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Nakamura anuncia aposentadoria da seleção japonesa

Um dos principais jogadores japoneses da história, o meio-campista Shunsuke Nakamura decidiu pendurar as chuteiras da seleção nipônica, após a derrota para o Paraguai, na última terça-feira. Depois de um empate por 0 a 0, a vaga nas quartas foi definida nos pênaltis.

O jogador, de 32 anos, comunicou sua retirada ao desembarcar em sua terra natal, nesta sexta-feira. “Sim, está decidido”, salientou.

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Sem mostrar a velocidade e a habilidade de outrora, Nakamura pouco atuou na África do Sul (jogou apenas contra a Holanda) e começou todos os confrontos no banco de reservas. O Mundial 2010 foi o terceiro do atleta com a camisa dos ‘Samurais Azuis’. 2002 e 2006 – quando ganhou maior destaque internacional – foram suas outras edições.

Tradicional camisa 10 e exímio cobrador de faltas, Nakamura começou a carreira no Yokohama Marinos e sua primeira empreitada na futebol europeu ocorreu em 2002, quando foi contratado pela Reggina, da Itália. Celtics, da Escócia, e Espanyol foram os outros clubes que o atleta passou, antes de voltar ao Marinos, seu atual clube. (Fonte: Gazeta Press)

Seleção japonesa cogita argentino Bielsa como técnico

Bielsa comanda o Chile - Foto: Reuters

Bielsa comanda o Chile - Foto: Reuters

Os ex-técnicos da Argentina Marcelo Bielsa e José Pekerman encabeçam a lista do Japão na busca de um substituto para Takeshi Okada, relatou a mídia local nesta sexta-feira.

Okada deve se aposentar para escrever poesia e cuidar de uma fazenda depois que os ‘Samurais Azuis’ foram eliminados da Copa do Mundo nas oitavas de final em uma disputa de pênaltis com o Paraguai.

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“Quero me afastar do futebol”, disse Okada à TV japonesa na quinta-feira, depois que a seleção retornou da África do Sul.

“Mesmo se me oferecessem um novo contrato, não vai acontecer, então não vamos falar sobre isso”.

A bolsa japonesa subiu com a surpreendente campanha do país, que passou à segunda fase após vitórias sobre Camarões e Dinamarca.

“O mais importante é avaliar o que cada candidato tem a oferecer” disse Hiromi Hara, diretor técnico da Associação Japonesa de Futebol ao jornal esportivo Nikkan Sports.

“Experiência é importante, mas também o caráter do técnico e a paixão pelo Japão”, disse Hara. “Não queremos nos apressar”.

Bielsa, 54 anos, conduziu o Chile às oitavas de final da Copa do Mundo, quando foram derrotados por 3 x 0 pelo Brasil na segunda-feira.

A primeira tarefa do novo técnico será vencer a Copa da Ásia no Catar em janeiro de 2011. (Fonte: Reuters)

Japonês é homenageado após perder pênalti

Foto: Reuters

Foto: Reuters

Yuichi Komano escapou de ser crucificado no Japão pelo pênalti perdido justamente no momento da eliminação da Copa do Mundo de 2010, na partida de terça-feira contra o Paraguai. Aliás, o lateral recebeu uma homenagem para tentar apagar a frustração.

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Pelo empenho nos jogos do Mundial, Yuichi Komano foi presenteado com uma medalha de honra ao mérito pelas autoridades de sua cidade natal.

“Ele proporcionou muitas emoções e sonhos ao povo japonês”, destacou Yoshinobu Nisaka, governador da província de Wakayama.

Na Copa do Mundo, o Japão repetiu o seu melhor resultado na história ao alcançar as oitavas de final. Na primeira fase, a equipe foi vice-campeão do grupo com Holanda, Dinamarca e Nigéria.

Técnico japonês vê provável saída do cargo após eliminação

(Reuters)

(Reuters)

Frustrado, o técnico do Japão, Takeshi Okada, disse que provavelmente deixará o cargo após a derrota de sua equipe para o Paraguai na Copa do Mundo numa disputa de pênaltis nesta terça-feira. O jogo terminou 0 x 0.

