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Fifa multa Espanha e Holanda por cartões na final da Copa do Mundo

Foto: Getty Images

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Mais de 20 dias depois do término da última Copa do Mundo, a Fifa anunciou nesta terça-feira que irá multar a Espanha e a Holanda pelo alto número de cartões recebidos pelos jogadores das duas seleções na final da competição, realizada em Joanesburgo, na África do Sul.

A entidade que dirige o futebol mundial divulgou que a Holanda terá de pagar 15 mil francos suíços (cerca de US$ 14,4 mil) depois de oito jogadores da seleção receberem cartões amarelos e o defensor Heitinga ser expulso na decisão.

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O árbitro inglês Howard Webb ainda mostrou cinco cartões para os jogadores da Espanha, punida com uma multa de 10 mil francos suíços (aproximadamente US$ 9,6 mil).

O código disciplinar da Fifa possui uma cláusula sobre a conduta da equipe que faz com que uma federação de futebol de um país seja multada quando pelo menos cinco de seus jogadores são punidos com cartões em uma partida.

A partida entre Espanha e Holanda, disputada no último dia 11 de julho e que terminou com vitória por 1 a 0 para os espanhóis, bateu o recorde de cartões em finais de Copa do Mundo. Até a decisão do Mundial, o maior número de aplicações de cartões havia ocorrido em 1986, quando seis amarelos foram mostrados na final de 1986, vencida por 3 a 2 pela Argentina contra a Alemanha.

A decisão entre Espanha e Holanda também foi o jogo com maior número de cartões entre os 64 confrontos do Mundial de 2010. O duelo entre Chile e Suíça, com nove amarelos e um vermelho, foi o que teve o maior número de punições aos jogadores na fase de grupos da competição.

A punição financeira aplicada contra espanhóis e holandeses terá apenas efeito moral, já que a Espanha recebeu US$ 30 milhões pela conquista do título mundial, enquanto a Holanda ganhou US$ 24 milhões pelo vice-campeonato.

(Fonte: Agência Estado)

Carrasco do Brasil, Sneijder casa-se com modelo na Itália

Sneijder e Yolanthe comemoram casamento - foto: Reuters

Sneijder e Yolanthe comemoram casamento - foto: Reuters

O holandês Wesley Sneijder, carrasco da seleção brasileira na Copa do Mundo, casou-se neste sábado, na igreja de San Giusto e Clemente, em Castelnuovo Berardenga, na Itália. Sua nova esposa, Yolanthe Cabau Van Kersberg, é apontada pela imprensa holandesa como a principal responsável pela mudança de fase do jogador, encostado no Real Madrid e hoje um dos destaques da Inter de Milão, campeã da Europa.

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A modelo e apresentadora foi eleita a mulher mais sexy da Holanda por três vezes, em 2006, 2007 e 2009. Acompanhada do atleta, ela chamou a atenção dos presentes por chegar ao local numa pomposa carruagem guiada por seis cavalos.

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Após a cerimônia religiosa, os noivos receberam cerca de 250 convidados no Castel Monastero, dentre os quais estavam alguns dos companheiros do meio-campista na Inter de Milão, além de jogadores da seleção holandesa. Torcedores vestidos de laranja também marcam presença e levaram até uma faixa de apoio aos dois.

Vivendo a melhor fase na carreira, Sneijder foi escolhido pelos internautas do site da FIFA como um dos melhores meias da competição. Além disso, ele estava na lista de 10 jogadores que disputaram o prêmio de melhor jogador do torneio, vencido por Forlán. O uruguaio, aliás, foi um dos jogadores que dividiram a artilharia do Mundial com o holandês. Além deles, o espanhol Villa e o alemão Muller também marcaram cinco gols.

Contra o Brasil, Sneijder foi decisivo. Ele fez o cruzamento que resultou no gol contra de Felipe Melo e que foi o empate da seleção holandesa. Posteriormente, ele marcou de cabeça, após jogada ensaiada em cobrança de escanteio, e decretou a vitória da seleção laranja por 2 a 1 nas quartas de final.

Holanda põe 700 mil nas ruas para receber vice-campeões

Jogadores comemoram pelos canais de Amsterdã - foto: Reuters

Jogadores comemoram pelos canais de Amsterdã - foto: Reuters

Determinados a não perder uma boa festa, cerca de 700.000 torcedores recepcionaram a seleção holandesa de futebol em um desfile pelos canais de Amsterdã nesta terça-feira.

Após o técnico Bert van Marwijk e o capitão Giovanni van Bronckhorst terem sido homenageados pela rainha Beatrix da Holanda, os jogadores foram recepcionados como heróis por torcedores, apesar da derrota por 1 x 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo da África do Sul, no domingo.

