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Imprensa estrangeira destaca atuação de Robinho na vitória sobre a Irlanda

3, março, 2010 3 comentários


(Foto: Reprodução)

A atuação do atacante brasileiro, que marcou um golaço na vitória da seleção brasileira contra a Irlanda em Londres, ganhou destaque nos principais jornais da Europa. O italiano “La Gazzetta dello Sport” foi o que melhor resumiu a atuação do atacante do Santos. “Robinho faz tudo. Brasil 2 x 0 Trap”. Trap é o apelido do técnico da Irlanda, o italiano Giovanni Trapatoni.

Para o jornal, a seleção brasileira venceu o amistoso com a Irlanda, graças ao talento de Robinho. Para o “As”, “Robinho foi o protagonista que, ironicamente, jogou o seu melhor jogo na Inglaterra.”

O jornal espanhol “Marca” também ressaltou que o brasileiro retornou bem ao time. O diário argentino “Olé” definiu muito bem o segundo gol brasileiro diante da Irlanda, marcado por Robinho. “Uma jogada fantástica para o Brasil e fez o 2-0 contra a Irlanda, em Londres”.

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O jornal inglês “Daily Mail” não elogiou apenas Robinho, mas o trio ofensivo brasileiro. “Kaká, Robinho e Adriano demonstraram o toque de genialidade e habilidade que, sem dúvida, pode acender a África do Sul em junho”. Para o “Olé”, “Kaká, Robinho e Adriano foram encarregados de criar perigo e eles fizeram. Cuidado para este trio, que pode adicionar Luis Fabiano”.

O técnico da seleção brasileira atribuiu a felicidade de Robinho ao bom momento. “Robinho é muito mais feliz agora que ele deixou o Manchester City e voltou para o Brasil e para o Santos”, disse. “Você pode ver que ele está feliz de novo”, acrescentou o treinador.

O diário “La Gazzetta dello Sport” ainda destacou a presença dos jogadores que atuam no país, Julio Cesar, Lúcio, Maicon, Felipe Melo, e de Kaká, que já defendeu o Milan. A ausência de Ronaldinho Gaúcho também foi comentada pelo jornal, assim como pelo “Daily Mail” e o “Guardian”.

Porém, não houve só elogios pela vitória do Brasil. A fraca atuação da equipe brasileira no primeiro tempo foi ressaltada pela imprensa europeia. “Com pouca inspiração no meio, o Brasil teve dificuldade em impor o seu jogo”, afirmou o “Marca”. “Após o intervalo, a Irlanda abriu espaços importantes no campo, e o talento brasileiro, onde se destacou Robinho foi imposta a festa tomou forma quase como uma formação de ataque defesa” , acrescentou o jorna espanhol.

Assim como o “Marca”, o também espanhol “As” criticou o primeiro tempo da seleção brasileira. “A melhor conclusão que poderia tirar Dunga do amistoso contra a Irlanda é que o Brasil ainda tem a sorte dos campeões. O Brasil fez um péssimo primeiro tempo, quando esteve exposto aos ataques de Robbie Keane e Doyle, e não incomodou o goleiro adversário.” O jornal francês “L’Equipe” concordou que a atuação brasileira não foi boa. “Sem brilho, sem ser convincente, o Brasil ganhou pela terceira vez consecutiva, depois das vitórias contra a Inglaterra (1-0) e Omã (2-0).”

Já para o diário inglês “Guardian”, a vitória do Brasil deixa o time confiante para o início da Copa do Mundo. Após a boa atuação do atacante brasileiro, o “Daily Mail” acredita que os adversários correm risco na Copa do Mundo.

O “Marca” acredita que o Brasil encontrará dificuldades no Mundial. “Apesar do resultado, ficou claro que uma marcação forte e uma defesa bem posicionada vão criar dificuldades para o Brasil. Embora ainda existam três meses para a Copa do Mundo, isso serve como um aviso aos rivais.”