Japão, que buscava chegar pela primeira vez às quartas de final e carregar as esperanças da Ásia, raramente teve chance de gol em um dos piores jogos do torneio até agora.

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“Provavelmente não tenho mais nada para fazer agora”, disse Okada em entrevista coletiva quando questionado se sairia, embora tenha dito que uma decisão definitiva leva tempo.

“É minha responsabilidade, não insistimos o suficiente. Não posso elaborar mais. Quando eu olho atrás no que eu poderia ter feito para os jogadores e no que eu fiz como técnico, deveria ter sido mais insistente na vitória.”

“É difícil detalhar por que não conseguimos marcar. Não somos uma equipe que consegue marcar muitos gols”, disse o treinador, que quase encerrou sua segunda passagem pela seleção japonesa após uma derrota em amistoso para a Copa contra a Coreia do Sul. (Fonte: Reuters)

Paraguai bate Japão nos pênaltis e vai para as quartas pela primeira vez na história

Cardozo cobra o pênalti que colocou o Paraguai nas quartas - Foto: Reuters

Cardozo cobra o pênalti que colocou o Paraguai nas quartas - Foto: Reuters

O Paraguai bateu o Japão por 5 a 3 na disputa por pênaltis, nesta terça-feira, em Pretória, e passou para as quartas de final da Copa do Mundo de 2010. Essa é a primeira vez na história que a seleção sul-americana fica entre os oito melhores do torneio. No tempo normal e na prorrogação, houve empate por 0 a 0.

O gols históricos foram anotados por Barreto, Barrios, Riveros, Valez e Cardozo. Komano despediçou uma das cobranças japonesas, tirando a chance de o país asiático superar a campanha de 2002, quando também parou nas oitavas de final.

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O Paraguai, que é uma das surpresas do Mundial depois de ter ficado em primeiro lugar no grupo da Itália, espera, agora, o vencedor do jogo entre Portugal e Espanha para saber quem será seu adversário nas quartas de final. Com a vitória, o Paraguai manteve o tabu de um sul-americano nunca ter perdido, ou sido eliminado, por um asiático em Copa.

A partida em Pretória foi bastante truncada e com poucas chances de gol. Com isso, a definição do classificado foi para as penalidades máximas. As cobranças começaram com Barreto convertendo para o Paraguai e Endo empatando para o Japão. Lucas Barrios colocou os paraguaios na frente ao cobrar o segundo. Hasebe bateu forte e empatou pela segunda vez.

Riveros converteu para os sul-americanos, e Komano mandou no travessão. Na sequência, Valdez fez o quarto gol paraguaio, e Honda deu sobrevida aos japoneses ao converter o terceiro dos orientais. Na última cobrança, Cardozo correu e colocou o Paraguai nas quartas.

O jogo

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O primeiro tempo começou com as equipes se estudando bastante. Amos os times entraram em campo mais preocupados em destruir as jogadas alheias do que construir as próprias. Mesmo com tanta cautela, as oportunidades de gols surgiram para os dois lados. Os japoneses chegaram até a acertar uma bola no travessão. O atacante paraguaio Roque Santa Cruz respondeu com um chute na pequena área, porém a falta de pontaria atrapalhou o jogador, que acabou mandando a bola para longe do gol.

Para a segunda etapa, os treinadores tentaram manter suas boas defesas como trunfos para buscar o resultado. Apesar do nervosismo e da necessidade de abrir o placar, as equipes pouco agrediam o goleiro adversário. Com isso, o jogo se tornou um festival de bolas aéreas. Com isso, o segundo tempo acabou da mesma forma que o jogo começou.

Entre o final do segundo tempo e começo da prorrogação, os japoneses se abraçaram e formaram um círculo. Jogadores e membros da comissão técnica diziam palavras de ordem. Enquanto isso, os paraguaios, nitidamente mais cansados que os adversários, tomavam água deitados no gramado. Haedo Valdez era um dos poucos que estava em pé e gritava para os companheiros que tentavam recuperar o fôlego.

