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Felipe Melo recusa rótulo de vilão por eliminação do Brasil contra Holanda

Felipe Melo recebe cartão vermelho após agredir Robben - foto: Reuters

Felipe Melo recebe cartão vermelho após agredir Robben - foto: Reuters

O volante Felipe Melo foi considerado um dos culpados pela eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2010. Além de ele ter marcado um gol contra na derrota para a Holanda por 2 a 1 nas quartas de final, ele foi expulso após agredir Robben, o que prejudicou a equipe nos últimos 20 minutos de jogo.

O jogador da Juventus, contudo, refuta o rótulo de vilão que lhe foi aplicado por causa de seu estilo truculento em campo e pelo temperamento explosivo.

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“De forma alguma sou vilão. Parece que tudo o que o Felipe Melo faz é errado”, defendeu-se o volante, em entrevista ao programa “Fantástico”, da “Rede Globo”. “Quem começou a jogada do primeiro gol contra a Coreia foi o Felipe. Contra a Holanda, fui eu quem deu o passe para o gol do Robinho”, lembrou.

E, segundo Felipe Melo, essas boas jogadas não podem ficar no passado por causa de um erro. “Tudo o que fiz não pode ser apagado por causa de um cartão vermelho em um jogo em que o Brasil já estava perdendo.”

Na ocasião, após cometer uma falta em Robben, Felipe Melo dá um pisão no atacante holandês e recebe o cartão vermelho. Com um a menos, então, o Brasil não consegue forças para reagir e conseguir, ao menos, o empate contra a Holanda.

Ainda defendendo-se, Felipe Melo falou que não pode ser rotulado como um jogador desleal. “Naquele momento eu posso ter perdido a cabeça pela vontade de fazer algo a mais porque o Brasil não estava se encontrando em campo”, admitiu. “Mas é muito fácil falar. Sou um jogador que tenho um caráter muito forte, dentro de campo tenho muita garra e, às vezes, falam que sou desleal. Mas é garra.”

Felipe Melo também voltou a falar que não teve maldade no lance em que pisou em Robben. “Naquele momento, perdendo o jogo, tudo o que a gente tentava fazer dava errado. Tenho uma experiência grande no futebol. Se fosse para quebrar, ele não voltaria pro jogo. Tenho minha malícia. Todo jogador sabe como tirar o outro de campo.”

Taça Fifa ultrapassa Jules Rimet e conhece sexto campeão

Troféu Fifa (AP)

Troféu Fifa (AP)

A vitória da Espanha na decisão deste domingo contra a Holanda está na história por consagrar um novo integrante na lista dos campeões mundiais de futebol. Para completar, a Taça Fifa ganha seu sexto vencedor e supera a Taça Jules Rimet, que teve apenas cinco detentores até ficar definitivamente com o Brasil.

O atual troféu do Mundial é disputado desde 1974. Brasil, Itália, Argentina e Alemanha levantaram o almejado objeto duas vezes, enquanto França e agora a Espanha ganharam a taça em uma ocasião.

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A Taça Fifa foi criada pelo escultor Silvio Gazzaniga e produzida por Milano Bertoni. O objeto mede 36,5 centímetros e é feita com 5 quilos de ouro. O peso total é de 6,17 quilos.

Inicialmente, a Fifa não pretende ceder o atual troféu a uma nação de forma definitiva. Uma nova taça será produzida a partir do momento em que os espaços para o registro dos campeões forem todos ocupados.

VEJA FOTOS
Imagens da partida entre Espanha e Holanda
Jogadores da Espanha recebem o troféu da Copa
Torcedores enfeitam as arquibancadas
Mandela e Shakira são destaques no encerramento

A Taça Jules Rimet foi, em compensação, alvo de uma ferrenha luta entre os países de 1930 até 1970, quando o Brasil, campeão em três oportunidades, ficou com a versão definitiva. Uruguai e Itália ganharam duas vezes, enquanto Inglaterra e Alemanha comemoram o título uma vez.

