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“Maldição do melhor do mundo” atinge Kaká, Messi e Cristiano Ronaldo

Os melhores do mundo fracassaram em 2010 - fotos: Reuters

Os melhores do mundo fracassaram em 2010 - fotos: Reuters

(Por Diego Ribas)

O prêmio de melhor jogador do Mundo é oferecido pela FIFA desde 1991 e elege o futebolista com melhor atuação a cada ano desde então. Mas a votação, que atualmente é realizada com treinadores e capitães de todo o mundo, nem sempre se traduz nas Copas do Mundo, e os eleitos sofrem com o estigma de fracasso na edição seguinte do torneio de seleções mais importante do planeta.

A hitória começou em 1991, com o alemão Lotthar Matthaus. Nos dois anos seguintes, o título passou pelas mãos do holandês Marco van Basten e do grande ídolo italiano Roberto Baggio. Por coincidência, nenhum deles conseguiu levar para casa o título de campeão da Copa do Mundo de 1994, a primeira desde a criação do prêmio.

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Baggio fracasso na Copa de 94 - foto: Getty Images

Baggio fracasso na Copa de 94 - foto: Getty Images

Tudo ia bem até as quartas de final da competição, quando holandeses – sem a presença de Van Basten, contundido – e alemães foram eliminados; os primeiros em jogo épico contra o Brasil (com direito a gol de falta de Branco), e os germânicos em uma virada incrível para a Bulgária do astro Stoichkov. Restava a Baggio a chance de unificar os troféus de melhor jogador de 93 e da Copa de 94. O final, todos os brasileiros sabem: o pênalti batido por cima do gol de Taffarel, e o tetra para o país do futebol. Nascia ali, a ‘maldição’ do melhor do mundo.

Na Copa seguinte, esta sina dava sinais desde cedo. Eleito o jogador de 94, Romário foi cortado da seleção canarinho que representou o país no Mundial da França. Uma vez que a seleção da Libéria, do atacante George Weah (95), não alcançou a classificação para o torneio, restava a Ronaldo (96/97), outrora Ronaldinho e posteriormente ‘Ronalducho’, reverter o mau olhado.

Mais uma vez o ganhador do prêmio do ano anterior ao da disputa da Copa era o protagonista da final da competição e, mais uma vez, de forma negativa. Ronaldo sofreu uma crise epilética antes da partida e jogou mal, assim como todo o time que, preocupado com o atacante, foi dominado pelos donos da casa. França 3 x 0 Brasil.

Rivaldo é o único que se salvou - foto: Getty Images

Rivaldo é o único que se salvou - foto: Getty Images

Em 2002, a redenção. Rivaldo, eleito em 99, foi um dos astros da ‘família Scolari’, como ficou conhecido o grupo comandado pelo técnico Felipão. Marcou cinco gols e foi fundamental na conquista do pentacampeonato. Rivaldo, portanto, foi o primeiro e único jogador a driblar a ‘maldição’, que fez outras vítimas. Os galáticos do Real Madrid, Zidane (98/00) e Figo (01), foram eliminados com França e Portugal logo na primeira fase. Destaque para o escrete francês que, comandado por “Zizou”, não fez nenhum gol na Copa, tornando-se a única seleção defensora do título a conseguir tal proeza.

Na segunda Copa realizada na Alemanha, o cruzamento das chaves facilitou o mau presságio. Das quatro eleições realizadas pela Fifa antes deste torneio, três jogadores receberam o prêmio, e todos entraram em campo na partida válida pelas quartas de final entre Brasil e França. De um lado Ronaldo (02) e Ronaldinho Gaúcho (04/05). Do outro, o carrasco de oito anos antes, Zidane (03).

