
Casillas sofreu apenas dois gols; melhor da Copa (AP)
A vitória da Espanha por 1 x 0 sobre a Holanda na prorrogação da final da Copa do Mundo, no domingo, deu à equipe o indesejável recorde de campeã com menos gols marcados. A Espanha marcou apenas oito gols em sete partidas na África do Sul (média de apenas 1,14), três a menos que o antigo recorde de 11 – dividido por Itália em 1938 (quatro jogos), Inglaterra em 1966 (seis jogos) e Brasil em 1994 (sete jogos).

Villa foi artilheiro da Copa (AP)
Na média de gols marcados, o recorde anterior pertencia ao Brasil. Em 1994, sob o comando do técnico Carlos Alberto Parreira, a equipe canarinho priorizou o futebol de resultados e marcou 11 vezes em sete partidas (média de 1,57). A vitória na decisão contra a Itália veio apenas na disputa por pênaltis, após 120 minutos sem gols.
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A Espanha tornou-se ainda o primeiro time a conquistar a Copa do Mundo depois de perder na estreia. Desde que foi derrotada pela Suíça no primeiro jogo do grupo H por 1 a 0, a equipe do técnico Vicente del Bosque foi competente e econômica. Alcançou a vaga nas oitavas de final com triunfos sofre Honduras (2 a 0) e Chile (2 a 1).
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Na fase de mata-mata, a Espanha começou uma série de vitórias por diferença mínima. Apelou ao marcador de 1 a 0 contra Portugal, Paraguai e Alemanha. Na final deste domingo em Johanesburgo, precisou da prorrogação para repetir o placar diante da Holanda.
Espanha faz história com defesa ilesa no mata-mata
Apesar do bom futebol apresentado pelo time comandado por Villa, Xavi, Iniesta e cia., a Fúria fez da solidez do setor defensivo o fator fundamental para a conquista da taça: na fase mata-mata, pela primeira vez, a equipe vencedora não foi vazada nenhuma vez e venceu todos os seus adversários pelo placar mínimo.
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Com apenas dois gols sofridos, contra Suíça e Chile, entra para a história na lista das melhores defesas entre os campeões mundiais. Os espanhóis se igualam a Itália de 2006 e a França de 1998, também com dois gols sofridos em sete jogos, média de 0,29 por jogo.
O bom desempenho da retaguarda espanhola, inclusive, ajudou a garantir ao goleiro Casillas o prêmio de melhor jogador da posição na competição, dado pela Fifa após a final.
Além de contar com o auxílio de Sergio Ramos, Puyol, Piqué, Capdevilla, Busquets e Xabi Alonso, ele deu conta do recado quando exigido, como nas quartas de final, contra o Paraguai, partida em que defendeu um pênalti cobrado por Oscar Cardozo. Pouco depois, David Villa marcaria o gol da classificação, o que já havia acontecido nas oitavas de final, contra Portugal.
Nas semifinais, ante os garotos alemães, considerados por muitos os donos do melhor futebol da Copa, mais uma partida impecável da defesa espanhola, coroada com o gol de cabeça do zagueiro Carles Puyol, que garantiu a vaga na inédita final, contra os holandeses.

Casillas fez milagre com os pés após chute de Robben
Neste domingo, na grande decisão, marcada por muitas oportunidades desperdiçadas, Casillas teve trabalho, mas fez boas defesas e passou ileso mais uma vez, permitindo que o jogo fosse para a prorrogação, quando Iniesta marcou o tento mais importante da história do futebol no país, aos 11 minutos da etapa final e decidiu o título.
Curiosamente, apesar dos números favoráveis, nenhum dos três espanhóis que estavam na lista dos dez jogadores indicados a craque do torneio é defensor: Xavi, Iniesta e Villa têm características ofensivas e acabaram “derrotados” pelo uruguaio Diego Forlán, que levou a bola de ouro para casa.
A seleção comandada por Vicente del Bosque encerra sua vitoriosa participação no Mundial com seis vitórias e uma derrota e apenas dois gols sofridos. (Da Redação com Gazeta Press e Reuters)
Veja os ataques e defesas dos campeões do mundo:
1930 – Uruguai – 15 gols pró e 3 contra
1934 – Itália – 12 gols pró e 3 contra
1938 – Itália – 11 gols pró e 5 contra
1950 – Uruguai – 15 gols pró e 5 contra
1954 – Alemanha – 25 gols pró e 14 contra
1958 – Brasil – 16 gols pró e 4 contra
1962 – Brasil – 14 gols pró e 5 contra
1966 – Inglaterra – 11 gols pró e 3 contra
1970 – Brasil – 19 gols pró e 7 contra
1974 – Alemanha – 13 gols pró e 4 contra
1978 – Argentina – 15 gols pró e 4 contra
1982 – Itália – 12 gols pró e 6 contra
1986 – Argentina – 14 gols pró e 5 contra
1990 – Alemanha – 15 gols pró e 5 contra
1994 – Brasil – 11 gols pró e 3 contra
1998 – França – 15 gols pró e 2 contra
2002 – Brasil – 18 gols pró e 4 contra
2006 – Itália – 12 gols pró e 2 contra
2010 – Espanha – 8 gols pró e 2 contra