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Loco Abreu se diz chateado com mexicanos que apoiaram Gana

Foto: AP

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O uruguaio Sebastián Abreu se mostrou chateado no domingo ao lembrar que um grupo de torcedores do México, país onde jogou por várias temporadas, apoiou Gana na partida contra a “celeste” pelas quartas de final da Copa do Mundo.

O Uruguai venceu Gana por 4 x 2 nos pênaltis na sexta-feira, após empate em 1 x 1 em 120 minutos de jogo.

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“Esperava ter apoio por ser representante latino-americano, mas no outro dia havia muitos mexicanos no estádio torcendo por Gana”, disse Abreu a jornalistas após treino do Uruguai.

“Estas são coisas que não entendo mas bom, nós agradecemos àqueles que ficaram felizes com nossa vitória”, disse o veterano atacante que tornou-se ídolo das torcidas dos clubes nos quais trabalhou por suas boas atuações, dedicação e espontaneidade.

“El Loco” Abreu, de 33 anos, jogou seis temporadas no México, onde representou Tecos, Cruz Azul, América, Dorados, Monterrey, San Luis e Tigres.

O atacante se mostrou feliz com o fato do Uruguai ser o último representante da região na Copa do Mundo.

“Ser a única equipe da América Latina é um orgulho e uma responsabilidade. Nós viemos de uma eliminatória mais difícil, das oito melhores equipes do mundo tinha quatro desta eliminatória, o que mostra claramente que não é fácil classificar na América do Sul”, afirmou. (Fonte: Reuters)

Aguirre renuncia ao comando da seleção mexicana

O técnico da seleção mexicana, Javier Aguirre, renunciou ao cargo nesta quarta-feira após a eliminação da equipe na Copa do Mundo da África do Sul. “Acredito que tenho que deixar o cargo, é o mais honesto”, disse Aguirre em entrevista coletiva.

Aguirre assumiu a seleção mexicana em abril de 2009 para uma segunda passagem, após a equipe sofrer várias derrotas que colocaram em risco a classificação para o Mundial. O México foi eliminado ao perder para a Argentina por 3 x 1 nas oitavas de final. (Fonte: Reuters)

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Com a ajuda de “bandeirinha de Deus”, Argentina elimina México e pega Alemanha

Foto: Reuters

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Com uma ajuda muito especial do “bandeirinha de Deus”, a Argentina venceu o México por 3 a 1 e avançou às quartas-de-final da Copa do Mundo de 2010. O jogo começou equilibrado, e os mexicanos chegaram até a acertar o travessão de Romero, mas o gol de Tevez completamente impedido acabou facilitando o caminho dos “hermanos”. Classificados, os comandados de Maradona vão encarar a Alemanha, que atropelou a Inglaterra por 4 a 1.

Essa vitória mantém uma freguesia e arma uma revanche: em 2006, a Argentina venceu o México também nas oitavas-de-final e foi eliminada pela mesma Alemanha nas quartas-de-final. Os mexicanos também são eliminados pela quinta vez consecutiva na mesma etapa do Mundial.

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Um outro tabu também foi quebrado: a Argentina não passava de um mata-mata de uma Copa desde 1990. De lá para cá, ou a prorrogação ou os pênaltis definiam o futuro argentino no torneio.

O jogo

A partida começou agitada. Aos 6 minutos, Messi tabelou com Tévez, chutou em cima da entrada da área e acertou a marcação. A bola sobrou no meio-campo e já sobrou para o México. Eles carregaram a bola até o outro lado do campo e viram a bola bater na trave de Romero logo após um belo chute de Salcido.

Dois minutos depois, Guardado arriscou de fora da área mais uma vez e a bola tirou tinta da trave argentina. Aos 12 minutos, a Argentina respondeu novamente com Messi. O melhor do mundo chutou meio estranho, mas a bola quase encobriu o baixinho Perez.

Aos 14 minutos, os “hermanos” voltaram a levar susto. Hernández arriscou na entrada da área, e Romero viu mais uma bola passar rente à trave esquerda.