Melhor para o francês, que deu um show de bola e, mais uma vez, eliminou os brasileiros. Marcando o gol da vitória sobre Portugal na semifinal, e o gol do empate de 1 x 1 contra a Itália na decisão, Zidane parecia que venceria a zica. Parecia. Após troca de insultos verbais com Materazzi (que marcou para a Azzurra), Zidane aplicou uma cabeçada no peito do italiano, foi expulso na prorrogação e encerrou sua carreia. Nas penalidades, 5 x 3 para a Itália que, assim, conquistava o tetracampeonato e aumentava o número de “vítimas da Fifa”.

Figo não foi bem na Copa de 2002 - foto: Getty Images

Figo não foi bem na Copa de 2002 - foto: Getty Images

Na Copa deste ano, pela primeira vez teríamos quatro jogadores de nacionalidades diferentes representando o prêmio da entidade máxima do futebol. Canavarro (06), Kaká (07), Cristiano Ronaldo (08) e Messi (09) eram os encarregados.

Se matematicamente essa seria a maior chance dos “melhores da Fifa”, na prática foi a pior atuação deles. Pela primeira vez não houve nenhum representante deles na final da Copa. Pior, nem na semifinal. A Itália de Canavarro não passou da primeira fase, enquanto Portugal de Cristiano parou nas oitavas diante da Espanha. Já nas quartas, Brasil e Argentina perderam respectivamente para Holanda e Alemanha, e Kaká e Messi voltaram para casa sem marcar um gol sequer durante a Copa da África do Sul.

Fim da maldição?

Na última segunda-feira (5), a Fifa revelou um acordo com a revista “France Footbal”. A partir de janeiro de 2011, a Federação Internacional e a revista francesa vão unificar os maiores prêmios individuais do futebol; o troféu da Fifa e o “Bola de Ouro” – premiação semelhante, mas de maior tradição, sendo realizada desde 1956, quando elegeu o inglês Stanley Matthews como melhor do ano.

Para quem acha que a criação do “Fifa Bola de Ouro” deve acabar com o agouro sobre os craques nas Copas do Mundo, ai vai uma informação: nos 54 anos de premiação, ou 14 Copas disputadas, apenas três jogadores venceram o prêmio e o torneio. São eles: os alemães Gerd Müller e Franz Beckenbauer (eleitos em 70 e 72 respectivamente e campeões em 74), e o brasileiro Rivaldo, eleito em 1999, único jogador a escapar das duas “maldições”.

Seleção brasileira: quem segue no time para 2014?

A renovação feita por Dunga durante os quatro anos de trabalho foi baseada no aspecto técnico e disciplinar. Mas agora a faxina promete ser mais radical. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, já avisou que quer na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, uma equipe jovem em campo, o que afastará boa parte do grupo mais velho que já foi montado no país para um Mundial.

Ou seja, veteranos como Lúcio e Gilberto Silva devem perder espaço, enquanto nomes estelares como Robinho, Kaká e Luís Fabiano terão de batalhar muito para segurarem suas camisas. Por isso, o Abril.com mostra a seguir qual o destino que cada atleta deverá tomar após a eliminação nas quartas de final diante da Holanda. Confira e aproveite para dar seu palpite de quais jogadores devem ser mantidos pensando no Mundial de 2014.

julio-cesar-r-200GOLEIROS
Tudo leva a crer que Júlio César será o goleiro titular na próxima Copa do Mundo. Mas, por enquanto, por falta de novas opções. Mesmo com a falha grotesca no primeiro gol da derrota para a Holanda por 2 a 1, ele segue com sua qualidade indiscutível. A idade -estará com 34 anos em 2014- pesa contra, mas a posição em que atua dá condições de esticar ao máximo a carreira. Gomes também carrega boas chances de seguir com a simpatia do próximo treinador, mas é outro que deverá lutar contra o aspcto cronológico -terá 33 anos de idade na Copa do Brasil. Doni, uma das “ovelhas negras” da opinião pública, será provavelmente esquecido.