A vitória da Espanha mantém o Brasil como o grande vencedor da história geral das Copas. A equipe canarinho ganhou o torneio cinco vezes, contra quatro da Itália e três da Alemanha. (Fonte: Gazeta Press)

Veja todos os campeões dos dois troféus:

Taça Fifa (1974-atual)
Brasil – 2 títulos (1994, 2002)
Itália – 2 títulos (1982, 2006)
Alemanha – 2 títulos (1974, 1990)
Argentina – 2 títulos (1978, 1986)
França – 1 título (1998)
Espanha – 1 título (2010)

Taça Jules Rimet (1930-1970)
Brasil – 3 títulos (1958, 1962, 1970)
Uruguai – 2 títulos (1930, 1950)
Itália – 2 títulos (1934, 1938)
Alemanha – 1 título (1954)
Inglaterra – 1 título (1966).

Vídeo sobre o Brasil será última imagem da Copa do Mundo 2010

A Fifa divulgou o cronograma de encerramento da Copa do Mundo da África do Sul. Holanda e Espanha lutam pelo troféu às 15h30 (de Brasília), mas, antes e depois do jogo, o gramado do Soccer City será palco de uma festa.

Como sede da próxima edição do Mundial, o Brasil deixará a última imagem oficial do torneio. Cerca de meia-hora depois do jogo, a Fifa exibirá no Soccer City um vídeo de apresentação do país pentacampeão. No encerramento da produção, que terá ênfase nas belezas naturais e nas festas, a mensagem para os torcedores será a seguinte: “Vejo você no Brasil em 2014″.

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Antes de a bola rolar, outras atrações estão programadas. Com a colombiana Shakira como principal estrela, o show de despedida do torneio começará às 13h45 (de Brasília), e terá duração de apenas 28 minutos.

HOLANDA E ESPANHA DECIDEM NOVO CAMPEÃO MUNDIALEm seguida, o gramado receberá uma limpeza para que os goleiros possam começar o aquecimento. Poucos minutos depois, os jogadores de linha também serão liberados para iniciar os exercícios no campo.

Já o italiano Cannavaro, capitão da Azzurra no título de 2006, será o encarregado por levar o troféu ao gramado às 15h14, antes de os atletas seguirem aos vestiários para colocar o uniforme de jogo. (Fonte: Gazeta Press)

Casillas vê semelhança com Brasil e aposta em força mental

O estilo de jogo com passes rápidos, dribles e tabelas fez o Brasil se tornar admirado no mundo do futebol. Mas, como a ex-equipe de Dunga apostou mais na força nesta Copa do Mundo, a Espanha aproveitou a brecha para encantar com as características de antes da seleção pentacampeã.

“O futebol da Espanha se parece com o do Brasil, pelos jogadores e a forma. Nossa seleção vem assombrando há três anos e meio, com um estilo que perdura até hoje. Em dois anos, fomos campeões europeus e estamos na final da Copa”, afirmou o goleiro Casillas.

HOLANDA E ESPANHA DECIDEM NOVO CAMPEÃO MUNDIAL

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Porém, para ser campeão mundial, o atleta sabe que não basta apenas técnica, é preciso ter também concentração. Por isso, o capitão da Fúria promete uma equipe aplicada neste domingo, às 15h30 (de Brasília), no Soccer City.

“Não pensamos em outra coisa que não seja ganhar, queremos mostrar nossa força mental. Disputar a final já é algo grande, mas queremos dar mais um passo. Pode acontecer qualquer coisa em um jogo, e esperamos que seja tudo bem da nossa parte e consigamos ganhar”, concluiu. (Fonte: Gazeta Press)

Alemanha pode deixar Brasil para trás e se consolidar como o maior finalista da história das Copas

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

[Texto: Ricardo Zanirato]

Cheia de ausências e lesões, a Alemanha embarcou para a África do Sul com o humilde discurso de que os favoritos eram os outros, que a meta era chegar às semifinais e que os jovens precisariam de ajuda dos mais experientes para enfrentar o desafio de jogar uma Copa do Mundo.

“O time não pode ficar abalado por conta das ausências. O maior objetivo é chegar às semifinais, embora sonhemos com mais do que isso. Temos uma grande competição pela frente e um bom time para enfrentá-la. Os líderes da equipe precisam garantir que não haja dúvidas sobre isso”, disse, no dia 31 de maio, o lateral Lahm, novo capitão da equipe, em entrevista na concentração da seleção na cidade de Eppan, no norte da Itália.