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O jogo acalmou um pouco e os times começaram a ter mais dificuldades de chegar na área adversária. Até que, aos 24 minutos Tevez fez um gol completamente impedido após passe de Messi. O ex-corintiano estava mais perto da linha do que qualquer jogador, até mesmo do que o goleiro Pérez. Os mexicanos cercaram o árbitro, mas de nada adiantou. Era a “bandeirinha de Deus”.

E aí os mexicanos se desconcentraram. Logo aos 32 minutos, Osório falhou feio e deixou a bola escapar para os pés de Higuain. O atacante driblou Perez e aumentou a vantagem. E então foi só controlar a partida e levar a vantagem para os vestiários.

O segundo tempo começou com México tentando uma reação. Mas Carlitos Tévez não permitiu. De longe, aos 9 minutos, o atacante fez um golaço que levantou qualquer torcedor. Até mesmo aquele que não liga para futebol. A bola morreu no ângulo de Pérez, e a Argentina carimbava ali a sua passagem para as quartas-de-final.

O México ainda esboçou uma reação. Hernandez recebeu a bola na entrada da área e deu um lindo giro para cima do zagueiro argentino. Ele entrou na área e acertou o ângulo de Romero, que só pôde olhar a bola estufar a rede.  Mas era tarde demais. Os sul-americanos seguem invictos na Copa do Mundo de 2010.

FICHA TÉCNICA
ARGENTINA 3 X 1 MÉXICO

Local: Estádio Soccer City, em Johanesburgo (África do Sul)
Data: 27 de junho de 2010 (Domingo)
Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Rosetti (Itália)
Assistentes: Paolo Calcagno e Stefano Ayroldi (ambos da Itália)

Gols: Tévez (2x) e Higuaín (ARG); Hernadez (MEX)

ARGENTINA
Romero; Otamendi, Demichelis, Burdisso e Heinze; Mascherano, Maxí Rodríguez (Pastore) e Di María (Gutierrez); Messi, Tevez (Veron) e Higuaín
Técnico: Diego Maradona

MÉXICO
Óscar Pérez; Rodríguez, Salcido, Rafa Márquez e Osorio; Juárez, Torrado, Guardado (Franco) e Giovani dos Santos e Bautista (Barrera); Javier Hernández
Técnico: Javier Aguirre

Argentina e México reeditam confronto da Copa de 2006

Higuaín é o artilheiro do time com três gols (Reuters)

Higuaín é o artilheiro do time com três gols (Reuters)

A Argentina vai reencontrar o México nas oitavas de final de uma Copa do Mundo neste domingo, às 15h30 (de Brasília), no Estádio Soccer City, em Johanesburgo. As duas equipes se enfrentaram também nas oitavas de final do Mundial de 2006, na Alemanha. Naquela ocasião os argentinos levaram a melhor, vencendo por 2 a 1, mas precisando da prorrogação, pois no tempo normal o confronto acabou 1 a 1.

Agora, mais uma vez, a Argentina é apontada como favorita. O time comandado pelo técnico Diego Maradona conseguiu 100% de aproveitamento na primeira fase e conta com jogadores de muita habilidade, principalmente do meio de campo para frente. Um exemplo é Messi, considerado o melhor jogador do mundo na atualidade.

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Porém quem espera facilidade para a Argentina pode se surpreender. O México dessa vez é uma equipe muito sólida e organizada taticamente. Ficou atrás do Uruguai no Grupo A, na fase de classificação, mas surpreendeu ao desbancar a vice-campeã França, ganhando por 2 a 0. Maradona, diante deste cenário, acredita em um grande jogo neste domingo.

“A Argentina é um time que gosta de atacar, pensamos em gols o tempo todo dentro de campo e é o desejo de marcá-los que nos move. O México também tem um time habilidoso e acredito que podemos fazer um grande confronto de oitavas de final”,disse o treinador.

Para os jogadores argentinos o time mexicano merece o máximo de respeito. A expectativa, justamente por isso, é semelhante à de Maradona.

