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Arquivo de julho, 2010

Müller, Ayew e Giovani dos Santos disputam prêmio de revelação

O alemão Thomas Müller, o ganês Andre Ayew e o mexicano Giovani dos Santos são os candidatos ao prêmio de melhor jogador jovem da Copa do Mundo de 2010. A lista foi divulgada nesta sexta-feira pela Fifa, e o ganhador será anunciado no domingo, depois da final do Mundial entre Espanha e Holanda.

O grupo de estudos técnicos da Fifa informou que os três jogadores tiveram um forte impacto no torneio, mostrando grande habilidade e maturidade tática. Podiam receber o prêmio os jogadores nascidos após o dia 1o de janeiro de 1989.

Para justificar, a Fifa disse que Giovani Dos Santos, de 21 anos, é um dos rostos mais conhecidos da seleção mexicana. Ele foi titular nos quatro jogos do México, mas não fez gol.

Müller recebeu grande destaque da entidade. O jogador, de 20 anos de idade, atuou pela primeira vez na seleção alemã em março deste ano em um amistoso contra a Argentina. E, na Copa, ele marcou quatro gols e deu três assistência na bela campanha da Alemanha, eliminada nas semifinais.

Ayew, filho do famoso jogador Abedi Pele, foi classificado pela Fifa como um atleta habilidoso que está em posição de destaque desde ganhou o Mundial sub-20 com Gana no ano passado.

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Fifa divulga lista dos indicados ao prêmio de melhor da Copa 2010

A Fifa divulgou, nesta sexta-feira, os dez indicados ao prêmio Bola de Ouro com destaque para Espanha, Holanda e Alemanha. O Brasil não tem representantes entre os melhores jogadores da Copa do Mundo de 2010.

Entre as seleções finalistas, a seleção espanhola tem três representantes na lista: os meio-campistas Iniesta e Xavi e o artilheiro Villa, autor de cinco gols na competição. Já a Holanda recebeu duas indicações: o meia Sneijder e o atacante Robben.

Schweinsteiger e Özil são os concorrentes da Alemanha, que disputa o terceiro lugar do Mundial diante do Uruguai, neste sábado.

Messi, da Argentina, Forlán, do Uruguai, e Gyan, de Gana, completam a lista dos indicados.

A relação dos dez jogadores que concorrem à Bola de Ouro  foi elaborada pelo grupo de estudos técnicos da Fifa, órgão que conta com a colaboração de técnicos e ex-jogadores. Agora, a votação está aberta para os jornalistas credenciados e será encerrada ao fim da decisão deste domingo. Os votos são dados por meio do site da Fifa na internet. O resultado sai logo após a partida.

O Brasil conquistou o prêmio em 1994 e 1998, com Romário e Ronaldo, respectivamente. Oliver Kahn ficou com a Bola de Ouro, em 2002, mesmo tendo falhado na final contra o Brasil. No último Mundial, Zidane foi considerado o melhor jogador, mas foi expulso na decisão ao dar uma cabeçada em Materrazi. Paolo Rossi, em 1982, Maradona, em 1986, e Schillaci, em 1990, foram os outros vencedores do prêmio.

Confira abaixo a lista de candidatos ao prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo de 2010:

Bastian Schweinsteiger (Alemanha)
Mesut Özil (Alemanha)
Lionel Messi (Argentina)
Andrés Iniesta (Espanha)
David Villa (Espanha)
Xavi (Espanha)
Asamoah Gyan (Gana)
Arjen Robben (Holanda)
Wesley Sneijder (Holanda)
Diego Forlán (Uruguai)

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“Maldição do melhor do mundo” atinge Kaká, Messi e Cristiano Ronaldo

O prêmio de melhor jogador do Mundo é oferecido pela FIFA desde 1991 e elege o futebolista com melhor atuação a cada ano desde então. Mas a votação, que atualmente é realizada com treinadores e capitães de todo o mundo, nem sempre se traduz nas Copas do Mundo, e os eleitos sofrem com o estigma de fracasso na edição seguinte do torneio de seleções mais importante do planeta.

A hitória começou em 1991, com o alemão Lotthar Matthaus. Nos dois anos seguintes, o título passou pelas mãos do holandês Marco van Basten e do grande ídolo italiano Roberto Baggio. Por coincidência, nenhum deles conseguiu levar para casa o título de campeão da Copa do Mundo de 1994, a primeira desde a criação do prêmio.
Tudo ia bem até as quartas de final da competição, quando holandeses – sem a presença de Van Basten, contundido – e alemães foram eliminados; os primeiros em jogo épico contra o Brasil (com direito a gol de falta de Branco), e os germânicos em uma virada incrível para a Bulgária do astro Stoichkov. Restava a Baggio a chance de unificar os troféus de melhor jogador de 93 e da Copa de 94. O final, todos os brasileiros sabem: o pênalti batido por cima do gol de Taffarel, e o tetra para o país do futebol. Nascia ali, a ‘maldição’ do melhor do mundo.

Na Copa seguinte, esta sina dava sinais desde cedo. Eleito o jogador de 94, Romário foi cortado da seleção canarinho que representou o país no Mundial da França. Uma vez que a seleção da Libéria, do atacante George Weah (95), não alcançou a classificação para o torneio, restava a Ronaldo (96/97), outrora Ronaldinho e posteriormente ‘Ronalducho’, reverter o mau olhado.

