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“Maldição do melhor do mundo” atinge Kaká, Messi e Cristiano Ronaldo

O prêmio de melhor jogador do Mundo é oferecido pela FIFA desde 1991 e elege o futebolista com melhor atuação a cada ano desde então. Mas a votação, que atualmente é realizada com treinadores e capitães de todo o mundo, nem sempre se traduz nas Copas do Mundo, e os eleitos sofrem com o estigma de fracasso na edição seguinte do torneio de seleções mais importante do planeta.

A hitória começou em 1991, com o alemão Lotthar Matthaus. Nos dois anos seguintes, o título passou pelas mãos do holandês Marco van Basten e do grande ídolo italiano Roberto Baggio. Por coincidência, nenhum deles conseguiu levar para casa o título de campeão da Copa do Mundo de 1994, a primeira desde a criação do prêmio.
Tudo ia bem até as quartas de final da competição, quando holandeses – sem a presença de Van Basten, contundido – e alemães foram eliminados; os primeiros em jogo épico contra o Brasil (com direito a gol de falta de Branco), e os germânicos em uma virada incrível para a Bulgária do astro Stoichkov. Restava a Baggio a chance de unificar os troféus de melhor jogador de 93 e da Copa de 94. O final, todos os brasileiros sabem: o pênalti batido por cima do gol de Taffarel, e o tetra para o país do futebol. Nascia ali, a ‘maldição’ do melhor do mundo.

Na Copa seguinte, esta sina dava sinais desde cedo. Eleito o jogador de 94, Romário foi cortado da seleção canarinho que representou o país no Mundial da França. Uma vez que a seleção da Libéria, do atacante George Weah (95), não alcançou a classificação para o torneio, restava a Ronaldo (96/97), outrora Ronaldinho e posteriormente ‘Ronalducho’, reverter o mau olhado.

Mais uma vez o ganhador do prêmio do ano anterior ao da disputa da Copa era o protagonista da final da competição e, mais uma vez, de forma negativa. Ronaldo sofreu uma crise epilética antes da partida e jogou mal, assim como todo o time que, preocupado com o atacante, foi dominado pelos donos da casa. França 3 x 0 Brasil.
Em 2002, a redenção. Rivaldo, eleito em 99, foi um dos astros da ‘família Scolari’, como ficou conhecido o grupo comandado pelo técnico Felipão. Marcou cinco gols e foi fundamental na conquista do pentacampeonato. Rivaldo, portanto, foi o primeiro e único jogador a driblar a ‘maldição’, que fez outras vítimas. Os galáticos do Real Madrid, Zidane (98/00) e Figo (01), foram eliminados com França e Portugal logo na primeira fase. Destaque para o escrete francês que, comandado por “Zizou”, não fez nenhum gol na Copa, tornando-se a única seleção defensora do título a conseguir tal proeza.

Na segunda Copa realizada na Alemanha, o cruzamento das chaves facilitou o mau presságio. Das quatro eleições realizadas pela Fifa antes deste torneio, três jogadores receberam o prêmio, e todos entraram em campo na partida válida pelas quartas de final entre Brasil e França. De um lado Ronaldo (02) e Ronaldinho Gaúcho (04/05). Do outro, o carrasco de oito anos antes, Zidane (03).

Melhor para o francês, que deu um show de bola e, mais uma vez, eliminou os brasileiros. Marcando o gol da vitória sobre Portugal na semifinal, e o gol do empate de 1 x 1 contra a Itália na decisão, Zidane parecia que venceria a zica. Parecia. Após troca de insultos verbais com Materazzi (que marcou para a Azzurra), Zidane aplicou uma cabeçada no peito do italiano, foi expulso na prorrogação e encerrou sua carreia. Nas penalidades, 5 x 3 para a Itália que, assim, conquistava o tetracampeonato e aumentava o número de “vítimas da Fifa”.
Na Copa deste ano, pela primeira vez teríamos quatro jogadores de nacionalidades diferentes representando o prêmio da entidade máxima do futebol. Canavarro (06), Kaká (07), Cristiano Ronaldo (08) e Messi (09) eram os encarregados.

Se matematicamente essa seria a maior chance dos “melhores da Fifa”, na prática foi a pior atuação deles. Pela primeira vez não houve nenhum representante deles na final da Copa. Pior, nem na semifinal. A Itália de Canavarro não passou da primeira fase, enquanto Portugal de Cristiano parou nas oitavas diante da Espanha. Já nas quartas, Brasil e Argentina perderam respectivamente para Holanda e Alemanha, e Kaká e Messi voltaram para casa sem marcar um gol sequer durante a Copa da África do Sul.

Fim da maldição?

Na última segunda-feira (5), a Fifa revelou um acordo com a revista “France Footbal”. A partir de janeiro de 2011, a Federação Internacional e a revista francesa vão unificar os maiores prêmios individuais do futebol; o troféu da Fifa e o “Bola de Ouro” – premiação semelhante, mas de maior tradição, sendo realizada desde 1956, quando elegeu o inglês Stanley Matthews como melhor do ano.

Para quem acha que a criação do “Fifa Bola de Ouro” deve acabar com o agouro sobre os craques nas Copas do Mundo, ai vai uma informação: nos 54 anos de premiação, ou 14 Copas disputadas, apenas três jogadores venceram o prêmio e o torneio. São eles: os alemães Gerd Müller e Franz Beckenbauer (eleitos em 70 e 72 respectivamente e campeões em 74), e o brasileiro Rivaldo, eleito em 1999, único jogador a escapar das duas “maldições”.

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