A seleção brasileira se apresenta neste sábado para seu último amistoso de “data-Fifa” antes da Copa do Mundo de 2010. E para enfrentar a Irlanda, na terça-feira, em Londres, Dunga mostrou que tem uma base consolidada. O problema, porém, é a fase vivida por esses jogadores. Alguns deles estão longe do futebol que os levaram à seleção. Dunga tem alguns meses para consertar. Kaká, Robinho, Luís Fabiano e Felipe Melo são alguns desses atletas. Júlio Baptista, Josué e Doni são outros que terão seus nomes contestados eternamente. Veja, então, quais os jogadores que precisam se recuperar nessa reta final de preparação da seleção brasileira, mas que dificilmente perderão seus lugares no Mundia da África do Sul:
Doni (Roma-ITA)
É um dos pontos fracos da seleção brasileira. Por isso, torçamos para que Júlio César não se machuque. Atualmente, Doni é reserva da Roma. O titular é Júlio Sérgio, que, no Brasil, teve sua melhor fase no Santos. Doni ganhou moral com Dunga quando foi titular da equipe na Copa América de 2007. Na época, o treinador era muito contestado, e o goleiro “segurou a barra” no gol. Hoje, vem superando Victor e Gomes na disputa por vaga no banco de Júlio César.
Gilberto (Cruzeiro)
Ele já estava esquecido, mas voltou a ganhar uma chance por causa da irregularidade de seus concorrentes. Kléber, André Santos não seguraram a oportunidade que tiveram. Filipe Luís nem chance teve de mostrar serviço. Para a reserva de Michel Bastos, então, Gilberto, que atuou na Copa de 2006, voltou a ser a aposta de Dunga. No ano passado, até que ele era um dos destaques do Cruzeiro. Mas começou 2010 colecionando dois cartões vermelhos em jogos pela Libertadores.
Felipe Melo (Juventus-ITA)
O volante começou a ganhar a confiança de Dunga no começo de 2009. Até que virou titular indiscutível. Foi contratado pela Juventus no início desta temporada em uma negociação envolvendo cifras milionárias. Mas amarga problemas no time de Turim. Não conseguiu render o mesmo dos tempos de Fiorentina, abusa de jogadas ríspidas e, recentemente, foi considerado um dos piores jogadores do Campeonato Italiano. Mesmo assim, tem vaga de titular praticamente assegurada.
Josué (Wolfsburg-ALE)
Tem estilo de jogo burocrático. É roubar e passar. Ofensivamente nada chama a atenção no ex-são-paulino, que também se aproveitou das brechas do início da gestão de Dunga para cavar seu lugar. Na Copa América de 2007, foi inserido no time para compor um tripé de volantes. E deu certo, já que o Brasil levou o título contra o refinado toque de bola da Argentina. Graças a isso, Josué vem sendo mantido nas convocações, mesmo estando longe de se destacar no Wolfsburg.
Ramires (Benfica-POR)
No Cruzeiro, era um avião. Era a arma que todo o técnico gostava de ter no meio-de-campo por causa da facilidade para desarmar jogadas e a velocidade imposta em contra-ataques. É verdade que em sua trajetória inicial na seleção foi bem e até chegou a roubar a vaga de Elano. Mas mesmo indo para Portugal, não perdeu seu lugar. No Benfica, caiu de produção, mas não para Dunga. Já ficou muito tempo na reserva, mas atualmente tem jogado mais. O fato de atuar em várias posições do meio-de-campo o ajuda.
Júlio Baptista (Roma-ITA)
É mais um dos nomes que se garantiram graças ao título da Copa América de 2007. Tirou Diego do time, na época, e foi o nome mais ofensivo do marcador meio-de-campo brasileiro. É verdade que na seleção brasileira sempre deu conta do recado. Mas em clubes, vive grande irregularidade, sendo considerado um reserva de luxo. Fez gols importantes pelo time de Dunga e, por isso, ganhará a almejada vaga de reserva de Kaká.
Kaká (Real Madrid-ESP)
Melhor do mundo em 2007, Kaká está se recuperando. Longe da fase que o colocou no topo entre os jogadores, o meia-atacante do Real Madrid voltou a marcar gols. No início deste ano, chegou a ser contestado pela torcida merengue, pois não conseguia emplacar. Além disso, foi alvo de uma grande polêmica por causa de uma lesão no púbis. É um nome indiscutível como titular da seleção, mas sofrerá pelas cobranças e a “obrigação” de carregar o time nas costas ofensivamente.
Robinho (Santos)
O atacante teve até que trocar de time. Nesta temporada, praticamente não jogou no Manchester City. Parte dela ficou afastado por contusão e, em outras, na reserva. Por isso, veio a opção de voltar ao Brasil e, mais precisamente ao Santos, para recuperar o futebol que o colocou na seleção. É o jogador que mais atuou sob o comando de Dunga e, por isso, tem moral para ser o parceiro de Luís Fabiano no ataque. Desde que voltou ao Brasil, melhorou, mas ainda falta muito.
Nilmar (Villarreal-ESP)
São oito gols em 23 rodadas no Campeonato Espanhol. Nilmar demorou para emplacar e, hoje em dia, até que dá conta do recado. Mas não decolou com o Villarreal. Sua equipe está em posição intermediária no campeonato nacional e já foi eliminada da Liga da Europa. Sua presença na seleção está baseada no desempenho no final do ano passado, quando fez gols ao assumir o lugar deixado por Robinho, que estava contundido.
Luís Fabiano (Sevilla-ESP)
Os brasileiros se acostumaram com o faro de goleador de Luís Fabiano na temporada 2008-2009. Nessa época, foi o melhor jogador da seleção brasilera. Mas a virada da temporada não parece ter sido benéfica para o jogador do Sevilla. Tem nove gols no Campeonato Espanhol, mas vem perdendo muito tempo no departamento médico. É titular absoluto do comando do ataque, até por tudo o que fez nos últimos três anos quando se tornou o principal goleador da equipe de Dunga. Foi cortado por lesão, mas precisa urgentemente retomar seus bons momentos.