Felipe Melo recusa rótulo de vilão por eliminação do Brasil contra Holanda

Felipe Melo recebe cartão vermelho após agredir Robben - foto: Reuters
O volante Felipe Melo foi considerado um dos culpados pela eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2010. Além de ele ter marcado um gol contra na derrota para a Holanda por 2 a 1 nas quartas de final, ele foi expulso após agredir Robben, o que prejudicou a equipe nos últimos 20 minutos de jogo.
O jogador da Juventus, contudo, refuta o rótulo de vilão que lhe foi aplicado por causa de seu estilo truculento em campo e pelo temperamento explosivo.
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“De forma alguma sou vilão. Parece que tudo o que o Felipe Melo faz é errado”, defendeu-se o volante, em entrevista ao programa “Fantástico”, da “Rede Globo”. “Quem começou a jogada do primeiro gol contra a Coreia foi o Felipe. Contra a Holanda, fui eu quem deu o passe para o gol do Robinho”, lembrou.
E, segundo Felipe Melo, essas boas jogadas não podem ficar no passado por causa de um erro. “Tudo o que fiz não pode ser apagado por causa de um cartão vermelho em um jogo em que o Brasil já estava perdendo.”
Na ocasião, após cometer uma falta em Robben, Felipe Melo dá um pisão no atacante holandês e recebe o cartão vermelho. Com um a menos, então, o Brasil não consegue forças para reagir e conseguir, ao menos, o empate contra a Holanda.
Ainda defendendo-se, Felipe Melo falou que não pode ser rotulado como um jogador desleal. “Naquele momento eu posso ter perdido a cabeça pela vontade de fazer algo a mais porque o Brasil não estava se encontrando em campo”, admitiu. “Mas é muito fácil falar. Sou um jogador que tenho um caráter muito forte, dentro de campo tenho muita garra e, às vezes, falam que sou desleal. Mas é garra.”
Felipe Melo também voltou a falar que não teve maldade no lance em que pisou em Robben. “Naquele momento, perdendo o jogo, tudo o que a gente tentava fazer dava errado. Tenho uma experiência grande no futebol. Se fosse para quebrar, ele não voltaria pro jogo. Tenho minha malícia. Todo jogador sabe como tirar o outro de campo.”







