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Arquivo de junho, 2010

Espanha vence Portugal com gol irregular e está nas quartas de final

A Espanha venceu Portugal por 1 a 0 e está classificada para as quartas de final da Copa do Mundo de 2010. Com um gol em posição irregular marcado por David Villa, a Fúria carimbou o passaporte para encarar o Paraguai na próxima fase da Copa.

A Espanha acabou merecendo a vitória. Foi melhor que Portugal. Mas precisou do gol irregular para avançar. Essa também foi a primeira vez que a defesa portuguesa sofreu um gol neste Mundial. Por outro lado, o time comandado por Carlos Queiroz ficou mais um jogo sem balançar as redes. Apesar de ter um dos melhores ataques da competição, com sete gols, o time luso não conseguiu fazer sua torcida gritar gol nenhuma vez sem ser contra a Coreia do Norte. Passou em branco contra Costa do Marfim, Brasil e Espanha.

Agora, as quartas de final ficam definidas. De um lado da chave, o Uruguai pega Gana, e o Brasil joga contra o Chile. Do outro, a Argentina encontra a Alemanha, e o Paraguai desafia a favorita Espanha.

O jogo

O cronômetro não marcava nem um minuto, e Fernando Torres já tinha levado perigo. Com um chute de longe, o atacante colocou a bola perto do ângulo, mas Eduardo foi buscar. Um minuto depois, foi a vez de David Villa, dando um belo chute da entrada da área, e Eduardo voltou a trabalhar. Percebendo a situação, o goleiro português levantou e deu uma grande bronca na sua zaga.

Os gritos não surtiram efeito. A Espanha continua dominando. De novo pelo lado esquerdo, David Villa deu um belo chute dentro da área e fez Eduardo se jogar no seu canto direito para defender.

A reação portuguesa só veio aos 27 minutos. Cristiano Ronaldo bateu falta de muito longe, mas colocou muita força na bola e aproveitou as curvas da jabulani. Casillas não conseguiu encaixar a bola e defendeu de peito, dando rebote perigoso. O goleiro ainda quase se complicou para afastar o rebote, mas foi ajudado por Sérgio Ramos, que isolou a bola. Depois disso, o resto da etapa inicial terminou com Portugal melhor em campo, mas sem grandes sustos para Casillas.

O segundo tempo começou e o jogo ficava praticamente parado no meio-campo. Nenhum dos goleiros tocava na bola. A primeira grande chance da etapa final foi acontecer aos 15 minutos. Llorente cabeceou de dentro da pequena área, mas acertou o goleiro Eduardo. Pouco menos de um minuto depois, David Villa também levou perigo com um chute de longe, mas a bola passou à esquerda de Eduardo.

Na terceira tentativa, Eduardo acabou não resistiu. Villa, de novo ele, chegou cara a cara com o goleiro adversário depois de toque de calcanhar de Xavi e chutou em cima de Eduardo. No rebote, ele aproveitou para abrir o placar e empatar na artilharia com Higuaín e Vittek, com quatro gols. Era, também, o primeiro gol sofrido pelo time de Portugal na Copa. O detalhe fica por conta da posição ilegal de Villa ao receber o passe de Xavi. O juiz não viu.

Logo depois de sofrer o gol, Hugo Almeida e Liedson foram as apostas de Carlos Queiroz. Portugal até que melhorou, mas não chegava com grandes chances. Mesmo com os dois em campo, a primeira grande chance após o gol voltou a ser da Fúria. Villa chutou de longe, e Eduardo fez excelente defesa. Pouco mais tarde, Llorente voltou a assustar com a cabeçada, mas nada que fizesse os portugueses sofrerem.

Antes do juiz apitar pela última vez, Ricardo Carvalho acertou o defensor espanhol com uma cotovelada e foi expulso. Era a última novidade do jogo.

FICHA TÉCNICA
ESPANHA 1 X 0 PORTUGAL

Local: Estádio Green Point, na Cidade do Cabo (África do Sul)
Data: 29 de junho de 2010 (Terça-feira)
Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Héctor Baldassi (Argentina)
Assistentes: Ricardo Casas e Hernan Maidana (ambos da Argentina)

Cartão amarelo: Xabi Alonso (ESP) e Tiago (POR)
Cartão vermelho: Ricardo Costa (POR)
Gol: David Villa, aos 17 min do 2º T.

