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Arquivo de dezembro, 2009

Mota volta à Coreia do Sul e cogita naturalização

28, dezembro, 2009 388 comentários

A promessa de seguir os caminhos de Vanderlei Luxemburgo não será cumprida. O atacante Mota acertou com o Pohang Steelers, terceiro colocado no Mundial de Clubes da Fifa neste ano. Ele assinará contrato de três temporadas e deve se naturalizar sul-coreano para disputar a Copa do Mundo.

“É bem provável que ele se naturalize, porque já jogou lá por cinco anos, tempo que pedem para se naturalizar”, adiantou o empresário do jogador, Fábio Vieira, à GE.Net. Após deixar o Brasil no fim de 2003, o atacante passou por Chunnam Dragons e Seongnam Ilhwa, além do Sporting, de Portugal.

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Mota viajará à Coreia do Sul apenas em 6 de janeiro e se apresentará dois dias depois. Enquanto isso, o atacante, que participou da campanha de acesso à elite do Campeonato Brasileiro com o Ceará em 2009, curte as férias na praia de Morro Branco, em Beberibe, a aproximadamente 80 km de Fortaleza.

O jogador, que já recebeu convites de naturalização, foi sondado no meio do ano pelo Santos, à época comandado por Luxemburgo, mas retornou ao Ceará, time em que começou a carreira. Ao final da Série B, porém, revelou ter prometido ao treinador que atuaria na equipe onde ele estivesse em 2010.

Com a derrota de Marcelo Teixeira nas eleições presidenciais do Santos, o técnico passou a negociar com Atlético-MG e Internacional. O acerto com o clube mineiro dificultou a realização da promessa, já que Mota tem bastante identificação com o rival Cruzeiro, onde foi campeão brasileiro em 2003. (Fonte: Gazeta Press

Convocação final do Brasil é meta de Miranda para 2010

28, dezembro, 2009 398 comentários


(Foto: Vipcomm)

Titular absoluto do São Paulo, o zagueiro Miranda não esconde que o seu principal objetivo em 2010 será a convocação para a Copa do Mundo, na África do Sul. Lembrado por Dunga em diversas convocações neste ano, ele espera estar na lista final da seleção brasileira para o Mundial.

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“Todo jogador sonha em disputar uma Copa do Mundo e eu não sou diferente. Espero que eu consiga alcançar este objetivo no ano que vem”, afirmou Miranda, ao site oficial do São Paulo, apostando na regularidade para ser chamado por Dunga. “Venho apresentando uma boa regularidade, mantendo um bom nível de apresentação e confio que posso evoluir ainda mais em 2010″, completou.

Depois de não levantar troféus em 2009, Miranda quer voltar a ser campeão pelo São Paulo no próximo ano. “Espero ter um ano de muitas conquistas com o São Paulo. Os títulos valorizam não só o clube, mas também o jogador e sei o quanto isso é importante para a minha carreira. Por isso vou brigar muito para conquistar novos títulos”, comentou. (Fonte: Agência Estado)

Capello confirma intenção de levar Beckham para a seleção

28, dezembro, 2009 912 comentários

O italiano Fabio Capello, treinador da seleção da Inglaterra, confirmou nesta segunda-feira que tem mesmo e intenção de convocar o veterano meia David Beckham para a Copa do Mundo de 2010. O jogador está com 34 anos e voltou ao Milan para aumentar suas chances de ir à África do Sul.

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“Se ele jogar e estiver fisicamente preparado, é claro que está nos planos. Eu não olho para a idade dos jogadores. Eu vejo apenas a habilidade, e isso Beckham ainda tem muita. Ele é uma pessoa séria, um grande profissional, e está realmente dedicado a voltar à seleção”, afirmou Capello ao diário italiano La Gazzetta dello Sport.

Beckham deve chegar à Itália nesta segunda-feira para começar sua segunda passagem pelo Milan. O jogador decidiu voltar ao clube italiano para ganhar mais ritmo nos primeiros meses do ano – nos Estados Unidos, onde defende o Los Angeles Galaxy, o inglês não disputaria competições oficiais no período. (Fonte: Agência Estado)

Rival do Brasil, Coreia do Norte ganha amistoso

27, dezembro, 2009 394 comentários

A seleção da Coreia do Norte, primeira adversária do Brasil na Copa do Mundo de 2010, entrou em campo neste domingo e venceu. Pela estreia de um torneio internacional no Catar, os norte-coreanos derrotaram Mali por 1 a 0. O gol do triunfo foi marcado por Chol Chol Man, aos 14 minutos do primeiro tempo.