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A Espanha pode ser a campeã mundial mas temos o melhor público do mundo”, disse o meia-atacante Arjen Robben a uma multidão em Amsterdã. “Não trouxemos a Copa do Mundo mas vocês nos dão o sentimento de que somos os campeões”, disse Van Bronckhorst.

A cidade reverteu uma decisão anterior de cancelar o desfile em caso de derrota, e uma frota de canoas navegou pelos estreitos canais de Amsterdã, cercados por animados torcedores.

A calorosa recepção contrastou com as duras críticas da partida final em jornais, que afirmaram que a seleção mereceu a derrota devido à sua atuação violenta contra a Espanha. (Fonte: Reuters)

Festa da seleção espanhola em Madri invade a madrugada

Jogadores comemoram na praça de Cibeles - foto: Reuters

Jogadores comemoram na praça de Cibeles - foto: Reuters

Depois da visita à Família Real espanhola, os jogadores campeões do mundo continuaram a saga pela capital Madri. Eles foram recebidos também pelo primeiro-ministro José Luiz Rodríguez Zapatero, em sua residência oficial, o Palacio de la Moncloa, antes de ganharem as ruas.

Na sequência, os atletas desfilaram em carro aberto e fizeram festa com uma multidão enlouquecida, que não cansava de comemorar. Durante a celebração, aviões passeavam e coloriam o céu com fumaça nas cores da bandeira do país.

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O goleiro Pepe Reina, do Liverpool, roubou a cena ao atender aos pedidos da torcida e tomar o microfone, como se fosse um mestre de cerimônias. Ele apresentou todos os 23 campeões e pedia aplausos a todos eles, que não conseguiam esconder a felicidade por terem colocado a Espanha no seleto hall de campeões do mundo.

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A delegação chegou a Madri por volta das 15 horas (horário local) e teve cerca de duas horas de descanso em um hotel, antes de começar a peregrinação. Os jogadores se despediram da multidão de fãs por volta da meia-noite (horário local), mas a festa popular não tem hora para terminar e a multidão continua nas ruas.

Dupla de zaga põe camisa do Barcelona em Fabregas

Fabregas é alvo de brincadeira de Puyol - foto: Reuters

Fabregas é alvo de brincadeira de Puyol - foto: Reuters

Se as negociações entre Barcelona e Arsenal já começavam a deixar um clima ruim para a volta do meio-campista Cesc Fabregas ao time inglês, um acontecimento na festa da seleção espanhola pelo título pode piorar a situação. A dupla de zaga da seleção e do Barça, formada por Carles Puyol e Gerard Piqué surpreendeu o jogador e colocaram nele a camisa do clube catalão.

A brincadeira ocorreu no momento em que o goleiro Pepe Reina – que atuou no Barcelona até 2002 – apresentava cada jogador ao público, algo que já aconteceu quando a seleção espanhola venceu a Eurocopa, em 2008. Na vez de Fabregas, Puyol e Piqué chegaram por trás do meia e colocaram a camisa no jogador.

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Coincidentemente, os dois jogadores já falaram sobre a possível volta de Fabregas à Catalunha. O primeiro foi Piqué, que afirmou que gostaria de ver o companheiro da época de categorias de base do Barcelona voltar ao clube, assim como ele fez ao deixar o Manchester United em 2008.

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Puyol comentou, durante a Copa do Mundo, que acreditava que o meio-campista se encaixaria perfeitamente na equipe catalã, onde poderia atuar com sete dos titulares da Fúria na campanha de seu primeiro título mundial.

Tanto Barcelona quanto Fabregas já anunciaram que gostariam de ver o atleta novamente no clube, mas o Arsenal ainda não aceitou a proposta e tem mostrado muita resistência para liberar seu principal craque.

Seleção da Holanda desembarca em Amsterdã após vice-campeonato

Foto: Reuters

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A seleção da Holanda desembarcou, nesta segunda-feira, em Amsterdã. Antes do desembarque, o avião que levou toda a delegação foi escoltado por dois jatos de combate F-16, que seguiram a aeronave desde a entrada no espaço aéreo do país.

Já no aeroporto, os jogadores e alguns membros da comissão técnica subiram em um palco, onde receberam flores. O técnico Bert van Marwijk fez um rápido discurso.

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A delegação holandesa vai encontrar com a rainha Beatrix e o primeiro-ministro Jan Peter Balkenende, nesta terça-feira. Os jogadores participarão ainda de um desfile em um barco pelos canais de Amsterdã.

