Blatter durante entrevista coletiva nesta segunda - Foto: AP
Se antes da Copa do Mundo as atenções da Fifa estavam mais voltadas à organização da primeira edição do torneio no continente africano, outro assunto virou preocupação da entidade ao término da competição: a arbitragem. No evento de encerramento do Mundial, nesta segunda-feira, em Joanesburgo, o presidente Joseph Blatter tratou de exaltar o fair play em campo, mas lamentou o excesso de faltas da decisão e não conseguiu conter as críticas aos árbitros.
“Alguns jogos foram muito bons e outros nem tanto, mas não vou fazer uma avaliação técnica. As estatísticas dos 64 jogos indicam que tivemos um nível alto de fair play, apesar de o encontro de ontem (domingo) não ter apresentado o jogo limpo como esperávamos”, admitiu.
O duelo entre Holanda e Espanha ficou marcado como a decisão com maior número de cartões amarelos na história das Copas (12, sem contar os dois que resultaram no vermelho de Heitinga).
Mas as críticas vão além da dificuldade que o inglês Howard Webb exibiu para conter a violência na final. As falhas graves cometidas pelos árbitros durante todo o Mundial criaram um desconforto a Blatter, que recentemente pediu desculpas a mexicanos e ingleses por prejuízos na Copa.
“Entendo que me interroguem sobre arbitragem, mas temos que analisar o jogo e o aspecto humano. Isso é o futebol. Tomamos nota de todos os comentários, mas futebol é assim, temos que aceitar os erros de qualquer pessoa. Não acredito em perfeição neste mundo”, afirmou.
Em relação ao tento legítimo da Inglaterra sobre a Alemanha, quando a bola quicou dentro do gol antes de sair e o árbitro Jorge Larrionda não validou, o presidente da Fifa reiterou sua intenção de discutir a inserção da tecnologia no futebol. “Teremos uma reunião neste ano para analisar a tecnologia só na linha de fundo”, reforçou.
Por outro lado, para contrapor os erros dos juízes, a Fifa ainda emitiu comunicado em que destacou o número de contusões por jogadas bruscas. De acordo com a entidade, 16% das lesões foram causadas por lances violentos, enquanto o número era de 40% na Alemanha. (Fonte: Gazeta Press)
De acordo com um estudo do Comitê de Arbitragem da Fifa, os árbitros estavam certo 96 por cento das vezes durante a Copa do Mundo.
O estudo focou em decisões-chave como cobranças de falta, penalidades e decisões de gols, mas não examinou regulamentações menores, como arremessos laterais.
A pesquisa foi feita por meio de análise de vídeos trazidos pelos membros do comitê e instrutores da Fifa, disse à Reuters José Maria Garcia-Aranda, chefe de arbitragem da entidade que comanda o futebol mundial.
“Estamos trabalhando muito e não estamos surpresos com o resultado que tivemos porque o nível da arbitragem é muito, muito melhor”, afirmou ele.
“Temos trabalhado com os árbitros por muitos anos, nós os preparamos tão bem quanto possível com novas tecnologias de informação e vídeos.”
Esta é a primeira vez que a Fifa divulga tal estudo sobre a atuação dos árbitros, e embora não exista maneiras de compará-lo com torneios anteriores, Garcia-Aranda disse que estava confiante que a tomada de decisões certas melhorou.
“Mesmo sem uma pesquisa formal, nós podemos dizer que o número de boas e difíceis decisões aumentou este ano”, declarou ele.
“Estamos falando de milhares de decisões em 62 jogos, algumas delas muito, muito difíceis e a grande maioria delas correta”, comentou Garcia-Aranda, acrescentando que ‘o nível de sucesso’ foi maior do que a de jogadores sofrendo pênaltis.
Houve também decisões erradas importantes no torneio, como o gol da Inglaterra contra a Alemanha que não foi validado, quando, num chute de Frank Lampard, a bola acertou o travessão e bateu dentro da linha, ou o impedimento de Carlos Tevez ao marcar gol para a Argentina diante do México.
O árbitro húngaro Viktor Kassai, que apitou a semifinal entre Alemanha e Espanha, disse que não estava surpreso com o número de 96 por cento de decisões corretas.
