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Arquivo de novembro, 2008

Momento Piu-Piu: acho que vi um Paulinho…

8, novembro, 2008 113 comentários

Primeira fila da Raia de Goeye: Paulo Borges. O diretor da Luminosidade e, conseqüentemente, do SPFW, é visto pelos corredores. Dizem que Nizan Guanaes, o “dono” do Claro Rio Summer, está louco para que Borges assuma seu lugar na próxima edição.

Fotos da Triya publicadas!

8, novembro, 2008 Sem comentários

Vai lá ver! O desfile foi mesmo bem bonito. Está tudo no álbum de fotos.

*Fotos: AgNews

Fotos da Jo de Mer no ar!

8, novembro, 2008 Sem comentários

Gente! Quase que eu esqueço de avisar! Já fiz o álbum de fotos da Jo de Mer, confira!

*Fotos: AgNews

Raia de Goeye continua no SPFW

8, novembro, 2008 1 comentário

Rapidão antes do desfile começar: acabei de falar com Fernanda de Goeye e ela me garantiu que a grife só parou para reestruturação na temporada de verão mas, no próximo inverno, a grife volta para o line-up do SPFW!

Na coleção: muito tecido orgânico, como é de praxe na Raia de Goeye; detalhes em corda, espelhinhos… Bonito de ver, pelo menos na arara. Daqui a pouco eu volto!

E o que ele acha da Michelle O?

8, novembro, 2008 Sem comentários

Perguntei para o Hamish Bowles da Vogue América sobre Michelle Obama. Quer saber o que ele respondeu? Lê no Abril.com!

Febre disco com a Triya

8, novembro, 2008 38 comentários


Imagem do backstage da grife

Colorido, criativo, com peças diferentes, com um conceito arrematando tudo. A Triya, de Isabela B. Frugiuele, Bebel Fioravanti e Carla Franco do Amaral, não fez desfile de verão 2009 – é a estréia delas nas passarelas. Talvez por isso a sua coleção tenha tido mais peso e presença perto das outras – o trio teve tempo e fôlego de pensar além de dinheiro para investir.

Biquíni com alça grossa até o ombro, quase um top; maiô vazado dos lados com cordão para segurar e estampa à la Via Láctea; elásticos ou correntes fazendo as vezes das tiras nas costas. Muitos, muitíssimos detalhes, e muito fashion. As saídas de praia vieram, segundo o texto distribuído para a imprensa, em forma de casulo (redonda, balonê, aberta na frente) ou de asa (mini-quimono com a manga ampla). Ambas deixam as pernocas de fora: são usadas com o biquíni mesmo, sem parte de baixo. As estampas – que são o carro-chefe da Triya – são ora gráficas (a de quadradinhos coloridos à la escala pantone é o máximo) ora tropicais… e ora ambas as coisas.

Um ar de disco music e do fim da década de 70 ficou no ar. Nos vestidos longos, por exemplo, que não eram nada datados, bem pouco românticos, “bem muito” sensuais. Nos detalhes em metal glamurosos. No pink do maiô decotadérrimo.

Pode ser que exista gente que ache algumas peças pouco usáveis na praia em si. Mas o desfile teve mais a ver com imagem de marca, com o conceitual. É isso que a imprensa gosta de ver na passarela – afinal, a moda não foi feita para sonhar?

*Foto: AgNews

Samba sem teleco-teco não é samba

8, novembro, 2008 Sem comentários


Hamish Bowles, da “Vogue”

Na van ouço as frases, por alto: “Muita festa, pouca roupa”. “Sites internacionais só falam de caipirinha. Nada de roupa”. Isso veio de gente que entende do assunto – e eu, que não estava entrevistando-as (são duas mulheres), não posso citar nomes, né? Adivinha aí.

Nesse mote, vamos lá: perguntamos ao jornalistas internacionais nesse último dia de Claro Rio Summer se eles estão gostando do evento. Afinal, eles são um dos dois focos do Claro Rio Summer - o outro são os compradores internacionais.

Jason Campbell, do “JC Report”, já veio para outros eventos nacionais. “É uma boa fatia da moda brasileira, muito específica. Eu sei que não é a representação de toda a moda brasileira” e mais alguns elogios. Somos conhecidos de vários eventos, inclusive Brasília (Capital Fashion Week). Ele pergunta minha opinião e eu digo. Ele responde: “Vou levar sua opinião em consideração, é uma opinião de um nativo (risos). Mas o que eu esperava ver era mesmo hot boys and girls em roupa de banho”.

Akiko Ichikawa, que faz matérias para várias revistas japonesas (inclusive “Vogue”): “Já vim para o SPFW e Fashion Rio. O evento mostra elementos muito bacanas da cultura brasileira, não somente a moda. Niemeyer, Caetano, samba…”. Mas e a roupa? “Já conhecia alguns estilistas. Essa é uma ótima seleção de estilistas brasileiros”.