Veja também fotos da vitória brasileira em Londres

Confira as notas dos jogadores brasileiros no amistoso

Brasil tem que aprender a jogar com favoritismo, diz Kaká


(Kaká foi bem marcado pelo meio-de-campo irlandês – foto: Reuters)

Bem marcado pelos truculentos irlandeses no amistoso desta terça-feira, em Londres, Kaká não foi o jogador brilhante de outros tempos, mas não chegou a decepcionar. Ofuscado pelo atacante Robinho, destaque da vitória por 2 a 0, o craque do Real Madrid deixou o Emirates Stadium satisfeito com o futebol da seleção e otimista em fazer um bom papel na Copa do Mundo.

“Agora acabou (a fase de testes). Faltam dois meses para a convocação final e precisamos acertar alguns detalhes, mas acho que a seleção está no caminho certo”, sintetizou o craque, sem medo de assumir a condição de favorito na briga com potências como Espanha, Argentina, Inglaterra e Itália.

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“O Brasil tem que aprender a jogar com o favoritismo. Em toda competição em que entra, nosso time é favorito. Então, a seleção brasileira tem que aprender a jogar dessa forma”, alertou o camisa 10.

Michel Bastos, testado pela última vez por Dunga na lateral esquerda, espera ter carimbado seu passaporte e convencido o treinador a acabar com sua única dúvida para elaborara lista final. “Esse foi meu terceiro jogo e ainda tinha muito a mostrar, mas espero ter feito um bom trabalho”, concluiu. (Fonte: Gazeta Press)

Brasil brilha no segundo tempo e vence amistoso contra Irlanda
Confira a avaliação do desempenho dos jogadores em Londres
Veja as imagens da vitória do Brasil diante da Irlanda por 2 a 0

Robinho celebra “boa impressão” em amistoso decisivo


(Robinho comemora o segundo gol contra a Irlanda – foto: AP)

Se o jargão popular diz que ‘a primeira impressão é a que fica’, para o atacante Robinho, a verdade é diferente. Na visão do camisa 11 da seleção brasileira, autor dos dois gols da vitória desta terça-feira sobre a Irlanda, em Londres – contando com a colaboração do zagueiro no primeiro -, a última impressão é que importa.

“Foi o último jogo antes da Copa do Mundo e é sempre bom causar uma boa impressão. Fizemos um bom trabalho e agora é cada um se preparar em seus clubes e, se convocado, representar da melhor maneira a seleção brasileira”, discursou o jogador, considerado pelos organizadores do Emirates Stadium como o melhor em campo.

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O atacante santista mostrou alegria excessiva ao comentar o segundo gol do jogo, anotado após linda tabela com Kaká e Grafite, que o serviu de calcanhar para acertar um lindo chute, no ângulo do ex-companheiro de City, Shay Given. “Foi uma jogada rápida, uma jogada linda, típica do futebol brasileiro, com toque de bola rápido, ligeiro. Foi um belo gol”, reforçou o artilheiro da tarde.

Robinho também festejou o fato de ser o mais novo ‘carrasco’ do time irlandês, já que também foi dele o tento da vitória no último encontro entre as seleções, em 2008. “Tive a felicidade de fazer um gol na última partida e hoje (terça), mais uma vez o sentimento foi de alegria. Fiz gol e o time todo foi bem”, concluiu. (Fonte: Gazeta Press)>

Brasil brilha no segundo tempo e vence amistoso contra Irlanda
Confira a avaliação do desempenho dos jogadores em Londres
Veja as imagens da vitória do Brasil diante da Irlanda por 2 a 0

Brasil brilha no 2º tempo e vence Irlanda em amistoso pré-Copa


(Robinho comemora o primeiro gol do Brasil – foto: Reuters)

Um primeiro tempo desastroso e um segundo tempo irretocável. Foi assim o resumo do último amistoso da seleção brasileira antes da convocação final para a Copa do Mundo de 2010. Graças à atuação na segunda metade da partida, o time de Dunga derrotou a Irlanda por 2 a 0, nesta terça-feira, no Emirates Stadium, em Londres (Inglaterra).