maicon-r-200LATERAIS
O lado direito da defesa deve continuar intacto. Maicon tem pelo menos mais uma Copa pela frente e vem mostrando boa regularidade nos últimos anos. Daniel Alves também não deve ter problemas para seguir no grupo dos preferidos. No entanto, acirrará a briga pela titularidade por causa do estilo técnico que se confronta com o vigor físico de seu “adversário”. Do lado oposto, a busca por jogadores de confiança deve ser incansável. Michel Bastos tem potencial, mas, se continuar jogando no meio-de-campo do Lyon, tem a tendência de se diatanciar da seleção. Gilberto, hoje já com 34 anos, já se considera fora da equipe canarinho.

juan-r-2001ZAGUEIROS
Lúcio mostrou falhas durante a Copa de 2010 e não mostrou a mesma segurança de quatro anos atrás. Se continuar nesse ritmo, o Mundial do Brasil ficará longe para o jogador da Inter de Milão, que foi o capitão do time na África do Sul. Para piorar, terá 36 anos em 2014, o que pode inviabilizar sua participação. Juan terá um ano a menos e, embora tenha feito atuações mais convincentes, sofre com problemas físicos e dificilmente será opção. Completando o quarteto, Luisão sonhará com uma das vagas, enquanto Thiago Silva tem tudo para ser o beque preferido do futuro treinador, tanto pelo seu estilo de jogo quanto pela experiência no exterior que vem adquirindo.

gilberto-silva-r-200VOLANTES
Faxina completa nesse setor. Gilberto Silva, que é titular desde 2002, deu seu último suspiro na África do Sul e, já veterano, não tem mais chances de seguir na equipe. Josué, que não precisou fazer muito para agradar a Dunga, também terá uma saída sem volta. O contestado Kleberson se garantiu na Copa de 2010 pela experiência de oito anos atrás, mas é um erro que dificilmente será levado adiante. Para completar, Felipe Melo teve todas as chances de cair nas graças da torcida. Mas virou um dos vilões da fracassada campanha brasileira e precisará de muitas voltas por cima para convencer o futuro treinador de que pode ser útil. Mas por enquanto, está vetado.

kaka-r-200MEIAS
Kaká é o principal nome do setor. Terá 32 anos em 2014 e, ao que tudo indica, viverá sua última Copa. É o tipo de jogador que deve imperar como grande craque da seleção, mas isso só será confirmado se houver uma resposta positiva da lesão crônica que tem no púbis. Elano, terá 33 anos, o que pode complicá-lo. Além disso, era um jogador que se encaixava no sistema tático de Dunga. A troca no comando certamente irá afastá-lo da seleção. Ramires é um dos poucos que seguem bem cotados. Pela velocidade e poder de marcação, tem tudo para virar um dos titulares, enquanto Júlio Baptista terá de quebrar muita pedra para voltar a vestir a “amarelinha”.

robinho-r-200ATACANTES
Artilheiro da seleção na Copa de 2010, Luís Fabiano terá 33 anos em 2014. Não é um nome descartado pelo potencial que demonstrou nos últimos anos, mas resta saber se as condições físicas serão as mesmas que as atuais. Grafite, seu reserva imediato, já ganhou seus minutos de fama ao tomar o lugar de Adriano na viagem à África do Sul e para por aí. Sobraram dois que devem seguir nos planos do próximo treinador. Robinho esteve entre os que se salvaram e tem o estilo agressivo que não pode faltar à seleção, enquanto Nilmar é sempre uma opção de velocidade ao ataque. Não teve chances para comprovar, mas é uma aposta que vale a pena fazer.

Kaká não jogou com 100% das condições, revela médico da seleção brasileira

(Reuters)

(Reuters)

O médico da seleção brasileira, José Luís Runco, saiu em defesa do desempenho do meio-campista Kaká na Copa do Mundo de 2010. Para aqueles que consideraram mais um fracasso do atleta, como em 2006, o integrante da comissão técnica da equipe canarinho aponta as limitações físicas do jogador.