(Reuters)

(Reuters)

“O México mostrou nesta Copa do Mundo que tem um time de qualidade, que consegue aliar a qualidade de seus jogadores a um sólido esquema tático armado pelo seu treinador. Não foi à toa que conseguiu ganhar da França e se sair bem em um grupo que tinha ainda a seleção anfitriã. Nós também temos as nossas qualidades e méritos. Portanto, fica a expectativa de um grande jogo”, afirmou o goleiro Romero.

Para este jogo, a tendência seria que Maradona mandasse a campo a formação dos dois primeiros jogos, quando venceu Nigéria por 1 a 0 e goleou Coreia do Sul por 4 a 1. Entretanto, o treinador testou a equipe com duas mudanças: o meia Verón e o lateral Jonas Gutiérrez saíram para as entradas de Otamendi e Maxi Rodríguez.

As trocas seriam motivadas pelos problemas defensivos apresentados pelos argentinos durante a primeira fase. Assim, Otamendi reforçaria a lateral direita, já que Gutiérrez apresentou problemas de marcação. Maxi Rodríguez também ajudaria a barrar as jogadas rivais no meio-campo.

Pelo lado do México, o técnico Javier Aguirre se mostra muito otimista e tem a convicção de que seus comandados conseguirão a classificação neste domingo.

“O México hoje joga de igual para igual com qualquer equipe que está disputando essa Copa do Mundo e acredito que ninguém deve apostar todas as fichas na Argentina nestas oitavas de final, pois senão a surpresa pode acontecer. Temos um time sólido e capaz de conquistar essa classificação”, analisou o treinador Mexicano.

Nem mesmo a qualidade dos jogadores argentinos intimida os mexicanos. Os jogadores do representante da Concacaf, por exemplo, se irritaram nos últimos dias a terem que responder perguntas sobre a qualidade de Messi.

“A Argentina não é apenas Messi e sim um time com vários jogadores de qualidade. Todos os atletas de nosso adversário merecem respeito. Mas temos jogadores também capazes de fazer os argentinos se preocuparem”, disse o volante Torrado.

O técnico do México vai fazer uma modificação em relação à formação que perdeu por 1 a 0 para o Uruguai na última rodada. O atacante Vela, recuperado de lesão no joelho direito, reaparece e vai ocupar a vaga do veterano Blanco.

FICHA TÉCNICA
ARGENTINA X MÉXICO
Local: Estádio Soccer City, em Johanesburgo (África do Sul)
Data: 27 de junho de 2010 (Domingo)
Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Rosetti (Itália)
Assistentes: Paolo Calcagno e Stefano Ayroldi (ambos da Itália)

ARGENTINA
Romero; Otamendi (Jonás Gutiérrez), Demichelis, Samuel e Heinze; Mascherano, Maxí Rodríguez (Verón) e Di María; Messi, Tevez e Higuaín
Técnico: Diego Maradona

MÉXICO
Óscar Pérez; Rodríguez, Salcido, Rafa Márquez e Osorio; Moreno, Torrado, Guardado e Giovani dos Santos, Vela e Franco
Técnico: Javier Aguirre

Argentina não vence um jogo de mata-mata de Copa do Mundo nos 90 minutos há mais de 20 anos

Caniggia passa por Taffarel no último triungo hermano no tempo regulamentar - Foto: Dedoc

Caniggia passa por Taffarel no último triunfo hermano no tempo regulamentar - Foto: Dedoc

Texto: Ricardo Zanirato

Neste domingo (27), a Argentina entra em campo contra o México para tentar espantar um tabu que dura desde os tempos em que o atual técnico da “Alvi-celeste”, Maradona, ainda era um jogador de futebol. Desde o dia 24 de junho de 1990, há exatos 20 anos e três dias, quando bateu o Brasil por 1 a 0, com gol de Caniggia, a Argentina não vence um jogo de mata-mata de Copa do Mundo nos noventa minutos.
 
Copa de 1990
 
Na Copa da Itália, em 90, com Maradona, Caniggia e Goycochea em campo, os hermanos venceram o Brasil, nas oitavas, por um a zero, gol de Caniggia.
 