Foi no segundo tempo que o Brasil conseguiu encaixar seu estilo de jogo. Não foi verdadeiramente um show de habilidade, mas sim de eficiência naquilo que se propõe a fazer, usando forte marcação no meio-de-campo e saida rápida para o ataque. E ainda teve um toque especial. A pressão na defesa irlandesa resultou na criação de algumas chances de gol desperdiçadas. Dessa forma, a defesa verde-amarela apenas assistiu à partida nos 45 minutos finais tamanho o domínio.

Robinho, que procurou jogo o tempo todo, participou das melhores chances e marcou o segundo gol, foi o destaque ofensivo, enquanto a defesa, mais uma vez, foi segura. Adriano, que ocupou a vaga de Luís Fabiano, e Ramires, que entrou no lugar de Elano, estiveram entre as decepções, enquanto Kaká se movimentou bem e participou do lance dos dois gols, mas esbarrou na forte marcação irlandesa.

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Confira a avaliação do desempenho dos jogadores em Londres
Veja as imagens da vitória do Brasil diante da Irlanda por 2 a 0

A partida teve estudo até os 10min, e a Irlanda contou com maior posse de bola. E o Brasil em seu estilo, com a maior parte dos jogadores atrás da linha da bola, tentando roubá-la para partir com rapidez no contra-ataque. Com isso, a primeira chance de gol do Brasil saiu só aos 12min em chute de Kaká de fora da área por cima do gol.

Aos 16min, saiu a primeira chance clara de gol. E foi da Irlanda. Após cruzamento de Duff pela direita, Doyle cabeceou no canto esquerdo, e Júlio César, meio desajeitado, espalmou. No rebote, a Irlanda não aproveitou. O Brasil, então, quase marcou em uma jogada isolada. Aos 20min, Robinho arrancou pelo meio e lançou Adriano, que foi travado na hora do chute. No rebote, Robinho tentou, e a zaga irlandesa novamente bloqueou.

Aos poucos, o estilo de Dunga começou a predominar, com aumento no número de roubos de bola pelo meio-de-campo. Em uma delas, Kaká faz o pivô e sofreu falta em tabela com Robinho. Na cobrança, aos 27min, Adriano chutou, e Given espalmou para escanteio.

Mas o sono foi o que predominou nOs últimos 15 minutos deram sono, marcados por jogadas ríspidas. Kaká e Ramires sofreram com a truculência irlandesa, mas Lúcio e Felipe Melo trataram de dar o troco. Enquanto a Irlanda assustou apenas em bolas paradas, o Brasil, que atacou a maior parte do tempo pela direita, armou uma boa jogada. Em troca de passes na intermediária, a bola chegou até Maicon, que cruzou, mas McShane salvou, antes da chegada de Adriano.

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E para chegar ao intervalo com vantagem, o Brasil contou com a sorte. Robinho é lançado pela direita, em impedimento, e, ao cruzar para o meio da área, a bola desvia em Andrews e engana o goleiro Given, abrindo o placar para o time de Dunga.

O segundo tempo começou morno e sem chances de perigo para os goleiros. Com a forte marcação irlandesa, o Brasil não teve espaços para evoluir no ataque, o que seguiu comprometendo a atuação de Adriano.

Robinho e Kaká foram os que mais se mexeram, mas ainda assim sem eficiência nenhuma. E atuando de maneira mais fixa pelo lado esquerdo, o santista se começou a se destacar. Em uma das chances criadas, aos 13min, ele pedalou e rolou para Michel Bastos chutar por cima.

Aos 17min, Dunga fez as primeiras alterações. Daniel Alves entrou no lugar de Ramires, e Grafite substituiu Adriano. E no primeiro lance, o lateral do Barcelona, que atuou no meio, mostrou que pode, sim, ser titular no setor. Na saída de bola irlandesa, ele roubou a bola de St Ledger, driblou Given, mas, desequilibrado, chutou para fora.