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No Oriente Médio, a Coreia do Norte jogará ainda mais duas vezes nesta semana. Na próxima quarta-feira, o adversário será o Catar. No sábado, na última rodada do quadrangular amistoso, a seleção asiática enfrentará o Irã, que se prepara para as Eliminatórias da Copa das Nações da Ásia.

No Mundial da África do Sul, os norte-coreanos jogarão contra o Brasil no dia 15 de junho, às 15h30 (de Brasília), em Johannesburgo. Também pelo Grupo G, a Coreia do Norte ainda enfrentará Portugal – dia 21, na Cidade do Cabo – e Costa do Marfim – dia 25, em Nelspruit. (Fonte: Agência Estado – Foto: Getty Images)

Dunga diz que portas da seleção estão abertas para Gaúcho

23, dezembro, 2009 630 comentários


(Foto: Clive Mason/Getty Images)

Importante na caminhada brasileira rumo ao pentacampeonato mundial na Copa de 2002, disputada na Ásia, o meia-atacante Ronaldinho Gaúcho ainda tem chances de ajudar a seleção verde e amarela na luta pelo hexa em 2010. Palavra do técnico Dunga.

“Ainda tenho seis meses para definir a seleção e as portas não estão fechadas. Eu o acompanho e o Ronaldinho Gaúcho faz a diferença quando está feliz. A bola para ele não é um trabalho. É alegria”, comentou Dunga, em entrevista publicada pelo jornal italiano Gazzetta dello Sport.

Autor de um gol e de passes espetaculares na vitória de seu time sobre a seleção baiana, na noite de terça-feira, no estádio Pituaçu, em jogo beneficente rotulado “Natal Show de Bola” e promovido por ele, Ronaldinho Gaúcho foi ovacionado pelos torcedores, que pediram seu retorno à seleção.

Mesmo sem saber do mais recente apelo popular, Dunga mostrou-se ciente do carinho que o público brasileiro tem para com o craque do Milan. “Isso é normal, pois as pessoas sempre querem quem está fora. Espero que o Ronaldinho Gaúcho continue assim, mas temos que lembrar que não é o passado que conta, e sim o presente”, alertou.

E é o presente de Ronaldinho Gaúcho que vem encantando o técnico da seleção brasileira. Além de elogiar a volta da alegria do jogador, Dunga também enalteceu outros aspectos que percebeu no ex-gremista durante os últimos compromissos do Milan. “Eu o vi lutar, correr, sofrer atrás de um adversário. Tudo isso é muito positivo”, concluiu. (Gazeta Press)

Como as seleções da Copa votaram no prêmio da Fifa?

22, dezembro, 2009 380 comentários


(Foto: AP)

A dinâmica da Fifa para o prêmio de melhor jogador do ano não permite nenhum voto secreto. Logo após o anúncio de Lionel Messi como o “rei” da temporada, feito na última segunda, a entidade divulgou como votaram os capitães e técnicos de todas as seleções nacionais filiadas a ela.

O resultado, como sempre, surpreende. A começar pelos brasileiros. Impossibilitados de votar em Kaká (ninguém pode votar em um representante do próprio país), Dunga e Lúcio ignoraram Lionel Messi em suas cédulas. Os dois escolheram Fernando Torres e Didier Drogba, respectivamente.

Outros grandes surpreenderam, como o argentino Javier Mascherano. O “Jefito” viu o ganês Michael Essien, do Chelsea, como o melhor de 2009. Os demais classificados à Copa do Mundo optaram, em sua maioria, pelos nomes mais tradicionais. Com poucas exceções, Lionel Messi predominou e ganharia com folga também em um colégio eleitoral reduzido.

Fora da lista de quem vai à Copa, ninguém surpreendeu mais que China Taipei. Chang Wu-Yeh, técnico do time, elegeu Iker Casillas, goleiro do Real Madrid. Chiang Ming-Han, capitão da seleção, foi ainda mais longe e apontou o brasileiro Diego.