ESPANHA: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso (Marchena), Iniesta e Xavi; David Villa e Fernando Torres (Llorente)
Técnico: Vicente del Bosque

PORTUGAL: Eduardo; Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Coentrão; Pepe (Pedro Mendes), Raul Meireles, Tiago, Danny (Hugo Almeida) e Simão Sabrosa (Liedson); Cristiano Ronaldo
Técnico: Carlos Queiroz

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Paraguai vence Japão nos pênaltis e pela 1ª vez vai às quartas

Depois do empate por 0 a 0 nos 120 minutos, o Paraguai bateu, nesta terça-feira (29),  o Japão por 5 a 3, nos pênaltis, pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2010, e passou para a fase quartas de final pela primeira vez. O gols históricos foram anotados por Barreto, Barrios, Riveros, Valez e Cardozo. Komano despediçou e mandou o Japão de volta para Tóquio.

O Paraguai agora espera o jogo entre Portugal e Espanha para saber quem será seu adversário nas quartas de final. Com a vitória, o Paraguai manteve o tabu de um sul-americano nunca ter perdido, ou sido eliminado, por um asiático em Copa.

As cobranças começaram com Barreto convertendo para o Paraguai, Endo empatou para o Japão. Lucas Barrios colocou os paraguaios na frente ao cobrar o segundo. Hasebe bateu forte e empatou pela sgeunda vez. Riveros converteu e Komano mandou no travessão. Na sequência, Valdez fez o quarto gol paraguaio e Honda deu sobrevida aos japoneses ao converter o terceiro dos orientais. Na última cobrança, Cardozo correu e colocou o Paraguai nas quartas.

O primeiro tempo começou com as equipes se estudando bastante. Amos os times entraram em campo mais preocupados em destruir as jogadas alheias do que construir as próprias. Mesmo com tanta cautela, as oportunidades de gols surgiram para os dois lados. Os japoneses chegaram até a acertar uma bola no travessão. O atacante paraguaio Roque Santa Cruz respondeu com um chute na pequena área, porém a falta de pontaria atrapalhou o jogador, que acabou mandando a bola para longe do gol.

Para a segunda etapa, os treinadores tentaram manter suas boas defesas como trunfos para buscar o resultado. Apesar do nervosismo e da necessidade de abrir o placar, as equipes pouco agrediam o goleiro adversário. Com isso, o jogo se tornou um festival de bolas aéreas. Com isso, o segundo tempo acabou da mesma forma que o jogo começou.

Entre o final do segundo tempo e começo da prorrogação, os japoneses se abraçaram e formaram um círculo. Jogadores e membros da comissão técnica diziam palavras de ordem. Enquanto isso, os paraguaios, nitidamente mais cansados que os adversários, tomavam água deitados no gramado. Haedo Valdez era um dos poucos que estava em pé e gritava para os companheiros que tentavam recuperar o fôlego.

A prorrogação começou com os dois times querendo resolver logo no início e o festival de bolas levantadas voltou. Valdez cabeceou duas e quase fez. Depois o atacante tentou por baixo, mas Kawashima salvou com os pés. Honda deu o troco em uma falta. O meia do CSKA soltou uma bomba e Villar se esticou todo para colocar pela linha de fundo.

No segundo tempo da prorrogação, o meio de campo deixou de existir. A melhor oportunidade foi do Japão que armou uma linda trama pela esquerda e cruzou errado, como em todo o jogo. Com a falta de pontaria nos cruzamentos, Franck de Bleeckere apitou o fim do primeiro 0 a 0 das oitavas.

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Elano sente dores e abandona treino físico da seleção brasileira

O meia Elano voltou a sentir dores na perna direita e abandonou o treino da seleção brasileira nesta terça-feira em Randpark, em Joanesburgo. O jogador, que marcou dois gols brasileiros no mundial da África do Sul – contra Coreia do Norte e Gana, voltou a ser dúvida para o confronto contra a Holanda pelas quartas de final, na sexta-feira às 11h (horário de Brasília).

Após o jogo contra o Chile, o médico da seleção brasileira, José Luís Runco, disse que “Elano está muito bem. É só uma questão de segurança, de dividir bola, e não vejo muito problema para sexta”, afirmou.

Ele chegou a iniciar a atividade com os demais atletas, mas, antes do fim da movimentação, deixou o gramado. Calçando tênis, o meio-campista saiu cabisbaixo do local.

Elano segue se recuperando de uma pancada no tornozelo direito, sofrida na partida contra Costa do Marfim. O ex-santista treinou nos dias que antecederam a partida diante do Chile. Porém, segundo o médico José Luiz Runco, o jogador não sentiu segurança para enfrentar a equipe de Marcelo Bielsa.

