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Gilberto encerra ciclo na seleção brasileira após eliminação

Gilberto desembarca no Rio - Foto: Reuters

Gilberto desembarca no Rio - Foto: Reuters

O lateral-esquerdo Gilberto acabou sendo o primeiro jogador brasileiro a desembarcar no Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Depois de participar da derrota por 2 a 1 para a Holanda, na última sexta-feira, que culminou na eliminação da seleção brasileira nas quartas de final da Copa do Mundo  da África do Sul, o jogador do Cruzeiro  encerrou seu ciclo com a camisa verde-amarela.

“É, ficará difícil jogar em 2014. Terei 38 anos na próxima Copa do Mundo, então será praticamente impossível”, limitou-se a dizer o jogador, que entrou na vaga do titular Michel Bastos para marcar o meia-atacante Arjen Robben, um dos principais jogadores da Laranja Mecânica no confronto.

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Contestado na seleção pelo fato de atuar como meio-campista no Cruzeiro, Gilberto teve poucas oportunidades no Mundial e entrou em campo apenas por duas oportunidades. Nestes dois duelos, permaneceu na ativa por 33 minutos.

Sem Gilberto, presente nas duas últimas Copas do Mundo, a lateral esquerda brasileira deverá passar por uma renovação. Apesar de ter apenas 26 anos, Michel Bastos não atua na posição desde o ano de 2006, quando deixou o Figueirense para atuar no Lille, da França, como meio-campista.

Contratado pelo Lyon há um ano, o camisa 6 da seleção brasileira no Mundial passou a ter uma função mais ofensiva e, desta vez, pelo lado direito do ataque. Dessa forma, o pouco costume de Michel Bastos pela posição abre a possibilidade de novos nomes defenderem a camisa verde-amarela a partir das próximas convocações.

Os principais nomes para a posição são Marcelo, do Real Madrid (Espanha), e Filipe Luís, do Deportivo La Coruña (Espanha) e que chegou a ser convocado por Dunga durante as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa. (Fonte: Gazeta Press)

Com a contusão de Felipe Melo, Dunga tem quatro opções para tentar anular Robben

30, junho, 2010 8 comentários
Foto: Getty Images

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[Texto: Ricardo Zanirato]

Com a possível baixa de Felipe Melo, dono da posição desde o amistoso com a Itália em fevereiro de 2009, e a suspensão de Ramires, jogador que ocupou a vaga na partida contra o Chile, o técnico Dunga terá de escolher entre quatro atletas (Josué, Kléberson, Daniel Alves e Gilberto) o homem ideal para preencher um espaço de suma importância para a fluência do jogo brasileiro. O volante treinou nesta quarta-feira, mas ainda é dúvida.

Foto: Getty Images

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Como a seleção brasileira joga com a marcação dividida por setores, Dunga tende a optar por um atleta com maior poder de roubar bolas dos adversários, uma vez que o lado esquerdo é o mais desguarnecido da seleção. No lado direito, Maicon, Lúcio e Gilberto Silva é um trio consolidado desde as primeiras convocações do técnico. Já o lado esquerdo formado por Juan, Michel Bastos e Felipe Melo sofre um pouco mais com as críticas.

Mesmo Felipe Melo tendo vigor físico para cobrir a deficiente marcação de Michel Bastos, a lateral esquerda é a maior porta de entrada da defesa. Coincidentemente, o lado direito do ataque holandês é onde se esconde a maior arma da “Laranja Mecânica”, o atacante Robben. O experiente Van Bommel também surge pelo lado direito do ataque holandês.

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Enquanto o trio da direita não deverá ter problemas com Kuyt e Sneijder, o remendado flanco esquerdo poderá causar calafrios contra o rápido ataque holandês.

Pensando nisso, o Abril.com elencou os pontos positivos e negativos entre os concorrentes para a vaga de volante pela esquerda da seleção brasileira:

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Josué
Ponto Forte

Marcação. O capitão do Wolfsburg é o jogador ideal para anular a principal arma holandesa. O volante revelado pelo Goiás poderia atuar como um “carrapato” de Robben. Josué é incansável, corre o campo todo, não se cansa de marcar. Com ele, Dunga poderia mudar a marcação de Robben. Em vez de ser por zona, o atacante holandês poderá receber uma atenção especial. Em 2006, Parreira foi muito criticado por ter deixado Zidane jogar.

