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Fifa anuncia que Copa não teve nenhum caso de doping

A Fifa anunciou nesta terça-feira que nenhum dos exames antidoping realizados durante a última Copa do Mundo  teve resultado positivo para uso de substâncias proibidas. A entidade informou que 552 amostras de urina e sangue foram colhidas junto aos jogadores que participaram da competição.

Em nota publicada em seu site oficial, a Fifa lembrou que fez visitas às concentrações das 32 seleções participantes do Mundial para realizar testes antidoping e que, em média, oito jogadores de cada país foram sorteados para serem submetidos aos exames, fato que totalizou 256 atletas examinados antes do início da competição.

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Já durante a realização da Copa, os testes antidoping foram feitos após cada jogo, com dois jogadores sorteados de cada seleção. A entidade disse que todas as amostras colhidas foram analisadas no laboratório credenciado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) de Bloemfontein, na África do Sul.

Chefe do serviço médico da Fifa, Jiri Dvorak afirmou que, “em comparação com a Copa do Mundo de 2006, a Fifa dobrou o número de exames realizados antes da competição”. “Os jogadores nunca foram submetidos a testes em profundidade em uma Copa do Mundo como foram este ano”, ressaltou.

(Fonte: Agência Estado)

Espanha tem pior ataque entre campeões e uma das melhores defesas

Casillas sofreu apenas dois gols; melhor da Copa (AP)

Casillas sofreu apenas dois gols; melhor da Copa (AP)

A vitória da Espanha por 1 x 0 sobre a Holanda na prorrogação da final da Copa do Mundo, no domingo, deu à equipe o indesejável recorde de campeã com menos gols marcados. A Espanha marcou apenas oito gols em sete partidas na África do Sul (média de apenas 1,14), três a menos que o antigo recorde de 11 – dividido por Itália em 1938 (quatro jogos), Inglaterra em 1966 (seis jogos) e Brasil em 1994 (sete jogos).

Villa foi artilheiro da Copa (AP)

Villa foi artilheiro da Copa (AP)

Na média de gols marcados, o recorde anterior pertencia ao Brasil. Em 1994, sob o comando do técnico Carlos Alberto Parreira, a equipe canarinho priorizou o futebol de resultados e marcou 11 vezes em sete partidas (média de 1,57). A vitória na decisão contra a Itália veio apenas na disputa por pênaltis, após 120 minutos sem gols.

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A Espanha tornou-se ainda o primeiro time a conquistar a Copa do Mundo depois de perder na estreia. Desde que foi derrotada pela Suíça no primeiro jogo do grupo H por 1 a 0, a equipe do técnico Vicente del Bosque foi competente e econômica. Alcançou a vaga nas oitavas de final com triunfos sofre Honduras (2 a 0) e Chile (2 a 1).

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Na fase de mata-mata, a Espanha começou uma série de vitórias por diferença mínima. Apelou ao marcador de 1 a 0 contra Portugal, Paraguai e Alemanha. Na final deste domingo em Johanesburgo, precisou da prorrogação para repetir o placar diante da Holanda.

Espanha faz história com defesa ilesa no mata-mata

Apesar do bom futebol apresentado pelo time comandado por Villa, Xavi, Iniesta e cia., a Fúria fez da solidez do setor defensivo o fator fundamental para a conquista da taça: na fase mata-mata, pela primeira vez, a equipe vencedora não foi vazada nenhuma vez e venceu todos os seus adversários pelo placar mínimo.

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Com apenas dois gols sofridos, contra Suíça e Chile, entra para a história na lista das melhores defesas entre os campeões mundiais. Os espanhóis se igualam a Itália de 2006 e a França de 1998, também com dois gols sofridos em sete jogos, média de 0,29 por jogo.

O bom desempenho da retaguarda espanhola, inclusive, ajudou a garantir ao goleiro Casillas o prêmio de melhor jogador da posição na competição, dado pela Fifa após a final.

Além de contar com o auxílio de Sergio Ramos, Puyol, Piqué, Capdevilla, Busquets e Xabi Alonso, ele deu conta do recado quando exigido, como nas quartas de final, contra o Paraguai, partida em que defendeu um pênalti cobrado por Oscar Cardozo. Pouco depois, David Villa marcaria o gol da classificação, o que já havia acontecido nas oitavas de final, contra Portugal.