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Espanha constrói domínio com 93% dos pontos desde 2007

Foto: Reuters

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A vitória sobre a Holanda por 1 a 0, neste domingo, no Soccer City, confirmou a supremacia da seleção espanhola nos últimos quatro anos. Faltou apenas o título da Copa das Confederações à equipe dirigida por Vicente del Bosque, que foi campeã da Eurocopa, em 2008 em final contra a Alemanha, e da Copa do Mundo, em 2010.

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Durante esse tempo todo, a Espanha não deixou dúvida de que era a seleção com o melhor futebol do planeta. De uma maneira simples, o técnico Vicente del Bosque juntou atletas de grande capacidade de organização no meio-de-campo, como Xavi e Iniesta, uma defesa forte, com o goleiro Casillas e os zagueiros Puyol e Piqué, e um ataque goleador, com David Villa e Fernando Torres.

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E essa união resultou em uma campanha arrasadora desde 2007. Em três anos e seis meses, foram apenas duas derrotas. A primeira, na semifinal da Copa das Confederações de 2009, por 2 a 0 para os Estados Unidos, quando a “Fúria” não estava ligeiramente desfalcada. A outra não teve grande importância. Foi na estreia na Copa do Mundo de 2010, por 1 a 0 para retranqueira Suíça.

Nos últimos 55 jogos, foram 50 vitórias, três empates e duas derrotas, o que equivale a um aproveitamento de 92,7% dos pontos disputados. A Espanha até ameaçou o recorde de invencibilidade do Brasil, que ficou 35 jogos sem perder entre 1994 e 1996. A “Fúria” repetiu o número de partidas invicta e só não superou porque perdeu para os Estados Unidos em 2009.

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Depois da derrota para os EUA, a Espanha emendou 12 jogos de invencibilidade, com 100% de aproveitamento, o que se encerrou com a derrota para a Suíça, no dia 16 de junho. Depois dessa data, foram mais seis triunfos que levaram a equipe ao inédito troféu da Copa do Mundo.

Na campanha rumo ao título da Copa 2010, a Espanha foi perfeita nas eliminatórias, com 10 vitórias em 10 partidas. Em casa, marcou 14 gols e não sofreu nenhum. Como visitante, voltou a fazer 14 gols, mas sofreu quatro.

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Na fase final da Copa, na África do Sul, não teve o ataque tão positivo, com apenas oito gols marcados em sete partidas. Villa, com cinco gols, Iniesta, com dois, e Puyol foram os goleadores da “Fúria”. A defesa, entretanto, correspondeu e só sofreu dois tentos, ambos na primeira fase, na derrota para a Suíça e na vitória sobre o Chile por 2 a 1.

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Era vitoriosa do Barcelona inspira a Espanha rumo ao domínio mundial

Foto: Reuters

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A Espanha mostrou sua tradicional escola para conquistar a primeira Copa do Mundo de sua história. E grande parte do toque de bola desenvolvido pela Fúria e que lhe valeu vitórias sobre potências como Alemanha e Holanda se deve ao Barcelona, um dos times que reinaram no cenário do futebol mundial nos últimos anos.

Os principais jogadores de meio-de-campo da “Fúria” são também os cérebros do Barcelona. O volante Xavi e o armador Iniesta são os responsáveis pelos envolventes toques de bola da equipe, assim como fazem no time catalão desde 2006. Eles, no entanto, só passaram a jogar juntos no time titular do Barça em 2007, após as saídas de Deco e Ronaldinho Gaúcho.

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No Barcelona, comandados por Josep Guardiola, Xavi e Iniesta, ambos de 1,70 m de altura de pura habilidade, foram campeões europeus e mundiais em 2009. Na Espanha, eles não têm um Lionel Messi ao lado, mas repetiram o feito e também se sagraram donos do “Velho Continente”, batendo a Alemanha em 2008, e do mundo, agora ganhando da Holanda.

Em 2010, não tiveram o mesmo sucesso no Barcelona, mas conseguiram levar outros companheiros seus para a seleção. O volante Busquets virou o nome de confiança do técnico Vicente Del Bosque para proteger a defesa. Essa vaga, anteriormente, pertencia ao brasileiro Marcos Senna e passou também pelas mãos de Xabi Alonso.

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A dupla de zaga também virou 100% catalã. Puyol, que já era o titular no título continental de 2008, ganhou a companhia de Piqué, um defensor mais técnico, mas que nem por isso deixa a defesa da “Fúria” menos vigorosa.

Para completar o domínio do Barcelona, o centroavante Pedro, de apenas 20 anos de idade, virou titular nas semifinais da Copa. Ele era reserva no Barcelona, mas ganhou um lugar na equipe de Guardiola desbancando a estrela Ibrahimovic. E na seleção espanhola fez o mesmo com o centroavante Fernando Torres.