Ponto Fraco
Saída de bola
. Segundo as estatísticas, Josué é um exímio passador. Porém o jogador só toca para o lado e para trás, dificilmente o volante faz um lançamento certo ou uma enfiada com qualidade.

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Kléberson
Ponto Forte

Experiência em Copa do Mundo. O flamenguista foi campeão em 2002 e, o que é melhor, jogando como titular, e bem. O jogador também é um bom marcador, porém não um “carrapato”. Com Kléberson, Dunga ganha um volante que está acostumado a chegar ao ataque.

Ponto Fraco
Lentidão e má fase.
Com 31 anos, o jogador já não exibe a mesma velocidade dos tempos de Atlético-PR. Pior, Kléberson amargava o banco de reservas do Flamengo na época da convocação. Na partida contra o Corinthians, pela Libertadores, o jogador só entrou no intervalo, na vaga de Vinícius Pacheco.

Foto: Getty Images

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Daniel Alves
Ponto Forte
Qualidade no passe e velocidade.
Caso Elano confirme a sua recuperação e volte contra Holanda ou Júlio Baptista entre na vaga do ex-santista, Daniel Alves se torna uma opção para preencher a vaga de Felipe Melo. O lateral do Barcelona é o coringa de Dunga. Com o técnico, Dani Alves já jogou de lateral direito, esquerdo, segundo volante, armador e meia-atacante. Em quase todas, o baiano entrou e correspondeu.

Ponto Fraco
Marcação frouxa e improviso
. Daniel Alves é uma arma ofensiva. Por ser um lateral de origem, ele sabe marcar, mas depende muito mais de um esquema consolidado do que de sua qualidade individual como marcador. Habitualmente, Daniel atua no lado direito do campo, jogador do lado esquerdo seria um caso raro em sua carreira.

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Gilberto
Ponto Forte
Experiência, saída de bola e parceria com Michel Bastos.
Gilberto poderia inverter de posição com Michel Bastos. Atualmente, a seleção joga com 9 destros e apenas um canhoto. Com isso, a seleção é um time voltado para o lado direito do ataque. O carioca atua como um meia armador no Cruzeiro, mas está habituado em voltar para colaborar com a marcação.

Ponto Fraco
Lentidão, improviso e marcação frouxa.
Gilberto não está habituado a perseguir um adversário pelo campo. Ele é mais um pensador, do que um destruidor.

Gilberto Silva admite erros de marcação no amistoso contra a Tanzânia

Foto: Reprodução

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O volante Gilberto Silva admitiu, durante a coletiva desta quarta-feira (9), que o sistema defensivo da seleção brasileira errou bastante contra a fraca seleção da Tanzânia, durante o amistoso da última segunda-feira (7).

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“Sei que tivemos muitos erros, mas na Copa do Mundo dificilmente vamos encontrar um adversário assim, que jogue tão sem compromisso e atacando a seleção. Claro que vamos ter cuidado é importante corrigir, porque não vamos ter a oportunidade de errar tanto. Para mim, o erro foi da seleção brasileira que se distraiu um pouco”, disse o volante revelado no Atlético-MG.

Após responder sobre esse questionamento logo no início da coletiva, os jornalistas perguntaram insistentemente sobre as falhas e os cuidados que devem ser tomados daqui para frente. Gilberto, ao perceber o aumento de popularidade do tema, fez um alerta para os repórteres. “Se a gente focar só nos erros dessa partida, vamos começar a achar que está tudo errado e vamos esquecer os acertos. É necessário fazer os ajustes nos treinos. mas se for colocada uma carga excessiva, pode faltar gás no final da competição. É preciso manter o foco. Todo mundo sabe o que fazer na estreia”, disse o jogador.