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Foto: Getty Images

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Enquanto os holofotes se voltavam para Brasil, Argentina, Itália, Espanha e Inglaterra, o time de Joachim Löw trabalhou sem pressão e está a 90 minutos de se consolidar como a seleção que disputou mais finais na história das Copas. Atualmente, Brasil e Alemanha estão empatados com 7 jogos finais para cada lado.

Apesar da Fifa atribuir sete finais para a seleção brasileira, existe uma controvérsia. Em 1950, Brasil, Uruguai, Suécia e Espanha se classificaram para um quadrangular final. Por uma (in)feliz coincidência, Brasil e Uruguai chegaram à última rodada empatados na primeira posição. Entretanto, a seleção canarinho, por ter goleado Espanha e Suécia (7 a 1 e 6 a 0), tinha a vantagem do empate na partida decisiva. Mas como nem tudo é perfeito, o Brasil levou 2 a 1 do Uruguai, perdeu a Copa e protagonizou o “Maracanazzo”.

Mesmo com a dolorosa derrota em casa, o Brasil venceu cinco das outras seis finais que jogou. Já a Alemanha, venceu apenas três dos setes jogos decisivos em que esteve presente. Em todas as vezes que levantou a taça de campeã do mundo, a Alemanha ainda estava dividida pela Guerra Fria e se chamava Alemanha Ocidental. Com a nomenclatura atual, os alemães jogaram apenas a final de 2002, quando perderam para o Brasil de Ronaldo, Rivaldo e Marcos.

Alemanha e Espanha se reencontram depois de final da Euro 2008

Foto: Getty Images

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Enquanto os brasileiros jogaram finais em 1950, 58, 62, 70, 94, 98 e 2002, os alemães estiveram presentes em 1954, 1966, 1974, 1982, 1986, 1990 e 2002. Apesar do Amplo domínio dos dois países, eles só se enfrentaram uma única vez na história das Copas: na final de 2002 (2 a 0 Brasil).

Copa terá campeão europeu fora de “casa” pela primeira vez

Outro recorde que o time “come quieto” da Alemanha 2010 ampliou foi o de maior semifinalista da história das Copas. Ao entrar em campo contra a Espanha, nesta quarta-feira (7), o país de Schumacher consolidará sua hegemonia: 12 semifinais contra apenas 10 do Brasil.

Europa frustra América do Sul e faz 8ª final de Copa do continente

Confira o desempenho da Alemanha (entre 1954 e 1990, os dados são da Alemanha Ocidental) nas Copas:

1930: não participou
1934: terceiro lugar
1938: 1ª fase
1950: banida
1954: campeã
1958:
quarto lugar

1962: quartas-de-final
1966: vice-campeã
1970:
terceiro lugar
1974: campeã

1978: 2ª rodada
1982: vice-campeã
1986: vice-campeã
1990: campeã
1994:
quartas de final
1998: quartas de final
2002: vice-campeã
2006:
terceiro lugar
2010: semifinalista

Seleção brasileira: quem segue no time para 2014?

A renovação feita por Dunga durante os quatro anos de trabalho foi baseada no aspecto técnico e disciplinar. Mas agora a faxina promete ser mais radical. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, já avisou que quer na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, uma equipe jovem em campo, o que afastará boa parte do grupo mais velho que já foi montado no país para um Mundial.

Ou seja, veteranos como Lúcio e Gilberto Silva devem perder espaço, enquanto nomes estelares como Robinho, Kaká e Luís Fabiano terão de batalhar muito para segurarem suas camisas. Por isso, o Abril.com mostra a seguir qual o destino que cada atleta deverá tomar após a eliminação nas quartas de final diante da Holanda. Confira e aproveite para dar seu palpite de quais jogadores devem ser mantidos pensando no Mundial de 2014.

julio-cesar-r-200GOLEIROS
Tudo leva a crer que Júlio César será o goleiro titular na próxima Copa do Mundo. Mas, por enquanto, por falta de novas opções. Mesmo com a falha grotesca no primeiro gol da derrota para a Holanda por 2 a 1, ele segue com sua qualidade indiscutível. A idade -estará com 34 anos em 2014- pesa contra, mas a posição em que atua dá condições de esticar ao máximo a carreira. Gomes também carrega boas chances de seguir com a simpatia do próximo treinador, mas é outro que deverá lutar contra o aspcto cronológico -terá 33 anos de idade na Copa do Brasil. Doni, uma das “ovelhas negras” da opinião pública, será provavelmente esquecido.

