Festival de vinhos sul-africanos atrai turistas à Stellenbosch

Vinícola Eikendal na região de Stellenbosch - Foto: Thatiane Faria
Aqueles que vieram assistir à semifinal da Copa nesta terça-feira (6) entre Uruguai e Holanda, puderam fazer um “esquenta” no Festival de Vinhos de Stellenbosch, segunda cidade mais antiga da África do Sul, localizada a ceca de 40 km de Cape Town. Do dia 1 de julho até hoje (5), as vinícolas da região fizeram um programa especial para receber os turistas nas produtoras mais tradicionais do país.
O ingresso para participar do festival dava direito a desgustação de vinhos em seis diferentes vinícolas entre as dezenas abertas ao público. Além disso, para permitir que todos pudessem desfrutar esse produto, considerado um dos mais famosos da África do Sul, foram organizadas rotas entre as fazendas com transporte que levava e buscava as pessoas. Desta forma, todos podiam beber as cinco ou seis taças da carta de degustação em cada uma das vinícolas sem precisar dirigir para isso, afinal, elas não ficam uma do lado da outra. Seria bastante demorado caminhar entre elas.
A paisagem em Stellenbosch deixa para trás aquele estereótipo africano, que inclui a pobreza, e passa a ter uma imagem um pouco mais europeia, com gramados perfeitos, grandes plantações de uva e um toque rural, porém luxuoso. É impressionante quantos diferentes tipos de programas turísticos pode-se encontrar no país. Safaris, favelas de até 1 milhão de pessoas, mergulho com tubarões, passeio por praias repletas de surfistas e montanhas são algumas das opções.

Plantação na vinícola L'avenir - Foto: Thatiane Faria
E claro, após quase 30 taças de vinho, para quem conseguiu utilizar todos os passes que permitiam a desgutação da bebida nas vinícolas, todos os turistas com quem conversei adoraram o programa. Confesso que sul-africanos foram os que eu menos encontrei no festival.
Um dos vinhos mais requisitados, foram os do tipo Pinotage, uma especialidade da região de Stellenbosch e proximidades, como Constantia e Paarl. No início do século passado, o francês Abraham Izak Perold veio país e fez uma experiência com a fusão (me desculpem os enólogos se eu não estiver usando expressões técnicas adequadas) de duas diferentes uvas: Pinot Noir e Hermitage. No início, a ideia parece não ter dado muito certo, mas com a insistência, o resultado foi positivo.
O vinho é um dos mais famosos no país e conhecido mundialmente. O produto sul-africano já é competitivo no mercado internacional e melhor ainda, aqui o preço é acessível, para não dizer bem barato. Uma garrafa de um bom vinho pode custar 60 Rands (ou R$ 15). Sim, existem os mais caros, mas isso não elimina o fato dos outros serem muito bons, dignos de prêmios entre especialistas. Quem vier um dia à Africa do Sul, e gostar de um bom vinho tinto, precisa experimentar o Pinotage e variações.
Mesmo sem participar do festival de vinhos, uma desgutação nas fazendas custam em média 30 Rands ( R$ 7,5) e o cliente pode provar por volta de seis taças (cada produtora determina preços e quantidades) além de muitas delas ainda oferecerem uma variedade de queijos como aperitivo. Fazendas, preços, sabores, paisagens e receptividade aprovadíssimos!

Turistas jogam futebol após tarde de degustação de vinhos - Foto: Thatiane Faria