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A prorrogação começou com os dois times querendo resolver logo no início e o festival de bolas levantadas voltou. Valdez cabeceou duas e quase fez. Depois o atacante tentou por baixo, mas Kawashima salvou com os pés. Honda deu o troco em uma falta. O meia do CSKA soltou uma bomba e Villar se esticou todo para colocar pela linha de fundo.

No segundo tempo da prorrogação, o meio de campo deixou de existir. A melhor oportunidade foi do Japão que armou uma linda trama pela esquerda e cruzou errado, como em todo o jogo. Com a falta de pontaria nos cruzamentos, Franck de Bleeckere apitou o fim do primeiro 0 a 0 das oitavas.

FICHA TÉCNICA
PARAGUAI 0 X 0 JAPÃO
( 5 a 3 nos pênaltis)
Local: Estádio Loftus Versfeld, em Pretória (África do Sul)
Data: 29 de junho de 2010 (Terça-feira)
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Franck de Bleeckere (Bélgica)
Assistentes: Peter Hermans e Walter Vromans (ambos da Bélgica)
Cartões Amarelo: Endo, Nagatomo, Honda e Matsui (Japão) Riveros (Paraguai)

PARAGUAI: Villar; Bonet, Alcáraz, Da Silva e Morel; Vera, (Ortigoza) Edgar Barreto e Benitez (Valdez); Riveros, Roque Santa Cruz (Cardozo) e Barrios
Técnico: Gerardo Martino

JAPÃO: Kawashima; Abe (Nakamura), Nakazawa, Tulio Tanaka e Komano; Nagatomo, Okubo (Tamada), Endo e Hasebe; Matsui (Okazaki) e Honda
Técnico: Takeshi Okada

Paraguai enfrenta o Japão em busca de vaga nas quartas

Valdes comemora gol contra a Nova Zelândia - Foto: Getty Images

Valdes comemora gol contra a Nova Zelândia - Foto: Getty Images

Após desbancar a Itália na primeira fase da Copa do Mundo da África do Sul, terminando o Grupo F na primeira colocação, o Paraguai encara um adversário bem mais modesto nas oitavas de final. Trata-se do Japão, em duelo marcado para esta terça-feira, às 11h (de Brasília), no Estádio Loftus Versfeld, em Pretória.

Os paraguaios, porém, sabem que poderão encontrar problemas diante dos japoneses, que surpreenderam ao eliminar a Dinamarca com um triunfo por 3 a 1, assegurando a segunda posição do Grupo E.

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Gerardo Martino, técnico do Paraguai, passou os últimos dias analisando os teipes dos jogos que o Japão realizou no Mundial até aqui. Na conversa com seus jogadores ele tem passado o que considera a lição mais importante que aprendeu sobre o rival: conter a velocidade dos japoneses.

“Para que a gente possa sair de campo com a vitória, vamos ter que tornar o time do Japão mais lento. Se deixarmos que eles consigam impor o ritmo da partida estaremos perdidos. Vamos precisar de muito equilíbrio para que as rédeas deste encontro fiquem nas nossas mãos”, disse Martino.

Japoneses cumprimentam torcida após classificação - Foto: Getty Images

Japoneses cumprimentam torcida após classificação - Foto: Getty Images

Se a preocupação no Paraguai é conter a velocidade dos adversários, no Japão todo o time sul-americano é motivo de preocupação. O técnico Takeshi Okada chegou a deixar escapar nas entrevistas que lamentou o fato de cruzar com os paraguaios nas oitavas de final.

“Infelizmente não tivemos muita sorte na hora de sair esse cruzamento, pois vamos enfrentar um time que é uma verdadeira fortaleza em seu setor defensivo e que conta com muita qualidade do meio para frente. Vamos precisar tomar muito cuidado para que os paraguaios penetrem em nossa defesa. Ao mesmo tempo, vamos ter que encontrar achar a melhor maneira de ganhar o encontro”, afirmou Okada.

Em relação aos times que vão a campo, Takeshi Okada não tem problemas e vai repetir a formação que derrotou os dinamarqueses. Pelo lado do Paraguai, Edgar Barreto e Jonathan Santana disputam a vaga de Víctor Cáceres, que vai ficar fora para cumprir suspensão por conta do acúmulo de cartões amarelos.

