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Osklen e Lenny: coleções remixadas – e lindas

9, novembro, 2008 250 comentários

Festão em Ipanema: Osklen e Lenny montaram uma grande cobertura em Ipanema para receber os seus convidados e apresentar o alto verão juntas. Muita, mas muita gente, e as pessoas felizes, sorridentes, com a sensação de “o evento vai acabar para cima”.

Com razão: Lenny e Osklen não decepcionaram – nem um pouco. Pelo contrário, foram aplaudidas de pé – coisa rara em desfile de moda. As duas mostraram coleções com informação e que agradaram. Lenny remixou a coleção retrasada (arquitetura e desconstrução) com a passada (elementos da natureza, nascimento a partir do elemento água): biquínis que tiveram sua lycra pintada para ficar com um efeito “casa caiada”, feito um reboco, e estampas de bambus, casco de tartaruga, cobra. Como sempre, modelagens impecáveis.

Osklen, por sua vez, pegou as listras do seu inverno 2008 e mexeu com uma parte das formas de seu verão 2009 e o resultado foi o melhor do Claro Rio Summer: uma coleção com graça, com roupa confortável como o vestido regata, os macacões de cós baixíssimo e o efeito amassado de alguns tecidos. O ápice foram duas peças, uma blusa e um vestido, com as mangas feitas de metades de chapéu de palha com aba – charmosérrimas.

No momento em que as grifes se propõem a mostrar uma coleção e dar a cara para bater, é necessário um cuidado em mostrar novidades empolgantes, Ambas as marcas tiveram êxito na empreitada – o resultado foram palmas e a sensação de “ufa, valeu”. Valeu mesmo!

*Fotos: AgNews

Febre disco com a Triya

8, novembro, 2008 50 comentários


Imagem do backstage da grife

Colorido, criativo, com peças diferentes, com um conceito arrematando tudo. A Triya, de Isabela B. Frugiuele, Bebel Fioravanti e Carla Franco do Amaral, não fez desfile de verão 2009 – é a estréia delas nas passarelas. Talvez por isso a sua coleção tenha tido mais peso e presença perto das outras – o trio teve tempo e fôlego de pensar além de dinheiro para investir.

Biquíni com alça grossa até o ombro, quase um top; maiô vazado dos lados com cordão para segurar e estampa à la Via Láctea; elásticos ou correntes fazendo as vezes das tiras nas costas. Muitos, muitíssimos detalhes, e muito fashion. As saídas de praia vieram, segundo o texto distribuído para a imprensa, em forma de casulo (redonda, balonê, aberta na frente) ou de asa (mini-quimono com a manga ampla). Ambas deixam as pernocas de fora: são usadas com o biquíni mesmo, sem parte de baixo. As estampas – que são o carro-chefe da Triya – são ora gráficas (a de quadradinhos coloridos à la escala pantone é o máximo) ora tropicais… e ora ambas as coisas.

Um ar de disco music e do fim da década de 70 ficou no ar. Nos vestidos longos, por exemplo, que não eram nada datados, bem pouco românticos, “bem muito” sensuais. Nos detalhes em metal glamurosos. No pink do maiô decotadérrimo.

Pode ser que exista gente que ache algumas peças pouco usáveis na praia em si. Mas o desfile teve mais a ver com imagem de marca, com o conceitual. É isso que a imprensa gosta de ver na passarela – afinal, a moda não foi feita para sonhar?

*Foto: AgNews