Mais uma vez o ganhador do prêmio do ano anterior ao da disputa da Copa era o protagonista da final da competição e, mais uma vez, de forma negativa. Ronaldo sofreu uma crise epilética antes da partida e jogou mal, assim como todo o time que, preocupado com o atacante, foi dominado pelos donos da casa. França 3 x 0 Brasil.
Em 2002, a redenção. Rivaldo, eleito em 99, foi um dos astros da ‘família Scolari’, como ficou conhecido o grupo comandado pelo técnico Felipão. Marcou cinco gols e foi fundamental na conquista do pentacampeonato. Rivaldo, portanto, foi o primeiro e único jogador a driblar a ‘maldição’, que fez outras vítimas. Os galáticos do Real Madrid, Zidane (98/00) e Figo (01), foram eliminados com França e Portugal logo na primeira fase. Destaque para o escrete francês que, comandado por “Zizou”, não fez nenhum gol na Copa, tornando-se a única seleção defensora do título a conseguir tal proeza.

Na segunda Copa realizada na Alemanha, o cruzamento das chaves facilitou o mau presságio. Das quatro eleições realizadas pela Fifa antes deste torneio, três jogadores receberam o prêmio, e todos entraram em campo na partida válida pelas quartas de final entre Brasil e França. De um lado Ronaldo (02) e Ronaldinho Gaúcho (04/05). Do outro, o carrasco de oito anos antes, Zidane (03).

Melhor para o francês, que deu um show de bola e, mais uma vez, eliminou os brasileiros. Marcando o gol da vitória sobre Portugal na semifinal, e o gol do empate de 1 x 1 contra a Itália na decisão, Zidane parecia que venceria a zica. Parecia. Após troca de insultos verbais com Materazzi (que marcou para a Azzurra), Zidane aplicou uma cabeçada no peito do italiano, foi expulso na prorrogação e encerrou sua carreia. Nas penalidades, 5 x 3 para a Itália que, assim, conquistava o tetracampeonato e aumentava o número de “vítimas da Fifa”.
Na Copa deste ano, pela primeira vez teríamos quatro jogadores de nacionalidades diferentes representando o prêmio da entidade máxima do futebol. Canavarro (06), Kaká (07), Cristiano Ronaldo (08) e Messi (09) eram os encarregados.

Se matematicamente essa seria a maior chance dos “melhores da Fifa”, na prática foi a pior atuação deles. Pela primeira vez não houve nenhum representante deles na final da Copa. Pior, nem na semifinal. A Itália de Canavarro não passou da primeira fase, enquanto Portugal de Cristiano parou nas oitavas diante da Espanha. Já nas quartas, Brasil e Argentina perderam respectivamente para Holanda e Alemanha, e Kaká e Messi voltaram para casa sem marcar um gol sequer durante a Copa da África do Sul.

Fim da maldição?

Na última segunda-feira (5), a Fifa revelou um acordo com a revista “France Footbal”. A partir de janeiro de 2011, a Federação Internacional e a revista francesa vão unificar os maiores prêmios individuais do futebol; o troféu da Fifa e o “Bola de Ouro” – premiação semelhante, mas de maior tradição, sendo realizada desde 1956, quando elegeu o inglês Stanley Matthews como melhor do ano.

Para quem acha que a criação do “Fifa Bola de Ouro” deve acabar com o agouro sobre os craques nas Copas do Mundo, ai vai uma informação: nos 54 anos de premiação, ou 14 Copas disputadas, apenas três jogadores venceram o prêmio e o torneio. São eles: os alemães Gerd Müller e Franz Beckenbauer (eleitos em 70 e 72 respectivamente e campeões em 74), e o brasileiro Rivaldo, eleito em 1999, único jogador a escapar das duas “maldições”.

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Espanha e Holanda decidem Copa 2010 contra estigma de “amarelar”

Espanha e Holanda não duelam “apenas” pelo título da Copa do Mundo, inédito para ambas, no domingo em Joanesburgo. Lutam contra um estigma incômodo de sempre “amarelarem” em decisões quando são favoritas. E neste quesito as duas seleções estão praticamente empatadas. A Espanha pela quantidade de vacilos e a Holanda pela importância dos mesmo.

O histórico e a realidade depõe contra as duas equipes no Mundial da África do Sul. Ambas tem motivos de sobra para serem apontadas como favoritas ao título e para “amarelar” mais uma vez. Ocorre que uma delas poderá tremer menos e ficar com o troféu mais cobiçado pelos dois países.
A Holanda não perde um jogo desde junho de 2008  e tem 14 vitórias seguidas em jogos oficiais, eliminatórias e Copa. O suficiente para lhe render a pecha de favorita. A Espanha de Del Bosque desembarcou na África do Sul como virtual campeã do mundo, com um título da Eurocopa de 2008 na bagagem e chega na final após tirar a poderosa Alemanha na semi, sensação do torneio.

Fúria – difícil é entender o apelido
Difícil imaginar que um país com times vencedores como Real Madrid e Barcelona, conviva com o fato de não ter um Mundial de seleções no currículo. A “síndrome de fases finais” é algo que perturba a Espanha a cada quatro anos. Algo semelhante ao “complexo de vira-latas” criado pelo escritor Nelson Rodrigues por ocasião de nossa derrota em 1950 e posterior eliminaçao em 1954.