maicon-r-200LATERAIS
O lado direito da defesa deve continuar intacto. Maicon tem pelo menos mais uma Copa pela frente e vem mostrando boa regularidade nos últimos anos. Daniel Alves também não deve ter problemas para seguir no grupo dos preferidos. No entanto, acirrará a briga pela titularidade por causa do estilo técnico que se confronta com o vigor físico de seu “adversário”. Do lado oposto, a busca por jogadores de confiança deve ser incansável. Michel Bastos tem potencial, mas, se continuar jogando no meio-de-campo do Lyon, tem a tendência de se diatanciar da seleção. Gilberto, hoje já com 34 anos, já se considera fora da equipe canarinho.

juan-r-2001ZAGUEIROS
Lúcio mostrou falhas durante a Copa de 2010 e não mostrou a mesma segurança de quatro anos atrás. Se continuar nesse ritmo, o Mundial do Brasil ficará longe para o jogador da Inter de Milão, que foi o capitão do time na África do Sul. Para piorar, terá 36 anos em 2014, o que pode inviabilizar sua participação. Juan terá um ano a menos e, embora tenha feito atuações mais convincentes, sofre com problemas físicos e dificilmente será opção. Completando o quarteto, Luisão sonhará com uma das vagas, enquanto Thiago Silva tem tudo para ser o beque preferido do futuro treinador, tanto pelo seu estilo de jogo quanto pela experiência no exterior que vem adquirindo.

gilberto-silva-r-200VOLANTES
Faxina completa nesse setor. Gilberto Silva, que é titular desde 2002, deu seu último suspiro na África do Sul e, já veterano, não tem mais chances de seguir na equipe. Josué, que não precisou fazer muito para agradar a Dunga, também terá uma saída sem volta. O contestado Kleberson se garantiu na Copa de 2010 pela experiência de oito anos atrás, mas é um erro que dificilmente será levado adiante. Para completar, Felipe Melo teve todas as chances de cair nas graças da torcida. Mas virou um dos vilões da fracassada campanha brasileira e precisará de muitas voltas por cima para convencer o futuro treinador de que pode ser útil. Mas por enquanto, está vetado.

kaka-r-200MEIAS
Kaká é o principal nome do setor. Terá 32 anos em 2014 e, ao que tudo indica, viverá sua última Copa. É o tipo de jogador que deve imperar como grande craque da seleção, mas isso só será confirmado se houver uma resposta positiva da lesão crônica que tem no púbis. Elano, terá 33 anos, o que pode complicá-lo. Além disso, era um jogador que se encaixava no sistema tático de Dunga. A troca no comando certamente irá afastá-lo da seleção. Ramires é um dos poucos que seguem bem cotados. Pela velocidade e poder de marcação, tem tudo para virar um dos titulares, enquanto Júlio Baptista terá de quebrar muita pedra para voltar a vestir a “amarelinha”.

robinho-r-200ATACANTES
Artilheiro da seleção na Copa de 2010, Luís Fabiano terá 33 anos em 2014. Não é um nome descartado pelo potencial que demonstrou nos últimos anos, mas resta saber se as condições físicas serão as mesmas que as atuais. Grafite, seu reserva imediato, já ganhou seus minutos de fama ao tomar o lugar de Adriano na viagem à África do Sul e para por aí. Sobraram dois que devem seguir nos planos do próximo treinador. Robinho esteve entre os que se salvaram e tem o estilo agressivo que não pode faltar à seleção, enquanto Nilmar é sempre uma opção de velocidade ao ataque. Não teve chances para comprovar, mas é uma aposta que vale a pena fazer.

Uruguai termina à frente de Brasil e Argentina pela 1º vez desde 54

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

[Texto: Ricardo Zanirato]

A surpreendente campanha do Uruguai nos gramados sul-africanos fez a “Celeste Olímpica” quebrar uma série de tabus: primeira vitória desde 1990, disputa uma semifinal desde 1970, ultrapassa a Argentina em número de semifinais jogadas (5 contra 4 dos hermanos) e a mais inusitada de todas: pela primeira vez desde o longínquo mundial de 1954, na Suíça, termina uma Copa do Mundo mais bem classificada que o Brasil e Argentina.