“O Kaká estava com 85% de suas condições. Demonstrou uma grande dedicação durante a competição, foi muito sério em seu trabalho”, elogiou Runco neste domingo, no desembarque de parte da delegação no Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro.

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Segundo o médico da seleção brasileira, Kaká seria submetido a um planejamento mais suave se não estivesse em uma Copa do Mundo. Porém, ele fez questão de disputar no sacrifício os jogos iniciais do projeto para o torneio na África.

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Durante a temporada 2010, Kaká teve uma batalha complicada para superar uma lesão no púbis. No Real Madrid, o meio-campista perdeu diversas partidas por conta das dores, situação que irritou a torcida espanhola. (Fonte: Gazeta Press)

Com Dunga, seleção dribla torcida no aeroporto de São Paulo

Após uma escala no Rio de Janeiro, o voo que trouxe a seleção de volta da África do Sul aterrissou no Aeroporto de Cumbica às 4h40 deste domingo. Aproximadamente 250 torcedores que aguardavam pelos astros no saguão saíram frustrados, já que o técnico Dunga, Kaká e o os outros jogadores usaram uma saída alternativa.

Depois de alguns minutos de atraso em função das condições climáticas adversas, os atacantes Nilmar, Robinho e Luís Fabiano, o goleiro Doni, os meias Kaká, Elano e Júlio Baptista, o lateral-direito Daniel Alves, o volante Josué e os zagueiros Lúcio e Luisão estavam entre os atletas que desceram na capital paulista.

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O técnico Dunga desembarcou em São Paulo, mas segue para Porto Alegre ainda neste domingo. O ex-goleiro Taffarel, que trabalhou como observador durante o Mundial da África do Sul, também desceu na capital paulista. Assim como os atletas, ambos não usaram a saída prevista.

Torcedores que acordaram cedo para receber a seleção se misturaram a passageiros e curiosos que estavam no aeroporto. O grupo, somado à imprensa, foi suficiente para formar um tumulto no setor de desembarque, o que motivou os membros da equipe a buscarem uma saída alternativa.

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A movimentação atrapalhou os passageiros que desembarcavam no mesmo terminal em Cumbica. Com dificuldades para empurrar os carrinhos de bagagem, alguns chegaram a reclamar. Seguranças do aeroporto e policias militares tentaram evitar a confusão, sem sucesso.

Prestes a embarcar rumo a João Pessoa, Rômulo Andrade foi ao aeroporto vestido com a camisa da Espanha. “Agora que o Brasil foi embora, só resta torcer pela Espanha. É um time que jamais ganhou a Copa e, além disso, a Alemanha está perto da gente e pode ser tetra”, afirmou o torcedor, com a 9 de Fernando Torres.

Os passageiros que chegavam se assustavam ao encarar o batalhão de torcedores e jornalistas no setor de desembarque. Um italiano demonstrou presença de espírito e discursou. “Estamos todos juntos, somos irmãos. Eu tenho mais a me lamentar do que vocês”, disse, em alusão à eliminação da Azzurra na primeira fase.

Diferentemente da chegada de 2006, quando jogadores como Cafu e Roberto Carlos foram hostilizados em Cumbica após a derrota diante da França nas quartas de final, o clima foi de paz e tranquilidade na madrugada deste domingo. Entre os torcedores frustrados, várias jovens fãs se mostraram ansiosas para encontrar o meia Kaká. (Fonte: Gazeta Press)

“Mais leve em campo”, Kaká contesta terceiro cartão na Copa

Kaká foi um dos melhores em campo e comemorou a atuação - foto: Reuters

Kaká foi um dos melhores em campo e comemorou a atuação - foto: Reuters

O meia-atacante Kaká só não teve um motivo para comemorar nesta segunda-feira, após a vitória da seleção brasileira sobre o Chile por 3 a 0 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2010. O jogador recebeu mais um cartão amarelo e jogará “pendurado” a próxima partida do time de Dunga.