“Árbitros de primeiro escalão devem ter esse nível de acerto, esse número parece realista para mim”, afirmou ele à Reuters.
“O problema geralmente é que em uma partida que você tem de tomar 200 decisões, se uma for errada e for vital, então, ninguém se importa com as outras 199 certas.”
“Nós somos como os goleiros, que podem fazer dez grandes defesas, mas então toma um frango no final. O que será lembrado? Entretanto, independentemente dos números, temos de focar em atuações irrepreensíveis.” (Fonte: Reuters)
A Fifa anunciou nesta quinta-feira a escolha do inglês Howard Webb para apitar a final da Copa do Mundo, no próximo domingo, em partida entre Holanda e Espanha, às 15h30 (horário de Brasília), no estádio Soccer City, em Johanesburgo.
O árbitro de 38 anos chegou a ser impedido pela Fifa de trabalhar no jogo Uruguai e Gana a pedido dos uruguaios que temiam retaliação por conta do erro do árbitro Jorge Larrionda contra a Inglaterra na partida ante a Alemanha, quando não deu o gol de Lampard após a bola bater na trave e pingar 33 centímetros dentro do gol.
Webb esteve presente em três partidas nesta Copa. Ele apitou a surpreendente vitória da Suíça sobre a Espanha, por 1 a 0, na primeira rodada; arbitrou a não menos histórica vitória da Eslováquia sobre a Itália, por 3 a 2, na terceira rodada; e também foi o juiz da vitória do Brasil sobre o Chile, nas oitavas de final, por 3 a 0.
Apitando internacionalmente desde 2005, Webb traz boas lembranças para a Espanha, Ele foi o juiz da vitória da Fúria sobre a Alemanha na final da Eurocopa de 2008, título que ajudou o time hispânico a se tornar um dos favoritos para esta Copa. (Da Redação com Gazeta Press)
Tabárez cumprimenta Van Warwijd após a semifinal - Foto: Reuters
Aparentemente tranquilo após a eliminação uruguaia para a Holanda, nas semifinais da Copa do Mundo, o técnico Oscar Tabárez elogiou a qualidade dos jogadores europeus, mas não deixou de alfinetar a arbitragem, que validou um gol polêmico de Sneijder.
“O segundo gol foi decisivo, sobretudo porque nós vimos que estava impedido. Poderíamos continuar no jogo por mais tempo, mas eles ganharam tranquilidade”, disse o técnico, referindo-se à posição irregular de Van Persie, que tentou desviar o chute do companheiro.
Apesar de destacar a doação da equipe e dizer que seus jogadores não se entregaram em nenhum momento, Tabárez confessou que não confiava na reação uruguaia antes do segundo gol de sua equipe, marcado por Maxi Pereira. Por esse motivo, ele sacou o atacante Forlán, um dos destaques do time.
“Esses jogadores holandeses são muito bons, principalmente do meio para a frente. Nós começamos jogando de igual para igual, marcamos bem, sem recuar. Chegamos a controlar o jogo, criamos chances, mas quando tiveram espaços, eles resolveram”, falou o uruguaio, que prefere esperar para falar em uma possível permanência no comando.
“Não depende de mim. Não posso me candidatar para seguir na seleção. Acredito que o próximo passo seria uma proposta e eu não seria capaz de recusar, mas acho que não seja o momento de falar sobre isso, porque posso ser mal interpretado”, concluiu. (Fonte: Gazeta Press)
Os recentes erros de arbitragem nas oitavas de final da Copa do Mundo reacenderam a antiga discussão quanto ao uso da tecnologia para auxiliar as decisões dos árbitros durante as partidas. O coronel Marcos Marinho, chefe da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), vê com bons olhos as possíveis inovações, mas aguarda a decisão da Fifa para implantá-las em São Paulo.
“Não digo que sou favorável, mas seria algo que viria para compensar algumas coisas que o árbitro não consegue ver, como gols em que há dúvida se a bola entrou, mas qualquer alteração teria de ser determinada pela Fifa. Se eles determinarem, teremos que aderir”, disse.
