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Coreia do Sul lamenta fragilidade defensiva na África do Sul

Foto: Getty Images

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A Coreia do Sul apresentou um futebol agradável e terminou sua participação na Copa do Mundo da África do Sul com a admiração de muitos torcedores. Contudo, a queda nas oitavas de final pode ser explicada pela falta de consistência defensiva. Em quatro jogos, os asiáticos levaram oito gols (média de dois por partida).

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A defesa sul-coreana sentiu dificuldades em confrontos contra ataques velozes e dotados de atletas de grande força física. Na primeira fase, levou quatro gols da Argentina e dois contra a Nigéria.

Nas oitavas de final, a Coreia do Sul deu trabalho e vazou a defesa do Uruguai pela primeira vez. Mas o ponto fraco do país voltou a ser decisivo. Inspirado, o atacante Suárez aproveitou para deixar sua marca duas vezes.

Apesar das falhas, o técnico Huh Jung-Moo evitou críticas aos seus atletas. “Todos jogaram com muita determinação, mas isso foi insuficiente para um resultado melhor”, analisou o comandante.

A Coreia do Sul disputou a fase de mata-mata de um Mundial apenas pela segunda vez. Na ocasião anterior, o país alcançou as semifinais em 2002, quando organizou o torneio ao lado do Japão. (Fonte: Gazeta Press)

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Gyan, de Gana, festeja: “Fizemos a África orgulhosa”

26, junho, 2010 1 comentário
Gyan comemora gol da vitória de Gana - Foto: Reuters

Gyan comemora gol da vitória de Gana - Foto: Reuters

Autor do gol que decretou a vitória da seleção de Gana sobre os Estados Unidos, o atacante Asamoah Gyan externou a euforia de levar seu país para a disputa das quartas de final da Copa do Mundo. Após o jogo, que foi decidido na prorrogação, Gyan lembrou 2006 e enalteceu o orgulho que o povo africano está sentindo das Estrelas Negras.

“Nós fizemos todos orgulhosos. Não só Gana, mas toda a África”, salientou o atleta, de 24 anos, e que joga no Rennes, da França.

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O decisivo tento anotado contra os ianques foi o terceiro de Gyan – que, junto de Higuaín (Argentina), Suárez (Uruguai), Vittek (Eslováquia), David Villa (Espanha) e Donovan (Estados Unidos) é um dos artilheiros do Mundial na África do Sul.

Foi a terceira vez que uma seleção africana garantiu vaga em quartas de final. Camarões, em 1990, e Senegal, em 2002, foram as outras.

Apesar de toda expectativa em cima dos africanos, sobretudo sobre a anfitrião África do Sul, Gana, em sua segunda participação, foi a única a não parar na primeira fase. Chamando a atenção para a evolução do esporte no país, Gyan lembrou. “Nós fizemos isso antes. Fizemos isso em 2006″, afirmou.

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Em 2006, na Alemanha, também foram os ganeses quem levaram a bandeira do continente mais longe. Única a carimbar vaga nas oitavas de final (depois de passar por um grupo que tinha República Tcheca, Itália e Estados Unido), Gana foi eliminada pela seleção brasileira.

Uruguai, que venceu a Coreia do Sul por 2 a 1, será o próximo adversário. O duelo será realizado dia 2 de julho, no estádio Soccer City, em Joanesburgo. (Fonte: Gazeta Press)

Mais quatro seleções garantem classificação neste sábado

13, novembro, 2009 243 comentários

A Copa do Mundo definirá neste sábado mais quatro países classificados. Três deles sairão das eliminatórias da África, e o outro de um duelo entre Ásia e Oceania. Ao terminar o fim de semana, restarão apenas mais cinco lugares no torneio que acontecerá na África do Sul. Quatro deles são destinados à repescagem europeia, enquanto Uruguai e Costa Rica decidem o último classificado das Américas.

Veja onde estão as disputas de vaga deste sábado:

ÁFRICA

Grupo A
Camarões é favorita à vaga. Com 10 pontos e na liderança, a seleção que tem o centroavante Samuel Eto’o como atração joga contra Marrocos fora de casa, às 13h30, precisando de uma vitória simples para se classificar. O concorrente é Gabão, que tem de derrotar Togo, de Adebayor, também como visitante e torcer por tropeço dos camaroneses

Grupo B
A Tunísia é a principal candidata à vaga. Com 11 pontos e invicta, a seleção depende de uma vitória fora de casa sobre Moçambique, que só somou quatro pontos em cinco jogos, às 11h. O único adversário dos tunisianos é a Nigéria, que precisa bater o Quênia como visitante e torcer para a Tunísia não ganhar.

Grupo C
A decisão da vaga nessa chave acontecerá em um confronto direto. Para se classificar neste sábado, às 15h30, o Egito precisa ganhar da Argélia por três gols de diferença. Os argelinos, porém, podem perder por até um gol de desvantagem. Se os egípcios, que jogam em casa, ganharem por dois gols, as duas seleções ficarão empatadas em todos os critérios e, então, a vaga seria decidida em um jogo extra.