Kaká não gostou da advertência recebida e acredita que o juiz inglês Howard Webb exagerou no rigor. “O cartão me preocupou porque sempre se pensa em uma segunda expulsão, o que não é legal”, afirmou o meia do Real Madrid. “Talvez tenha sido um pouco severo, era a minha primeira falta no jogo e não era na maldade.”

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O problema dessa advertência é que Kaká terá de dosar seu ímpeto na marcação no duelo contra a Holanda, na próxima sexta-feira, pelas quartas de final. Se receber mais um cartão amarelo, não jogará a semifinal, caso a seleção verde-amarela supere a laranja.

E suspensão automática já foi um problema para Kaká neste Mundial. Na primeira fase, diante de Costa do Marfim, o meia recebeu um amarelo por falta grave e, posteriormente, acabou expulso após desentendimento com um adversário.

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Apesar do problema disciplinar, Kaká aprovou seu desempenho no fácil triunfo no Estádio Ellis Park, em Joanesburgo. “Minha forma está melhorando, estou me sentindo mais leve, o peso do problema físico vai saindo’, explicou. “Estou feliz pela minha atuação individual e pela vitória incontestável.”

Outro motivo de comemoração para Kaká foi o segundo gol da seleção, que teve uma triangulação perfeita que começou com Robinho e teve a conclusão de Luís Fabiano.

“Existe um grande entrosamento, de convivência, de brincadeiras, e estamos conseguindo passar isso para campo. O Robinho já sabia o que eu ia fazer, e eu já sabia o movimento do Luís Fabiano.”

Brasil x Chile: duelo com o maior freguês para avançar na Copa

Brasileiros vibram com gol diante da Costa do Marfim - Foto: Getty Images

Brasileiros vibram com gol diante da Costa do Marfim - Foto: Getty Images

A seleção brasileira não poderia esperar um adversário mais apropriado para seu primeiro mata-mata na Copa do Mundo da África do Sul. Nesta segunda-feira, às 15h30 (de Brasília), o técnico Dunga comanda a equipe canarinho contra seu maior freguês dos últimos anos: o Chile. Mas a ordem no grupo pentacampeão é esquecer as goleadas passadas.

“Estatísticas não servem para nada, temos que respeitar todos os adversários. São grandes jogadores, e o Brasil vai jogar como sempre, indo para cima em busca da vitória”, afirmou o atacante Robinho, que volta à equipe depois de ter sido poupado na rodada de encerramento do Grupo G.

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Há 20 anos sem saber o que é cair nas oitavas de final, a seleção brasileira defende o tabu com discurso de dificuldade. Apesar de ter comandado o conjunto nacional em cinco triunfos contra os chilenos (sequer perdeu ou empatou), Dunga trata de enaltecer a evolução que o adversário apresenta desde a última derrota para o Brasil e avisa que técnica não será suficiente para se sobressair no estádio Ellis Park, em Joanesburgo.

“Sem dúvida que o Chile vem crescendo com o Marcelo Bielsa, trata-se de uma equipe competitiva e que luta até o final. Ele saber tirar o melhor dos jogadores. A história faz parte do passado, temos que jogar a próxima, e os jogadores sabem disso. O que passou só é bom para falar para os amigos”, apontou.

Bielsa esteve no comando da seleção chilena em duas derrotas para o Brasil, enquanto os outros tropeços tiveram Nélson Acosta como comandante. Mas, para superar novamente o oponente, Dunga não confirma qual escalação colocará em campo. O certo é que Kaká está de volta, após cumprir suspensão automática na rodada passada, quando ficou comprovado que a seleção sofre uma crise de criatividade sem seu camisa 10.

Robinho, poupado diante dos portugueses, também está garantido, assim como Elano, que está recuperado de contusão no tornozelo direito. A grande dúvida é o volante Felipe Melo, que voltou aos treinos no domingo depois de ser submetido a tratamento no tornozelo esquerdo. Dunga só decidirá a situação do atleta horas antes de a bola rolar. Se o volante for vetado, Josué deve ganhar uma oportunidade entre os titulares.

