
De Rossi salvou a Itália duas vezes (Reuters)
Ainda sem conseguir vencer na Copa do Mundo da África do Sul, a atual campeã Itália tem um jogo decisivo nesta quinta-feira, às 11 horas (de Brasília), quando encara a Eslováquia no estádio Ellis Park, em Johanesburgo, pela última rodada do Grupo F.
A Azzurra empatou os dois primeiros jogos por 1 a 1, diante de Paraguai e Nova Zelândia, e soma apenas dois pontos, dividindo a segunda posição com os All Whites, que no mesmo horário enfrentam os paraguaios.
A Itália tenta evitar uma eliminação na primeira fase quando está defendendo o título, conquistado quatro anos antes, na Alemanha. Esse vexame outras seleções já passaram. Mais recentemente a França, campeã em 1998, não passou da fase de grupos em 2002, deixando o torneio sem marcar um único gol. O fato já tinha acontecido com a própria seleção brasileira, que fracassou em 1966, depois de ser bicampeã em 1958 e 1962.
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Para evitar a tragédia, a Itália precisa de uma vitória para não depender de outro resultado. Caso conquiste o empate, os atuais campeões ficam na torcida para que o Paraguai derrote a Nova Zelândia. Em caso de derrota, os italianos se despedem do Mundial.
Para a Eslováquia, apenas a vitória interessa. Mas nem o triunfo garante diretamente a vaga às oitavas de final. Os eslovacos precisam vencer e torcer por um tropeço da Nova Zelândia. Caso os neozelandeses ganhem, os eslovacos teriam que decidir no saldo de gols contra o Paraguai. Atualmente os sul-americanos levam vantagem (2 contra -2).
Não muito disposto a dar explicações pelos resultados ruins, Marcelo Lippi, técnico da Itália, tem evitado o contato com a imprensa. Um dos líderes do atual elenco, o lateral direito Gianluca Zambrotta minimizou a má campanha até o momento.
“Nós já passamos por momentos de dificuldades no passado e conseguimos a reação, chegando inclusive ao título em diversas ocasiões. Não imaginamos a Itália eliminada na primeira fase e temos a certeza de que isso não vai acontecer. Sabemos que o jogo contra a Eslováquia é uma final e assim ele está sendo encarado”, afirmou Zambrotta.
Disposto a melhorar a maneira de sua equipe atuar, melhorando o poder de fogo, Marcelo Lippi promoverá algumas alterações. O meia Simone Pepe será barrado para a entrada de Giampaolo Pazzini, que formará trio de ataque com Alberto Gilardino e Vincenzo Ianquinta. Com isso, o volante Genaro Gattusso aparece na vaga de Claudio Marchisio, deixando assim a marcação fortalecida.
O meia Andrea Pirlo, se recuperando de lesão na panturrilha esquerda, pode ocupar a vaga de Riccardo Montolivo, mas isso depende de um teste de vestiário. Quem segue de fora é o goleiro Gianluigi Buffon, que se recupera de lesão na região lombar. Federico Marchetti segue no setor.
Pelo lado da Eslováquia, o técnico Vladimir Weiss manterá a base dos últimos jogos. A estratégia para superar a Azzurra é se aproveitar do desespero rival.
“A Itália vai fazer de tudo para evitar essa eliminação precoce e terá que partir com tudo. Vamos saber valorizar a posse de bola e esperar o desespero deles”, disse Vladimir Weiss.
FICHA TÉCNICA
ESLOVÁQUIA X ITÁLIA
Local: Estádio Ellis Park, em Johanesburgo (África do Sul)
Data: 24 de junho de 2010, quinta-feira
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
Assistentes: Darren Cann e Michael Mullarkey (ambos da Inglaterra)
ESLOVÁQUIA: Mucha; Durica, Salata, Skrtel e Pekarik; Srtba, Sestak, Weiss e Hamsik; Kozak e Vittek
Técnico: Vladimir Weiss
ITÁLIA: Marchetti; Zambrotta, Chiellini, Cannavaro e Criscito; Gattuso, De Rossi e Montolivo (Pirlo); Pazzini, Gilardino e Iaquinta
Técnico: Marcello Lippi