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Sobre a estreia, Gilberto afirmou que a ansiedade é normal, mas que ela não pode atrapalhar o futebol. Apesar dessa declaração o jogador admitiu que a qualidade do jogo não é o importante e sim o resultado. “Todo mundo sabe a responsabilidade de representar o Brasil, o importante é passar esse primeiro jogo e vencer, a gente pode nem jogar nosso melhor futebol, mas depois de uma vitoria tudo volta ao normal”, disse.

Apesar do mistério em torno da Coreia do Norte, o volante mostrou estar antenado em relação ao adversário da estreia. “Eu vi o amistoso da Coreia do Norte contra a Nigéria e duvido que eles joguem contra o Brasil assim como jogaram contra a Nigéria, mas pode ser que venham para cima e isso vai ser melhor para nós”, disse.

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Seleção tem Michel Bastos e Elano no primeiro coletivo

Josué e Robinho disputam jogada em treino coletivo - foto: Reuters

Josué e Robinho disputam jogada em treino coletivo - foto: Reuters

Michel Bastos e Elano saíram na frente na disputa pelas vagas que ainda eram uma incógnita para o técnico Dunga na seleção brasileira. O lateral e o meio-campista foram escalados no primeiro treinamento coletivo realizado na África do Sul na reta final de preparação para a Copa do Mundo de 2010.

A lateral era a principal dúvida para a Copa do Mundo, mas o atleta do Lyon atuou durante todo o coletivo deste domingo, enquanto Gilberto ficou entre os suplentes. No meio-de-campo, Elano deixou Ramires na reserva

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O meia Kaká e o atacante Luís Fabiano mostraram que estão mesmo recuperados de problemas musculares e participaram da atividade, no estádio do Randburg High School, em Johanesburgo.

Desta forma, o time titular foi escalado com Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.

Já a equipe reserva começou com Gomes, Daniel Alves, Luisão, Thiago Silva e Gilberto; Josué, Kleberson, Ramires e Julio Baptista; Nilmar e Grafite.

Na segunda parte do coletivo, Doni assumiu a vaga no gol dos reservas, enquanto Gomes passou para os titulares. Júlio César, então, deixou o campo para fazer um trabalho especifico com o preparador Wendell Ramalho.

No fim do treino, os jogadores da seleção brasileira aprimoraram cobranças de falta e pênalti.

Para Gilberto, experiência não o põe à frente de Michel Bastos

Gilberto foi reserva na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha
Gilberto foi reserva na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha

O lateral-esquerdo Gilberto disse, nesta terça-feira, que a experiência de já ter jogado uma Copa do Mundo não o deixa à frente de Michel Bastos, um dos jogadores do atual elenco com menos convocações.
 
“Acho que o trabalho com bola aqui… Os treinos é que vão indicar quem será o titular. O fato do jogador ser mais velho, ou ter feito gol em Copa não contará nada. Vai ser o período que a gente está tendo aqui. O futebol é feito dentro das quatro linhas. Não adianta ter experiência se o outro está respondendo melhor”, afirmou Gilberto.
 
Pelo tom da coletiva, Gilberto mostrou que não só o treino com bola será necessário para ganhar a vaga de titular, mas também exaltar as conquistas e a filosofia de trabalho do comandante Dunga. 
 
“A seleção vem conquistando títulos há muito tempo”…Gilberto parou, olhou e continuou “com o Dunga no comando”. “Isso mostra a força do trabalho do Dunga, do Jorginho e do [Paulo] Paixão”, disse.
 
“Não adianta um jogador ser um avião em campo, se não tem uma boa convivência com o grupo”, afirmou o lateral, praticamente justificando a convocação de “jogadores de grupo” em detrimento a “solistas”, como Ronaldinho Gaúcho e Adriano.
 
No final, o jogador fugiu de qualquer polêmica ao afirmar que o incentivo para a seleção é importante, mas que não cabe a ele, como jogador, saber se isso é bom ou ruim.
 