Confira abaixo a lista dos escolhidos de técnicos e capitães que vão à Copa, respectivamente:

África do Sul:
Parreira: Kaká, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo
Aaron Mokoena: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e John Terry

Alemanha:
Joachim Löw: Xavi, Lionel Messi e Kaká
Michael Ballack: Lionel Messi, Frank Lampard e Didier Drogba

Argélia:
Rabah Saadane: Lionel Messi, Didier Drogba e Andres Iniesta
Yazid Mansouri: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Andrés Iniesta

Argentina:
Maradona: Didier Drogba, Wayne Rooney e Zlatan Ibrahimovic
Javier Mascherano: Michael Essien, Steve Gerrard e Thierry Henry

Austrália:
Pim Verbeek: Lionel Messi, Didier Drogba e Michael Essien
Lucas Neill: Xavi, Lionel Messi e Fernando Torres

Brasil:
Dunga: Fernando Torres, Frank Lampard e Didier Drogba
Lúcio: Didier Drogba, Samuel Eto’o e Zlatan Ibrahimovic

Camarões:
Paul Le Guen: Cristiano Ronaldo, Andrés Iniesta e Lionel Messi
Samuel Eto’o: Lionel Messi, Andrés Iniesta e Xavi

Chile:
Claudio Bravo: Andrés Iniesta, Lionel Messi e Xavi
Ivo Basay*: Lionel Messi, Andrés Iniesta e Cristiano Ronaldo

Coreia do Norte:
-
-

Coreia do Sul:
Park Ji Sung: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Xavi
Huh Jung Moo: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Kaká  

Costa do Marfim:
Vahid Halihodzic: Lionel Messi, (voto inválido) e Samuel Eto’o
Didier Drogba: Samuel Eto’o, Lionel Messi e Fernando Torres


Dinamarca:

Morten Olsen: Lionel Messi, Xavi e Andres Iniesta
Jon Dahl Tomasson: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Fernando Torres

Eslováquia:
-
-

Eslovênia:
Matjaz Kek: Lionel Messi, Xavi e Andrés Iniesta
Robert Koren: Lionel Messi, Fernando Torres e Xavi


Espanha:
Vicente Del Bosque: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Didier Drogba
Iker Casillas: Cristiano Ronaldo, Kaká e Lionel Messi

EUA:
Bob Bradley: Lionel Messi, Xavi e Cristiano Ronaldo
Carlos Bocanegra: Lionel Messi, Xavi e Cristiano Ronaldo

França:
Raymond Domenech: Didier Drogba, Gianluigi Buffon e Wayne Rooney
Thierry Henry: Lionel Messi, Samuel Eto’o e Lionel Messi


Gana:

Milovan Rajevac: Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Didier Drogba
Stephan Appiah: Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Samuel Eto’o


Holanda:

Bert van Marwjik: Lionel Messi, Xavi e Steve Gerrard
Van Bronckhorst: Lionel Messi, Xavi e Andrés Iniesta

Honduras:
Amado Guevara: Lionel Messi, Steve Gerrard e Fernando Torres
Reinaldo Rivera: Lionel Messi, Xavi e Steve Gerrard

Itália:
Marcelo Lippi: Lionel Messi, Xavi e Andrés Iniesta
Fabio Cannavaro: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Andrés Iniesta


Inglaterra:

Fabio Capello: Lionel Messi, Fernando Torres e Gianluigi Buffon
John Terry: Didier Drogba, Michael Ballack e Andres Iniesta


Japão:

Takeshi Okada: Lionel Messi, Kaká e Fernando Torres
Yuji Nakazama: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Xavi


México:

Javier Aguirre: Fernando Torres, Xavi e Kaká
Gerardo Bonilla: Lionel Messi, Kaká e Xavi


Nova Zelândia:

Ricki Herbert: Cristiano Ronaldo, Kaká e Didier Drogba
Ryan Nelsen: Cristiano Ronaldo, Kaká e Didier Drogba


Nigéria:

-
-


Paraguai:

Gerard Martino: Lionel Messi, Andrés Iniesta e Xavi
-

Portugal:
Carlos Queiroz: Lionel Messi, Xavi e Samuel Eto’o
Simão Sabrosa: Lionel Messi, Kaká e Andrés Iniesta


Sérvia:

Radomir Antic: Lionel Messi, Xavi e Fernando Torres
Dejan Stankovic: Lionel Messi, Zlatan Ibrahimovic e Didier Drogba


Suíça:

