Já viu o peito da Renata Klein hoje?
Corre no blog Moda dos Famosos!
(A modelo cortou o cabelo curtérrimo, raspado atrás, está maravilhosa! Quero copiar já! hahaha)
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Calma, ele não quer dizer que tem uruca na visita do diretor do SPFW aqui no Claro Rio Summer. Perguntamos se ele continua insistindo em trazer Borges para a diretoria do evento e ele afirmou que sim. “Paulo Borges é o cara que mais entende de moda no Brasil. Estou tentando, tentando… Agora só falta fazer macumba!”. Pode escrever isso? “Pode escrever!”.
O próprio Paulo Borges não nega nem afirma. “Estamos conversando…”. Ele só chegou hoje para ver de perto o evento do talvez-quem-sabe futuro sócio. O que ele achou do Rio Summer até agora? “A gente que trabalha com produção sabe que é uma construção a longo prazo. O evento está muito bem focado e articulado. Quando a gente, no sentido de moda, ganha um parceiro com o empreendorismo do Nizan, precisamos nos sentir com mais aliados”.
Insisto: mas vai aceitar o convite ou não? “Mais importante que a sociedade é desenvolver a moda brasileira e conversar sobre quais são os objetivos a longo prazo. Sempre digo que a moda brasileira é um projeto de 30 anos”.
Guanaes também comenta sobre o evento como um todo: “Até agora estamos indo bem. Tudo nasce com defeitos e problemas que precisam ser solucionados, precisa aprimorar. Agora, se um desfile está bom ou não está em matéria de moda, isso é o trabalho de vocês, sou um empresário e não tenho autoridade para isso. Acho que teve coisas lindíssimas”.

Inspiradas no livro de Ruy Castro “Ela é Carioca” e pensando nas musas de Ipanema para ir além, a dupla Fernanda de Goeye e Paula Raia fez um dos desfiles menos literais e clichezentos do evento até agora. Elas também pensaram em Art Déco: camadas de tamanhos diferentes com a barra de bolinhas de metal formando desenhos, as já tradicionais fendas em locais estratégicos (os preferidos são costas e dos lados, logo abaixo da cintura, no “começo da curva” do quadril), volumes, cinturas megabaixas, cós megabaixos.
Elas se inspiraram em alguma musa de Ipanema específica? Não: “É uma mulher cosmopolita, uma mulher que tem Europa mas vive no Rio. Superglamurosa”, explica Fernanda no backstage.
Não entenda por glamurosa brilhos, onças, aquela sofisticação à la Milano. Raia de Goeye sempre usa tecido natural e dessa vez não foi diferente: algodão, seda, linho, tudo muito leve. Nos detalhes: juta, ponteiras de madeira. A cor cru aparece logo no começo; também surgem tons terrosos, tijolo… O Brasil não é só verde anil amarelo, o Brasil é muito mais do que um punhado de lugar comum, o Brasil pode ter vários “tipos de glamour”, o Brasil não precisa ser estampado.
Na trilha, playback com percussão ao vivo de um pai de santo percussionista, Zero. E a imagem que fica na cabeça é mais sofisticada, por ser menos fácil no sentido de “reflexão fashion”, e ao mesmo tempo relaxada (mesmo nos momentos mais “barrocos”, cheios de detalhezinhos).
Uma brasileira não vai se montar de brasileira porque ela não é turista levando souvenir, uma estrangeira não vai se montar de brasileira a menos que esteja passando férias aqui ou em uma festa a fantasia. Essa moda que a Raia mostrou é possível aqui e no exterior, sem ranço de “Fui ao Corcovado e lembrei de você” – mesmo porque, pra isso, basta apenas uma camiseta comprada na lojinha do Galeão.
*Fotos: AgNews
Primeira fila da Raia de Goeye: Paulo Borges. O diretor da Luminosidade e, conseqüentemente, do SPFW, é visto pelos corredores. Dizem que Nizan Guanaes, o “dono” do Claro Rio Summer, está louco para que Borges assuma seu lugar na próxima edição.

Gente! Quase que eu esqueço de avisar! Já fiz o álbum de fotos da Jo de Mer, confira!
*Fotos: AgNews
Rapidão antes do desfile começar: acabei de falar com Fernanda de Goeye e ela me garantiu que a grife só parou para reestruturação na temporada de verão mas, no próximo inverno, a grife volta para o line-up do SPFW!
Na coleção: muito tecido orgânico, como é de praxe na Raia de Goeye; detalhes em corda, espelhinhos… Bonito de ver, pelo menos na arara. Daqui a pouco eu volto!
Perguntei para o Hamish Bowles da Vogue América sobre Michelle Obama. Quer saber o que ele respondeu? Lê no Abril.com!