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Nesses 56 anos, a “Celeste” terminou apenas uma Copa à frente do Brasil (1966) e outra da Argentina (1970), mas é a primeira vez que encerrará uma participação mais bem classificada que ambos os rivais – qualquer que seja o resultado da semifinal contra a Holanda.

Em 1966, na Inglaterra, o Brasil, então bicampeão mundial, protagonizou o maior vexame de sua história e acabou eliminado ainda na primeira fase. Já o forte Uruguai de Pedro Rocha, Pablo Forlán e Mazurkiewicz avançou até as quartas de final e só caiu para a Alemanha Ocidental, que acabou vice-campeã.

Copa do Mundo poderá ter confronto repetido na final pela 3ª vez

Na campanha em que terminou mais bem qualificado que a Argentina, em 1970, no México, o país de Luis Suárez, Loco Abreu e Diego Lugano nem precisou fazer muita força para bater seus vizinhos de rio da Prata. A Argentina perdeu para o Peru nas Eliminatórias e nem conseguiu jogar a fase final da Copa. A Celeste, por sua vez, fez bonito e foi até às semifinais, quando foi eliminada pelo Brasil.

De 1954 até aqui, foram disputadas 14 Copas, contando a atual, que ainda está em andamento, o Uruguai não conseguiu passar pelas eliminatórias em 6 e caiu ainda na primeira fase em 3.

Na história das Copas, essa é a apenas a segunda vez que o Uruguai termina mais bem classificado que Brasil e Argentina, quando ambos estão no mundial. É a primeira vez em 20 anos que o Brasil fica atrás da Argentina e a terceira vez que o Brasil fica atrás de ambos.

Confira a posição das três mais tradicionais seleções sul-americanas em Copas:

1930: Uruguai (Campeão), Argentina (vice) e Brasil (6º lugar)
1934: Argentina (9º), Brasil (14º) e Uruguai (não participou)
1938: Brasil (3º), Argentina (não participou) e Uruguai (não participou)
1950: Uruguai (campeão), Brasil (vice) e Argentina (não disputou)
1954: Uruguai (4º), Brasil (6º) e Argentina (não disputou)
1958: Brasil (campeão), Argentina (13º) e Uruguai (não participou)
1962: Brasil (campeão), Argentina (10º) e Uruguai (13º)
1966: Argentina (5º), Uruguai (7º) e Brasil (11º)
1970: Brasil (campeão), Uruguai (4º) e Argentina (não disputou)
1974: Brasil (4º), Argentina (8º) e Uruguai (14º)
1978: Argentina (campeã), Brasil (3º) e Uruguai (não participou)
1982: Brasil (5º), Argentina (11º) e Uruguai (não participou)
1986: Argentina (campeã), Brasil (5º) e Uruguai (16º)
1990: Argentina (vice), Brasil (9º) e Uruguai (16º)
1994: Brasil (campeão), Argentina (10º) e Uruguai (não participou)
1998: Brasil (vice), Argentina (6º) e Uruguai (não participou)
2002: Brasil (campeão), Argentina (18º) e Uruguai (26º)
2006: Brasil (5º), Argentina (6º) e Uruguai (não participou)
2010: Uruguai (semifinalista), Argentina (5º) e Brasil (6º) [extra oficial]

Robinho evita apontar culpados por eliminação brasileira na Copa

(Reuters)

(Reuters)

Em uma rápida entrevista coletiva, nesta segunda-feira, no CT Rei Pelé, o atacante Robinho falou sobre a eliminação da seleção brasileira após a derrota para a Holanda, por 2 a 1, na última sexta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Para o ‘Rei das Pedaladas’, não houve um único culpado pela saída precoce do Brasil no Mundial.

Segundo o avante, a responsabilidade pelo revés é de todo o grupo brasileiro. O camisa 11 brasileiro na Copa também evitou apontar o técnico Dunga como o principal responsável pela eliminação. “Futebol é conjunto. Quando ganha todo mundo vence, assim como quando perde foram todos também. O Dunga não é o principal culpado pela derrota, assim como se tivesse ganho não seria ele o principal responsável”, comentou.

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Outro integrante da seleção que também foi bastante questionado, o volante Felipe Melo, também foi ‘absolvido’ de culpa por Robinho. Para o atacante, o meio-campista não pode ser responsabilizado pela derrota, apesar de ter sido expulso na metade do segundo tempo da partida contra os holandeses, quando o Brasil já perdia por 2 a 1 e tentava uma reação no duelo.

