe com Renatinha (Bárbara Paz), depois de encherem a cara em uma balada, também forçou um pouco a barra nessa história de “armações ilimitadas”.

Núcleo “Sex and the City”
No começo de “Viver a Vida”, Manoel Carlos tentou transformar as amigas Helena (Taís Araújo), Alice (Maria Luisa Mendonça), Ariane (Christine Fernandes) e Ellen (Daniele Suzuki) numa espécie de “Sex and the City” da trama. Elas tinham longas conversas sobre relacionamentos e conhecimentos do imaginário masculino, assim como as nova-iorquinas solteironas Carrie Bradshaw, Samantha Jones, Charlotte York e Miranda Hobbes. Só que esta foi mais uma ideia que não colou. Além de cansativas, as conversas foram desaparecendo ao longo da trama. Para se ter ideia, no final da novela Helena e Ariane praticamente nem se falavam mais. E até Alice, a “devoradora de homens”, acaba “Viver a Vida” no melhor estilo fim de novela da Globo, quase casada com Osmar (Marcelo Valle).

Síndrome de “Cidade de Deus”
Toda vez que “Viver a Vida” mostrava o núcleo da favela, onde Benê (Marcello Melo) e Sandrinha (Aparecida Petrowky) moravam, a imagem ganhava qualidade de cinema, destoando completamente das cenas anteriores, gravadas com menos resolução. A discrepância era tão bizarra, que dava a sensação de estar assistindo “Viver a Vida” e de repente entrar uma cena de “Cidade de Deus” do nada.

Ausência de vilão
Quem está acostumado a assistir novelas da Globo deve ter sentido falta de uma peça muito importante em “Viver a Vida”: um vilão. Ainda mais que a trama de Manoel Carlos veio depois do público ter visto “A Favorita” (2008), que contava com as intermináveis maldades de Flora (Patrícia Pillar). Até mesmo os dois folhetins anteriores de Maneco, “Mulheres Apaixonadas” (2003) e “Páginas da Vida” (2006), traziam malfeitores de verdade, fazendo o Brasil se indignar com as raquetadas de Marcos (Dan Stulbach) em Rachel (Helena Ranaldi); e com a frieza e maldade de Marta (Lília Cabral) com os próprios netos. Vários foram os candidatos a vilão em “Viver a Vida”, Dora, Marcos e até mesmo Helena, mas nenhum deles acabou assumindo de fato o posto.
Instale o widget Celebridades que Causam
Tenha o widget de “Viver a Vida” em seu blog
Abril.com no Facebook: tudo sobre Esportes, Diversão, Notícias e Comportamento