A entidade máxima do futebol atualmente concentra suas atenções na possível implantação de árbitros assistentes atrás dos gols, que ficariam responsáveis por determinar se a bola entrou ou não. Esta é a única mudança considerada. A medida já foi utilizada no Campeonato Carioca deste ano, mas o coronel Marinho enxerga dificuldades para fazer o mesmo em São Paulo.
“A Fifa vem analisando essa questão, realizando experimentos. Nós estamos estudando tomar essa medida em São Paulo, mas não acho que os clubes sejam favoráveis, porque seriam seis árbitros por jogo e isso se tornaria um processo muito caro. Pessoalmente, acho que é positivo, já que haveria mais pessoas para evitar erros, como o que aconteceu no jogo da Inglaterra”, declarou, lembrando do gol inglês não validado pelo árbitro Jorge Larrionda, no jogo ante a Alemanha, pela Copa do Mundo.
Enquanto não há mudanças, o coronel tem a receita para evitar polêmicas: melhorar a qualidade dos árbitros. “Estamos tentando melhorar a parte humana para evitar erros, até porque não temos recursos tecnológicos para serem utilizados em todos os jogos, o que seria injusto com algumas equipes. Ainda é cedo”, ressaltou.
A opinião dos “homens de preto”
Apesar de ver pontos positivos nas inovações, o ex-árbitro Anselmo da Costa tem suas ressalvas. Para ele, lances interpretativos, como faltas ou impedimentos, devem ser analisados apenas pelo trio de arbitragem.
“Eu sou a favor da tecnologia desde que não interfira na personalidade dos profissionais. Eles devem tomar as decisões e pessoas de fora não podem interferir”, disse ele, que fez parte do quadro Fifa e não vê necessidade de transformar o trio de arbitragem em quinteto. “Isso é banal. O árbitro e os assistentes têm condições de saberem se a bola entrou ou não. No jogo da Inglaterra, por exemplo, era um lance simples”, exemplificou Anselmo.
Quem também vê a tecnologia com bons olhos é Sálvio Spínola Fagundes Filho, vinculado à Federação Paulista. No entanto, ele lembra que dois dos recentes prejudicados poderiam mudar o cenário atual. “Sou a favor da tecnologia, em casos como o chip na bola, que já passou por estudos, mas Irlanda e Inglaterra, que foram prejudicadas recentemente, fazem parte da International Board e se posicionam contra a tecnologia”, lembrou.
A International Board (IFAB, na sigla em inglês), é a entidade responsável pelas regras do futebol e suas mudanças e é composta por quatro integrantes da Fifa, um de cada federação britânica (Inglaterra, Irlanda, País de Gales e Escócia). (Fonte: Gazeta Press)
Quatro jogos das oitavas de final da Copa do Mundo da África do Sul já foram definidos, inclusive, com as suas respectivas arbitragens. A Fifa divulgou que três europeus e um sul-americanos serão os responsáveis pelos comandos dos confrontos decisivos.
A fase de mata-mata do Mundial será aberta neste sábado, às 11 horas, com o encontro de estilos distintos: Uruguai e Coreia do Sul. O árbitro escalado é o alemão Wolfang Stark.
No mesmo dia, mas um pouco mais tarde (15h30), Estados Unidos e Gana prometem uma partida equilibrada na cidade de Rustemburgo. O húngaro Victor Kassai será o apitador.
No domingo, Alemanha e Inglaterra fazem um jogo recheado de tradição às 11 horas. O uruguaio Jorge Larrionda terá a missão de controlar os nervos dos rivais.
No tarde do mesmo domingo (15h30), a Argentina busca a sua classificação contra o México. Como viu o seu país ser eliminado de forma surpreendente na primeira fase, o italiano Roberto Rosetti segue trabalhando no Mundial. (Fonte: Gazeta Press)
O atacante Miroslav Klose foi expulso aos 37 minutos do primeiro tempo, um minuto antes da Sérvia marcar o único gol, que sacramentou derrota da Alemanha por 1 a 0 nesta sexta-feira. Após o jogo, camisa 11 da Nationalelf reclamou da arbitragem de Alberto Undiano Mallenco.
Mesmo com um jogador a menos, a Alemanha foi para frente, conseguiu um pênalti, que foi desperdiçado por Podolski. “No segundo tempo, a equipe jogou bem e lutou como pôde pelo resultado”, elogiou Klose.