FICHA TÉCNICA
PARAGUAI X JAPÃO

Local: Estádio Loftus Versfeld, em Pretória (África do Sul)
Data: 29 de junho de 2010 (Terça-feira)
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Franck de Bleeckere (Bélgica)
Assistentes: Peter Hermans e Walter Vromans (ambos da Bélgica)

PARAGUAI: Villar; Caniza, Julio Cáceres, Da Silva e Morel; Riveros, Edgar Barreto (Jonathan Santana) e Vera; Valdez, Roque Santa Cruz e Cardozo
Técnico: Gerardo Martino

JAPÃO: Kawashima; Abe, Nakazawa, Tulio Tanaka e Komano; Nagatomo, Okubo, Endo e Hasebe; Matsui e Honda
Técnico: Takeshi Okada

Okazaki, do Japão, espera Paraguai jogando forte nas oitavas

O atacante Shinji Okazaki demonstrou seu conhecimento sobre as seleções sul-americanas e principalmente sobre a paraguaia. O centroavante acredita que os adversários jogam forte e que a partida das oitavas de final pode acabar decidida a favor da equipe que ganhar mais divididas.

“Nós não jogamos contra um adversário sul-americano na primeira fase, mas eu espero que eles lutem ainda mais pela bola do que o resto dos times. O mais importante é que nós consigamos vencer estas divididas. O jogo será uma batalha”, garantiu Okazaki.

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Para o jogador, basta que a seleção japonesa continue fazendo o que fez nos três primeiros jogos do Mundial. “Até agora, conseguimos ganhar a maioria destas bolas e por isto que estamos aqui. Se continuarmos confiantes, acho que podemos ganhar”, declarou o camisa 9 da seleção do Japão.

Para o centroavante, os japoneses não estão em uma posição com muita pressão. “Estou feliz de ter marcado um gol e quero mais. Eu quero continuar na competição. E além disto, sei que não temos nada a perder”, disse o confiante Okazaki. (Fonte: Gazeta Press)

Roque Santa Cruz diz que Paraguai precisa mostrar evolução

26, junho, 2010 7 comentários
(Reuters)

(Reuters)

O experiente atacante paraguaio Roque Santa Cruz declarou que não está satisfeito com as recentes atuações de sua seleção. O jogador afirmou que seu time tem condições de mostrar um melhor futebol e precisa disto.

“O nosso sentimento, neste momento, é de que podemos melhorar. Fomos bem, mas não conseguimos marcar tantos gols quanto deveríamos. Ainda não estamos inteiramente felizes”, disse o centroavante.

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Mesmo assim, o camisa 9 do Paraguai garantiu que sabe o que é necessário para que seu time passe do Japão. “O mais importante é que passamos, mas precisamos de mais paciência”, declarou.

Empolgado com a chance de entrar para a história, Santa Cruz garantiu que, caso chegue às quartas de final, tudo é possível. “Se passarmos das oitavas, já podemos considerar que fizemos uma grande Copa. A partir disto, é um sonho, mas que podemos conquistar”, falou o atacante. (Fonte: Gazeta Press)

Japão derrota Dinamarca, classifica e repete feito asiático de 2002

Japão avança às oitavas pela segunda vez na história (Reuters)

Japão avança às oitavas pela segunda vez na história (Reuters)

O Japão derrotou a seleção da Dinamarca por 3 a 1 no Estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo, quando precisava apenas de um empate, e garantiu a segunda vaga do Grupo E para as oitavas-de-final ao lado da Holanda, que ficou com o primeiro posto. Com isso, os japoneses alcançam a segunda fase de uma Copa do Mundo pela segunda vez na história – a primeira vez foi em 2002 quando jogava em casa.

Curiosamente, neste Mundial, os dois asiáticos que conseguiram a vaga às oitavas do continente asiático, Japão e Coreia do Sul, conseguiram a mesma proeza oito anos antes. Na ocasião, o Japão parou nas oitavas-de-final diante da Turquia e os sul-coreanos foram até a semifinal, parando apenas na Alemanha.