Em todos as Copas que disputou, 13 com esta, “a Fúria” – pelo retrospecto fica difícil entender o apelido – conta com “amareladas” inexplicáveis. Em 1962 a federação espanhola naturalizou três craques, o húngaro Puskas, o uruguaio Santamaría e o argentino Di Stéfano, para finalmente conseguir o topo, mas teve Brasil e Tchecoslováquia no caminho e deu adeus ainda na primeira fase. A Hungria sem Puskas, foi até as quartas.

Quatro anos mais tarde, chegaria na Inglaterra credenciada como uma das favoritas ao título por ter vencido a Eurocopa de 64, mas abriu mão dos estrangeiros naturalizados e dançou outra vez na primeira fase, perdendo para Argentina e Alemanha.
Na Copa de 1982, fizeram feio em casa, 12º lugar após eliminação na segunda fase. Em 86, o time chegou ao México invicto fazia um ano, era vice campeão europeu e tinha Butragueño como estrela. A invencibilidade caiu na estreia contra o Brasil, derrota por 1 a 0. Depois e ganhar de Irlanda do Norte e Argélia na fase de grupos, enfiou 5 na “dinamáquina” na oitavas, quatro gols de Butragueño. Diante da Bélgica, nas quartas, empate em 1 a 1 e despedida nos pênaltis por 5 a 4. Pfaff pegou a cobrança de Señor.

Nos Estados Unidos, em 94, sofria da “síndrome dos estrangeiros” em seus clubes e foi com um time de reservas. A Fúria passou da primeira fase com dois empates, Coreia do Sul e Alemanha, e uma vitória contra a Bolívia. Nas oitavas ganhou da Suíça e deu adeus outra vez nas quartas contra a Itália. Na primeira Copa do Casillas e de Puyol, tinha nos craques Hierro e Raúl a esperança de vencer. Parou, é bem verdade, no árbitro egípcio Ghamal Ghandour no jogo contra a Coreia do Sul nas quartas. Teve dois gols legais anulados, o segundo deles na prorrogação após 0 a 0 no tempo normal.

Camaleão
A boa equipe dirigida por Bert Van Marwijk terá que superar a fama de “pipoqueira”. Sempre que chegou com chance de levantar o troféu numa Copa do Mundo, a “laranja mecânica” mudou de cor. A Holanda disputa sua nona Copa do Mundo e, nas oito anteriores, foi vice-campeã em duas, 1974 e 1978, e semifinalista em 1998. Saíram nas quartas-de-final em 1994 e nas oitavas e em 1990 e em 2006, tendo time para ir mais longe, principalmente nas campanhas em 74, 78, 90 e 98.
Dirigida por Rinus Michels, a Holanda de 1974 foi a que chegou mais perto de ser campeã. O time que encantou o planeta contava com Johan Cruyff, Neeskens, Rensenbrink, Rud Krool, Rep e  revolucionou o esporte com o “futebol total” ou “carrosel holandês”.

Na final, saiu na frente da Alemanha, dona da casa, aos 2 minutos de jogo após trocar 15 passes até Cruyff sofrer pênalti – controverso. Talvez por solidariedade este time tenha sido “perdoado” pelos críticos que preferem exaltar a eficiência do “futebol pragmático” alemão. Bobagem, perderam por 2 a 1 na bola com show de outro timaço liderado pelo primeiro líbero do futebol mundial Franz Beckenbauer, que contava ainda com Gerd Muller e Paul Breitner, entre outros.

Na Argentina, quatro anos mais tarde, nova “amarelada” na final. Com praticamente o mesmo time da Copa anterior, mas sem seu principal astro, Cruyff, que se recusou a viajar por divergência com dirigentes da federação local, sucumbiu outra vez diante da pressão de enfrentar os donos da casa. Deu mais trabalho aos argentinos, empatando o jogo no tempo normal aos 37 da etapa final, mas não aguentou e perdeu por 2 a 0 na prorrogação.
Voltaria a disputar um Mundial somente em 1990, na Itália, com a credencial de campeã da Europa dois anos antes. Era uma nova edição da laranja mecânica, formada por uma geração de craques que formariam em qualquer seleção: Van Basten, Rud Gullit, Frank Rijkaard e Koeman. E veio mais um fracasso, dessa vez nas oitavas de final. Outra derrota por 2 a 1 para a Alemanha de Beckenbauer, que era o treinador dos germânicos.

Em 1994, a geração mais “madura” e sem Van Basten não resistiu ao Brasil de Romário e Bebeto e deu adeus nas quartas-de-final ao perder por 3 a 2.  Denis Bergkamp, Frank Rikaard, Ronald e Frank de Boer também não levantaram o troféu. Veio então 1998, com Vaan der Sar no gol, os irmãos de Boer, Bergkamp, Davids, Cocu, Overmars e Kluivert e o vencedor Guus Hiddink como técnico. Após bater a Argentina de Batistuta, Verón, Ortega e Simeone por 2 a 1, encontrou o Brasil de Ronaldo, Rivaldo e Taffarel. Empate em 1 a 1 e derrota nos pênaltis: 4 a 2 Brasil e mais uma volta frustrante para casa.