Marcar pressão no ataque foi, então, o segredo do Brasil, que, assim, criou mais duas grandes oportunidades. Na primeira, aos 23min, Maicon tirou de McShane e, ao tentar invadir a área, foi atrapalhado por Robinho, que fez o gol, mas que estava em impedimento. Três minutos mais tarde, foi a vez de Kaká roubar a bola na direita e deixar Robinho na cara do gol. O atacante, então, chutou por cima do gol.

Mas Aos 31min, Robinho se redimiu em uma triangulação. Kaká tocou para Grafite na meia-lua. O ex-são-paulino tocou de calcanhar para Robinho, que, de primeira, chutou no canto esquerdo de Given, sacramentando o triunfo brasileiro.

FICHA TÉCNICA
IRLANDA 0 X 2  BRASIL

Local: Emirates Stadium, em Londres (Inglaterra)
Data: 2 de março de 2010, terça-feira
Horário: 17h05 (de Brasília)
Árbitro: Mike Dean (Inglaterra)
Gols:
Brasil: Andrews (contra) aos 44min do 1º tempo, e Robinho, aos 31min do 2º tempo

IRLANDA
Given; Kelly, McShane, St Ledger e Kilbane; Lawrence (McCarthy), Whelan (Gibson), Andrews e Duff (McGeady); Doyle (Best) e Robbie Keane
Técnico: Giovanni Trapattoni

BRASIL
Júlio César; Maicon, Lúcio (Luisão), Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires (Daniel Alves) e Kaká; Adriano (Grafite) e Robinho (Nilmar)
Técnico: Dunga

Confira a nota dos jogadores brasileiros no amistoso ante Irlanda

2, março, 2010 2 comentários
O jogo entre Brasil e Irlanda na Inglaterra foi correspondente ao clima. Frio e sem graça. Especialmente no 1º tempo, quando Robinho tirou o zero do placar após contar com o toque contra do zagueiro e com a ajuda do bandeirinha, que não o viu impedido. Michel Bastos não tocou na bola e Júlio César evitou, no mínimo, um gol da Irlanda.

No 2º tempo, o panorama melhorou. Adriano, que estava esforçado no 1º tempo, não apareceu muito e acabou dando lugar para Grafite. Ramires, que também pouco fez, deu lugar para Daniel Alves. O jogador entrou e deu velocidade ao lado direito e, logo no 1º minuto em campo, quase marcou um gol, que sairia mais tarde dos pés de Robinho após uma triangulação perfeita que contou com o santista e com Kaká e Grafite.

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Kaká, aliás, foi o ponto alto ou o menos baixo da partida. Com muita vontade, conseguiu criar algumas jogadas, soube usar seu arranque em três ocasiões e participou dos dois gols.

Não foi um jogo de empolgar, mas típico da “Era Dunga”. O importante no futebol é conquistar os três pontos. Confira as notas de cada um dos jogadores e do técnico:

Júlio César – 8,5 - Foi exigido no 1º tempo em algumas oportunidades e, como sempre, correspondeu à altura. Aos 16 minutos, corrigiu falha de Felipe Melo e Lúcio, que deixaram o irlandês subir sozinho na área, defendendo uma cabeçada à queima roupa. 

Maicon – 7,5 - Apareceu algumas vezes, usou o chuveirinho, e tentou o gol. Ninguém pode reclamar de vontade e virilidade do lateral da Internazionale de Milão, mas não apareceu tão bem no jogo desta terça-feira como já aconteceu em outros jogos da seleção brasileira. 

Lúcio – 7,5 - Assim que exigido, correspondeu. Às vezes, com não tanta segurança como a que exibiu na última partida entre Inter e Chelsea pela Liga dos Campeões. Fez uma falta boba e teve a pele salva por Júlio César em uma ocasião.