Goycochea pega a penalidade de Hadzilbecig- Foto: Getty Images

Goycochea pega a penalidade de Hadzilbecig- Foto: Getty Images

Nas quartas de final, zero a zero com a Iugoslávia, de Savicevic, Stojkovic e Prosinecki. Nos pênaltis brilhou a estrela de Goycochea, também conhecido em Buenos Aires e cercanias como “tapa penales”. Após duas cobranças de cada equipe, a Argentina vencia por 2 a 1, até que Don Diego Maradona bateu fraquinho e Ivikovic agarrou a bola. Os argentinos esmoreceram, Savicevic se aproveitou e empatou. Na cobrança seguinte, Troglio acertou a trave e mostrou que o time de Bilardo acusou o golpe. Mas Goycochea salvou a pele de “dios”, que teve seu dia de mortal. O goleiro defendeu as duas cobranças seguintes e o reserva Dezotti fez o gol da classificação argentina.

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Na semifinal, contra a Itália, 1 a 1 nos 90 minutos e na prorrogação. Na decisão por pênaltis brilhou novamente a estrela de Goycochea, que defendeu as cobranças de Donadoni e de Aldo Serena. Nos pênaltis, Argentina 4 a 3.

Aldo Serena foi outra vítima do "tapa penales" - Foto: AP

Aldo Serena foi outra vítima do "tapa penales" - Foto: AP

 
Na final, no estádio Olímpico de Roma, a sorte, enfim, não sorriu para Goycochea. Depois de 85 minutos atacando a defesa argentina, a Alemanha Ocidental foi premiada com um controverso pênalti de Sensini em Voëller. Brehme bateu, coverteu e correu para o abraço.
 
A Argentina de 1990 registrou a pior campanha de um finalista de Copa do Mundo: apenas duas vitórias e cinco gols marcados em sete jogos. Os números ruins foram vistos na própria final, já que a equipe se tornou a primeira a não marcar gols na decisão e também a primeira a ter um jogador expulso – e foram dois, Monzon e Dezotti.
 

Brehme faz o gol do título alemão em 90 - Foto: Getty

Brehme faz o gol do título alemão em 90 - Foto: Getty

Copa de 1994
 
Depois de uma primeira fase irregular – duas vitórias e uma derrota -, a Argentina sentiu a falta de Maradona. O eterno dez participou das duas primeiras partidas e acabou flagrado no antidoping, pelo uso de cinco substâncias proibidas: efedrina, nor-efedrina, pseudoefedrina, nor-pseudoefedrina e meta-efedrina. Todas estimulam os batimentos cardíacos, dão fôlego e lucidez, além de causar perda de peso.

Classificada como um dos melhores terceiros, coube a Argentina, que teve Ortega na vaga de Maradona, enfrentar a Romênia, primeira colocada do grupo A. Em um jogo movimentado, a seleção romena de Hagi, “o Maradona dos Cárpatos, bateu a Argentina por 3 a 2.

Copa de 1998

Hagi e companhia não deram chances para a Argentina em 94 - Foto: Getty Images

Hagi e companhia não deram chances para a Argentina em 94 - Foto: Getty Images

Nas oitavas de final da Copa da França, os argentinos enfrentaram a Inglaterra. Depois dos hermanos saírem na frente com um gol de Batistuta, Michael Owen virou o jogo para a Inglaterra. Zanetti impediu a eliminação precoce ao empatar o jogo. Nos pênaltis, Roa viveu um dia de “tapa penales”, defendeu duas cobranças e colocou o time de Passarella nas quartas.

Contra a Holanda, nas quarta de final, a Argentina acumulou o sexto jogo seguido sem conseguir vencer uma partida de “mata-mata”. O time do craque Bergkamp bateu o time de Verón e Batistuta por 2 a 1.