Outro que não gostou da atuação de Mallenco foi o presidente da federação alemã, Theo Zwanziger. “Isso (expulsão) mudou toda a nossa posição. Mas a equipe tem caráter e joga forte. Os jogadores ainda não atingiram seu limite de performance e isto será contra Gana”, projetou. (Fonte: Gazeta Press)
O Brasil é de longe o país mais bem-sucedido em Copas do Mundo. Foram cinco títulos e dois vice-campeonatos e alguns times que deixaram saudade mesmo sem terem levantado o troféu. São os casos da equipe de 1938, de Leônidas da Silva, de 1950, de Zizinho, e o de 1982, de Zico.
Mas a história mostra também que muitas vezes o Brasil teve uma ajuda “extra-campo” para levar a melhor. Em algumas delas, não há como contestar. Em outras, as lembranças são até vagas. Confira, então, a lista elaborada pelo Abril.com que mostra os momentos que a seleção verde-amarela foi beneficiada por erros de arbitragem e até por decisões do tapetão.
COPA DE 1962 (CHILE)
Em um só lance, o Brasil foi beneficiado duas vezes. A partida contra a Espanha, pelas quartas-de-final, era a mais difícil para a equipe de Vicente Feola até então. Para piorar, os europeus saíram na frente no primeiro tempo, com gol de Adelardo. Na etapa final, Nilton Santos mostrou toda sua experiência -ele disputou a Copa com 37 anos de idade. Após cometer pênalti em Collar no lado esquerdo da área, ele deu dois passos para a frente. E o árbitro Salvador Bustamante entrou na onda e marcou a infração fora da área. Na cobrança da falta, Puskas marcou um golaço de bicicleta, mas o juiz voltou a anular um lance de gol, alegando jogada perigosa. Na sequência da partida, Amarildo marcou dois gols e deu a vitória para o Brasil e a classificação para a semifinal.
O Brasil voltou a ser beneficiado, mas não em uma partida. Garrincha, que foi eleito o melhor jogador do Mundial, foi expulso na semifinal diante do Chile -vitória brasileira por 4 a 2. Para a decisão, porém, não teve tempo de ser julgado, acabou absolvido, e pôde enfrentar a Tchecoslováquia, sendo fundamental no triunfo por 3 a 1 que garantiu o bicampeonato mundial.
Veja como foi o jogo diante da Espanha:
COPA DE 1970 (MÉXICO) O experiente time brasileiro não sabia apenas jogar bola. Sabia catimbar e, principalmente, intimidar os adversários. E começou a mostrar isso diante da Inglaterra, que defendia o título mundial. Carlos Alberto Torres, o capitão, impediu que Lee, o camisa 7 inglês, deitasse e rolasse em campo e tratou de revidar um chute que o adversário acertou no rosto do goleiro Félix. Se foi proposital ou sem querer, não se sabe. E Torres nem quis saber. Até saiu de sua lateral-direita e aproveitou uma arrancada de Lee pela direita para acertar praticamente um “coice” na perna. E mesmo com isso, não foi expulso. No fim, o Brasil ganhou por 1 a 0, gol de Jairzinho, e fechou a primeira fase na liderança de seu grupo.
Lee leva cartão por falta em Félix e põe fúria em Carlos Alberto - foto: AP
Ainda no México, aconteceu um lance com o mesmo poder de intimidação. E envolveu o Rei do Futebol. Pelé era caçado em campo contra o Uruguai, pelas semifinais, e já havia sofrido um pisão na mão. Quando a partida estava empatada por 1 a 1, foi a vez do revide do brasileiro. Ele arrancou pela ponta-esquerda e percebeu a aproximação perigosa de Dagoberto Fontes, que estava pronto para desferir um carrinho. Então, Pelé lhe acertou uma cotovelada com o braço direito e caiu. Além de não ter sido expulso, Pelé ganhou a falta de brinde. Na sequência da partida, Gérson e Jairzinho definiram a vitória verde-amarela.
