Dunga condena violência: “se eu jogasse, o juiz ia me dar parabéns”

(Reuters)
Dunga não se conteve e reclamou muito do jogo brusco da seleção da Costa do Marfim na partida contra o Brasil, neste domingo, pelo Grupo G da Copa do Mundo de 2010. Para o treinador da seleção, o juiz não foi rigoroso suficiente para advertir os jogadores africanos pelas constantes faltas duras.
E o treinador se utilizou como exemplo para uma analogia com o desempenho do árbitro. “Se eu jogasse, eu ia poder fazer falta à vontade, e o juiz ia me dar os parabéns”, ironizou Dunga, que reclamou bastante da expulsão do meia-atacante Kaká no fim da partida.
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“A expulsão foi totalmente injusta e, pela primeira vez, vejo ser premiado com um cartão vermelho um jogador que tenta jogar bola. No primeiro cartão, é ele quem leva a falta”, justificou Dunga, que ainda continuou falando do pouco rigor do juiz francês Stephane Lannoy.
“Num jogo em que o Brasil faz três gols e joga bem, temos muito mais cartões amarelos que o adversário. E sem fazer nenhuma falta forte”, complementou.
A partida ao menos serviu como lição, segundo Dunga, que viu seus jogadores experimentarem um jogo forte fisicamente.
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“Hoje foi uma prova dura, porque eles apanharam do início ao fim. E não tem que pensar em bater, reclamar. O foco dos jogadores tem que ser só jogar futebol, não tem outro caminho. Se quisermos começar a falar, vamos perder o foco e o objetivo que todo mundo conhece.”
Fotos:
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