“O Felipe Melo é um grande jogador. Infelizmente, o torcedor brasileiro tem a mania de criar um herói quando ganha e um vilão quando perde. Não é assim. Quando ganha, todos são os responsáveis e quando perde, todos têm responsabilidade também”, disse.

Sobre o jogo em si, o atleta acredita que a seleção brasileira teve uma boa atuação no primeiro tempo, porém, a equipe deveria ter tido mais atenção nos lances de bola aérea, na etapa complementar, que acabaram determinando a virada da Laranja Mecânica.

“Analisando friamente o jogo, nós pecamos no segundo tempo. O nosso primeiro tempo foi excelente, conseguimos colocar o nosso futebol em prática. No entanto, voltamos desligados após o intervalo, acabamos tomando dois gols. Nós ficamos de fora por causa de duas bobeiras nossas. É triste, a gente fica frustrado, mas agora é levantar cabeça e tentar ganhar a Copa do Mundo de 2014, que vai ser aqui, no Brasil, a nossa casa”, encerrou Robinho. (Fonte: Gazeta Press)

Sneijder, da Holanda, chama Dunga e Maradona de idiotas

Sneijder marcou dois contra o Brasil (Reuters)

Sneijder marcou dois contra o Brasil (Reuters)

O meia Wesley Sneijder, camisa 10 da seleção da Holanda, chamou Dunga e Maradona de idiotas em entrevista publicada pela revista holandesa Helden. Na opinião do jogador, os treinadores de Brasil e Argentina não passam tranquilidade aos jogadores à beira do gramado. O algoz do Brasil nas quartas de final na África do Sul - marcou os dois gols da virada  popr 2 a 1 - aproveitou para enaltecer o treinador Bert van Marwijk.

“Faz bem ter alguém que transmite calma e não pressão e pânico aos seus jogadores. Mesmo após sofrermos o primeiro gol contra o Brasil, ele  se manteve tranquilo. Eu prefiro um treinador assim ao lado do campo a idiotas como Dunga ou Maradona.”

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Além de rasgar elogios ao atual comandante holandês, Sneijder lembrou que teve de aguentar “piadinhas” de Kaká e de Robinho durante o jogo. “Robinho e Kaká brincavam e tentavam fazer piadinhas comigo. Mas eu me mantive sério durante todo o tempo e olhava apenas para frente. Fomos mais corajosos e mostramos nosso futebol”, afirmou.

Nesta terça-feira, a Holanda volta a disputar uma semifinal depois de 12 anos, contra o Uruguai, às 15h30. A última vez foi contra a seleção brasileira no Mundial da França em 1998, quando foi eliminada nos pênaltis.

Se vencer a “Celeste”, a Holanda irá repetir o feito de 1974 e 1978, quando chegou às finais contra Alemanha e Argentina, respectivamente, sendo derrotada pelas duas. “Se repetirmos nossa atuação do segundo tempo do Brasil desde o começo do jogo, não tenho dúvidas que venceremos.” (Da Redação)

Confira os motivos da eliminação do Brasil da Copa do Mundo

(Reuters)

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Texto: Daniel Cristóvão

A seleção brasileira de futebol repetiu 2006 e caiu nas quartas de final na Copa do Mundo da África do Sul ao perder para a Holanda por 2 a 1. Muitos são apontados como culpados pela queda antes do esperado: treinador, jogadores, esquema tático ou convocação estão na boca dos torcedores. Diante disso, o Abril.com decidiu elencar alguns motivos para mais uma eliminação da seleção canarinho, sempre considerada favorita em Mundiais.

(Reuters)

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1 – Perdeu jogadores importantes sem ter como repor
Dunga bateu o pé e disse que tinha um grupo fechado, vencedor e comprometido. Ocorre que o treinador confiou demais nos 11 titulares e não pensou que poderia “perder peças” no caminho. Resultado, viu Elano sair da Copa no segundo jogo da fase de grupos contra a Costa do Marfim e perdeu Ramires, seu reserva imediato, com cartões amarelos. Sem jogadores capazes de fazer a mesma função pelo lado direito, confiou a tarefa ao lateral Daniel Alves, que não rendeu na posição como esperado contra a Holanda.