Confira o desempenho em Copas das duas finalistas do Mundial da África do Sul:

Espanha:
1934 – 5º lugar (quartas de final)
1950 – 4º lugar (semifinal)
1962 – 12º lugar (primeira fase)
1966 – 10º lugar (primeira fase)
1978 – 10º lugar (primeira fase)
1982 – 12º lugar (segunda fase)
1986 – 7º lugar (quartas de final)
1990 – 10º lugar (oitavas de final)
1994 – 8º lugar (quartas-de-final)
1998 – 17º lugar (primeira fase)
2002 – 5º lugar (quartas-de-final)
2006 – 9º lugar (oitavas-de-final)

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Espanha vence Alemanha e pegará a Holanda na sua 1ª final de Copa

A Espanha venceu a Alemanha por 1 a 0 com gol de Puyol e garantiu a vaga na final contra a Holanda, no próximo domingo, às 15h30. A vitória classifica a Fúria para a sua primeira final de Copa do Mundo e manteve um tabu em Mundiais. Nunca os alemães venceram os espanhóis na competição mais importante do futebol. Contando com o jogo desta quarta, foram três vitórias e um empate. A vitória também repete o desempenho da Europcopa de 2008, quando a Fúria foi campeã em cima da Alemanha.

A Alemanha sentiu, nitidamente, a falta de Thomas Mueller, suspenso pelo segundo cartão amarelo nas quartas de final contra a Argentina. Tchorowski ficou longe de cumprir a função daquele que pode ser uma das revelações da Copa e agora resta para a Alemanha a disputa de 3º e 4º colocado com o Uruguai, no sábado, às 15h30.

Com a final entre a Espanha e Holanda, com certeza veremos um novo campeão do mundo, que seria o oitavo das histórias dos mundiais. O Brasil seguirá isolado na lista, com cinco, sendo a Itália a seleção mais próxima, com quatro.

Outra marca que ainda não foi batida ficou por conta de Klose. Sem balançar a rede nenhuma vez, ele segue um gol atrás de Ronaldo na disputa dos maiores goleadores de Copa do Mundo na história. O brasileiro tem 15 gols. Além disso, dá margem para as brincadeiras dos que tem mais superstição: o polvo alemão, que tem indicado os vencedores dos jogos, acertou mais uma.

O jogo

O primeiro grande lance de perigo aconteceu aos 6 minutos do 1º tempo. Pedro lançou David Villa, que ganhou da marcação na corrida. Ele chuta forte e o goleiro alemão Neuer faz excelente defesa. A Fúria definitivamente tinha começado melhor. Sete minutos depois, Iniesta cruzou pela direita, e Puyol deu um “chute” com a cabeça. A bola passou perto do travessão alemão.

Depois disso, ambos os times mostravam muito respeito dentro de campo. As jogadas eram tão tranquilas que o árbitro foi marcar a primeira falta aos 26 minutos do 1º tempo, quando Sérgio Ramos deixou o pé para cima de Podolski. As chances de gol, no entanto, continuavam as mesmas: duas para a Espanha e nenhuma para os alemães.

Cinco minutos depois, aos 31 minutos, Trochowski fez os alemães darem o grito de quase pela primeira vez. Ele chutou de fora da área, e Casillas se esticou todo para pular no seu canto esquerdo, afastando a bola para escanteio.

Perto do fim da etapa inicial, Özil recebeu a bola depois de bela jogada de contra-ataque. O alemão carregou e entrou na área. Na tentativa de marcação, Sergio Ramos acabou tropeçando no pé esquerdo do meio-campista. Apesar das reclamações por parte da tricampeã, o árbitro mandou a jogada continuar.

Na volta do segundo tempo, a primeira chance foi novamente da Espanha. Aos 4 minutos, Xabi Alonso chutou de longe depois de passe de Xavi. A bola passou perto do travessão esquerdo de Neuer. Pouco menos de dez minutos depois, Iniesta fez bela jogada dentro da área e cruzou. A bola passou a metros da linha de gol e nenhum espanhol conseguiu alcançar.

O técnico alemão percebia que seu time não ia reagir e resolveu colocar Jansen no lugar de Boateng, e Kroos no lugar de Trochowski. E a substituição deu resultado imediato. Depois de cruzamento de Podolski pela direita, Troos chutou de primeira e Casillas deu belo pulo para salvar o gol que abriria o placar em Durban.

Mesmo com a leve melhora alemã, a Espanha ainda era melhor dentro de campo. E a pressão acabou sendo convertida em gol aos 27 minutos do 2º tempo. Puyol subiu mais alto que Khedira e até mesmo que seu companheiro Piqué no escanteio. O zagueiro cabeceou forte e colocou a bola no fundo da rede de Neuer, que nada pôde fazer a não ser lamentar.

Aí, a Alemanha tentou jogar tudo o que não conseguiu durante os quase 75 minutos. Tentava de todas as formas o gol de empate, e a Espanha ganhava diversas chances de contra-ataque. Em uma delas, Pedro ficou cara a cara com o goleiro, mas abusou da brincadeira e acabou desperdiçando o gol que poderia definir a classificação.

