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Goleada para alivar a tensão no estádio

Torcedores de Portugal celebram o 7 a 0 em Cape Town - Foto: Reuters

Torcedores de Portugal celebram o 7 a 0 em Cape Town - Foto: Reuters

Após ser palco de três empates um tanto sem graça, finalmente pudemos assistir alguém vencendo no estádio de Cape Town. Portugal fez 7 a 0 na Coreia do Norte em mais um dia chuvoso aqui na cidade, clima que sempre acaba trazendo dor de cabeça para os torcedores e para quem trabalha com a segurança do local pelo simples fato de não ser permitida a entrada de guarda-chuvas. E ponto final.

Não interessa o tamanho, preço, cor, ingresso, o setor, se a pessoa tem credencial, se é da imprensa ou qualquer outra pessoa. Foram inúmeras discussões e nervosismo dos torcedores ao receberem esta notícia dos policiais durante a revista e checagem de bolsas. Como não pode entrar guarda-chuva em um dia como estes?

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Enfim, regras são regras e, pelo menos desta, a Fifa não abriu mão. Vi mulher quase chorando porque aquele pertence tinha valor sentimental, um homem indignado pois tinha acabado de comprar o guarda-chuva oficial da Fifa e nem aquele poderia entrar, um casal um tanto preocupado em perder os 500 Rands (ou R$ 125) que tinham pagado em cada um deles. Resultado: centenas de guarda-chuvas foram deixados para trás e até jogados no lixo. Fica a dica para quem for assistir a algum jogo aqui na África do Sul.

Enquanto esta norma era totalmente indiscutível, o tamanho das bandeiras e das hastes embutidas nelas podia variar bastante. Logo quando os portões são abertos para a entrada do público, geralmente 3 a 4 horas antes da partida, a revista é bem mais rigorosa. Com o passar do tempo, e o aumento do fluxo de pessoas, as regras vão afrouxando. Hastes normalmente são totalmente proibidas dentro do estádio. No fim, algumas pequenas ou até médias, se não forem pontudas, já acabam passando.

O mesmo ocorre com bandeiras. Se elas forem maiores do que 2m por 1,5m, acabam retidas na entrada. Também existe a possibilidade de cortá-las para que fiquem menores. No entanto, muitos torcedores acabam tendo permissão para entrar com elas se derem a palavra de que não vão abri-las no estádio. Caso contrário, elas aí sim serão confiscadas.

Esta mudança no rigor antes do jogo não ocorre por falta de vontade dos policiais, mas pela multidão de pessoas que acabam amontoadas para fora dos portões esperando para entrar e pela insistência, muitas vezes até agressiva, por parte dos torcedores.

Ainda bem que a maior parte dos quase de 65 mil que estavam no estádio torcia para Portugal, assim eles saíram felizes da vida mesmo sem os seus pertences.

Bandeiras e vuvuzelas até quatro vezes mais caras em uma semana

Foto: Thatiane Faria

Foto: Thatiane Faria

Quem ainda não tinha comprado suas bandeiras, perucas, chapéus e vuvuzelas aqui na África do Sul, se deu mal. Há uma semana, o preço dos adereços era muito menor do que agora. Em uma das redes de supermercado muito famosa do país, o Pick’n Pay, uma bandeira do Brasil custava 20 Rands (ou cerca de R$ 5). A mesma bandeira, ontem, no dia do primeiro jogo da Copa, estava 80 Rands, quatro vezes mais.

Foto: Thatiane Faria

Foto: Thatiane Faria

Rui, um torcedor português que estava no jogo entre França e Uruguai, em Cape Town, contou durante a carona que me deu até em casa, após minhas longas horas de trabalho dentro do estádio, que a vuvuzela custava 29 Rands perto da casa dele, na mesma rede de supermercados Pick’n Pay, mas ele deixou para a última hora e pagou mais caro. Segundo Rui, a mesma vuvuzela está 100 Rands agora.

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Até as barraquinhas na rua aumentaram os preços. Portanto, quem quiser se enfeitar agora, vai ter que aceitar os novos preços impostos pela demanda no mercado local.

(Texto: Thatiane Faria)