Nas semifinais, ante os garotos alemães, considerados por muitos os donos do melhor futebol da Copa, mais uma partida impecável da defesa espanhola, coroada com o gol de cabeça do zagueiro Carles Puyol, que garantiu a vaga na inédita final, contra os holandeses.

Casillas fez milagre com os pés após chute de Robben

Casillas fez milagre com os pés após chute de Robben

Neste domingo, na grande decisão, marcada por muitas oportunidades desperdiçadas, Casillas teve trabalho, mas fez boas defesas e passou ileso mais uma vez, permitindo que o jogo fosse para a prorrogação, quando Iniesta marcou o tento mais importante da história do futebol no país, aos 11 minutos da etapa final e decidiu o título.

Curiosamente, apesar dos números favoráveis, nenhum dos três espanhóis que estavam na lista dos dez jogadores indicados a craque do torneio é defensor: Xavi, Iniesta e Villa têm características ofensivas e acabaram “derrotados” pelo uruguaio Diego Forlán, que levou a bola de ouro para casa.

A seleção comandada por Vicente del Bosque encerra sua vitoriosa participação no Mundial com seis vitórias e uma derrota e apenas dois gols sofridos. (Da Redação com Gazeta Press e Reuters)

Veja os ataques e defesas dos campeões do mundo:

1930 – Uruguai – 15 gols pró e 3 contra
1934 – Itália – 12 gols pró e 3 contra
1938 – Itália – 11 gols pró e 5 contra
1950 – Uruguai – 15 gols pró e 5 contra
1954 – Alemanha – 25 gols pró e 14 contra
1958 – Brasil – 16 gols pró e 4 contra
1962 – Brasil – 14 gols pró e 5 contra
1966 – Inglaterra – 11 gols pró e 3 contra
1970 – Brasil – 19 gols pró e 7 contra
1974 – Alemanha – 13 gols pró e 4 contra
1978 – Argentina – 15 gols pró e 4 contra
1982 – Itália – 12 gols pró e 6 contra
1986 – Argentina – 14 gols pró e 5 contra
1990 – Alemanha – 15 gols pró e 5 contra
1994 – Brasil – 11 gols pró e 3 contra
1998 – França – 15 gols pró e 2 contra
2002 – Brasil – 18 gols pró e 4 contra
2006 – Itália – 12 gols pró e 2 contra
2010 – Espanha – 8 gols pró e 2 contra

Felipe Melo mira Copa de 2014 e se arrepende de falta em Robben

Felipe Melo após expulsão contra Holanda (Reuters)

Felipe Melo após expulsão contra Holanda (Reuters)

O volante Felipe Melo agradeceu o carinho que recebeu das pessoas em seu retorno ao Brasil e disse em entrevista ao “Fantástico”, da Rede Globo, que está confiante numa próxima convocação para a seleção brasileira, apesar de ter sido apontado com um dos “vilões” da eliminação do Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul.

O camisa 5 da seleção brasileira no Mundial 2010 lembrou o lance de falta que cometeu em Robben - agressão que lhe rendeu o cartão vermelho na derrota por 2 a 1 para Holanda nas quartas de final – para ressaltar experiência adquirida para o futuro na carreira e na seleção brasileira.

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“Meu objetivo agora é voltar pra Juventus (de Turim, na Itália), fazer um bom trabalho e voltar pra seleção porque o sonho (de ganhar uma Copa) não acabou pra mim”, disse. “Com certeza numa próxima Copa evitaria a entrada que dei no Robben, mas não quero esquecer esse erro porque quero tirar como lição.”

Van Bronckhorst lamenta chances perdidas por Robben na final

Robben perdeu gol incrível no segundo tempo (Reuters)

Robben perdeu gol incrível no segundo tempo (Reuters)

Um dos poucos holandeses a comentar a derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo foi Giovanni van Bronckhorst. O capitão da seleção da Holanda reclamou da arbitragem do inglês Howard Webb, mas admitiu que sua equipe poderia ter saído de campo vitoriosa se tivesse aproveitado as chances.

“As defesas do Casillas foram chaves (para o resultado final). Perdemos duas ocasiões claras. Se tivéssemos marcado um gol, poderia ter sido outra partida”, comentou o zagueiro, de 35 anos, que encarava a conquista inédita do Mundial da África do Sul como seu último sonho na carreira.