Copa de 2002

Owen caiu para os argentinso em 98 - Foto: Getty Images

Owen caiu para os argentinos em 98 - Foto: Getty Images

Na Copa da Coreia e do Japão, a Argentina começou a se dar mal logo no sorteio. Pelé foi o escolhido pela FIFA para retirar as bolinhas que formavam os grupos. O rei do futebol sorteou adversários fáceis para o Brasil e colocou os eternos rivais da seleção brasileira no “grupo da morte”, com Nigéria, Inglaterra e Suécia.

Na Copa, o time de Marcelo Bielsa bateu a Nigéria na estreia, perdeu para a Inglaterra na sequencia e apenas empatou com a Suécia na última rodada. Com 4 pontos, a Argentina acabou em terceiro lugar em sua chave, que teve a Suécia e Inglaterra classificadas, ambas com 5 pontos. Com isso, a “Albiceleste” não disputou partidas de “mata-mata” em 2002.

Copa de 2006

Bergkamp mandou os hermanos para Buenos Aires em 98 - Foto: Getty Images

Bergkamp mandou os hermanos para Buenos Aires em 98 - Foto: Getty Images

Suécia comemora a viória que eliminou a Argentina na primeira fase - Foto: Getty Images

Suécia comemora a viória que eliminou a Argentina na primeira fase - Foto: Getty Images

Depois do trauma da Copa de 2002, a Argentina encarou com seriedade a primeira fase da Copa de 2006 e não deu chance para os adversários. Nas oitavas, a Argentina enfrentou a boa equipe mexicana. O bom futebol da primeira fase sumiu e os portenhos suaram a camisa e só conseguiram bater o México na prorrogação, depois de um gol de Maxi Rodriguez, grande destaque da equipe na primeira fase.

Nas quartas, uma reedição das finais de 86 e 90: Alemanha e Argentina. Depois do 1 a 1 nos 120 minutos de jogo, a partida foi para as penalidades. Porém Pato Abbondanzieri não era um “tapa penales”. Resultado final: Alemanha 4 x 2 Argentina.

Maxi Rodriguez faz o gol na prorrogação, em 2006 - Foto: Getty Images

Maxi Rodriguez faz o gol na prorrogação, em 2006 - Foto: Getty Images

Lista dos jogos de “mata-mata” que a Argentina não vence nos 90 minutos:

Oitavas de final da Copa de 1990: Argentina 1 x 0 Brasil
Quarta de final da Copa de 1990: Argentina 0 x 0 Iugoslávia (3 a 2 nos pênaltis)
Semifinal da Copa de 1990: Argentina 1 x 1 Itália  (4 a 3 nos pênaltis)
Final da Copa de 1990: Argentina 0 x 1 Alemanha Ocidental
Oitavas de final da Copa de 1994: Argentina 2 x 3 Romênia
Oitava de final da Copa de 1998: Argentina 2 x 2 Inglaterra (4 a 3 nos pênaltis)
Quartas de final da Copa de 1998: Argentina 1 x 2 Holanda
Oitavas de final da Copa de 2006: Argentina 1 x 1 México (1 a 0 na prorrogação)
Quartas de final da Copa de 2006: Argentina 1 x 1 Alemanha (2 a 4 nos pênaltis)

Maradona chama campeão mundial pela Argentina em 1978 de traidor

(AP)

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Diego Armando Maradona é a grande estrela da Copa do Mundo da África do Sul. Somado ao carisma, os carinhos nos jogadores e as simpatias, o técnico da seleção Argentina ficou caracterizado por proferir declarações polêmicas. E, neste sábado, um dia antes de a equipe encarar o México pelas oitavas de final do torneio, o comandante da alvi-celeste provocou Ricardo La Volpe, campeão mundial em 1978 e treinador mexicano há quatro anos, na Alemanha.

“Estou incomodado com La Volpe. Ele não teve respeito pela Argentina, e na minha opinião isso significa que ele é um traidor da pátria”, alfinetou Maradona em entrevista coletiva concedida neste sábado, depois de ser informado sobre a torcida do ex-goleiro pela seleção do México.

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“Ele pode ser agradecido por ter feito carreira no México, ganhou dinheiro, mas é um traidor”, sentenciou Diego, antes de ironizar a presença de La Volpe no grupo campeão da Copa do Mundo em 1978.