Ottmar Hitzfield: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Xavi
Alexandre Frei: Xavi, Lionel Messi e Andrés Iniesta

Uruguai:

Oscar Tabarez: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Didier Drogba
Diego Lugano: Cristiano Ronaldo, Thierry Henry e Steve Gerrard

*Treinador da seleção sub-20 do Chile

Brasil terá Irlanda como adversária na preparação para Copa

21, dezembro, 2009 533 comentários
A Irlanda não conseguiu classificação à Copa do Mundo da África do Sul, mas vai “presentear” seus torcedores com um amistoso de luxo antes da competição. A federação de futebol local anunciou nesta segunda-feira um jogo contra o Brasil no próximo dia 3 de março.

Será um consolo para os irlandeses, que viram seu time ser eliminado de forma traumática na repescagem europeia após um gol irregular da França, marcado depois que Henry carregou a bola com a mão esquerda na prorrogação do jogo de Paris (1 a 1) – a primeira partida, em Dublin, terminou em 1 a 0 para os franceses.

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A Confederação Brasileira de Futebol ainda não confirmou oficialmente a partida, mas os irlandeses tratam o jogo como um “presente de Natal perfeito”. O garoto-propaganda do amistoso é nada menos que Pelé. O Rei do futebol apareceu em imagem com uma jaqueta da Irlanda, além de uma pedra com seu nome gravado, que deve ser colocada na calçada do Aviva Stadium, uma moderna arena para 50 mil espectadores que está sendo construída em Dublin e deve ficar pronta no próximo ano.

O amistoso, contudo, não vai marcar a inauguração do estádio, que está prevista para agosto, num jogo diante da Argentina. Na realidade, ainda não há um local escolhido. A tendência é de que ocorra no Croke Park, em Dublin, embora um torneio de rúgbi possa transferir a partida para o Emirates Stadium, em Londres, ou até para o Old Trafford, em Manchester. Glasgow, na Escócia, seria uma quarta opção.

Essa será a chance derradeira de os brasileiros mostrarem serviço para Dunga. A data é a última disponibilizada pela Fifa para amistosos internacionais antes da Copa da África. (Agência Estado)

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Zidane pede apoio de franceses a Raymond Domenech

14, dezembro, 2009 491 comentários

Foto: Getty Images

O criticado técnico Raymond Domenech ganhou um apoio importante para sua permanência à frente da seleção francesa. Nesta segunda-feira, Zinedine Zidane, maior astro da história recente do futebol no país, pediu que os franceses tenham mais paciência com o treinador.

“A equipe está classificada para a Copa. Por isso, não é hora de falar em demitir o treinador. Ele levou a equipe ao Mundial, e agora o que devemos fazer é apoiar o time e a comissão técnica”, disse Zidane, em entrevista ao diário esportivo L’Équipe.

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Zidane foi comandado por Domenech na Copa do Mundo de 2006, e apesar das divergências com jogadores e torcida, o treinador levou a equipe ao vice-campeonato. Para o craque, os franceses têm condições de alcançarem novamente uma boa campanha.

“Está seleção pode chegar muito longe. É uma boa equipe, com jogadores capazes de desequilibrar. Por enquanto todos estão criticando, mas se eles alcançarem um bom resultado na Copa, serão aplaudidos. Já conheço essa história”, afirmou o ídolo francês. (Agência Estado)

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Pepe machuca joelho e pode desfalcar Portugal na Copa

13, dezembro, 2009 2.440 comentários

O zagueiro Pepe, do Real Madrid, passará por uma cirurgia no joelho direito e poderá desfalcar a seleção de Portugal, uma das adversárias do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

O jogador passou por exames neste domingo e foi constatado o rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho direito. Por causa da lesão, ele precisará ser submetido a uma cirurgia, que o deixará longe dos gramados por seis meses, segundo informou o clube espanhol.

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Dessa forma, o português corre risco de não estar totalmente recuperado até o início do Mundial, no dia 11 de junho. O atleta foi titular de Portugal na Eurocopa de 2008 e era esperado na equipe do técnico Carlos Queiroz para o Mundial do ano que vem.