ÁSIA-OCEANIA

Repescagem
O duelo será entre duas seleções de pouca tradição. A Nova Zelândia joga às 5h, em Wellington, contra o Bahrein. A equipe da Oceania é favorita por jogar diante de sua torcida e precisar de uma vitória simples para se classificar, já que houve empate sem gols na partida de ida. O Bahrein também avança com um triunfo e ainda com empate com gols.

Para Drogba, 2010 será a Copa para o mundo conhecer a África

4, novembro, 2009 2 comentários


(Para Drogba, ao centro, mérito é do jogo coletivo – Foto: Getty Images)

O atacante Didier Drogba, uma das principais estrelas africanas na Copa do Mundo, acredita que o continente vive um momento importante com a realização do Mundial de 2010, na África do Sul. Para ele, será uma forma de as pessoas de todo o mundo conhecerem a região.

“Acreditamos que essa é uma oportunidade para os africanos mostrarem o que podem fazer para o resto do mundo. Estamos orgulhosos de sermos africanos e sabemos que essa Copa vai mudar muitos estereótipos sobre a África. Vai ensinar mais as pessoas sobre esse belo continente”, disse.

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O atacante, que também atua pelo Chelsea, foi o destaque da Costa do Marfim, que foi a terceira seleção do continente a garantir vaga. Mas, em entrevista ao site oficial da Fifa, ele preferiu destacar o esforço coletivo. “Tudo o que fizemos foi como uma equipe. Esse objetivo foi importante não apenas para mim, mas também para o resto dos meus companheiros”, disse. “Estamos felizes por fazer parte desta Copa e orgulhosos por estar aqui.”

Essa será a segunda vez que Costa do Marfim disputará uma Copa. Na primeira, em 2006, na Alemanha, a equipe não passou da primeira fase, mas caiu no chamado “grupo da morte” ao lado de Argentina, Holanda e Sérvia. Dessa vez, a expectativa é ainda maior sobre eles.

“As pessoas esperam muito de nós agora, pois estamos jogando um bom futebol. De um ponto de vista particular, eu quero fazer tudo bem feito e ajudar o time a alcançar seu objeetivo. Não jogamos por glórias individuais. Na Copa, não representaremos apenas o povo da costa do Marfim, mas milhões de africanos.”

O atacante, porém, não quis estabelecer uma meta para a equipe, apesar de a Costa do Marfim ser considerada uma possível “zebra” entre os semifinalistas. “Tenho que dizer que esse é um grande desafio, mas estamos motivados para isso. é um projeto especial para nós, e não será fácil. Há grandes times, como Brasil e Alemanha, que já foram campeões”, declarou.

“Queremos mudar a maneira como as pessoas veem a África. Essa Copa é uma grande honra para o povo. O importante é que nos temos de mudar a imagem da África, temos de mostrar ao resto do mundo o que a África pode fazer. Temos times capazes, como Gana, Egito, Camarões e Costa do Marfim, que têm alguns dos melhores jogadores do Mundo”, complementou o goleador.

Blatter diz a céticos que acreditem na Copa do Mundo da África

Laurence Griffiths/Getty Images

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, rebateu os céticos na Europa
que duvidam da capacidade da África do Sul de realizar uma Copa do
Mundo com sucesso no ano que vem, afirmando que é hora de acabar com as
críticas.

Durante entrevista coletiva dois dias antes do início
da Copa das Confederações, torneio com oito seleções um ano antes do
Mundial, Blatter respondeu com rigor aos que criticaram a Fifa por ter
decidido em 2004 dar o Mundial de 2010 à África do Sul — o primeiro a
ser realizado no continente africano.

“Não é o povo da Europa,
mas parte da mídia, que desde o começo não confiou na África do Sul, ou
na África como um todo, para organizar a Copa do Mundo”, disse o
dirigente suíço, de 63 anos, nesta sexta-feira.

“Não compreendo
esta relutância em ir à África. Estamos aqui, não apenas para
homenagear a África, mas para fazer justiça com a África e o futebol
africano por tudo o que eles fizeram pelo futebol”, acrescentou.

“Desde
que abri o envelope com o nome ‘África do Sul’ eles disseram que não ia
dar certo. Por que? A cada ano 10 ou 11 milhões de turistas vêm para a
África do Sul. Eles organizaram competições internacionais e
conferências. Por que sempre há esse questionamento com o futebol?”

“Não há um pouco de inveja? Bom, deixe eles começarem a acreditar”, afirmou.

O
maior temor com relação à Copa do ano que vem, e em uma escala um pouco
menor na Copa das Confederações das próximas duas semanas, são as
questões de segurança, em especial o alto índice de assassinatos na
África do Sul.

Blatter disse que o novo presidente sul-africano,
Jacob Zuma, telefonou para ele no dia que assumiu o governo, no mês
passado, para assegurar que ele pessoalmente e seu governo vão cuidar
da segurança e de outras questões.