FICHA TÉCNICA
ALEMANHA 0 x 1 ESPANHA

Local: Estádio Moses Mabhida, em Durban (África do Sul)
Data: 7 de julho de 2010, quarta-feira
Horário: 15h30 (Brasília)
Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)
Assistentes: Gabor Eros e Tibor Vamos (ambos da Hungria)
Gol: Puyol, aos 27 minutos do 2º tempo (ESP)
ALEMANHA
Neuer, Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng (Jansen); Khedira (Mario Gomez), Schweinsteiger, Trochowski (Kroos) e Özil, Podolski e Klose
Técnico: Joachim Low

ESPANHA
Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Alonso (Marchena), Iniesta e Xavi; David Villa (Fernando Torres) e Pedro (David Silva)
Técnico: Vicente Del Bosque

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Espanha vence Alemanha e pegará a Holanda na sua 1ª final de Copa

A Espanha venceu a Alemanha por 1 a 0 com gol de Puyol e garantiu a vaga na final contra a Holanda, no próximo domingo, às 15h30. A vitória classifica a Fúria para a sua primeira final de Copa do Mundo e manteve um tabu em Mundiais. Nunca os alemães venceram os espanhóis na competição mais importante do futebol. Contando com o jogo desta quarta, foram três vitórias e um empate. A vitória também repete o desempenho da Europcopa de 2008, quando a Fúria foi campeã em cima da Alemanha.

A Alemanha sentiu, nitidamente, a falta de Thomas Mueller, suspenso pelo segundo cartão amarelo nas quartas de final contra a Argentina. Tchorowski ficou longe de cumprir a função daquele que pode ser uma das revelações da Copa e agora resta para a Alemanha a disputa de 3º e 4º colocado com o Uruguai, no sábado, às 15h30.

Com a final entre a Espanha e Holanda, com certeza veremos um novo campeão do mundo, que seria o oitavo das histórias dos mundiais. O Brasil seguirá isolado na lista, com cinco, sendo a Itália a seleção mais próxima, com quatro.

Outra marca que ainda não foi batida ficou por conta de Klose. Sem balançar a rede nenhuma vez, ele segue um gol atrás de Ronaldo na disputa dos maiores goleadores de Copa do Mundo na história. O brasileiro tem 15 gols. Além disso, dá margem para as brincadeiras dos que tem mais superstição: o polvo alemão, que tem indicado os vencedores dos jogos, acertou mais uma.

O jogo
O primeiro grande lance de perigo aconteceu aos 6 minutos do 1º tempo. Pedro lançou David Villa, que ganhou da marcação na corrida. Ele chuta forte e o goleiro alemão Neuer faz excelente defesa. A Fúria definitivamente tinha começado melhor. Sete minutos depois, Iniesta cruzou pela direita, e Puyol deu um “chute” com a cabeça. A bola passou perto do travessão alemão.

Depois disso, ambos os times mostravam muito respeito dentro de campo. As jogadas eram tão tranquilas que o árbitro foi marcar a primeira falta aos 26 minutos do 1º tempo, quando Sérgio Ramos deixou o pé para cima de Podolski. As chances de gol, no entanto, continuavam as mesmas: duas para a Espanha e nenhuma para os alemães.

Cinco minutos depois, aos 31 minutos, Trochowski fez os alemães darem o grito de quase pela primeira vez. Ele chutou de fora da área, e Casillas se esticou todo para pular no seu canto esquerdo, afastando a bola para escanteio.

Perto do fim da etapa inicial, Özil recebeu a bola depois de bela jogada de contra-ataque. O alemão carregou e entrou na área. Na tentativa de marcação, Sergio Ramos acabou tropeçando no pé esquerdo do meio-campista. Apesar das reclamações por parte da tricampeã, o árbitro mandou a jogada continuar.

Na volta do segundo tempo, a primeira chance foi novamente da Espanha. Aos 4 minutos, Xabi Alonso chutou de longe depois de passe de Xavi. A bola passou perto do travessão esquerdo de Neuer. Pouco menos de dez minutos depois, Iniesta fez bela jogada dentro da área e cruzou. A bola passou a metros da linha de gol e nenhum espanhol conseguiu alcançar.

O técnico alemão percebia que seu time não ia reagir e resolveu colocar Jansen no lugar de Boateng, e Kroos no lugar de Trochowski. E a substituição deu resultado imediato. Depois de cruzamento de Podolski pela direita, Troos chutou de primeira e Casillas deu belo pulo para salvar o gol que abriria o placar em Durban.

Mesmo com a leve melhora alemã, a Espanha ainda era melhor dentro de campo. E a pressão acabou sendo convertida em gol aos 27 minutos do 2º tempo. Puyol subiu mais alto que Khedira e até mesmo que seu companheiro Piqué no escanteio. O zagueiro cabeceou forte e colocou a bola no fundo da rede de Neuer, que nada pôde fazer a não ser lamentar.

Aí, a Alemanha tentou jogar tudo o que não conseguiu durante os quase 75 minutos. Tentava de todas as formas o gol de empate, e a Espanha ganhava diversas chances de contra-ataque. Em uma delas, Pedro ficou cara a cara com o goleiro, mas abusou da brincadeira e acabou desperdiçando o gol que poderia definir a classificação.

