
Espanhóis vibram com gol "sofrido" de David Villa (AP)
A Espanha conseguiu superar a quase impenetrável defesa do Paraguai, venceu por 1 a 0 e voltou a ficar entre os quatro melhores de uma Copa do Mundo depois de 60 anos. A Fúria sofreu para confirmar seu favoritismo. Casillas pegou pênalti e Xabi Alonso desperdiçou outro. Antes de a bola entrar, teve de bater na trave paraguaia duas vezes, uma após chute de Pedro e na finalização de Dabid Villa, que marcou o gol “chorado” da classificação histórica e se isolou na artilharia da Copa do Mundo com cinco gols marcados.
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A última vez que a Fúria havia ficado entre os quatro melhores dos Mundiais foi em 1950, no torneio disputado no Brasil. Na ocasião, não existiam confrontos eliminatórios e os times disputaram um quadrangular. Os paraguaios se despedem da África do Sul, onde tiveram sua melhor campanha em Copas na história, como números curiosos. Sofreram apenas dois gols em todo torneio e fizeram mais de 90 faltas.
O time guarani não ameaçou tanto a Espanha a ponto de merecer a vaga na semifinal contra a Alemanha, que goleou a Argentina por 4 a 0 no outro jogo deste sábado. Mas irá lembrar do gol mal anulado pela arbitragem no fim do primeiro tempo e chorar o pênalti perdido de Cardozo quando o jogo estava 0 a 0.
O jogo
Contra um adversário que chegou às quartas de final como o mais faltoso da Copa – antes do jogo começar o Paraguai tinha feito 72 faltas – e dono de uma defesa vazada apenas uma vez no torneio, a Espanha viu no primeiro tempo que teria trabalho, e muito, para confirmar seu favoritismo contra o espectro de “amarelona”. Foi o que ocorreu.
Nos 15 primeiros minutos, o técnico do Paraguai Gerardo Martino armou um esquema de marcação pressão na saída de bola do time espanhol, com atenção especial em Xavi e Iniesta, os criadores da Fúria. Eles não conseguiam pegar na bola, deixando David Villa e Fernando Torres sem ação.
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O técnico espanhol Vicente del Bosque começou a procurar alternativas e tentava a todo custo ajudar o time a superar o ferrolho paraguaio. Depois passou a marcar somente no campo de defesa, com apenas o Valdez Para poupar o time fisicamente, e continuou impenetrável.
O time guarani também não levava perigo. Jogo chato, que ficou marcado nos primeiros 45 minutos por um erro de arbitragem. Mais um na Copa. Aos 42 minutos, o auxiliar Leonel Leal, da Costa Rica, anulou um gol paraguaio. Valdez recebeu na área em posição legal, matou no peito e fuzilou o gol de Casillas. O atacante Cardozo estava impedido, mas não participou do lance.
A Espanha só assustou com Xavi aos 29 minutos iniciais. O meia dominou com estilo numa das poucas folgas que teve, dominou na entrada da área e bateu de primeira. Villar não alcançou a bola que passou por cima do travessão.
Disputa de penalidades

David Villa é o artilheiro do Mundial (AP)
O segundo tempo vai ficar marcado por uma disputa de pênaltis entre paraguaios e espanhóis, e o árbitro guatemalteco Carlos Batres, certamente, será sempre lembrado. O jogo continuava sem qualquer emoção e truncado, quando Batres resolveu esquantar a disputa até então morna.
Depois de cruzamento na área, marcou pênalti de Piqué sobre o paraguaio Cardozo aos 12 minutos da etapa final. O atacante bateu no canto esquerdo e Casillas defendeu sem rebote aos 15 minutos. No mesmo minuto, em contra-ataque, o espanhol David Villa foi lançado na área e derrubado. Xabi Alonso bateu e converteu, mas o árbitro mandou voltar alegando invasão da área pelos espanhóis.
Batres acertou, mas não adotou o mesmo critério na penalidade defendida por Casillas, que teve invasão espanhola na área. Teria de voltar a cobrança de Cardozo. Na segunda chance de Xabi Alonso, Villar defendeu no cato esquerdo e deu rebote. David Villa chegou antes dele na bola foi derrubado, mas Batres mandou o lance seguir.
A “lambança” feita pelo árbitro serviu para apimentar a partida. Espanha e Paraguai decidiram atacar. Iniesta e Xavi tiveram chances de marcar, mas pararam em Villar aos 18 e aos 29 minutos da etapa final. No Paraguai. Roque Santa Cruz, que entrou no lugar Valdez, perdeu o gol num contra-ataque com três sul-americanos contra dois espanhóis um minuto antes.
Aos 38 minutos, quando o jogo parecia ir para o temnpo extra, Iniesta resolveu o problema da Espanha. Saiu driblando os zagueiros paraguios e tocou para Pedro, que substituiu Xabi Alonso. O camisa 18 dominou dentro da área e acertou a trave. A bola voltou nos pés do artilheiro da Espanha e da Copa, David Villa, que também acertou a trave, mas consegui colocar a bola nas redes de Villar. (Da Redação)
FICHA TÉCNICA
PARAGUAI 0 x 1 ESPANHA
Local: Estádio Ellis Park, em Johanesburgo (África do Sul)
Data: 3 de julho de 2010 (Sábado)
Horário: 15h30 (Brasília)
Árbitro: Carlos Batres (Guatemala)
Assistentes: Leonel Leal (Costa Rica) e Carlos Pastrana (Honduras)
Cartões amarelos: Piqué, Busquets (ESP); Alcaraz, Victor Cáceres, Morel Rodríguez e Santana (PAR)
GOL: David Villa, aos 37 minutos do segundo tempo
PARAGUAI
Villar, Veron, Paulo Da Silva, Alcaraz e Morel Rodríguz; Victor Cáceres (Lucas Barrios), Barreto (Vera), Santana e Riveros; Cardozo e Valdez (Roque Santa Cruz)
Técnico: Gerardo Martino
ESPANHA
Casillas, Sergio Ramos, Puyol (Marchena), Piqué e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso (Pedro), Xavi e Iniesta; David Villa e Fernando Torres (Fabregas)
Técnico: Vicente del Bosque