Deeny Godfrey, do WWD: “Pessoas se esquecem do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) em matéria de moda, e esse grupo é o futuro da moda. Comparando com os outros países do BRIC, aliás, o Brasil é mais elegante e fashion”. Mas e as roupas? “A estação foi bem apresentada, mas… confesso que não estou tão impressionado quanto eu esperava”. Marcas que ele gostou: Blue Man e Rosa Chá.

Hamish Bowles, da “Vogue”: “Acho que é um ótimo jeito de ver as roupas, especialmente em algumas coleções. como Cris Barros com um vídeo de imagens antigas do Rio ao fundo, e Carlos Miele com aquela vista… Algumas foram mais bem sucedidas, outras não”. E as roupas? Pensou, pensou: “Isabela Capeto foi uma coleção forte. Cris Barros eu achei charmoso”.

O que dá para captar depois de todas as respostas: o lifestyle está sendo vendido, muito bem, obrigado. A moda… Samba sem teleco-teco não é samba, evento de moda sem moda… não é evento de moda.

Falei com todos eles nessa manhã, antes do desfile da Jo de Mer na Casa das Canoas. A casa é linda. E – para variar um pouco – caipirinha (com vodca Belvedere) estava sendo servida. Como disse a Gabi Pacheco, do blog Fervo da Moda: “Não vou tomar caipirinha antes do meio-dia, só gringo pode”. No meu lifestyle, realmente, caipirinha ao meio-dia não existe. E não é porque sou paulista – no da minha irmã, que mora no Rio, também não.

*Foto: Getty Images

Da passarela para as araras, sem escala

8, novembro, 2008 Sem comentários

Sem saída de praia esvoaçante, sem chapéu, sem disfarces. O desfile da Jo de Mer foi assim, as peças puras e simples, com um par de sandálias bege. Elas pintaram de salmão, areia, dourado, verde bandeira, onça; com detalhes em dourado (como um maiô de bolinha dourada de metal aplicada em fundo laranja); com correntes.

Sobraram babados, muitos: um maiô com cascata de babados, outro que trazia um babadão em diagonal (e lembrou Luiza Bonadiman no último Fashion Rio), ou no colo do engana-mamãe tomara-que-caia. No mais, a maior novidade foi o maiô bicolor com um dourado no meio à la cinto: parece duas peças, um charme diretamente da década de 70.

Aos olhos ávidos de fashionista faminto pelo surpreendente, não arrematou. Mas agrada, muito, muitíssimo, quem pensa em peça diferente e usável para a praia. Não é peruaça, não é de uma ostentação kitsch, mas é de rica. Fora que a paisagem da Casa das Canoas, ex-lar de Oscar Niemeyer, é de cair o queixo – isso ajuda, né?

*Fotos: AgNews

A teoria da fila A afundou

8, novembro, 2008 Sem comentários

E agora? Tem jornalista de veículo especializado escrevendo seus textos tranquilamente da fila B. As salas aqui do Claro Rio Summer tem arquibancada de seis degraus: isso quer dizer que sim, dá para ver tudo da fila B, inclusive o sapato, e escrever sobre o desfile numa boa.

Concordo que dá fila D já não dá para ver a estampa direito – ainda mais para os míopes como eu. Mas isso prova que a fila A nunca foi tão questão de status quanto agora -  e nunca foi tão pouco questão de “vou escrever sobre o desfile e não consigo enxergar, não estão deixando eu fazer meu trabalho direito”.

Mas e no SPFW e no Fashion Rio? Tudo continua a mesma coisa? Algumas assessoras brincaram comigo: “Ah, agora que tô sabendo que você não liga, é fila F para cima!”.

Para quem não está acostumado com o mundinho: acreditem, isso é uma das questões polêmicas das salas de desfile. Pois é…

O samba mexicano na praia de Isabela Capeto

8, novembro, 2008 1 comentário

Isabela Capeto montou uma instalação em sua loja na Dias Ferreira, no Leblon. Na porta, uma muvuca: tinha roda de samba, cerveja, cachorro-quente, pipoca: virou uma festa de rua bem brasileira.

Lá dentro, plantas por todos os lados e pelo chão com alguns looks nas araras e em manequins… e em Fernanda Tavares, linda e simpática. Fernanda sorria, dava entrevistas para os jornalistas que entravam (poucos por vez) e posava para alguns fotógrafos. “Malho três vezes por semana”, dizia para um repórter.

Das roupas em si, Isabela partiu do México do seu verão 2009 em preto, branco e amarelo com alguns flashes de cor e se jogou em um arco-íris completo. Tinha look verde e vermelho, outro roxo e amarelo, mais um verde e roxo… Praticamente tudo em tule, bem levinho, e com efeitos de degradê, como se a praia tivesse manchado a roupa.

Bolinhas douradas, fitas para amarrar e enfeitar, crochê: tem quem diga que o trabalho de Isabela é bonito mas pouco usável. Tem alguns looks que realmente são difíceis de visualizar numa mulher passeando em Ipanema – mas é inegável que o trabalho é lindo.

Gostei do resultado final enquanto imagem. Se alguém vai vestir… vamos esperar, né? Quem sabe Roberta Sá? A cantora é fã da estilista.

*Fotos: AgNews