Gonzalez comemora gol contra a Suíça - Foto: Getty Images

Gonzalez comemora gol contra a Suíça - Foto: Getty Images

E o Chile também tem mudanças, já que Marcelo Bielsa não poderá contar com sua dupla de zaga titular: Ponce e Medel estão suspensos. Assim, Contreras entra em uma das vagas, e o lateral esquerdo Jara será deslocado para completar o setor. Desta forma, Vidal deixa o meio-campo para atuar na ala.

No ataque, Humberto Suazo tem a chance de retornar à equipe, pois está praticamente recuperado de problemas na coxa e no ombro esquerdos. O artilheiro das Eliminatórias Sul-americanas está pronto, mas Bielsa não confirma sua entrada, que seria no lugar do ex-palmeirense Valdívia. No meio-campo, Carmona e Matías Fernandez voltam de suspensão automática.

Apesar da série de derrotas para os brasileiros, o argentino Marcelo Bielsa descarta alimentar o clima de revanche entre os jogadores. “No futebol, a palavra vingança marca um tipo de comportamento que tento sempre evitar. Perdemos jogos para o Brasil e teremos um novo capítulo agora”, comentou.

FICHA TÉCNICA
BRASIL X CHILE

Local: Ellis Park, em Johanesburgo (África do Sul)
Data: 28 de junho de 2010, segunda-feira
Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (da Inglaterra)
Assistentes: Darren Cann e Michael Mullarkey (Ambos da Inglaterra)

BRASIL: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo (Josué), Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano
Técnico: Dunga

CHILE: Bravo; Isla, Contreras, Jara e Vidal; Carmona, Millar, Matías Fernandez e Valdívia (Suazo); Alexis Sanchez e Beausejour
Técnico: Marcelo Bielsa

Recuperado, Robinho enfrenta sua maior vítima na ‘era Dunga’

Robinho e Kaká retornam contra o CHile (Getty Images)

Robinho e Kaká retornam contra o CHile (Getty Images)

Robinho não sente mais qualquer problema muscular. Azar do Chile, que virou a maior vítima do Rei das Pedaladas nesta ‘era Dunga’ e terá o desafio de pará-lo nas oitavas de final da Copa do Mundo. Poupado no duelo contra Portugal em função de um desconforto na coxa, o santista tem o aval dos médicos para encarar a seleção de Marcelo Bielsa, na segunda-feira.

Vice-artilheiro do Brasil sob o comando do ex-volante, com 19 gols (atrás de Luís Fabiano, que marcou 21), Robinho balançou as redes seis vezes contra os chilenos. Aliás, o Chile é justamente a equipe que mais perdeu para os pentacampeões desde que Dunga assumiu. Em cinco confrontos, o Brasil venceu todos.

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Em março de 2007, no primeiro encontro, em duelo amistoso, Dunga nem tomou conhecimento do adversário e levou seu time ao triunfo por 4 a 0 (gols de Kaká, Juan e dois de Ronaldinho Gaúcho).

Apenas quatro meses depois, pela Copa América, a seleção canarinho venceu por 3 a 0, com todos os tentos anotados por Robinho. Na mesma competição, as equipes se reencontraram nas quartas de final, com um show verde-amarelo: 6 a 1, sendo dois do atacante, além de Juan, Júlio Baptista, Josué e Vágner Love.

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Já pelas Eliminatórias, o Brasil venceu em Santiago por 3 a 0 (com um de Robinho e dois de Luís Fabiano) e em Salvador por 4 a 2 (Nilmar anotou três vezes, e Júlio Baptista completou).

Na segunda-feira, liderado por Robinho, a seleção brasileira encara o freguês Chile, pelas oitavas de final da Copa, no estádio Ellis Park, em Johanesburgo. (Fonte: Gazeta Press)

Luís Fabiano admite que Brasil sentiu ausência de Kaká

O meia Kaká realmente faz muita falta para a seleção brasileira. Depois do empate sem gols diante de Portugal, o atacante Luís Fabiano reconheceu que a equipe sentiu a ausência do camisa 10 na sexta-feira, mas lembrou que o jogo seria complicado mesmo com o atleta.