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As duas oportunidades foram com Arjen Robben, quando as equipes ainda empatavam sem gols. Na primeira delas, o meia avançou sozinho em direção à área e chutou no pé direito de Casillas. Na segunda, ganhou de Puyol na corrida e foi desarmado pelo goleiro espanhol ao tentar driblá-lo.

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Gio, como era conhecido no futebol espanhol – defendeu o Barcelona de 2003 a 2007 – foi um dos principais jogadores da Laranja na Copa. Na semifinal contra o Uruguai, o zagueiro anotou um golaço de fora da área, surpreendendo toda a defesa celeste e o goleiro Muslera, que nada pôde fazer.

Esta foi o terceiro vice-campeonato mundial da Holanda em três finais disputadas. Além de perder para a Espanha por 1 a 0, neste domingo, a equipe já havia sido batida em 1974 (pela Alemanha) e em 1978 (pela Argentina) – os dois rivais eram os respectivos anfitriões nestas duas decisões. (Fonte: Gazeta Press)

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Holandês Kuyt reclama da arbitragem e lamenta gols perdidos na final da Copa

Kuyt e treinador na derrota para Espanha (Reuters)

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O resultado da grande final da Copa do Mundo poderia ter sido outro se os holandeses aproveitassem melhor as boas oportunidades que tiveram para balançar as redes, mas o atacante Kuyt enxerga outra razão para o revés: um erro da arbitragem.

“Não gostaria de culpar ninguém pelo resultado, mas o árbitro nos atrapalhou. O erro dele nos custou a Copa do Mundo”, reclamou, referindo-se ao lance que originou o gol marcado por Iniesta, aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação.

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No início da jogada, o meia Sneijder bateu falta de longa distância e a bola foi desviada antes de sair pela linha de fundo, mas árbitro inglês Howard Webb assinalou tiro de meta em vez de escanteio.

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Apesar da insatisfação, o holandês soube reconhecer as deficiências de sua equipe, que teve pelo menos duas oportunidades claras de gol durante o jogo, ambas com Robben, que parou em defesas de Casillas.

“Eles marcaram o gol, então o título é deles. Nós tivemos algumas chances e não soubemos aproveitá-las como deveríamos”, resumiu o jogador do Liverpool. (Fonte: Gazeta Press)

Bert Van Marwijk admite jogo duro da Holanda, mas critica árbitro

De Jong deu um golpe em Xabi Alonso no 1º tempo (Reuters)

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A Holanda chegou à final da Copa do Mundo exibindo um futebol rápido e eficiente, mas se esqueceu de seu estilo na decisão, recuou e abusou das faltas sobre a Espanha. Depois da derrota por 1 a 0, neste domingo, o técnico da Laranja, Bert Van Marwijk, admitiu a mudança de postura de seus atletas, sem se esquecer de apontar também as infrações do adversário.

“Esse não é o estilo de jogo holandês, mas, em uma final, os nervos ficam exaltados. E acho que a Espanha também cometeu faltas duras”, afirmou.

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A seleção de Van Marwijk cometeu 28 infrações, sofreu 19 e recebeu sete cartões amarelos (contra cinco dos campeões). Além disso, Heitinga foi expulso durante a prorrogação. Porém, o técnico holandês acredita que o adversário também merecia ter um jogador excluído de campo.

“O Robben sofreu uma falta em que o árbitro deveria ter dado o segundo cartão amarelo para o adversário (Puyol). E, no lance anterior ao gol, era para ter sido escanteio nosso. Mas não vou culpar a arbitragem, porque a Espanha foi melhor”, afirmou.

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Já no tempo-extra, Robben ganhou na corrida de Puyol, que tentou fazer a falta, mas o árbitro deu a vantagem, e o atacante seguiu desequilibrado até perder para Casillas. Depois do lance, camisa 11 holandês reclamou bastante e ouviu uma bronca do apitador. (Fonte: Gazeta Press)

Iniesta recorda título do Barça e confirma fama de marcar gols dramáticos

Iniesta foi herói do título da Espanha (AP)

Iniesta foi herói do título da Espanha (AP)

Andrés Iniesta levou a novos patamares a sua predileção por marcar gols dramáticos neste domingo ao garantir a vitória espanhola na final da Copa do Mundo contra a Holanda durante a prorrogação.