“Ele era terceiro goleiro e nem jogaria. É capaz que se o Menotti (Cesar Luis, treinador na época) precisasse de alguém, escalaria um jogador de linha, e não ele”, completou El Pibe.

A simpatia de La Volpe pela seleção tricolor é explicada pela presença do ex-goleiro no país. Há 30 anos trabalhando no futebol mexicano, o treinador dirigiu a equipe na Copa do Mundo da Alemanha, há quatro anos, e comandou o time na derrota para a própria Argentina, nas oitavas de final da competição disputada em 2006. (Fonte: Gazeta Press)

Maradona promete “time de gala” contra o México neste domingo

(Reuters)

(Reuters)

Diego Maradona “passou por cima” de vários repórteres em uma coletiva de imprensa lotada, neste sábado, para abraçar o amigo e ex-companheiro de Napoli Salvatore Bagni antes de dizer que sua Argentina deve bater o México no Mundial.

As coletivas de Maradona durante a Copa do Mundo se transformaram em um show à parte que se iguala ao progresso de seu “time de gala” rumo à segunda fase do torneio, quando enfrentará o México no estádio Soccer City, em Johanesburgo, no domingo, às 15h30 (horário de Brasília).

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O zagueiro Walter Samuel ainda sofre com um problema muscular na perna que forçou sua substituição por Nicolas Burdisso na vitória por 4 x 1 sobre a Coreia do Sul e Maradona disse que Burdisso poderá substituí-lo também no domingo.

“Se ele não estiver 100 por cento, ele não será capaz de nos dar a ajuda que precisamos”, afirmou Maradona, após retornar para sua posição em frente das câmeras e repórteres depois do forte abraço no italiano Bagni, que atua como comentarista no torneio da África do Sul.

“Mesmo conhecendo-o ao longo desses anos, Diego sempre faz algo que te surpreende”, disse Bagni, que conquistou o título do Campeonato Italiano ao lado de Maradona com o Napoli em 1987. Maradona declarou: “Vou escalar o melhor time que tenho em respeito pela camisa da Argentina. Sempre vou escolher meu time de gala na Copa.”

ESTRADA ESTREITA

Maradona disse ainda que o México tem um time que merece respeito, mas “é melhor que eles saibam respeitar a nossa história. A Argentina tem o que é preciso para seguir adiante”.

“Quando a estrada se estreita com os 16 melhores times, a história entra em campo e tenho certeza de que meus jogadores entenderam a mensagem”, afirmou Maradona, que foi o capitão no segundo título argentino, no México, em 1986.

“Já vi tudo isto… Durante toda a minha vida eu peguei a experiência que hoje passo para os meus jogadores com toda minha alma e coração, contando para os rapazes ‘como foi para mim’.”

Ele disse, no entanto, que o México “tem um grupo de jogadores que nos preocupa. Se (o atacante argentino naturalizado mexicano Guillermo) Franco não jogar, será melhor, porque eles não terão um cabeceador”.

Maradona afirmou ainda que pensou que o técnico do México, Javier Aguirre, poderá escalar Rafael Márquez na defesa, “porque contra o Uruguai ele pareceu um pouco perdido no meio-campo”. O Uruguai venceu o México por 1 x 0 em sua partida na primeira fase. (Fonte: Reuters)

Algoz mexicano, Maxi Rodríguez nega comparação com 2006

Foto: Getty Images

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Maxi Rodríguez se prepara para a partida contra o México, nas oitavas de final da Copa do Mundo, ciente de que a história não se repete com frequência. Algoz mexicano no Mundial de 2006, na Alemanha, foi com um golaço que ele garantiu a classificação às quartas de final, já no segundo tempo da prorrogação. Negando comparações, ele espera escrever um novo capítulo vitorioso para os argentinos.

“Tenho recordações muito bonitas desta partida de 2006, mas já ficou para trás, agora é diferente. Tomara que possa fazer um gol como aquele, mas é difícil de repetir”, disse o jogador. Há quatro anos, ele aproveitou bola virada pro Heinze para dominar no peito na entrada da área e, de primeira, sem deixá-la pingar, acertar um belo petardo, no ângulo esquerdo do gol.

