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“Maldição do melhor do mundo” atinge Kaká, Messi e Cristiano Ronaldo

Os melhores do mundo fracassaram em 2010 - fotos: Reuters

Os melhores do mundo fracassaram em 2010 - fotos: Reuters

(Por Diego Ribas)

O prêmio de melhor jogador do Mundo é oferecido pela FIFA desde 1991 e elege o futebolista com melhor atuação a cada ano desde então. Mas a votação, que atualmente é realizada com treinadores e capitães de todo o mundo, nem sempre se traduz nas Copas do Mundo, e os eleitos sofrem com o estigma de fracasso na edição seguinte do torneio de seleções mais importante do planeta.

A hitória começou em 1991, com o alemão Lotthar Matthaus. Nos dois anos seguintes, o título passou pelas mãos do holandês Marco van Basten e do grande ídolo italiano Roberto Baggio. Por coincidência, nenhum deles conseguiu levar para casa o título de campeão da Copa do Mundo de 1994, a primeira desde a criação do prêmio.

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Baggio fracasso na Copa de 94 - foto: Getty Images

Baggio fracasso na Copa de 94 - foto: Getty Images

Tudo ia bem até as quartas de final da competição, quando holandeses – sem a presença de Van Basten, contundido – e alemães foram eliminados; os primeiros em jogo épico contra o Brasil (com direito a gol de falta de Branco), e os germânicos em uma virada incrível para a Bulgária do astro Stoichkov. Restava a Baggio a chance de unificar os troféus de melhor jogador de 93 e da Copa de 94. O final, todos os brasileiros sabem: o pênalti batido por cima do gol de Taffarel, e o tetra para o país do futebol. Nascia ali, a ‘maldição’ do melhor do mundo.

Na Copa seguinte, esta sina dava sinais desde cedo. Eleito o jogador de 94, Romário foi cortado da seleção canarinho que representou o país no Mundial da França. Uma vez que a seleção da Libéria, do atacante George Weah (95), não alcançou a classificação para o torneio, restava a Ronaldo (96/97), outrora Ronaldinho e posteriormente ‘Ronalducho’, reverter o mau olhado.

Mais uma vez o ganhador do prêmio do ano anterior ao da disputa da Copa era o protagonista da final da competição e, mais uma vez, de forma negativa. Ronaldo sofreu uma crise epilética antes da partida e jogou mal, assim como todo o time que, preocupado com o atacante, foi dominado pelos donos da casa. França 3 x 0 Brasil.

Rivaldo é o único que se salvou - foto: Getty Images

Rivaldo é o único que se salvou - foto: Getty Images

Em 2002, a redenção. Rivaldo, eleito em 99, foi um dos astros da ‘família Scolari’, como ficou conhecido o grupo comandado pelo técnico Felipão. Marcou cinco gols e foi fundamental na conquista do pentacampeonato. Rivaldo, portanto, foi o primeiro e único jogador a driblar a ‘maldição’, que fez outras vítimas. Os galáticos do Real Madrid, Zidane (98/00) e Figo (01), foram eliminados com França e Portugal logo na primeira fase. Destaque para o escrete francês que, comandado por “Zizou”, não fez nenhum gol na Copa, tornando-se a única seleção defensora do título a conseguir tal proeza.

Na segunda Copa realizada na Alemanha, o cruzamento das chaves facilitou o mau presságio. Das quatro eleições realizadas pela Fifa antes deste torneio, três jogadores receberam o prêmio, e todos entraram em campo na partida válida pelas quartas de final entre Brasil e França. De um lado Ronaldo (02) e Ronaldinho Gaúcho (04/05). Do outro, o carrasco de oito anos antes, Zidane (03).

Melhor para o francês, que deu um show de bola e, mais uma vez, eliminou os brasileiros. Marcando o gol da vitória sobre Portugal na semifinal, e o gol do empate de 1 x 1 contra a Itália na decisão, Zidane parecia que venceria a zica. Parecia. Após troca de insultos verbais com Materazzi (que marcou para a Azzurra), Zidane aplicou uma cabeçada no peito do italiano, foi expulso na prorrogação e encerrou sua carreia. Nas penalidades, 5 x 3 para a Itália que, assim, conquistava o tetracampeonato e aumentava o número de “vítimas da Fifa”.

Figo não foi bem na Copa de 2002 - foto: Getty Images

Figo não foi bem na Copa de 2002 - foto: Getty Images

Na Copa deste ano, pela primeira vez teríamos quatro jogadores de nacionalidades diferentes representando o prêmio da entidade máxima do futebol. Canavarro (06), Kaká (07), Cristiano Ronaldo (08) e Messi (09) eram os encarregados.

Se matematicamente essa seria a maior chance dos “melhores da Fifa”, na prática foi a pior atuação deles. Pela primeira vez não houve nenhum representante deles na final da Copa. Pior, nem na semifinal. A Itália de Canavarro não passou da primeira fase, enquanto Portugal de Cristiano parou nas oitavas diante da Espanha. Já nas quartas, Brasil e Argentina perderam respectivamente para Holanda e Alemanha, e Kaká e Messi voltaram para casa sem marcar um gol sequer durante a Copa da África do Sul.

Fim da maldição?

Na última segunda-feira (5), a Fifa revelou um acordo com a revista “France Footbal”. A partir de janeiro de 2011, a Federação Internacional e a revista francesa vão unificar os maiores prêmios individuais do futebol; o troféu da Fifa e o “Bola de Ouro” – premiação semelhante, mas de maior tradição, sendo realizada desde 1956, quando elegeu o inglês Stanley Matthews como melhor do ano.