O tímido jogador de Fuentealbilla, cidade próxima a Albacete, reavivou a lembrança do dramático gol que marcou na semifinal da Liga dos Campeões da Europa em 2008/09 pelo Barcelona contra o Chelsea nos acréscimos. Hoje, ele dominou um passe de Cesc Fábregas e chutou a bola na saída do goleiro holandês Maarten Stekelenburg.

Foi o único gol de uma final muito tensa.

Tirando a sua camiseta, assim como fez em Stamford Bridge, o jogador de 26 anos correu para a bandeirinha de escanteio e foi soterrado pelos companheiros de equipe na celebração daquele que seria o primeiro título de Copa da Espanha.

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“É inacreditável, incrível”, disse um emocionado Iniesta em entrevista na saída de campo, pouco antes do capitão espanhol Iker Casillas levantar o troféu. “Foi necessário muita energia. Vencer a Copa do Mundo é uma sensação indescritível”, acrescentou o meia.

“Isto é o resultado do trabalho que começamos há muito tempo. Foi muito difícil, mas agora estamos colhendo os frutos.” Iniesta disse que dedica o gol a sua família e ao capitão do time do Espanyol Dani Jarque, que morreu aos 26 anos durante a pré-temporada do time catalão na Itália em agosto de 2009.

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“Eu quis carregar o Dani comigo”, disse Iniesta aos repórteres durante coletiva de imprensa após receber o prêmio de melhor em campo. “Nós queríamos fazer uma homenagem e essa era a melhor oportunidade”, ele disse antes de ser interrompido pelos colegas Cesc Fábregas, Gerard Pique e Carles Puyol, com cervejas nas mãos, que gritavam “Espanha! Espanha!”

CONTUSÕES IRRITANTES

Produto das categorias de base do Barcelona, Iniesta chegou ao clube catalão aos 12 anos. Ele passou ao time principal em outubro de 2002 e conseguiu rapidamente chamar a atenção por conta da sua grande qualidade e criatividade como meia.

Ele estreou pela Espanha em maio de 2006 em um empate por 0 x 0 contra a Rússia. Com o gol deste domingo, o atleta marcou oito tentos em 49 partidas.

Após uma difícil temporada atrapalhada por contusões irritantes, na qual ele conseguiu marcar apenas um gol, Iniesta chegou em forma na África do Sul e marcou na partida contra o Chile que acabou com vitória espanhola por 2 x 1 pelo grupo H.

O príncipe Felipe da Espanha, que assistiu ao jogo no estádio com a sua esposa, princesa Letícia, e a rainha mãe Sofia, disse: “Este gol foi um presente de Deus. Iniesta nos levantou para a glória.” (Fonte: Reuters)

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Torcedores celebram título da Espanha com fogos e choro em Madrid

Em Madrid, festa começou antes do apito final (Reuters)

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Lágrimas de alegria caíram e fogos de artifício voaram pelos ares no céu noturno enquanto torcedores extasiados comemoravam a vitória da Espanha por 1 x 0 contra a Holanda na final da Copa do Mundo neste domingo.

O gol de Andres Iniesta na prorrogação deu início às comemorações. Os milhares que assistiam ao jogo em telões colocados em áreas públicas espalhados pelo país choraram de alegria.

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“É muito merecido. É um time muito unido”, disse Julio à Reuters em Madrid, enquanto torcedores corriam para as ruas para comemorar. “A Espanha tentou jogar futebol e a Holanda só chutou os adversários”, acrescentou.

Mais de 100 mil pessoas lotaram o centro de Madri para assistir ao jogo em telões. Com os rostos pintados em vermelho e amarelo e bandeiras amarradas sobre os ombros, a tensa partida fez as emoções explodirem mais fortes após o final.

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Após o capitão e goleiro espanhol Iker Casillas levantar o troféu em Johanesburgo, as festas começaram com força total. Fogos de artifício podiam ser ouvidos por toda Madri, carros passavam pelas ruas com bandeiras tremulando, enquanto jovens e idosos espanhóis corriam para comemorar. As crianças pareciam extasiadas enquanto os mais velhos não encontravam palavras.