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“São circunstâncias nos Mundiais onde não se pode falhar. Não há comparações possíveis. Já não podemos falhar”, disse o jogador, preocupado para o confronto. Em 2006, os mexicanos saíram na frente e por pouco não eliminaram os argentinos. Crespo foi quem empatou, em cobrança de escanteio. Os poucos gols anotados pelo México neste Mundial não iludem Maxi Rodríguez.

“Temos que pensar na nossa equipe e em fazer bem as coisas. Não importa se eles vêm com poucos gols na fase de grupos, porque se agora marcarem um a mais do que nós, nos iremos deste Mundial”, disse o atleta. Maxi Rodríguez foi comandado por Javier Aguirre no Atlético de Madri, da Espanha. Apesar disso, ele prevê atuação defensiva dos rivais.

“Conheço-o (Javier Aguirre) bastante, mas não é a mesma coisa dirigir um clube e uma seleção. Não acredito que saiam para buscar o resultado desde o primeiro minuto, talvez vão esperar mais atrás para buscar o contra-ataque, mas às vezes é difícil fazer uma leitura prévia de tudo isso”, complementou o atleta, que nesta quinta-feira treinou na vaga de Verón no meio-campo argentino.

Alemanha e Inglaterra revivem confrontos históricos em Copas

23, junho, 2010 2 comentários
Alemães festejam gol da classificação contra Gana (Reuters)

Alemães festejam gol da classificação contra Gana (Reuters)

Texto: Daniel Cristovão

Alemanha e Inglaterra entraram em campo nesta quarta-feira vivendo o drama de poderem dar adeus ao Mundial ainda na primeira fase. Mas confirmaram a tradição de suas camisas, obtendo a classificação com vitória simples sobre Gana e Eslovênia, respectivamente, e vão reviver confrontos históricos no domingo, às 11h, para decidir quem avança às quartas-de-final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

O duelo que reúne quatro títulos mundiais, três da Alemanha, já decidiu uma Copa. Foi na final de 1966, no torneio disputado na Inglaterra, e que teve como campeão os donos da casa na prorrogação, após empate em 2 a 2 no tempo normal. O jogo teve um lance polêmico, o primeiro gol inglês na prorrogação. Aos 11 minutos da primeira perna do tempo extra, o inglês Ball cruzou para Hunt, que acertou o travessão. A bola bateu na linha e saiu, mas o árbitro suíço Gottfried Dienst validou o gol.

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A Inglaterra ainda marcou o segundo gol no último minuto do jogo e selou a vitória em seu primeiro e único título. Até aquela data, 30 de julho de 1966, os alemães não tinham superado os ingleses em confronto algum. A revanche e o fim do tabu ocorreu em 1970, nas quartas-de-final da Copa do Mundo do México em outro jogaço.

Os ingleses não tinham Gordon Banks, com diarreia. Do time campeão contavam com Bobby Charlton, Bobby Moore, Ball, Hurts e Peters e saíram na frente abrindo 2 a 0, gols de Mullery e Peters. A reação germânica começou com Beckenbauer e Seeler, que marcaram aos 24 e aos 37 minutos da etapa final. Na prorrogação Gerd Müller despachou os ingleses, então donos da taça, de volta pra casa.

O terceiro duelo em fases decisivas em Copas se deu em 1982 nas quartas-de-final, mas não era no sitema mata-mata. Três equipes se enfrentaram no grupo 2; Alemanha, Inglaterra e Espanha, jogando todos contra todos. As duas seleções abiram a chave e ficaram no 0 a 0. Os alemães se classificaram à semifinal ao bater a Espanha por 2 a 1. Ingleses e anfitriões também empataram sem gols.   