Juan – 6,5 – Fez uma jogada que poderia ser considerada como pênalti aos 10 minutos do 1º tempo e teve a sorte de não ter sido flagrado pelo juiz. Depois, falhou aos 38 minutos e também criou outra chance de gol. Falta segurança e ritmo de jogo para ele.

Michel Bastos – 6,5 - Não soube usar a grande dúvida de Dunga. Na verdade, deve ter deixado o treinador com mais um ponto de interrogação na cabeça. Chutou duas vezes. As duas para fora. Não é tão eficiente na marcação. Talvez esteja sentindo falta do ritmo daquela posição que ele já não exerce há um tempo no futebol francês.

Felipe Melo – 7,5 - Como cabeça de área, não foi tão mal. Falha nos passes e deixou um atacante subir sozinho na área no 1º tempo. Mas é homem de confiança de Dunga e passa certa seriedade na hora em que não pensa duas vezes antes de bicar a bola para o mato.

Gilberto Silva – 7 - Quase não foi exigido. Errou alguns passes, mas isso já não deve mais incomodar Dunga. A fraca criação por parte da Irlanda acabou não pedindo a participação do volante.

Ramires – 7 - Foi aparecer pela primeira vez no jogo aos 30 minutos sofrendo uma falta. Foi prejudicado pelo congestionamento do meio-campo, mas não tentava sair da marcação. Ainda cometeu falta infantil no fim do 1º tempo. Foi substituído por Daniel Alves.

Daniel Alves – 7,5 - Jogou cerca de 25 minutos e já mostrou que deve ter uma vaga de titular nessa seleção. Ao lado de Maicon, deu velocidade ao lado direito da seleção, quase fez gol logo no 1º minuto que entrou. Até na lateral-esquerda ele cairia bem.

Kaká – 8,5 - Foi o ponto alto da partida. Criou, mostrou vontade, e participou dos dois lances de gol. No primeiro, iniciou a arrancada que terminou nos pés de Robinho. No segundo, iniciou a triangulação que também acabou nos pés do santista. Até na marcação o jogador do Real Madrid foi bem. 

Adriano – 7,5 - Foi muito esforçado. E só. Tentava aparecer para todas as jogadas, fazia o papel bem de pivô e incomodava os zagueiros adversários por causa do tamanho e do nome. Bateu até falta, mas não foi eficiente como tem sido na hora de defender o Flamengo. Deu lugar a Grafite. 

Robinho – 9 – Não teve uma participação brilhante como já mostrou em outras oportunidades com a camisa do Brasil. Mas fez os dois gols. Na verdade, deu o chute que originou o primeiro, e finalizou com calma no segundo. Ensaiou umas pedaladas e alguns chutes de longa distância sem grande sucesso. Mostrou, no entanto, que pode ser um homem bom na armação de contra-ataques.

Grafite – 8 – Participou bem dos 25 minutos que teve a chance. Deu a assistência de calcanhar para Robinho, brigou pela bola a todo o momento e finalizou uma vez com certo perigo após uma bela jogada pela direita. Dificilmente, no entanto, terá chance com, Dunga, afinal, só teve a chance pois Luis Fabiano foi cortado.

Dunga – 7,5 - Não se incomodou com a pouca criação da seleção no 1º tempo e não mudou nada na volta do 2º tempo. Depois, deu chance a Grafite que entrou muito bom e voltou a usar Daniel Alves no meio-campo, o que deu certa velocidade para o time brasileiro.

Carlos Eduardo, Luisão e Nilmar pouco jogaram e não puderam ser avaliados.

Você concorda? Dê as suas notas e o seus pitacos no time de Dunga. Afinal, todo mundo sabe ser técnico de futebol no Brasil!