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2 – Bancou Kaká contundido e mais 10
A comissão técnica se apoiou na recuperação da contusão de Kaká, principal jogador do elenco. Com isso, o treinador não pensou em qualquer outra possibilidade caso o camisa 10 não rendesse o esperado. Levou Júlio Baptista, que não tem a mesma função tática do meia, e acabou por utilizá-lo apenas contra Portugal, por conta do vermelho que Kaká tomou contra Costa do Marfim. Para piorar, o médico da seleção brasileira garantiu que o camisa 10 não jogou seu melhor por conta da contusão. “Rendeu apenas 85% do que podia”, disse Runco. Contra a Holanda, Dunga deixou claro que não o sacou por não ter opções à altura. Ronaldinho Gaúcho e Ganso seriam estes reservas.

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(Reuters)

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3 – Faltou equilíbrio emocional
O destempero do treinador à beira do campo deixou claro que Dunga estava muito pressionado. Deixou transparecer muito nervosismo aos jogadores em momentos importantes, contra Portgual e Holanda, principalmente. Até Robinho, sempre distante de confusões, bateu boca rispidamente contra os holandeses, e Felipe Melo, considerado o “novo Dunga”, acabou expulso após agredir Robben. Além disso, comprou briga à toa com a imprensa e criou mal-estar entre jornalistas e jogadores com proibição de entrevistas e treinos fechados.

4 – Faltou transparência
O técnico Dunga e toda comissão técnica se apoiaram na “bagunça” de 2006 para garantir que em 2010 o trabalho seria diferente, com privacidade ao elenco. Diante do bloqueio feito aos jornalistas, deu margens a especulações, como no caso da contusão de Gilberto Silva, desmentida pelo treinador, e da substituição do volante por Josué, após imagem feita por um fotógrafo de cima de um telhado, que indicava o jogador no time titular. Vale lembrar as informações desencontradas sobre a gravidade da lesão de Elano.

(Reuters)

(Reuters)

5 – Fator Felipe Melo
Não teve um crítico sequer que não apostou que o volante Felipe Melo teria problemas por conta de seu temperamento explosivo. Mesmo assim, o treinador o manteve no time titular durante toda Copa, com exceção da partida contra o Chile, a melhor atuação do time canarinho na Copa do Mundo com vitória por 3 a 0. Contra Portugal, o camisa 5 foi nitidamente sacado do time após se envolver em lances ríspidos com Pepe. Saiu antes do intervalo, logo após receber o cartão amarelo. Contra a Holanda, deu uma assistência primorosa para Robinho no lance do gol brasileiro. Depois errou ao saltar com Júlio Cesar no gol de empate da Holanda, no segundo ao deixar Sneijder sozinho na área e, por fim, ao ser expulso após agredir Robben.

6 – Sem ousadia
Quando perdia por 2 a 1 para a Holanda, fez apenas duas alterações no time, deixando claro não ter mais o que fazer com os demais que estavam no banco. Preferiu simplesmente sacar Luis Fabiano por Nilmar e tirou Michel Bastos, colocando Gilberto, deixando de fazer a última alteração a que teria direito. Mesmo com a Holanda dominando o jogo, não mexeu no sistema de jogo do time, mantendo volantes, lateriais e zagueiros mesmo precisando empatar o jogo. 

7 - Seleção quadrada
Dunga apostou em dois jogadores por posição sem se dar ao luxo de improvisar ou de achar que um jogador pode fazer parte do grupo por ter condições de exercer várias funções. Durante os anos em que comandou a seleção, não tinha um lateral-esquerdo de confiança. Mesmo assim, levou dois para a posição, podendo abrir mão de um deles em prol de um atacante ou de um meia habilidoso.

8 – Variação tática
Dunga dificilmente mexeu na formação tática dele: 4-4-2 clássico. Contra a Coreia do Norte, ele chegou a tentar uma formação diferente, sacando Kaká e recuando Robinho para a função de armador. Talvez por ter perdido poucas vezes a frente do comando da seleção – foram seis derrotas em 59 jogos -, ele tenha mantido seu “esquema” sempre.  Nunca abriu mão de jogar com dois volantes, quando poderia sacar um e testar três meias ou três atacantes em uma situação de adversidade e até desespero, como aconteceu diante dos holandeses.