A Copa do Mundo de 2010 tratou de apontar várias decepções. Jogadores que são destaques em seus times falharam em um dos momentos mais importantes de suas carreiras. E, por isso, o Abril.com listou os atletas que poderiam ter feito um pouco melhor por suas equipes e que deixam o Mundial como se nunca tivessem entrado em campo. Confira e dê sua opinião sobre qual jogador mais decepcionou na Copa 2010:

1 – Wayne Rooney (Inglaterra)
O atacante foi um verdadeiro fiasco no Mundial. Teve uma grande temporada no Manchester United e foi artilheiro do Campeonato Inglês, mas não correspondeu quando vestiu a camisa de sua seleção e deixou a competição sem marcar nenhum gol. Foram quatro partidas e só decepções até a eliminação na goleada por 4 a 1 sofrida diante da Alemanha nas oitavas de final. Deu até vexame no Mundial. Após o empate com a fraca Argélia, Rooney olhou para uma câmera de TV e fez ofensas à torcida de seu país por causa das vaias que a sua equipe levou.

2 – Cristiano Ronaldo (Portugal)
Com a camisa de Portugal, ele é realmente outro jogador. Está certo que os companheiros não tem o mesmo brilho, mas o jogador do Real Madrid parece fugir de suas principais características. Em 2010, marcou apenas um gol, e sem querer, na folgada vitória por 7 a 0 sobre a Coreia do Norte. Contra Brasil e diante de Costa do Marfim, não apareceu. Nas outras partidas, viu sua seleção passar em branco e nem sequer ameaço o gol da Espanha na partida que marcou a eliminação de Portugal ao perder por 1 a 0 nas oitavas de final.
3 – Ribéry (França)
Ele chegou à seleção francesa com a “obrigação” de substituir Zinedine Zidane. Mas tornou a fracassar. Passou despercebido durante todo o Mundial, mostrando que é puro exagero a disputa que Barcelona e Real Madrid fazem por seu futebol. Passou todo o torneio com apenas uma assistência na última partida e viu os Bleus caírem na primeira fase com duas derrotas para México e África do Sul e um empate diante do Uruguai e uma grave crise de relacionamento entre o elenco e o técnico Raymond Domenech. Já não vinha com tanta moral no Bayern de Munique. E agora pode perder espaço.
4 – Cannavaro (Itália)
Ele já não tinha a mesma moral de quatro anos atrás, quando foi eleito o melhor jogador do mundo. Mas também não precisava entregar o ouro. Foi peça-chave para os adversários eliminarem a Itália, que é mais um campeão mundial a cair na etapa de grupos quando defendia o título. Aos 37 anos de idade, o zagueirão deixa a África do Sul com apenas um título: o de jogador mais bonito. E sem deixar saudade nenhuma aos fervorosos torcedores da Azzurra. Por isso mesmo, acabou de ser liberado pela Juventus para jogar no futebol do Oriente Médio. É um jogador que perdeu a chance de abandonar a seleção no momento certo.
5 – Kaká (Brasil)
A condição física do craque brasileiro não era boa. Uma lesão no púbis limitou seus movimentos ofensivos, mas nem tanto. O jogador do Real Madrid pouco lembrou aquele atleta que foi o melhor do mundo há três anos. Deu assistências quando encontrou adversários abertos pela frente. Mas, além de não marcar, teve grande dificuldade quando a Holanda impôs uma forte marcação ao rápido ataque brasileiro. Agora, Kaká terá de esperar mais quatro anos para ser campeão mundial como protagonista. Para isso, porém, terá de mostar que a contusão crônica foi apenas passageira.
6 – Fernando Torres (Espanha)
A fama de goleador não bastou ao centroavante, que é um dos destaques no Liverpool. Chegou à Copa ainda tratando de uma lesão no joelho e fez de tudo no sacrifício. O resultado não apareceu em campo. Sem marcar nenhum gol, foi para a reserva na semifinal, justamente quando a Espanha passou a mostrar um futebol de campeão. Na decisão, foi preterido quando Pedro deixou o campo e entrou apenas no segundo tempo da prorrogação. Ainda terminou a partida com um problema muscular. Pouquíssimo para um atleta tão badalado e tão caro e que é uma das grandes estrelas do futebol inglês.
7 – Samuel Eto’o (Camarões)
Craque no Barcelona, na Inter de Milão. Por seu país, está na lista dos que pouco fazem. Na copa do Mundo de 2010, apenas um gol. E de pênalti. A eliminação de Camarões na primeira fase foi decepcionante. Principalmente porque perdeu para o Japão na estreia, o que praticamente acabou com suas chances. Esperava-se mais de um jogador que é atualmente bicampeão da Liga dos Campeões da Europa, mas parecia que ele só conseguiria jogar se tivesse ao seu lado os mesmos craques que tem ao seu lado no futebol italiano. Na sequência, caiu diante da Dinamarca em um confronto direto e, já eliminado, foi derrotado pela Holanda.
8 – Vidic (Sérvia)
Ganhou fama de ser um dos melhores zagueiros do mundo. Mas só se for no Manchester United. Pela seleção sérvia, era o símbolo de um paredão que foi facilmente batido. Na primeira partida, perdeu de Gana com gol de pênalti, bobamente cometido. Tudo bem, não houve culpa dele. Depois, segurou o veloz ataque alemão com uma vitória por 1 a 0. Mas na hora de decidir falhou feio. Na terceira partida, diante da Austrália, viu seu país perder por 2 a 1 e dar adeus à classificação. A muralha da defesa sérvia, então, não funcionou e deixou o Mundial mesmo levando em seu currículo uma vitória sobre um dos candidatos ao título.
9 – Drogba (Costa do Marfim)
De última hora, sofreu uma contusão no braço que o deixou baleado. E só por isso teve um desconto. No confronto direto contra Portugal, perdeu uma grande oportunidade de marcar no segundo tempo o gol que poderia valer a classificação. Diante do Brasil, foi um espectador, mas deixou sua marca no fim da partida em que os africanos perderam por 3 a 1. Para fechar sua participação, levou seu país aos 3 a 0 sobre a Coreia do Norte. Mas de que nada adiantou. Na volta ao time do Chelsea, provavelmente mostrará o futebol e a liderança que o colocaram entre os grandes centroavantes da atualidade.
10 – Messi (Argentina)
É o melhor jogador do mundo. E justamente por isso não se espera dele passar quatro jogos sem fazer nenhum gol. Não dá para dizer que teve atuação apagada, pois foi um dos melhores na fracassada campanha da seleção argentina. Contra a Alemanha, nas quartas de final, porém, esteve apagado e foi facilmente freado pelos adversários. É certeza que no Barcelona, voltará a mostrar seus dribles curtos com a perna esquerda e seu belo poder de finalização.