Veja fotos da classificação do Japão sobre a Dinamarca

O sonho de ultrapassar a barreira das oitavas anima os japoneses que entraram chegaram na África do Sul como os azarões do grupo, diferentemente da Coreia do Sul, indicada com mais chances contra Grécia e Nigéria. O retrospecto japonês antes da Copa reforçava a desconfiança - seis derrotas nos últimos seis amistosos.

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As dúvidas se foram na estreia, com Honda marcando 1 a 0. No segundo jogo, deram trabalho aos favoritos holandeses, que ganharam por 1 a 0 graças à falha do goleiro Kawashima após chute de Sneijder. O atacante Honda foi o herói da classificação. Marcou gol na estreia e no jogo desta tarde, fez o primeiro e deu assistência após bela jogada para o terceiro gol, marcado por Okazaki.

O personagem da eliminação da Dinamarca na derrota contra o Japão foi Tomasson, camisa 9 do time europeu. Ele foi o mais acionado do time no ataque e dos seis chutes que deu no gol, acertou dois e conseguiu furar três vezes. Fez o gol de honra após rebote do goleiro japonês em cobrança de pênalti que ele mesmo bateu.

Endo (à esq.) comemora o segundo gol (Reuters)

Endo (à esq.) comemora o segundo gol (Reuters)

O Japão vai encarar o Paraguai em Pretória no dia 29 de junho contra o retrospecto de nunca ter avançado além das oitavas-de-final.

Jogo decidido na pontaria

As duas equipes fizeram campanhas muito parecidas, ambas com quatro pontos ganhos, e por isso se esperava um jogo bastante equilibrado. Foi o que ocorreu durante todo o jogo. A Dinamarca deu 19 chutes a gol e o Japão arrematou 15 vezes. O desempate foi na pontaria.

A Dinamarca de Tomasson só acertou a meta em sete oportunidades, enquanto os japoneses mandaram dez vezes no gol de Sorensen, acertando as redes três vezes. A primeira boa jogada ocorreu aos 7 minutos, após cobrança de escanteio Kroldrup tocou pra fora de primeira. No lance, ainda reclamou de pênalti por ter sido empurrado.

O jogo esquentou a partir dos 10 primeiros minutos, com a Dinamarca tendo de sair para o jogo atrás da vitória. Mas foi do Japão a primeira chance desperdiçada. Matsui chutou em cima do zagueiro. Depois foi a vez de Hasebe perder outro gol. Ele recebeu passe dentro da área e finalizou pra fora. Um minuto depois, Tomasson foi lançado na esquerda, invadiu a área e escolheu o canto, mas a bola passou raspando a trave.

O time japonês, mesmo classificado com o empate, atacava. Aos 17 minutos veio a  recompensa pelas melhores chances de gol criadas. Poulsen fez falta em Hasebe. Honda bateu direto para o gol e contou com a ajuda do goleiro Sorensen, que além de montar mal a barreira, tentou adivinhar o canto e tomou o gol no contrapé.

A Dinamarca passou a tentar o gol a qualquer custo, mas no primeiro tempo só conseguiu assustar aos 22 minutos, com outro chute de Tomasson. Com outra falta a seu favor, os japoneses mostraram estar com a pontaria afiada. Para evitar o gol no contra-ataque, Kroldrup derrubou Okubo e levou o cartão amarelo. A falta da intermediária foi batida desta vez por Endo, que acertou o canto direito baixo de Sorensen. Japão 2 a 0 aos 34 minutos da etapa inicial.

Não foi a Jabulani

Virou mania nesta Copa culpar a Jabulani por tudo. Sorensen não poderá culpá-la. Falhou no primeiro gol ao tentar adivinhar o canto e no segundo por saltar atrasado. Aos 3 minutos do primeiro tempo, quase se igualou a Green, da Inglaterra. Após mais uma cobrança de falta do Japão, o goleiro ia levando um “frango”. Saltou para defender, esticou os braços e deixou a bola, que estava na mão, escapar e acertar a trave.

