Japão derrota Dinamarca, classifica e repete feito asiático de 2002

Japão avança às oitavas pela segunda vez na história (Reuters)
O Japão derrotou a seleção da Dinamarca por 3 a 1 no Estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo, quando precisava apenas de um empate, e garantiu a segunda vaga do Grupo E para as oitavas-de-final ao lado da Holanda, que ficou com o primeiro posto. Com isso, os japoneses alcançam a segunda fase de uma Copa do Mundo pela segunda vez na história – a primeira vez foi em 2002 quando jogava em casa.
Curiosamente, neste Mundial, os dois asiáticos que conseguiram a vaga às oitavas do continente asiático, Japão e Coreia do Sul, conseguiram a mesma proeza oito anos antes. Na ocasião, o Japão parou nas oitavas-de-final diante da Turquia e os sul-coreanos foram até a semifinal, parando apenas na Alemanha.
Veja fotos da classificação do Japão sobre a Dinamarca
O sonho de ultrapassar a barreira das oitavas anima os japoneses que entraram chegaram na África do Sul como os azarões do grupo, diferentemente da Coreia do Sul, indicada com mais chances contra Grécia e Nigéria. O retrospecto japonês antes da Copa reforçava a desconfiança - seis derrotas nos últimos seis amistosos.
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As dúvidas se foram na estreia, com Honda marcando 1 a 0. No segundo jogo, deram trabalho aos favoritos holandeses, que ganharam por 1 a 0 graças à falha do goleiro Kawashima após chute de Sneijder. O atacante Honda foi o herói da classificação. Marcou gol na estreia e no jogo desta tarde, fez o primeiro e deu assistência após bela jogada para o terceiro gol, marcado por Okazaki.
O personagem da eliminação da Dinamarca na derrota contra o Japão foi Tomasson, camisa 9 do time europeu. Ele foi o mais acionado do time no ataque e dos seis chutes que deu no gol, acertou dois e conseguiu furar três vezes. Fez o gol de honra após rebote do goleiro japonês em cobrança de pênalti que ele mesmo bateu.

Endo (à esq.) comemora o segundo gol (Reuters)
O Japão vai encarar o Paraguai em Pretória no dia 29 de junho contra o retrospecto de nunca ter avançado além das oitavas-de-final.
Jogo decidido na pontaria
As duas equipes fizeram campanhas muito parecidas, ambas com quatro pontos ganhos, e por isso se esperava um jogo bastante equilibrado. Foi o que ocorreu durante todo o jogo. A Dinamarca deu 19 chutes a gol e o Japão arrematou 15 vezes. O desempate foi na pontaria.
A Dinamarca de Tomasson só acertou a meta em sete oportunidades, enquanto os japoneses mandaram dez vezes no gol de Sorensen, acertando as redes três vezes. A primeira boa jogada ocorreu aos 7 minutos, após cobrança de escanteio Kroldrup tocou pra fora de primeira. No lance, ainda reclamou de pênalti por ter sido empurrado.
O jogo esquentou a partir dos 10 primeiros minutos, com a Dinamarca tendo de sair para o jogo atrás da vitória. Mas foi do Japão a primeira chance desperdiçada. Matsui chutou em cima do zagueiro. Depois foi a vez de Hasebe perder outro gol. Ele recebeu passe dentro da área e finalizou pra fora. Um minuto depois, Tomasson foi lançado na esquerda, invadiu a área e escolheu o canto, mas a bola passou raspando a trave.
O time japonês, mesmo classificado com o empate, atacava. Aos 17 minutos veio a recompensa pelas melhores chances de gol criadas. Poulsen fez falta em Hasebe. Honda bateu direto para o gol e contou com a ajuda do goleiro Sorensen, que além de montar mal a barreira, tentou adivinhar o canto e tomou o gol no contrapé.
A Dinamarca passou a tentar o gol a qualquer custo, mas no primeiro tempo só conseguiu assustar aos 22 minutos, com outro chute de Tomasson. Com outra falta a seu favor, os japoneses mostraram estar com a pontaria afiada. Para evitar o gol no contra-ataque, Kroldrup derrubou Okubo e levou o cartão amarelo. A falta da intermediária foi batida desta vez por Endo, que acertou o canto direito baixo de Sorensen. Japão 2 a 0 aos 34 minutos da etapa inicial.
Não foi a Jabulani
Virou mania nesta Copa culpar a Jabulani por tudo. Sorensen não poderá culpá-la. Falhou no primeiro gol ao tentar adivinhar o canto e no segundo por saltar atrasado. Aos 3 minutos do primeiro tempo, quase se igualou a Green, da Inglaterra. Após mais uma cobrança de falta do Japão, o goleiro ia levando um “frango”. Saltou para defender, esticou os braços e deixou a bola, que estava na mão, escapar e acertar a trave.

Sorensen falha no primeiro gol (Reuters)
A seleção europeia fez o que lhe cabia. Atacar. O problema é que sem muita criatividade na frente, somente com bola aéreas, sendo facilmente anulada. Numa falha defensiva do Japão após cruzamento, Tomasson, sempre ele, dividiu com o goleiro Kawashima e não conseguiu finalizar pra gol. Aos 13, Tomasson pegou rebote da defesa de fora da área e Kawashima fez bela defesa.
Aos 20 minutos, Okubo respondeu para o Japão. Dominou a bola e mandou de fora da área para defesa de Sorensen. Aos 24 minutos, o Japão não atacava mais, quando Tomasson recebeu na marca do pênalti, mas errou feio a bola no momento da conclusão. Com a classificação quase perdida, os dinamarqueses tiveram esperança aos 34 da etapa final. Agger foi empurrado na área e o árbitro apontou a marca da cal. Pênalti. Tomasson bateu, Kawashima defendeu, mas o camisa nove da Dinamarca se recuperou no rebote e diminuiu.
Quando os japoneses comemoravam com certa apreensão por conta do placar apertado, Honda mostrou que é o craque do time. Recebeu na área, driblou o zagueiro e goleiro no mesmo lance e tocou para Okazaki só rolar para o gol e fazer 3 a 1, decretando a classificação para festa dos orientais presentes no estádio.