Fotos: Reuters

Brasil brilha no segundo tempo e vence amistoso contra Irlanda
Confira a avaliação do desempenho dos jogadores em Londres
Veja as imagens da vitória do Brasil diante da Irlanda por 2 a 0

Carlos Eduardo diz à Fifa que pode jogar Copa do Mundo

2, março, 2010 1 comentário


(Foto: Getty Images)

O meia Carlos Eduardo, convocado de última hora pelo técnico Dunga para o amistoso desta terça-feira, contra a Irlanda, em Londres, afirmou que tem chances de disputar a Copa do Mundo de 2010, embora seja uma surpresa em meio aos jogadores da seleção brasileira que figuram entre os favoritos para disputar a competição.

“Todos os jogadores sonham em disputar um grande torneio. A verdade é que é muito difícil que te convoquem para jogar pela seleção brasileira, mas ao menos isso eu já consegui. Não sei se estarei na lista definitiva (de convocados) para a Copa do Mundo. Claro que tenho chances, mas tudo depende de manter a regularidade tanto na Bundesliga (Campeonato Alemão) como nos últimos amistosos do Brasil antes do Mundial”, afirmou Carlos Eduardo, do Hoffenheim, da Alemanha, em entrevista ao site oficial da Fifa.

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Na conversa com a entidade que controla o futebol mundial, Carlos Eduardo admitiu surpresa por ter sido chamado por Dunga para o amistoso contra a Irlanda. “Mentiria se disse que não me surpreendeu (a convocação). Fiquei muito feliz e em seguida contei a magnífica notícia aos meus pais e amigos”, ressaltou o ex-jogador do Grêmio.

Com apenas 22 anos de idade, Carlos Eduardo ainda destacou que jogar o Mundial seria o “ponto alto” da sua curta carreira até aqui. “É uma honra para qualquer brasileiro poder jogar pelo seu país. Mas eu sou jovem e poderei participar dos próximos grandes torneios no caso de não poder atuar na África do Sul”, reforçou. (Fonte: Agência Estado)

Brasil encara Irlanda em último teste com o time quase pronto

2, março, 2010 4 comentários


(Kaká x Robbie Keane – Fotos: Getty Images)

Quando a bola começar a rolar no Emirates Stadium, em Londres, nesta terça-feira, a partir das 17h05 (de Brasília), faltarão exatamente 105 dias para a estreia do Brasil na Copa do Mundo da África do Sul, contra a Coreia do Norte. Mas, na cabeça do técnico Dunga, os 11 escalados diante da Irlanda, no primeiro e último teste verde e amarelo antes do início da luta pelo hexa, são praticamente os mesmos que começarão atuando ante os sul-coreanos.

A equipe de Dunga atuará quase em sua ‘casa’, já que o Emirates foi palco de quatro partidas da seleção após a Copa de 2006. No estádio do Arsenal, o time venceu a Argentina em 2006 (3 a 0), perdeu para Portugal no ano seguinte (2 a 0), bateu a Suécia em 2008 (1 a 0) e passeou contra a Itália no ano passado (2 a 0).

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Nesta terça, à exceção de Luis Fabiano, artilheiro da equipe desde que Dunga assumiu o comando, mas cortado do amistoso por contusão, o time titular terá uma formação bastante conhecida, com nomes garantidos na África do Sul, como Júlio César, Maicon, Lúcio, Gilberto Silva, Kaká e Robinho.

VEJA ÁLBUM DE FOTOS DO TREINO DA SELEÇÃO BRASILEIRA

Correndo por fora por um lugar entre os titulares, o polivalente Daniel Alves, do Barcelona, é outro que já carimbou o passaporte. Mas não admite cochilar para não perder o direito de estar na África do Sul. “O grupo está praticamente fechado, mas é bom estar atento, pois uma oportunidade na seleção tem sempre de ser bem aproveitada”, pregou.

O zagueiro Juan, da Roma, de volta ao grupo após se recuperar de uma série de lesões, espera mostrar o mesmo futebol seguro ao lado do velho parceiro Lúcio. E exigiu seriedade absoluta do grupo canarinho. “Estou voltando na hora certa e esse é um jogo para mostrarmos espírito de Copa do Mundo”, avisou.

