A relação de longo período entre a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e Ambev está estremecida, em mais uma tentativa de jogo duro por parte da entidade que lucra anualmente com a seleção pentacampeã do mundo. Para renovar contrato com a gigante multinacional, foi pedido um valor de US$ 15 milhões por temporada. Leia mais no site da revista EXAME.
A fauna brasileira tem força na disputa para receber jogos do Mundial de 2014. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, quer a Copa na Amazônia e no Pantanal – o cartola tem especial apreço sobre este último.
Resta saber quais cidades irão fazer as vezes de “sede amazônica” e “sede pantaneira”. Manaus e Belém disputam no Norte. No Pantanal, a corrida é entre Campo Grande e Cuiabá.
Florianópolis, Fortaleza, Maceió, Natal e Goiânia – esta em menor escala, dada a proximidade com a garantida Brasília – disputam duas vagas.
As oito garantidas: Brasília, Recife/Olinda, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.
Rio Branco está fora.
Ricardo Teixeira, presidente da CBF, está otimista. Quer 12 cidades-sede para a Copa do Mundo de 2014, marcada para o Brasil. A Fifa quer oito, mas admite 10. Teixeira sabe da sua força política no Comitê Executivo da Fifa. A entidade já deu sinais que pode ceder. A Copa do Brasil terá mesmo 12 sedes.
O anúncio das eleitas será em março. Até lá, haja contatos e politicagem com o presidente da CBF, que esteve na tarde desta terça-feira no edifício da Editora Abril, em São Paulo, para apresentar o projeto que consiste na venda do seguinte conceito: o Comitê Organizador da Copa do Mundo é um órgão fiscalizador, nada além disso, e que não haverá uso de dinheiro público no Mundial, ao contrário do que ocorreu no Pan-07 e já ocorre na candidatura brasileira para o Rio receber as Olimpíadas de 2016. A conferir.
Além da influência de Ricardo Teixeira, há dois argumentos usados pelo Comitê Organizador para a Fifa ceder e aceitar 12 cidades-sede:
- a dimensão geográfica do Brasil;
- a Fifa autorizou a Alemanha a organizar o Mundial feminino de 2011 com 12 sedes.
A primeira premissa procede. Embora os EUA, país maior que o Brasil, tenha organizado o seu Mundial com nove sedes, ainda há argumento (fortíssimo) que a paixão dos brasileiros pelo futebol justifica que um número maior de praças seja contemplado.
A segunda, não. De acordo com o site oficial da competição, a Copa feminina será organizada em nove cidades alemãs. Talvez Teixeira e seus pares tenham confundido com o Mundial de 2006, masculino mesmo, quando a Alemanha deu a 12 cidades do direito de receber jogos, número que a Fifa havia decidido reduzir.
Mas não poderiam ser não 9 ou 11 sedes? De acordo com Teixeira, a Fifa quer um número par de cidades. A África do Sul terá nove sedes…