“Nós esperamos por muitos anos por algo assim (na Copa do Mundo)”, disse Miguel. “Eles são um time verdadeiro e merecem. Iniesta foi o melhor em campo.”

Entre a comemoração, uma solitária torcedora da Holanda chamada Anoushka, usando um vestido laranja, disse: “Eu não gostei da maneira que a Holanda jogou. A Espanha mereceu ganhar.”

Os espanhóis devem voltar para Madri na segunda-feira e vão desfilar em carro aberto na capital antes de uma festa gigantesca às margens do rio Manzanares. (Fonte: Reuters)

Tristeza e lixo tomam ruas de Amsterdã após derrota para Espanha

Praça do Museu em Amsterdã ficou tomada de lixo (AP)

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Cidades, bairros e casas por toda a Holanda se calaram na noite de domingo após a derrota da seleção nacional para a Espanha na final da Copa do Mundo que destruiu o sonho do país de vencer o torneio mais importante de futebol.

Apesar do forte apoio da torcida durante o jogo, a derrota por 1 x 0 na prorrogação levou mais de 180 mil torcedores da seleção laranja a abandonar a praça do Museu de Amsterdã, que recebeu tantas pessoas que as autoridades locais confessaram que o local atingiu literalmente a sua capacidade máxima.

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“Estou muito desapontado, mas nós não merecemos ganhar. É uma pena”, disse Chris Schreve, 33 anos, gerente de marketing de Amsterdã que estava entre os milhares que deixavam o distrito de Leidseplein após a partida.

Diversos holandeses imediatamente subiram em suas bicicletas para voltar para a suas casas em silêncio. A polícia disse que nenhum grave incidente aconteceu após o final do jogo. “Dezenas de milhares de fãs estão agora deixando pacificamente a praça do Museu”, disse um porta-voz da polícia.

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Assim como não houve nenhum torcedor pulando de alegria dentro dos canais da cidade, não haverá nenhum desfile para o time no centro histórico da cidade – parada tradicional que muitos estavam antecipando e planejando. Ainda assim, haverá uma cerimônia em tributo na praça do Museu.

O bom desempenho da equipe holandesa neste ano reacendeu a esperança da nação de conquistar o título na terceira final do país no torneio que tem 80 anos de história.

Naquelas decisões, os holandeses foram muito elogiados pelo estilo de jogo, mas acabaram sem troféu e seguem a carregar o título de “o melhor time a nunca ter vencido uma Copa do Mundo”.

Antes do jogo, Amsterdã, uma cidade com 750 mil habitantes, tinha a expectativa de receber até 1 milhão de pessoas para o desfile da vitória na terça-feira. (Fonte: Reuters)

Bert van Marwijk, técnico holandês, culpa má sorte por derrota

Bert van Marwijk consola Sneider (AP)

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O técnico da seleção holandesa, Bert van Marwijk, admitiu que a campeã Espanha foi melhor mas disse que, com um pouco mais de sorte, a Holanda poderia ter ficado com a vitória na final da Copa do Mundo.

O espanhol Andrés Iniesta acabou com as esperanças da Holanda pela terceira vez, após as derrotas nas decisões de 1974 e 1978, ao marcar o gol da vitória de 1 x 0 aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação.

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“É muito doloroso, muito triste, mas isso é o esporte”, disse Van Marwijk. “É difícil mas o melhor time ganhou nesta noite.” Numa final muito disputada, que teve o recorde de 13 cartões amarelos e um vermelho para o holandês John Heitinga, a Holanda teve boas chances, porém duas vezes o meia-atacante Arjen Robben falhou na finalização diante do goleiro Iker Casillas.

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“Podíamos sentir desde o início que quem marcasse o primeiro gol, também ganharia a partida. Aquelas chances com Robben poderiam ter significado a vitória, mas infelizmente não tivemos sorte”, afirmou.

“Ninguém esperava que estaríamos aqui, disputando a final, e ficamos muito, muito perto da disputa de pênaltis”, afirmou. “Não tivemos sorte”, repetiu.

A Holanda, que eliminou o Brasil nas quartas de final, havia vencido todos os jogos das eliminatórias e também do Mundial sul-africano até a final contra a Espanha. (Fonte: Reuters)

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