Pepe machucou o joelho neste sábado em uma disputa de bola com o atacante David Villa, durante a vitória do Real sobre o Valencia por 3 a 2, em rodada do Campeonato Espanhol. (Agência Estado)

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Foto: AP

Curiosidades da história das Copas do Mundo

10, dezembro, 2009 626 comentários

A Copa do Mundo é reconhecida como a maior competição de futebol do mundo porque é palco de grandes jogos e teste para os maiores craques. A mística do Mundial, porém, também é construída por curiosidades, pequenas histórias que dão mais graça ao evento.

Veja na lista abaixo alguns dos “causos” que marcaram o torneio:

1950 –
Touradas de Madri -
A maior decepção da história do futebol brasileiro teve sua história contada diversas vezes, mas há quem diga que ela só tomou essa proporção pela euforia criada no jogo anterior. No segundo jogo do quadrangular decisivo do Mundial, contra a Espanha, o Brasil de Zizinho, Ademir e Jair atropelou a Espanha diante de um Maracanã lotado.
 
A euforia pelo 6 a 1 era tanta que a torcida começou a entoar, de forma espontânea, a marchinha “Touradas de Madri” no estádio. A junção entre música e futebol comoveu os jornalistas presentes, que escreveram maravilhas sobre o futebol-arte praticado pelos brasileiros.

A história, a partir daí, é conhecida. O clima de “já ganhou” tomou conta da seleção, que acabou derrotada por 2 a 1, de virada, pelo Uruguai de Obdulio Varela e Ghiggia, autor do gol decisivo para o segundo título dos sul-americanos.

1954 -
Para despistar –
Com toda a base do Honved, o time militar que impressionou a Europa na época, a Hungria chegou ao Mundial como grande favorita. Logo na primeira fase, o time magiar cruzou com a Alemanha, que ainda não tinha quase nada da fama e da tradição que possui hoje.

O resultado foi um passeio da seleção do Leste Europeu, que alcançou um inapelável 8 a 3 e ratificou seu favoritismo na competição. No caminho para final, a Hungria não deu chance e nenhum de seus rivais, incluindo o Brasil.

Só que os germânicos usaram sua técnica apurada e o conhecimento dos adversários para virar o jogo. Em um jogo pragmático, venceram por 2 a 1 e consagraram a segunda zebra consecutiva em finais de Copa.

1958 -
Sem as estrelas e com o manto -
O Brasil de 1958, comandado por Vicente Feola, foi o time que conseguiu marcar o país como vencedor, além de talentoso, e muito por causa da jovem dupla Pelé e Garrincha. Os dois maiores nomes do futebol no país, no entanto, começaram no banco de reservas, por opção do comandante da seleção, em um tempo em que não havia substituição.

Somente após o segundo jogo, um burocrático empate por 0 a 0 com a seleção da Inglaterra, é que ambos foram escalados. E não porque Feola assim decidiu. Líderes do grupo como Didi, Nílton Santos e Zito se reuniram com Feola e pediram para que Pelé e Garrincha substituíssem Mazzolla e Joel, respectivamente, no que foram prontamente atendidos. Para esse jogo, Zito também ganhou a vaga que estava com Dino Sani no meio-campo.

Na estreia do trio, uma vitória por 2 a 0 sobre a União Soviética, e o resultado final também é amplamente conhecido. Com um futebol mais do que convincente, o Brasil foi campeão mundial pela primeira vez, mas não sem antes passar por uma provação. Na final contra a Suécia, o time teria de jogar de azul, já que os donos da casa vestiriam amarelo.

A notícia foi uma ducha de água fria nos supersticiosos, já que foi vestido assim que o Brasil havia perdido a final para o Uruguai oito anos antes. Paulo Machado de Carvalho, o “Marechal da Vitória”, conseguiu mudar o ponto de vista do elenco. Pouco antes da decisão, disse que o azul era, antes de tudo, a cor do manto de Nossa Senhora. A “notícia” animou o grupo, que ganhou por 5 a 2 na decisão e trouxe a primeira Copa para o Brasil.

1970 –
Guerra Fria -
No auge da ditadura militar, os militantes contrários ao regime viam o futebol como o ópio do povo. Cientes da utilização política que o esporte poderia ter, não foram raros os resistentes que declararam torcida para que o Brasil perdesse no Mundial do México.

Sendo assim, era fácil escolher por quem vibrar no primeiro jogo da seleção na Copa, já que a comunista Tchecoslováquia é que viria pela frente. O time do Leste Europeu saiu na frente, mas a comemoração do gol é que entrou para a história.