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Somando-se aos seis titulares já mencionados, o Barcelona pode se considerar “dono” de mais duas peças-chave da Espanha na Copa de 2010. O atacante David Villa, um dos quatro artilheiros do Mundial com cinco gols, acabou de ser contratado do Valencia e deve formar dupla de ataque com Messi, Pedro ou Ibrahimovic.

Outro jogador importante que pode vestir as cores do Barcelona é o meio-campista Fábregas. Titular absoluto do Arsenal, ele entrou no segundo tempo da finalíssima contra a Espanha no lugar de Xabi Alonso e mudou a história da partida. Deixou a “Fúria” mais ofensiva e foi o responsável pelo passe que resultou no gol do título de Iniesta.

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Mas outros jogadores importantes estão no arquirrival do Barcelona. O goleiro Casillas, eleito o melhor da Copa, é o titular do Real Madrid, assim como o lateral Sergio Ramos e o volante Xabi Alonso. O lateral-esquerdo Capdevila, do Villarreal, completa a relação dos titulares de Del Bosque.

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Felipe Melo recusa rótulo de vilão por eliminação do Brasil contra Holanda

Felipe Melo recebe cartão vermelho após agredir Robben - foto: Reuters

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O volante Felipe Melo foi considerado um dos culpados pela eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2010. Além de ele ter marcado um gol contra na derrota para a Holanda por 2 a 1 nas quartas de final, ele foi expulso após agredir Robben, o que prejudicou a equipe nos últimos 20 minutos de jogo.

O jogador da Juventus, contudo, refuta o rótulo de vilão que lhe foi aplicado por causa de seu estilo truculento em campo e pelo temperamento explosivo.

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“De forma alguma sou vilão. Parece que tudo o que o Felipe Melo faz é errado”, defendeu-se o volante, em entrevista ao programa “Fantástico”, da “Rede Globo”. “Quem começou a jogada do primeiro gol contra a Coreia foi o Felipe. Contra a Holanda, fui eu quem deu o passe para o gol do Robinho”, lembrou.

E, segundo Felipe Melo, essas boas jogadas não podem ficar no passado por causa de um erro. “Tudo o que fiz não pode ser apagado por causa de um cartão vermelho em um jogo em que o Brasil já estava perdendo.”

Na ocasião, após cometer uma falta em Robben, Felipe Melo dá um pisão no atacante holandês e recebe o cartão vermelho. Com um a menos, então, o Brasil não consegue forças para reagir e conseguir, ao menos, o empate contra a Holanda.

Ainda defendendo-se, Felipe Melo falou que não pode ser rotulado como um jogador desleal. “Naquele momento eu posso ter perdido a cabeça pela vontade de fazer algo a mais porque o Brasil não estava se encontrando em campo”, admitiu. “Mas é muito fácil falar. Sou um jogador que tenho um caráter muito forte, dentro de campo tenho muita garra e, às vezes, falam que sou desleal. Mas é garra.”

Felipe Melo também voltou a falar que não teve maldade no lance em que pisou em Robben. “Naquele momento, perdendo o jogo, tudo o que a gente tentava fazer dava errado. Tenho uma experiência grande no futebol. Se fosse para quebrar, ele não voltaria pro jogo. Tenho minha malícia. Todo jogador sabe como tirar o outro de campo.”

Felipe Melo mira Copa de 2014 e se arrepende de falta em Robben

Felipe Melo após expulsão contra Holanda (Reuters)

Felipe Melo após expulsão contra Holanda (Reuters)

O volante Felipe Melo agradeceu o carinho que recebeu das pessoas em seu retorno ao Brasil e disse em entrevista ao “Fantástico”, da Rede Globo, que está confiante numa próxima convocação para a seleção brasileira, apesar de ter sido apontado com um dos “vilões” da eliminação do Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul.

O camisa 5 da seleção brasileira no Mundial 2010 lembrou o lance de falta que cometeu em Robben - agressão que lhe rendeu o cartão vermelho na derrota por 2 a 1 para Holanda nas quartas de final – para ressaltar experiência adquirida para o futuro na carreira e na seleção brasileira.

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“Meu objetivo agora é voltar pra Juventus (de Turim, na Itália), fazer um bom trabalho e voltar pra seleção porque o sonho (de ganhar uma Copa) não acabou pra mim”, disse. “Com certeza numa próxima Copa evitaria a entrada que dei no Robben, mas não quero esquecer esse erro porque quero tirar como lição.”