E agora, Brasil? Empate no Equador dá “herança maldita”

A rodada acabou. Vitória contra o Peru. Todo mundo está feliz na seleção.
Mas o triunfo esconde um perigo oculto. Quem analisar a classificação e a tabela das eliminatórias ficará no mínimo receoso. O Brasil tem apenas quatro pontos de vantagem para o quinto colocado, que terá de disputar uma repescagem para tentar a classificação para a Copa do Mundo. É pouco? Não. É muito? Menos ainda.
Isso porque o Brasil terá pela frente, nas próximas quatro rodadas, a sequência mais difícil das eliminatórias. Serão dois jogos complicados em casa, Paraguai e Chile, e dois clássicos duríssimos fora: Argentina e Uruguai.
Tal proximidade mostra com mais clareza por que a vitória contra o Equador era importante, e significou a perda de uma chance de o Brasil.
Veja agora por que temer a “sequência maldita” que o Brasil tem pela frente:
13ª rodada – 06/062009 – Uruguai x Brasil, fora de casa
Na partida de ida, no Morumbi, o Brasil venceu por 2 a 1 com extrema dificuldade. O time de Dunga foi dominado no primeiro tempo e conseguiu a igualdade com um gol espírita no fim da etapa inicial, na partida que “revelou” Luís Fabiano como atacante principal da seleção.
Nas eliminatórias para a Copa de 2006, o Brasil ficou no empate por 1 a 1 no estádio Centenário, em Montevidéu.
14º rodada – 09/06/2009 – Brasil x Paraguai, em casa
Trata-se do líder absoluto das eliminatórias, e que mantém uma regularidade incrível. O Brasil perdeu na partida de ida por 2 a 0, com direirto a gol do “gordito” Cabañas.
15ª rodada – 05/09/2009 – Argentina x Brasil, fora de casa
Dispensa comentários. A derrota na Argentina é um resultado não apenas plausível, como também provável, uma vez que o Brasil perdeu para os hermanos fora de casa por 3 a 1 nas eliminatórias para o Mundial de 2006 e não conseguiu nada além de um empate sem gols em casa no atual torneio.
A Argentina pode ter perdido por 6 a 1 para a Bolívia, mas alguém duvida que até lá eles já superaram esse baque?
16ª rodada – 08/09/2009 – Brasil x Chile, em casa
O jogo tido como mais fácil da série é, na verdade, uma grande pedreira. O Chile, sob o comando de Marcelo Bielsa, vem subindo nas eliminatórias e está na zona de classificação.
Foto: REUTERS/Edison Vara