O jogador da Roma, aliás, é um dos atletas considerados ‘exemplos de comprometimento’ pelo técnico Dunga. Para o ex-volante, tanto Juan quanto Robinho, que deixou de ajudar o Santos no clássico contra o Corinthians para se apresentar à seleção, são modelos a serem seguidos. “Sem dúvida o Robinho é um exemplo de comprometimento, mas há outros jogadores que sempre demonstraram vontade de defender a seleção, como o Juan”.

Além do ex-zagueiro do Flamengo, outras novidades no time que começará jogando estarão em todos os setores da equipe. Michel Bastos assume a lateral esquerda, Ramires ocupa a vaga de Elano, que se apresentou com dores no tornozelo, no meio-campo, e Adriano forma dupla ofensiva com Robinho.

O duelo desta terça-feira no Emirates Stadium será o sexto da história entre as duas seleções. Desde o primeiro encontro, datado de 5 de maio de 1974 (vitória brasileira por 2 a 1, com gols de Leivinha e Rivellino), o time verde e amarelo acumulou mais dois êxitos, um empate e uma derrota.

No último encontro, em fevereiro de 2008, vitória apertada dos comandados de Dunga: 1 a 0, gol de Robinho. O jogo foi disputado no estádio Croke Park, em Dublin, e também estiveram presentes outros atletas que atuarão nesta terça, como o goleiro Júlio César e o volante Gilberto Silva. (Fonte: Gazeta Press)

FICHA TÉCNICA
BRASIL X IRLANDA
Local: Emirates Stadium, em Londres (Inglaterra)
Data: 2 de março de 2010 (terça-feira)
Horário: 17h05 (de Brasília)
Árbitro: Não divulgado
Assistentes: Não divulgados
BRASIL: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires e Kaká; Robinho e Adriano
Técnico: Dunga
IRLANDA: Shay Given; Marc Wilson, Richard Dunne, Sean St Ledger e Kevin Kilbane; Aiden McGeady, Stephen Hunt, Glenn Whelan e Damien Duff; Kevin Doyle e Robbie Keane (Leon Best)
Técnico: Giovanni Trapattoni 

Irlanda em nada se parece com rivais do Brasil na 1ª fase


(Giovanni Trapattoni – foto: Getty Images)

O último teste da seleção brasileira antes da Copa do Mundo não representará exatamente o que a equipe de Dunga encontrará na primeira fase do torneio na África do Sul. Mas já poderá mostrar como a equipe se comporta diante de uma verdadeira muralha.

A Irlanda tem a forte marcação como principal característica de sua escola. E não abre mão disso, principalmente se estiver diante de um adversário talentoso. E esse é um estilo que não faz parte dos principais rivais do Brasil na fase de grupos da Copa. Portugal e Costa do Marfim têm jogadores habilidosos e não usam a retranca por hábito. Nas oitavas-de-final, a história pode ser diferente. Um possível encontro com a Suíça já colocaria o Brasil diante de um adversário de alto poder defensivo.

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Para se ter uma ideia da força irlandesa na defesa, a equipe sofreu apenas oito gols em dez partidas e não sofreu nenhuma derrota em um grupo que ainda tinha Itália e Bulgária como forças.

Na repescagem, só bobeou em casa ao perder para a França. No jogo de volta, deu o troco e levou a decisão para a prorrogação. Foi aí que aconteceu um dos momentos mais polêmicos do futebol no ano passado. Em um lance de bola parada, Henry recebeu cruzamento, ajeitou a bola com a mão e tocou para Gallas marcar o gol da classificação francesa. O fato revoltou os irlandeses, mas não houve correção da arbitragem.

O estilo irlandês se casa perfeitamente com o de seu treinador. O italiano Giovanni Trapattoni é considerado um dos maiores “retranqueiros” da profissão. Partidário do futebol de forte marcação, da posse de bola e das saídas rápidas para o ataque, ele dirigiu a Itália no fracasso da Copa de 2002, mas é um nome de sucesso em clubes.