FICHA TÉCNICA
ALEMANHA 0 x 1 ESPANHA

Local: Estádio Moses Mabhida, em Durban (África do Sul)
Data: 7 de julho de 2010, quarta-feira
Horário: 15h30 (Brasília)
Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)
Assistentes: Gabor Eros e Tibor Vamos (ambos da Hungria)
Gol: Puyol, aos 27 minutos do 2º tempo (ESP)

ALEMANHA
Neuer, Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng (Jansen); Khedira (Mario Gomez), Schweinsteiger, Trochowski (Kroos) e Özil, Podolski e Klose
Técnico: Joachim Low

ESPANHA
Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Alonso (Marchena), Iniesta e Xavi; David Villa (Fernando Torres) e Pedro (David Silva)
Técnico: Vicente Del Bosque

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Espanha x Alemanha: veja o que mudou em relação à final da Euro 2008

Muito tem se falado que o duelo entre espanhóis e alemães, nesta quarta-feira (7), pelas semifinais da Copa do Mundo 2010, seria uma reedição da final da Euro 2008, mas os times estão bem diferentes em relação ao duelo que valeu o título do Velho Continente.

Espanha:
No jogo de 29 de junho de 2008, no estádio Ernst Happel, em Viena, a Espanha jogou em um 4-1-4-1. Sergio Ramos, Carlos Marchena, Carles Puyol e Joan Capdevila protegiam a meta de Casillas. Marcos Senna era o cão de guarda que cobria as subidas de Sergio Ramos e Capdevilla. Iniesta pela direita, Xavi e Fabregas armando pelo meio e David Silva pela esquerda eram os responsáveis por municiar o solitário atacante Fernando Torres.

O técnico Luis Aragonês foi obrigado a utilizar esse esquema em que todos os meias marcam, atacam e trocam de posição porque o grande astro da equipe, David Villa, se machucou na semifinal contra a Rússia. Com a lesão de Villa, Fàbregas entrou no time.

A “Fúria Roja” que entrou em campo contra o Paraguai, pela quarta de final da Copa 2010, é um pouco diferente deste time de 2008. A começar pelo banco. Vicente Del Bosque parece ter colocado um freio de mão no time leve montado por Aragonês. No campo, Piqué ganhou a vaga de Marchena. Busquets, Xabi Alonso e Villa entraram nas vagas de Senna, Silva e Fàbregas, respectivamente.

O esquema tático também mudou. Agora é um 4-2-3-1, o esquema da moda. Enquanto Busquets e Alonso têm a função de roubar a bola e distribuir com velocidade, mas nenhum dos dois possui um pulmão de Marcos Senna. Iniesta se posiciona mais a direita e entra pelo meio para ajudar Xavi a armar. O camisa 8 da seleção e do Barcelona é quem tem se sacrificado mais para atender o esquema de Del Bosque. Xavi, que jogava de armador recuado no time da Euro 2008, agora atua como um meia atacante, de costas para o gol. Nesse esquema, quando Torres está em campo, Villa joga aberto pela esquerda, volta para ajudar na marcação e entra pelo meio para fazer seus gols.

A fase de Villa é tão boa, que mesmo em um esquema diferente e que piorou a ofensividade do time, ele consegue se manter artilheiro. Na Euro foram 4 e o prêmio de chuteira de ouro. Na Copa, já são 5 em 5 jogos e o troféu de goleador está cada vez mais próximo.

Alemanha:
Enquanto a Espanha diminuiu seu ímpeto pelo gol em relação ao torneio continental, os germânicos fizeram o caminho inverso. Em junho de 2008, Joachim Löw escalou o time no famigerado esquema 4-2-3-1, o mesmo utilizado nessa Copa. Mas não foi a tática que fez a Alemanha passar de um time “competitivo” para a equipe “sensação” do mundial.

Na Áustria, a defesa era formada por Lehmann, Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm. No meio, Torsten Frings e Hitzlsperger tinham a incumbência de desarmar os adversários e começar as jogadas ofensivas. Schweinsteiger era o meia pela direita, Lukas Podolski ficava pela esquerda e Ballack ficava com a faixa central. Klose jogava isoladão lá na frente. O “Mannschaft” tinha média de 27,9 anos. O goleiro Lehmann estava com 38 anos de idade na época.

O time que entrou em campo contra a Argentina, pela quarta de final da Copa 2010, ostenta média de idade de 24,6 anos. O mais jovem é Müller, com 20 anos. O grandalhão Friedrich era o lateral direito na Euro, agora é o zagueiro pela direita. Lahm era o lateral esquerdo, agora é o direito. Boateng, de 21 anos, não existia e agora ocupa a esquerda. Frings brigou com Löw e nem foi para a África. Com isso, Schweinsteiger deixou de ser um atacante mediano pela esquerda para se tornar um excelente volante pelo meio. O descendente de tunisianos Khedira ganhou a vaga de Hitzlsperger e é o companheiro de Schwein na marcação e armação de jogadas.

Depois da dupla de volantes, o trio de meias-atacantes é o que mais tem contribuído para a Alemanha apresentar um futebol leve e goleador. Müller na direita, Özil pelo meio e Podoslki na esquerda são mais jovens, trocam mais de posição, chegam à frente e, o que é mais importante, fazem a bola chegar a Klose com mais facilidade do que os três de 2008.

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Jornal uruguaio lamenta: “desta vez não teve milagre”

O jornal uruguaio El Pais lamentou a eliminação da seleção Celeste, nesta terça-feira, diante da Holanda, com a machete: “Desta vez não teve milagre”, em referência à classificação do Uruguai contra Gana num dos jogos mais emocionantes da hisptória das Copas.

Na ocasião – partida de quartas de final -, o atacante Suárez impediu um gol dos rivais com a mão aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação com o jogo empatado em 1 a 1. O ganense Gyan perdeu o pênalti e o time sul-americano avançou na disputa de penalidades.