“Todo incentivo que a gente recebe é importante. Foi importante ter recebido o carinho da torcida. Existe uma hierarquia e temos de respeitar, veio a ordem para abrir os portões e a nós jogadores só cabe acatar”, falou Gilberto, quase como um soldado prestes a embarcar para uma guerra. (Foto: AP)

 

Brasil rejeita “caseiros” e iguala 2006 com só três que atuam no país

Dunga foi, durante toda sua campanha, muito crucificado por convocar apenas jogadores que atuam fora do país. Durante vários programas esportivos, a frase “precisa jogar na Europa para ser valorizado” era repetida. Na sua convocação, o treinador acabou fazendo o que todos imaginavam: apenas três jogadores atuam no Brasil. Gilberto, no Cruzeiro, Kléberson, do Flamengo, e Robinho, do Santos. 

O número, no entanto, é igual ao que aconteceu em 2006, quando o técnico era Carlos Alberto Parreira. Na ocasião, apenas Ricardinho, Rogério Ceni e Mineiro defenderam a amarelinha na Alemanha. Recentemente, em 2002, a seleção de Felipão tinha 13 jogadores, assim como 1994. 

Um número que mudou foi o de jogadores da última Copa que foram “reaproveitados”. Em 2010, foram 10 (Dida, Cafu, Lúcio, Roberto Carlos, Kaká, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Rogério Ceni, Gilberto Silva e Ricardinho). Neste ano, foram oito (Júlio César Lúcio, Juan, Luisão, Gilberto, Gilberto Silva, Kaká e Robinho). 

Confira os jogadores que atuavam no Brasil e foram convocados para as Copas:

2010 – Gilberto, Kleberson, Robinho

2006 – Ricardinho, Rogério Ceni, Mineiro
2002 – Marcos, Ricardinho, Gilberto Silva, Dida, Belletti, Anderson Polga, Kleberson, Vampeta, Juninho Paulista, Edílson, Luizão, Rogério Ceni, Kaká
1998 – Taffarel, Carlos Germano, Dida, Zé Carlos, Júnior Baiano, Gonçalves, Denílson, Bebeto
1994 – Zetti, Gilmar, Branco, Cafu, Leonardo, Ricardo Rocha, Ronaldão, Zinho, Zinho, Mazinho, Müller, Ronaldo, Viola
1990 – Taffarel, Bismarck, Ricrdo Rocha, Acácio, Bebeto, Renato Gaúcho, Mazinho, Renato Gaúcho, Tita, Mauro Galvão, Zé Carlos
1986 – Carlos, Paulo Victor, Leão, Edson, Josimar, Branco, Oscar, Julio Cesar, Mauro Galvão, Falcão, Zico, Alem]ão, Socrates, Elzo, Silas, Valdo, São Paulo, Casagrande, Careca, Edivaldo
1982 – só Falcão e Dirceu eram de fora
Até 1978, o Brasil só ia para a Copa com jogadores caseiros.

Perto da convocação, quem pode surpreender na seleção?

A convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2010 está chegando, e Dunga mantém o discurso de “grupo fechado”. O trabalho realizado por ele nos últimos quatro anos serviu para definir a base que foi utilizada no último amistoso, em março, contra a Irlanda. Mas como elegeu jogadores que vêm sendo questionados, e o futebol brasileiro apresentou a ele novas opções neste ano, o Abril.com listou como estão as brigas finais para ir à Copa. Confira, então, quem pode cair do grupo, os favoritos a ganhar vaga de última hora e os que correm por fora.

ELES PODEM CAIR DA SELEÇÃO

Gilberto (Cruzeiro)
O lateral-esquerdo voltou à lista de Dunga na reta final da preparação para a Copa do Mundo. Mas porque o treinador ainda não se cansou de fazer testes no setor. A vaga de titular está encaminhada para Michel Bastos. Para a reserva, o cruzeirense parece ser o preferido, mas tem a concorrência de Kléber e André Santos. Como nenhum deles ainda convenceu o comandante, é possível até que Dunga leve só um jogador para a posição.