Na quarta decisão, o tira-teima, a Alemanha novamente levou a melhor, ganhado da Inglaterra na semifinal da Copa de 1990, na Itália, na decisão por pênaltis após novo empate no tempo normal, desta vez em 1 a 1. A Alemanha de Klinsmann, Lothar Mathaus, Voller e Ilgner saiu na frente com gol de Brehme, sofrendo o empate de Lineker. Nas penalidades, 4 a 3 Alemanha, com Pierce e Waddle desperdiçando as cobranças.

O jogo deste domingo ainda ganhou uma dose de polêmica, após as recentes trocas de farpas entre Fábio Capello, técnico inglês, e o ídolo alemão Franz Beckenbauer, após o alemão ter “cornetado” o futebol apresentado pelos rivais no empate em 1 a 1 contra os Estados Unidos na estreia. Campeão como jogador em 74 e como técnico em 90, Beckenbauer disse que o futebol inglês regrediu ao estilo “chutão e correria” ao jornal inglês The Guardian.

Ele sugeriu ainda que a Inglaterra havia voltado aos “maus tempos do passado” e a declaração irritou o astro inglês Wayne Rooney, que não vê a hora de enfrentar o selecionado da Alemanha no torneio. A hora chegou.

Leia mais sobre a troca de farpas entre Fábio Capello e Franz Beckenbauer

Drama comum e dois heróis

Ingleses sofreram para bater a Eslovênia por 1 a 0 (Reuters)

Ingleses sofreram para bater a Eslovênia por 1 a 0 (Reuters)

As campanhas de Inglaterra e Alemanha estão separadas por muito, embora ambas poderiam ter voltado pra casa hoje. Os Ingleses tiveram o maior calvário. Não podiam nem pensar no empate contra a Eslováquia, que liderava o grupo com dois pontos a mais. O herói veio do banco de reservas. Jermian Defoe, do humilde Tottenhan, começou como titular no lugar de Emile Heskey e fez o gol da vitória magra sobre os rival do leste europeu.

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Do lado alemão, o confronto contra Gana, que liderava a chave um ponto na frente, também foi dramático, mas o empate ainda dava à Alemanha alguma chance; bastava a Servia não ganhar da Austrália. Contra um adversário que só precisava do empate, o gol do alívio demorou. Saiu aos 15 minutos do segundo tempo, com Özil acertando o ângulo com um chute de esquerda de fora da área. Tirando a vitória sobre a Austrália por 6 a 0 na primeira rodada, alemães e ingleses não tem muito do que se orgulhar.

Venceram times medianos com sofrimento e ainda protagonizaram zebras que serão lembradas para sempre. Os britânicos empataram sem gols com a Árgelia num jogo sofrível e os germânicos perderam da Sérvia por 1 a 0. Sérvia, alíás, que conseguiu perder para a Austrália e deixar a vaga para a derrotada Gana.

Quem vencer o confronto de domingo terá pela frente nas quartas-de-final o vencedor de Argentina e México.

México espera revanche e estuda como deter Argentina, diz Franco

Foto: Reuters

Foto: Reuters

A seleção mexicana espera a revanche contra a Argentina e estuda a maneira de deter seu ataque na Copa do Mundo da África do Sul, disse nesta terça-feira o atacante Guillermo Franco.

O México perdeu de 1 x 0 para o Uruguai nesta terça-feira e ficou em segundo lugar no Grupo A do Mundial, atrás da “celeste”, o que o coloca no caminho da Argentina, líder do Grupo B, em partida que será disputada no domingo.

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“Veremos como frear seu ataque”, disse Franco, atacante argentino nacionalizado mexicano.

“A Argentina tem um grande ataque. Não é só o que pode fazer Lionel Messi, que para mim é o melhor do momento.”

O México tentará uma revanche da derrota nas oitavas-de-final do Mundial de 2006, quando a Argentina ganhou por 2 x 1 na prorrogação com um golaço de Maxi Rodríguez.

“O futebol sempre dá revanche. Esperamos que desta vez consigamos”, afirmou Franco.

“Queríamos terminar em primeiro por tudo o que significava ganhar hoje. Mas tudo bem, nos classificamos, que era o importante. Agora haverá tempo para pensar no que vem”, disse o atacante. (Fonte: Reuters)