Contrariando todos os mitos forjados pelos capitalistas, que cansaram de espalhar a falta de religião dos correligionários dos comunistas, Petras fez o sinal da cruz. A história é bem contada no filme “O ano em que meus pais saíram de férias”, de Cao Hamburguer, que mostra a mudança de postura dos militantes quando o Brasil vira para 4 a 1.

1974 - 
Tudo de volta -
O Mundial da Alemanha marcou a primeira participação do Zaire na história das Copas. A atual República Democrática do Congo havia vencido a Copa Africana de Nações, que dava vaga automática para a competição. Animado com o feito, o autoritário e ditatorial governo local premiou cada atleta com uma casa e um automóvel.

Só que no Mundial as coisas mudaram. No grupo que tinha Iugoslávia, Brasil e Escócia, o Zaire ficou sem ponto algum, com três derrotas e 14 gols sofridos. O resultado não agradou o regime africano, que confiscou os prêmios dados para os atletas anteriormente.


1978 –
Apito final -
Logo no primeiro jogo do Brasil no Mundial, a seleção de Cláudio Coutinho empatava por 1 a 1 até o último minuto dos acréscimos. Depois de uma cobrança de escanteio, Zico subiu de cabeça e desempatou para a seleção verde-amarela.

O que seria uma vitória heroica se transformou, no entanto, em uma grande confusão. O juiz galês John Thomas decidiu apitar o fim do jogo enquanto a bola estava no ar, em uma das anulações de gol mais bizarras da história. O Brasil protestou e o apitador nunca mais apitaria em Copas do Mundo.

Camisa nova - França e Hungria fecharam a o grupo da morte da primeira fase, que ainda tinha Itália e Argentina. Já eliminadas, as duas seleções deram trabalho a árbitro Arnaldo Cézar Coelho,que apitava o confronto.
Insatisfeita com o árbitros do Mundial da Argentina, a França decidiu jogar de branco, mesma cor do uniforme húngaro. O impasse durou alguns minutos, e a queda-de-braço só foi vencida pelo juiz brasileiro quando os franceses aceitaram jogar com a camisa do Kimberley, um time amador de Mar Del Plata, onde aconteceu  o confronto.

1982 –
Dono da bola -
Treinada por Carlos Alberto Parreira, a seleção do Kuwait viu seu cartola pagando um mico no segundo jogo da equipe no Mundial. Depois de empatar na estreia contra a Tchecoslováquia, a equipe do Oriente Médio encarou a França ainda com chances de classificação.

O jogo já estava 3 a 1 para os europeus quando Giresse marcou um gol em completo impedimento. Os jogadores do Kuwait argumentaram que tinham ouvido um apito, que na verdade veio da torcida, e por isso pararam no lance.

Para avalizar a reclamação, o príncipe Fahad Al-Sabah entrou no gramado, cercado de policiais e pressionou um pouco mais o árbitro soviético Miroslav Stupar, que acabou anulando a marcação. No fim, a França ainda faria o quarto com Bossis, e fecharia o caixão do Kuwait.

1990 –
Sem passaporte -
A Inglaterra surpreendeu o mundo no Mundial da Itália com uma campanha firme e uma dupla de respeito. Lineker e Gascoigne faziam uma ótima Copa até a semifinal, contra a futura campeã Alemanha.

O jogo equilibrado foi até os pênaltis, depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, e acabou decidido pelos erros de Pearce e Waddle. A grande cena do confronto, no entanto, foi protagonizada pelo árbitro José Roberto Wright, que deu um amarelo para Gascoigne por uma falta dura no meio-campo.

Aquela era a segunda advertência do problemático atacante no Mundial, e ele estava automaticamente fora de uma possível final. A reação foi imediata, e Gascoigne chorou copiosamente no gramado do Delle Alpi, em Turim.


1994 -
Advertência -
Aquela que é, provavelmente, a história mais triste da história das Copas do Mundo, começa com a bem cotada Colômbia perdendo por 2 a 1 para os Estados Unidos. A derrota eliminou os sul-americanos precocemente da competição, e o gol decisivo foi marcado pelo zagueiro Escobar, contra.

Dias depois, já de volta ao seu país natal, Escobar foi morto com 19 tiros em um bar de Medellín. As testemunhas do incidente contam que o assassino, um apostador do cartel local, citou o gol contra antes de cometer o crime.

 
Fotos: AFP e Getty Images