O jornal, porém, evitou críticas e colocou mensagens como “Último a chegar e último a sair”, lembrando que o time ddirigido por Oscar Tabarez se garantiu na Copa após vencer a Costa Rica na repescagem americana. A reportagem seguiu o discurso de superação, garra, vontade e lembrou que “a celeste está novamente entre as melhores”.

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Europa frustra América do Sul e faz 8ª final de Copa do continente

A Holanda despachou mais uma seleção sul-americana e garantiu nesta terça-feira a oitava final de Copa do Mundo entre times do continente europeu, a segunda vez de forma consecutiva. Com a vitória sobre o Uruguai por 3 a 2, a seleção laranja espera o adversário da finalíssima do Mundial da África do Sul que sairá do duelo entre Alemanha e Espanha – que fizeram a final da Eucopra há dois anos -, nesta quarta-feira, às 15h30 (horário de Brasília), em Durban.

As edições do Mundial que tiveram final entre europeus foram: 1934, 1938, 1954, 1966, 1974, 1982 e 2006. A Itália, maior vencedora de todas estas edições, ganhou quatro, bateu a França há quatro anos. Em 1934 e 1938, a azurra encarou e ganhou de Tchecoslováquia e Hungria, conquistando o bi. A terceira estrela italiana veio contra a Alemanha em 1982.

Os sul-americanos, por sua vez, disputaram as duas primeiras colocações apenas duas vezes. Em 1930, Uruguai e Argentina fizeram a final em Montevidéu. Vinte anos mais tarde Brasil e Uruguai fizeram um jogo com “jeito de final”, pois tratava-se do último jogo de uma fase de grupos entre os quatro melhores. Por coincidência, decidiram o título.

Além de ver dois europeus decidirem o campeonato, o torneio de seleções pode ter ainda uma final inédita entre Holanda e Espanha – duas forças europeias que nunca venceram uma Copa. Ou ainda ter finalistas repetidos pela terceira vez – Alemanha e Holanda decidiram em 1974, além de Brasil e Itália (1970 e 1994) e Alemanha e Argentina (1986 e 1990).

Tudo isso poderia ter sido evitado, pois os sul-americanos foram maioria numa fase de quartas de final pela primeira vez em 19 edições – tendo classificado todos os representantes para a segunda fase. Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina enfrentaram Holanda, Espanha, Gana e Alemanha, respectivamente, mas somente o Uruguai sobreviveu naquela etapa.

O time de Robben, Sneijder, Van Persie, Kuyt e Van Brockhorst será lembrado como o carrasco dos times sul-americanos. Antes de despachar o Uruguai, mandou o Brasil de volta com vitória por 2 a 1 nas quartas de final. A Argentina de Maradona, Messi e Higuaín, esbarrou na Alemanha, rival histórico, e deu adeus após sonoro 4 x 0.

Os paraguaios foram até longe demais. Chegaram entre os oito melhores pela primeira vez na história e sucumbiram diante da favorita Espanha. A única esperança de ver um sul-americano na final disse adeus nesta terça. Sem dois de seus principais jogadores, Lugano, machucado, e Suárez, suspenso. O técnico Oscar Tabarez acha que o time foi até o limite, mas saiu de campo reclamando da arbitragem e com a sensação.

<strong>Veja todas as decisões de Copas do Mundo com destaque para as finais de europeus</strong>:

1930 Uruguai x Argentina
<strong>1934 Itália x Tchecoslováquia</strong>
<strong>1938 Itália x Hungria</strong>
1950 Uruguai x Brasil
<strong>1954 Alemanha x Hungria</strong>
1958 Brasil x Suécia
1962 Brasil x Tchecoslováquia
<strong>1966 Inglaterra x Alemanha</strong>
1970 Brasil x Itália
<strong>1974 Alemanha x Holanda</strong>
1978 Argentina x Holanda
<strong>1982 Itália x Alemanha</strong>
1986 Argentina x Alemanha
1990 Alemanha x Argentina
1994 Brasil x Itália
1998 França x Brasil
2002 Brasil x Alemanha
<strong>2006 Itália x França</strong>
<strong>2010 Alemanha ou Espanha x Holanda</strong>

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Holanda vence o Uruguai e tenta título inédito pela terceira vez

A Holanda venceu o Uruguai por 3 a 2 e irá tentar o título Mundial inédito pela terceira vez na história. Van Brockhorst, Sneijder e Robben marcaram os gols que recolocam a “laranja mecânica” na disputa pelo troféu depois de 32 anos – esteve nas finais de 1974, na Alemanha, e de 1978, na Argentina. A receita para superar a fama de “amarelona” em decisões é esquecer o “futebol-arte” e jogar um “futebol de resultados” na decisão como quer seu treinador Bert van Marwijk.

Até o momento, a estratégia surtiu efeito. A Holanda mantém uma invencibilidade de 25 jogos em mais de dois anos. Os números ficam ainda melhores com o aproveitamento de 100% na Copa do Mundo – seis jogos – e nas Eliminatórias – oito partidas. Não que em todo este período invicto a Holanda tenha jogado feio em todos. As críticas são bem recentes e cresceram após a primeira fase da Copa com vitórias apertadas contra adversários medianos – Japão, Camarões e Dinammarca.