Imagem do backstage da grife
Colorido, criativo, com peças diferentes, com um conceito arrematando tudo. A Triya, de Isabela B. Frugiuele, Bebel Fioravanti e Carla Franco do Amaral, não fez desfile de verão 2009 – é a estréia delas nas passarelas. Talvez por isso a sua coleção tenha tido mais peso e presença perto das outras – o trio teve tempo e fôlego de pensar além de dinheiro para investir.
Biquíni com alça grossa até o ombro, quase um top; maiô vazado dos lados com cordão para segurar e estampa à la Via Láctea; elásticos ou correntes fazendo as vezes das tiras nas costas. Muitos, muitíssimos detalhes, e muito fashion. As saídas de praia vieram, segundo o texto distribuído para a imprensa, em forma de casulo (redonda, balonê, aberta na frente) ou de asa (mini-quimono com a manga ampla). Ambas deixam as pernocas de fora: são usadas com o biquíni mesmo, sem parte de baixo. As estampas – que são o carro-chefe da Triya – são ora gráficas (a de quadradinhos coloridos à la escala pantone é o máximo) ora tropicais… e ora ambas as coisas.
Um ar de disco music e do fim da década de 70 ficou no ar. Nos vestidos longos, por exemplo, que não eram nada datados, bem pouco românticos, “bem muito” sensuais. Nos detalhes em metal glamurosos. No pink do maiô decotadérrimo.
Pode ser que exista gente que ache algumas peças pouco usáveis na praia em si. Mas o desfile teve mais a ver com imagem de marca, com o conceitual. É isso que a imprensa gosta de ver na passarela – afinal, a moda não foi feita para sonhar?
*Foto: AgNews

Hamish Bowles, da “Vogue”
Na van ouço as frases, por alto: “Muita festa, pouca roupa”. “Sites internacionais só falam de caipirinha. Nada de roupa”. Isso veio de gente que entende do assunto – e eu, que não estava entrevistando-as (são duas mulheres), não posso citar nomes, né? Adivinha aí.
Nesse mote, vamos lá: perguntamos ao jornalistas internacionais nesse último dia de Claro Rio Summer se eles estão gostando do evento. Afinal, eles são um dos dois focos do Claro Rio Summer - o outro são os compradores internacionais.
Jason Campbell, do “JC Report”, já veio para outros eventos nacionais. “É uma boa fatia da moda brasileira, muito específica. Eu sei que não é a representação de toda a moda brasileira” e mais alguns elogios. Somos conhecidos de vários eventos, inclusive Brasília (Capital Fashion Week). Ele pergunta minha opinião e eu digo. Ele responde: “Vou levar sua opinião em consideração, é uma opinião de um nativo (risos). Mas o que eu esperava ver era mesmo hot boys and girls em roupa de banho”.
Akiko Ichikawa, que faz matérias para várias revistas japonesas (inclusive “Vogue”): “Já vim para o SPFW e Fashion Rio. O evento mostra elementos muito bacanas da cultura brasileira, não somente a moda. Niemeyer, Caetano, samba…”. Mas e a roupa? “Já conhecia alguns estilistas. Essa é uma ótima seleção de estilistas brasileiros”.
Deeny Godfrey, do WWD: “Pessoas se esquecem do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) em matéria de moda, e esse grupo é o futuro da moda. Comparando com os outros países do BRIC, aliás, o Brasil é mais elegante e fashion”. Mas e as roupas? “A estação foi bem apresentada, mas… confesso que não estou tão impressionado quanto eu esperava”. Marcas que ele gostou: Blue Man e Rosa Chá.
Hamish Bowles, da “Vogue”: “Acho que é um ótimo jeito de ver as roupas, especialmente em algumas coleções. como Cris Barros com um vídeo de imagens antigas do Rio ao fundo, e Carlos Miele com aquela vista… Algumas foram mais bem sucedidas, outras não”. E as roupas? Pensou, pensou: “Isabela Capeto foi uma coleção forte. Cris Barros eu achei charmoso”.
O que dá para captar depois de todas as respostas: o lifestyle está sendo vendido, muito bem, obrigado. A moda… Samba sem teleco-teco não é samba, evento de moda sem moda… não é evento de moda.
Falei com todos eles nessa manhã, antes do desfile da Jo de Mer na Casa das Canoas. A casa é linda. E – para variar um pouco – caipirinha (com vodca Belvedere) estava sendo servida. Como disse a Gabi Pacheco, do blog Fervo da Moda: “Não vou tomar caipirinha antes do meio-dia, só gringo pode”. No meu lifestyle, realmente, caipirinha ao meio-dia não existe. E não é porque sou paulista – no da minha irmã, que mora no Rio, também não.
*Foto: Getty Images