Sorensen falha no primeiro gol (Reuters)

Sorensen falha no primeiro gol (Reuters)

A seleção europeia fez o que lhe cabia. Atacar. O problema é que sem muita criatividade na frente, somente com bola aéreas, sendo facilmente anulada. Numa falha defensiva do Japão após cruzamento, Tomasson, sempre ele, dividiu com o goleiro Kawashima e não conseguiu finalizar pra gol. Aos 13, Tomasson pegou rebote da defesa de fora da área e Kawashima fez bela defesa.

Aos 20 minutos, Okubo respondeu para o Japão. Dominou a bola e mandou de fora da área para defesa de Sorensen. Aos 24 minutos, o Japão não atacava mais, quando Tomasson recebeu na marca do pênalti, mas errou feio a bola no momento da conclusão. Com a classificação quase perdida, os dinamarqueses tiveram esperança aos 34 da etapa final. Agger foi empurrado na área e o árbitro apontou a marca da cal. Pênalti. Tomasson bateu, Kawashima defendeu, mas o camisa nove da Dinamarca se recuperou no rebote e diminuiu.

Quando os japoneses comemoravam com certa apreensão por conta do placar apertado, Honda mostrou que é o craque do time. Recebeu na área, driblou o zagueiro e goleiro no mesmo lance e tocou para Okazaki só rolar para o gol e fazer 3 a 1, decretando a classificação para festa dos orientais presentes no estádio.

Dinamarca e Japão duelam pela segunda vaga no Grupo E

(AP)

(AP)

Com a Holanda já classificada e com Camarões já eliminado, Dinamarca e Japão se enfrentam nesta quinta-feira, às 15h30 (de Brasília) no Estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo, pela última rodada do Grupo E, brigando diretamente pela segunda vaga da chave nas oitavas de final. As duas equipes somam três pontos, mas os japoneses levam vantagem no saldo de gols (0 contra -1) e, por isso, jogam pelo empate.

As duas equipes fazem campanhas muito parecidas e por isso é esperado um jogo muito equilibrado. Na visão de Takeshi Okada, técnico do Japão, o ganhador será conhecido na base dos detalhes.

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“Acredito que, pelo que apresentaram até aqui, Japão e Dinamarca farão uma partida de muito equilíbrio. São dois times que se equivalem dentro de campo e por isso podemos esperar qualquer coisa. Acredito que o vencedor sairá apenas no detalhe, aproveitando o erro do rival”, disse o comandante japonês.

O treinador do Japão, que vai manter a base das partidas anteriores, descartou fazer sua equipe atuar pensando na vantagem do empate.

“O Japão tem suas características de jogo e não podemos ficar mudando de um jogo para outro. Vamos atacar com responsabilidade. Se chegamos até aqui com chances de nos classificarmos é por causa da nossa maneira de atuar”, afirmou o treinador.

Se o Japão descarta jogar apenas na defesa, então todos podem esperar uma partida bem aberta, pois Morten Olsen, técnico da Dinamarca, garante que sua equipe vai partir para cima do rival.

“Vamos com tudo em busca da classificação e para isso é obrigatório jogarmos para frente, tentando acuar a seleção japonesa em seu campo. Mas vamos ter que ficar atentos ao contra-ataque deles, que são muito rápidos e habilidosos”, contou Olsen.

Para este compromisso o técnico da Dinamarca vai promover uma alteração em sua equipe. O zagueiro Simon Kjaer vai cumprir suspensão por acúmulo de cartões amarelos. Patrick Mtiliga será o substituto.

FICHA TÉCNICA
DINAMARCA X JAPÃO
Local: Estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo (África do Sul)
Data: 24 de junho de 2010, quinta-feira
Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Jerome Damon (África do Sul)
Assistentes: Célestin Ntagungira (Ruanda) e Enock Molefe (África do Sul)

DINAMARCA
Sorensen, Jacobsen, Mtiliga, Agger e Simon Poulsen; Rommedahl, Christian Poulsen, Jorgensen e Gronkjaer; Bendtner e Tomasson.
Técnico: Morten Olsen

JAPÃO
Kawashima, Nagatomo, Nakazawa, Tulio Tanaka e Komano; Abe, Matsui, Hasebe e Endo; Okubo e Honda
Técnico: Takeshi Okada