Nesta terça-feira, superou o Uruguai, que valorizou a vitória holandesa com muita marcação e vontade. O time sul-americano sentiu falta das jogadas ofensivas com Suárez, um dos artilheiros do time, suspenso. O time de Oscar Tabarez, que não chagava a uma semifinal desde 1970, perdeu ainda a referência defensiva e titular absoluto, Lugano, que ficou no banco por contusão no joelho.

Os holandeses repetiram a frieza que tiveram contra o Brasil para vencer. Mesmo muito marcados, mantiveram a calma para encontrar a melhor forma de chegar ao gol. Contaram com a ajuda do auxiliar Rafael Ilyasov, do Uzbequistão, que não viu Van Persie impedido no segundo gol feito por Sneijder e que teve a participação do camisa 9. Depois do terceiro gol de Robben, repetiram as chances perdidas de ampliar o marcador. Poderiam ter feito mais.

Foram castigados aos 44 minutos da etapa final, Max Pereira recebeu na direita e chutou cruzado no canto direito de Stek. Os três minutos finais foram um teste para o coração dos holandeses e uma lição contra a soberba dos atacantes que brincaram de perder gols na área uruguaia nos contra-ataques.

O Jogo

Holanda e Uruguai foram iguais na primeira etapa até nos gols marcados. Van Brockhorst e Forlán fizeram os gols da primeira etapa de fora da área, da intermediária. O primeiro foi do time laranja. O capitão holandês recebeu de Sneijder pelo lado esquerdo, ajeitou e mandou a bomba na meta uruguaia. Nenhum uruguaio esperava o chute, nem o goleiro Muslera que viu a bola entrar no ângulo esquerdo. Um golaço.

O Uruguai ainda não tinha ameaçado o goleiro Stekelenburg, considerado um dos melhores do torneio. Forlán recebeu na intermediária pela direita. Estava sozinho, sem ter para quem passar. Decidiu então testar o camisa 1 holandês de longe e chutou de esquerda. Descobriu que o arqueiro, que até então só via o jogo, estava “frio”, empatando um jogo com ajuda do rival.

Tirando os dois belos gols da primeira etapa, o jogo não teve muitas emoções. A Holanda tomou a iniciativa e logo aos 3 minutos, Sneijder cruzou pela direita, Muslera socou a bola que sobrou na área para Kuyt. O camisa 7 desperdiçou a primeira grande chance do jogo. Aos 9 minutos, a Holanda insistia com a jogada aérea, contra um Uruguai com dois volantes. Kuyt cruzou pela esquerda e Godin afastou perigo.

Nas duas vezez em que esteve perto do gol adversário, a Celeste tinha jogadores em posição irregular. A primeira aos 11, com Cavani e a segunda aos 13 com Forlán. Bem verdade que o bandeira errou ao marcar posição ilegal de Cavani. O atacante uruguaio estava atrás de seu marcador. A jogada com Robben, muito marcado, não saia. então Sneijder tocou para Van Bronckhorst, marcar seu quinto gol com a camisa da Holanda em mais de 100 jogos.

Artilheiro improvável, assim como o chute que acertou no ângulo a 37 metros de distância. O também capitão Forlán não deixou barato e tratou de fazer mais um de fora da área, o quarto dele na Copa.

Soberba e “quase” castigo

A Holanda definiu o jogo em apenaas três minutos no segundo tempo, quando fez o segundo e o terceiro gol com Sneijder e Robben aos 24 e aos 27 minutos, mas foi quase castigada por sua “soberba”. Depois de fazer o terceiro gol, a seleção laranja poderia ter feito mais dois ou três gols em contra-ataques que deveriam ser mortais. Robben, Van Persie e Heitinga chegaram pelo menos três vezes contra Muslera e um defensor Celeste.

Não fizeram os gols e viram um jogo ganho se transformar num drama depois do segundo gol uruguaio aos 44 minutos da etapa final com Max Pereira. Com todos os jogadores dentro da área, a Holanda conseguiu evitar o empate que seria um castigo merecido.

Os uruguaios ainda vão chorar o segundo gol da Holanda. E com razão. Sneijder dominou e mandou rasteiro no canto esquerdo de Muslera. Van Persie, impedido, participou do lance. O camisa 9 tentou desviar o chute de Sneijder e enganou o arqueiro uruguaio.

O time de Forlán ainda teve a chance de virar o jogo no começo do segundo tempo. Em bola recuada, o zagueiro holandês Bouhlarouz vacilou e Cavani ganhou dele na corrida. Stekelenburg saiu da área para dividir com o atacante e afastou a bola. No rebote, o Max Pereira encobriu o goleiro, mas Van Brockhorst salvou o gol certo.

Forlán bateu falta do mesmo lugar onde marcou gol contra Gana nas quartas aos 21 minutos. O artilheiro uruguaio na Copa com quatro gols obrigou o goleiro holandês a fazer a grande defesa no direito. Depois deste lance, só deu Holanda. Van Persie faz boa jogada e encontrou Van der Vaart livre na área. Ele chutou e Muslera rebateu para Robben, que mandou fora a chance do segundo.

Com Robben bem marcado, foi a vez de Sneijder aparecer aos 24 minutos. O carrasco brasileiro estava sumido e apareceu para desempatar o jogo. Recebeu na esquerda, se livoru da marcação e bateu rasteiro sem chances para Muslera. Robben, de cabeça após cruzamento de Kuyt, fez o terceiro. e mandou mais um sul-americano de volta pra casa.

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