E ciente da dificuldade que terá diante do Brasil, Trapattoni escalou seus jogadores. mais tarimbados. “Vamos começar o duelo com os atletas mais rodados, pois é perigoso lançar jovens em uma partida difícil como essa. O mais importante é atuar com a mesma mentalidade e o espírito que tivemos contra a França em Paris”, pediu.

Apesar de não citar individualmente nenhum jogador adversário, Trapattoni admitiu que a partida contra os pentacampeões será duríssima. “Temos que estar 100% preparados e concentrados, pois o Brasil tem um grande time e cada um de seus jogadores pode marcar gols. Temos de ser compactos e não dar espaços para os principais criadores, como o Kaká, trabalharem”, concluiu.

Adriano e Ramires treinam entre os titulares do Brasil

1, março, 2010 3 comentários


(Robinho é confirmado entre os titulares – foto: Reuters)

O técnico Dunga resolveu não inventar e mexeu pouco na estrutura que costuma utilizar na seleção brasileira no treino da tarde desta segunda-feira no Emirates Stadium, casa do Arsenal, único antes do amistoso contra a Irlanda, às 17h05 (de Brasília) de terça-feira.

O escolhido para ocupar a vaga de Luis Fabiano, desconvocado após se lesionar no Sevilla, não foi Grafite, convocado às pressas para compor o grupo, e sim Adriano, o ‘Imperador’ flamenguista, que vive fase inspirada na Gávea ao lado de Vagner Love.


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E MAIS: FOTOS DO TREINO DA SELEÇÃO BRASILEIRA

No meio-campo, Elano, apesar de recuperado das dores no tornozelo que acusou ao chegar em Londres, treinou entre os reservas, com Ramires, do Benfica, formando o setor ao lado de Gilberto Silva, Felipe Melo e Kaká.

A coerência também marcou a escolha pelo lateral esquerdo, com Michel Bastos, do Lyon, presente nas últimas convocações, assumindo a camisa 6 e deixando o cruzeirense Gilberto, de volta após um ano sem ser chamado, na reserva.

A última novidade da equipe ficou foi vista no miolo da zaga, com Juan, recuperado de uma série de lesões na Roma, reassumindo seu posto ao lado do velho parceiro Lúcio. “Os médicos descobriram que meus problemas musculares eram causados por um problema antigo no tornozelo. Eu estava correndo errado”, explicou, à Jovem Pan.

O time que trabalhou nesta segunda e deve iniciar o amistoso é o seguinte: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires e Kaká; Robinho e Adriano. (Fonte: Gazeta Press)

Jogadores desconversam sobre possível volta de Ronaldinho

1, março, 2010 8 comentários


(Foto: Divulgação/CBFnews)

Principal ‘fantasma’ para Dunga às vésperas da Copa do Mundo da África do Sul, Ronaldinho Gaúcho não está em Londres com o grupo da seleção brasileira que enfrentará a Irlanda, nesta terça, no Emirates Stadium, mas sua presença ‘espiritual’ causou certo desconforto entre os jogadores.

Questionados sobre a possibilidade do retorno ao grupo do meia-atacante do Milan, que no domingo fez mais uma partida exuberante e, mesmo perdendo um pênalti, foi decisivo para a vitória por 3 a 1 sobre o Atalanta, os atletas procuraram desconversar.

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“O Ronaldinho é um ótimo jogador, mas eu tenho é que me focar no meu trabalho. Esse é um problema para o Dunga resolver”, sintetizou Elano, que chegou machucado a Londres e não tem presença assegurada entre os titulares no Emirates Stadium.

O flamenguista Kléberson não fugiu muito à linha adotada pelo jogador do Galatasaray. “O Ronaldinho tem grandes amigos na seleção, mas só penso no meu futebol. O importante é que ele está feliz no Milan e procurando seu espaço”. (Fonte: Gazeta Press)