Kleberson (Flamengo)
É um jogador irregular e que ultimamente vive mais em baixa. No primeiro jogo do duelo contra o Corinthians, pela Libertadores, não foi nem relacionado para o banco de reservas. Na segunda partida, porém, entrou no segundo tempo e foi decisivo para a classificação do Flamengo. Tem a seu favor a experiência de já ter disputado uma Copa do Mundo, mas nunca foi uma figura constante nas convocações de Dunga. Para complicá-lo, joga em uma das posições mais fartas da seleção.

Adriano (Flamengo)
O problema dele é exclusivamente fora de campo. Mas que vem interferindo em seu desempenho. Neste ano, vem jogando pouco e já ficou fora de partidas decisivas. Na final da Taça Rio, por exemplo, perdeu um pênalti, selando o título do Botafogo. Tem a seu favor a jogada aérea e o vigor físico que não são encontrados em outros jogadores, mas o fato de viver problemas pessoais pode minar a confiança de Dunga, que está priorizando a disciplina no grupo.

OS FAVORITOS DE ÚLTIMA HORA

Paulo Henrique (Santos)
Roubou de Neymar o maior clamor do país para ser convocado para a seleção. Nas últimas semanas, o que mais se ouviu dele é a seguinte expressão: “joga muita bola”. Tem o estilo que não se encontra no grupo de Dunga pela categoria com a perna canhota e a facilidade de encontrar companheiros livres para fazer gols. Além disso, também já apresentou faro de goleador e dá grande contribuição à marcação em uma equipe que prioriza o jogo ofensivo.

Grafite (Wolfsburg-ALE)
Não está em seu auge. O melhor momento dele aconteceu na temporada 2008-2009, quando foi artilheiro do Campeonato Alemão. Ele já estava esquecido, quando foi convocado para enfrentar a Irlanda e entrou no segundo tempo. Mostrou que pode atuar como centroavante, servindo de pivô para os meio-campistas, e tem a versatilidade necessária para jogar com velocidade pelos lados do campo. Poderia beliscar a vaga de Adriano, que vive problemas pessoais.

Ronaldinho Gaúcho (Milan-ITA)
Depois de um grande clamor em torno de seu nome no início do ano por causa de grandes atuações e gols no Campeonato Italiano, perdeu espaço. Em parte, os culpados por isso são os “Meninos da Vila”. Mesmo assim, ainda briga por vaga por ter condições de atuar no ataque e no meio-campo. Ganhou força com a recente declaração de Pelé, que conversou com Dunga e disse que o jogador do Milan estaria à frente de Neymar na briga por vaga na seleção.

ELES ESTÃO CORRENDO POR FORA

Neymar (Santos)
O futebol apresentado por ele é indiscutível. É o principal goleador do futebol brasileiro, levou o Santos ao título de campeão paulista e já ganhou clamor nacional por sua convocação. Mas tem como aspecto negativo a pouca idade e a inexperiência no futebol internacional. Para complicar, joga em uma posição que parece já preenchida com Robinho e Nilmar. Caso Dunga precise de nova opção de velocidade pelos lados do campo, já demonstrou que o favorito para a vaga é

Diego Tardelli (Atlético-MG)
Está repetindo o bom momento que viveu no ano passado. Na época, foi convocado ao virar o principal goleador do futebol brasileiro, mas não emplacou. Ficou esquecido, mas, agora, voltou a seri o Tardelli de 2009. Foi decisivo na fase final do Campeonato Mineiro e no primeiro jogo contra o Santos nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Tem bastante versatilidade, mas peca pelo vigor físico, uma característica essencial para Dunga eleger seu atacante reserva.

Lucas (Liverpool-ING)
Despontou para o futebol como uma das grandes promessas para o meio-de-campo. Na Europa, foi reserva até a temporada passada, pois tinha jogadores como Mascherano e Xabi Alonso como concorrentes. Agora, é titular da equipe inglesa e fez boas atuações neste ano. Não tem a preferência de Dunga, mas pode ser a escolha, se ele não apostar mais no futebol de Kleberson, que vem ocupando a reserva do Flamengo. O problema é que Lucas fracassou nas Olimpíadas de Pequim, em 2008.