“O Kaká faz falta em qualquer seleção, ele é muito importante, mas o Júlio Baptista foi muito bem. Todo mundo tentou e batalhou. Infelizmente, o jogo foi muito complicado”, comentou o atleta, que completou.

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“Faz falta pelo entrosamento, mas teríamos dificuldades também com Robinho e Kaká. Foi muito complicado achar espaços, tentamos procurar tabelas pela ponta e pelo meio, mas não deu”, acrescentou.

Kaká teve de cumprir suspensão automática diante de Portugal em função do cartão vermelho que recebeu contra a Costa do Marfim. Já Robinho acabou poupado por Dunga depois de reclamar de um desconforto na coxa. O terceiro desfalque foi Elano, que se recuperou de uma pancada no tornozelo.

O trio volta a ficar à disposição do técnico para o confronto com o Chile, na segunda-feira, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. (Fonte: Gazeta Press)

Ashton Kutcher diz que Brasil precisa de Kaká

Foto: Reprodução/Twitter

Foto: Reprodução/Twitter

Fã declarado da Seleção Brasileira, o ator americano Ashton Kutcher usou o Twitter para dar sua opinião sobre a partida contra Portugal. “Estava esperando mais do Brasil”, afirmou logo após o término da partida. Depois, ele ainda mandou uma mensagem para Kaká, dizendo que nosso time “está precisando de você”. O jogador, que ficou de fora por ter sido expulso no último jogo, respondeu apenas que segunda-feira estará lá para defender a Seleção.

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Na partida de estreia do Brasil na Copa, Kutcher mostrou a seus fãs uma foto sua vestindo a camisa verde e amarela. O ator afirmou que, apesar dos Estados Unidos estarem no Mundial, sua torcida era pelo nosso país.

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Sem Elano e Kaká, Brasil deve ter Daniel Alves e Júlio Baptista

Dani Alves e Júlio Baptista devem jogar juntos no meio-campo - foto: Reuters

Dani Alves e Júlio Baptista devem jogar juntos no meio-campo - foto: Reuters

O técnico Dunga praticamente definiu nesta quarta-feira a equipe que enfrentará Portugal, na sexta, pelo encerramento do Grupo G na primeira fase da Copa do Mundo. A grande expectativa era em relação ao meio-campista Elano, que foi liberado pelos médicos para trabalhar no campo do colégio Stithians, junto com o restante do elenco.

Porém, depois de poucos toques na bola, o atleta voltou a reclamar de dores no tornozelo direito, lesionado na partida contra Costa do Marfim, e deixou a movimentação, fazendo apenas corridas ao redor do gramado. Com isso, o jogador deve ser poupado do duelo contra os portugueses.

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Em seguida, no momento de definir a equipe em um coletivo, Dunga ordenou a saída da imprensa. Porém, de um prédio próximo do local de treinamentos, em uma empresa de limpeza, foi possível observar os testes promovidos pelo comandante.

O lateral direito Daniel Alves foi improvisado na vaga de Elano, superando a concorrência de Ramires, que geralmente é o reserva imediato do ex-santista.

Já o substituto do suspenso Kaká não é novidade. Júlio Baptista foi o escolhido durante a atividade e deve mesmo ser confirmado para encarar a equipe de Carlos Queiroz.

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Desta forma, se Dunga não promover surpresas de última hora, o Brasil entrará em campo na sexta-feira, às 11 horas (de Brasília), com Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Daniel Alves e Júlio Baptista; Robinho e Luís Fabiano.

Com a classificação antecipada garantida, a seleção brasileira depende apenas de um empate, em Durban, para encerrar a fase na primeira posição da chave. (Fonte: Gazeta Press)