Para quem acha que a criação do “Fifa Bola de Ouro” deve acabar com o agouro sobre os craques nas Copas do Mundo, ai vai uma informação: nos 54 anos de premiação, ou 14 Copas disputadas, apenas três jogadores venceram o prêmio e o torneio. São eles: os alemães Gerd Müller e Franz Beckenbauer (eleitos em 70 e 72 respectivamente e campeões em 74), e o brasileiro Rivaldo, eleito em 1999, único jogador a escapar das duas “maldições”.

Sneijder e Robben não antecipam luta por prêmio individual

Foto: Getty Images

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Apesar de o fim do ano ainda estar longe, a disputa pelo status de melhor jogador do mundo já esquenta. Afinal, em ano de Copa, a Fifa sempre concedeu a honraria a um atleta da seleção campeã. Principais destaques da campanha da Holanda  até a final, Robben e Sneijder não querem saber de uma disputa entre ambos pelo prêmio individual.

“Não pensamos nesse tema agora. Estamos muito felizes e tranquilos, tivemos uma temporada fantástica em nossos clubes e estamos agora na final”, afirmou o atacante Robben, que foi importante para o Bayern de Munique no vice-campeonato da Liga dos Campeões da Europa, vencida justamente pela Internazionale de Sneijder.

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Por enquanto, os números mostram a superioridade de Sneijder em relação ao colega, que esteve fora do início da Copa por consequência de uma contusão. O meia já marcou cinco gols pela Laranja neste Mundial, enquanto o atacante fez dois.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

Sneijder, porém, também não quer antecipar a disputa com o colega de seleção. “Não é hora disso”, afirmou o meia, que é um dos artilheiros do torneio, com cinco gols, mesmo número do espanhol David Villa.

Com boas atuações desde que foi liberado pelos médicos para atuar, Robben não esconde o entusiasmo, mas avisa que não pode assumir junto com o amigo todos os méritos da atual campanha.

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“Fico orgulhoso por me destacar, mas o mais importante é atuar como equipe, que é o que fizemos em todas as partidas”, completou. (Fonte: Gazeta Press)

“Nunca me preocupei em ser o bam-bam-bam”, diz Ronaldinho

27, março, 2009 1 comentário

Ronaldinho Gaúcho está acuado. No Milan, há jogos para os quais ele
nem é escalado. Isso só pode ser um balde de água fria para quem
esperava novos suspiros na Itália depois de um fim de casamento
lamentável com o Barcelona, pelo qual ficou cerca de meio ano na
“geladeira”, também afastado da equipe.

E a seleção talvez seja a última chance de resgate para o astro, duas
vezes eleito o melhor do mundo pelo Barça, em 2004 e 2005. Depois de um
início turbulento de relação com Dunga, os dois agora apostam um no
outro.

“No período das Olimpíadas, o convívio fez crescer nossa confiança”,
disse Ronaldinho em entrevista à “TV Globo”. É essa confiança que o
meia gaúcho quer explorar para voltar aos bons tempos. Ou, pelo menos,
tentar.

Ronaldinho afirmou que se sente mal muito mais por ficar fora de campo
do que por não repetir as grandes atuações. “O que mais gosto na minha
vida é jogar bola, é o que  me dá alegria. Na seleção tenho essa
possibilidade.”

Não incomoda não ser o protagonista? Ter de brigar por uma vaga no
time? “Nunca me preocupei em ser o protagonista, o bam-bam-bam”, disse.

Mas ele confessa que o prestígio também faz falta, ele admite. “Quero
voltar àquele estágio. Não só do Barcelona. Tenho muitas memórias de
momentos maravilhosos. Dos meus tempos de futsal, da chegada ao
profissional do Grêmio, da chegada ao PSG e ao Barcelona… Quero
voltar a o momento do Barcelona.”

Foto: Silvia Izquierdo/AP

Zidane coloca Steven Gerrard como melhor do mundo

13, março, 2009 10 comentários

Cristiano Ronaldo? Kaká? Não, para Zidane, Steven Gerrard é o melhor jogador do mundo. E olha que ele tem gabarito para escolher. O francês foi escolhido três vezes (1998, 2000, 2003) o melhor pela Fifa.

“Se ele é o melhor do mundo? Ele pode não chamar a atenção como Messi e Cristiano Ronaldo, mas, sim, acho que ele é. Gerrard tem grande habilidade nos passes, sabe desarmar e fazer gols. Mas, o mais importante, é que ele passa confiança aos companheiros”, afirmou ao jornal inglês “The Sun”.

Gerrard vai disputar a Copa do Mundo pela Inglaterra e lá, quem sabe, ele consiga convencer alguém de que nem só de dribles e jogadas bonitas vivem o futebol.

 

Melhor do mundo: Quem votou em quem na América?

Entre os principais representantes do futebol no continente americano, saiba quem votou em quem na eleição de melhor jogador do mundo de 2008, promovida pela Fifa:

TÉCNICOS
- Dunga (BRA): 1) Cristiano Ronaldo, 2) Fernando Torres, 3) Andriy Arshavin
- Maradona (ARG): 1) Cristiano  Ronaldo, 2) Zlatan Ibrahimovic, 3) Emmanuel Adebayor
- Sven-Goran Eriksson (MEX): 1) Cristiano Ronaldo, 2) Lionel Messi, 3) Fernando Torres

CAPITÃES
- Lúcio (BRA): 1) Cristiano Ronaldo, 2) Steven Gerrard, 3) Fernando Torres
- Mascherano (ARG): 1) Cristiano Ronaldo, 2) Fernando Torres, 3) Steven Gerrard
- Diego Lugano (URU): 1) Zlatan Ibrahimovic, 2) Kaká, 3) Lionel Messi
- Rafa Márquez (MEX): 1) Cristiano Ronaldo, 2) Lionel Messi, 3) Xavi

Foto: Evaristo Sá/AFP