COPA DE 1982 (ESPANHA)
Bal e Dirceu disputam jogada - foto: AP
O Brasil deixou o Mundial com o futebol mais vistoso. Mas na estreia, contou com a colaboração da arbitragem em dois ou três lances para sair com a vitória por 2 a 1 sobre a União Soviética. Antes de os soviéticos saírem na frente no placar, o Brasil já havia recebido uma “mãozinha”. O zagueiro Luizinho cometeu pênalti em Shengelia, que não foi marcado pelo espanhol Lamo Castillo. Depois do empate brasileiro, com Sócrates, a União Soviética teve mais um pênalti, mas que não foi dado pela arbitragem. Novamente Luizinho cortou um cruzamento com a mão, mas que pareceu invisível para o juiz espanhol, vaiado pelos torcedores. No fim da partida, mais um lance duvidoso. Shengelia recebeu cruzamento da esquerda, dominou e marcou. Mas houve a marcação de impedimento, que não dá para cravar se foi feita justiça. Dois minutos depois, Éder marcou um golaço que determinou a vitória e o primeiro lugar da chave. O erro, no entanto, acabou complicando o Brasil, que, na segunda chave, caiu em uma fase com Itália e Argentina. Já a União Soviética enfrentou Polônia e Bélgica.
COPA DE 1986 (MÉXICO)
Sócrates cabeceia para o gol da vitória - foto: Getty Images
Outra vez em uma estreia o Brasil foi favorecido. E outra vez contra a Espanha. Em uma bomba do meio-campista Michel de fora da área, a bola chocou-se contra o travessão e bateu na grama já dentro do gol. O juiz Christopher Bambridge não confirmou o gol, que colocaria a Espanha na frente no placar. No restante da partida, o Brasil, que era comandado por Telê Santana, ganhou por 1 a 0, com gol de Sócrates, aproveitando rebote de chute de Careca no travessão. No entanto, o Brasil teve em seu caminho a França de Michel Platini, para quem acabou perdendo nos pênaltis. Já a Espanha enfrentou Dinamarca e Bélgica, adversários complicados, mas que dariam mais chance de o Brasil chegar entre os quatro melhores do Mundial.
COPA DE 1994 (EUA)
Branco e Overmars em lance polêmico - foto: Getty Images
O lateral-esquerdo Branco era um dos jogadores mais contestados do time titular do Brasil. E foi ele quem provocou um lance de erro da arbitragem. E decisivo. A partida contra a Holanda, pelas quartas-de-final, estava empatada por 2 a 2. De repente, o lateral arrancou pelo meio e sofreu perseguição do ponta Overmars. Quando parecia que perderia o pique, botou um braço para trás e acertou o rosto do adversário. Ambos caíram, mas o juiz Rodrigo Badilla marcou falta favorável ao Brasil. Na cobrança, o próprio Branco acertou um chute com curva no canto esquerdo, garantindo a vitória do time de Carlos Alberto Parreira por 3 a 2. Na sequência, o Brasil se sagrou campeão com vitórias sobre Suécia, na semifinal, e Itália, na decisão.
COPA DE 2002 (JAPÃO E COREIA DO SUL)
Wilmots marca, mas tem gol anulado - foto: Getty Images
As estreias parecem sempre favorecer o Brasil. A Turquia estava na frente da equipe de Luiz Felipe Scolari. E a Turquia saiu na frente com gol de Sas. Na etapa final, Ronaldo deixou tudo igual. No fim da partida, então, o time canarinho teve um pênalti estranho a seu favor. Luizão correu em direção ao gol e foi puxado, mas ainda antes de entrar na área. O juiz, no entanto, marcou pênalti, que foi convertido por Rivaldo, garantindo o triunfo por 2 a 1 e que valeu a primeira colocação do Grupo C.
Nas oitavas-de-final, o Brasil tornou a ganhar uma “ajuda” extra-oficial. Contra a Bélgica, que não ofereceria grande resistência, o time de Scolari deveria ter saído atrás no placar. Aos 35 minutos do primeiro tempo, Wilmots marcou um gol de cabeça, mas teve o tento anulado, com o juiz Peter Prendergast alegando falta do atacante no zagueiro Roque Júnior. Após empate sem gols no primeiro tempo, Rivaldo e Ronaldo decretaram o triunfo brasileiro na etapa final. E na sequência do torneio, foram os destaques na conquista do pentacampeonato.