Assim como Elano, o volante Felipe Melo também preocupa para as quartas de final da Copa do Mundo. O ex-flamenguista, que sofreu uma falta dura de Pepe no duelo com Portugal, ainda não se recuperou das dores no tornozelo esquerdo.

Desta forma, a dupla ainda é dúvida para o duelo contra a Holanda, na sexta-feira, em Porto Elizabeth. Outro jogador que não treinou foi o reserva Júlio Baptista, também lesionado desde o duelo com os portugueses.

Se o trio for vetado para o duelo contra a Holanda, Dunga terá problemas para formar o meio-campo, já que o suplente imediato do setor, Ramires, terá de cumprir suspensão automática pelo segundo cartão amarelo.

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Brasil vence Chile e se classifica para pegar a Holanda nas quartas

O Brasil venceu o Chile por 3 a 0, fez aquele que foi o seu melhor jogo da Copa do Mundo e garantiu a vaga nas quartas de final contra a Holanda. Com gols de Juan, Luís Fabiano e Robinho, o time de Dunga mostrou um futebol rápido, envolvente e o mais importante, eficiente.

A vitória mantém a freguesia do Chile em relação ao Brasil: são cinco jogos na Era Dunga em que o Brasil venceu o Chile, com 23 gols marcados. Além disso, coloca o time pentacampeão para fazer o quarto confronto com a Holanda em uma Copa do Mundo. Em 1994 e 1998, eliminou os europeus nas quartas de final. Perdeu só em 1974 na segunda fase.

A notícia ruim fica por conta da suspensão de Ramires. O meio campo mostrou um futebol rápido e melhorou bastante a qualidade do setor que teve muita dificuldade contra Portugal. Pelo ótimo rendimento, poderia até ganhar a vaga de Felipe Melo para a próxima fase. Lúcio, para variar, manteve o excelente futebol e foi outro ponto positivo no time de Dunga. Kaká também mostrou que está recuperando as suas qualidades após a lesão. Agora é mostrar o bom futebol na sexta-feira, às 11h, contra a Holanda.

A partida

O jogo começou muito corrido. O Chile ameaçou partir para o ataque e tentou criar algumas jogadas ofensivas, mas sempre sem sucesso. Suazo fazia diversas vezes o pivô, mas parava sempre na marcação ou de Juan ou de Lúcio. A reposta brasileiro foi aos 4 minutos. Em uma jogada de contra-ataque, Luís Fabiano recebeu sozinho, carregou a bola e chutou à direita de Bravo.

Aos 8 minutos, Gilberto Silva voltou a levar perigo. Desta vez, chutou de fora da área e viu Bravo voando para espalmar a bola. Kaká teve uma tentativa semelhante, mas a bola foi parar nas placas de publicidade. E assim foi durante o primeiro tempo inteiro. Júlio César não tocava na bola, e o Brasil dominava a partida. Parecia questão de tempo para o time de Dunga abrir o placar.

Aos 34 minutos, o prêmio acabou vindo de uma joada de escanteio. Juan subiu mais alto que todo mundo, inclusive que Lúcio e Luís Fabiano, que também estavam na jogada, e testou firme para o fundo das redes de Bravo. Acabava sendo o gol mais do que justo pelo o que era produzido em campo. E como falam os torcedores: cabia mais.

Aos 37 minutos, Luís Fabiano resolveu balançar as redes chilenas. Ele recebeu excelente passe de Kaká e saiu cara a cara com Bravo. Ele ainda teve calma para driblar o goleiro chileno e concretizar o seu terceiro gol na competição. Mais um belo gol do atacante do Sevilla na Copa do Mundo.

No segundo tempo, Marcelo Bielsa resolveu melhorar o poder ofensivo de seu time colocando Valdivia no lugar de González. Além disso, tirou o zagueiro Contreras e colocou o volante Tello. Era uma tentativa de equilibrar a partida.

O ex-palmeirense melhorou a criatividade da “Roja”, mas era pouco. Ramires saiu do meio-campo e passou por três adversários. Na entrada da área, deu a bola para Robinho que, com classe daqueles que sabem o que fazem com a bola, colocou à esquerda de Bravo, que nada pudia fazer. Era o carimbo no passaporte para as quartas de final da Copa do Mundo de 2010. Brasil 3 x 0 Chile.

O Brasil resolveu apenas administrar a partida, mas acabou perdendo um de seus melhores jogadores para a próxima partida. Ramires, em falta boba, tomou o seu segundo cartão amarelo e não poderá enfrentar a Holanda. Pouco tempo depois, Robinho ainda teve a chance de aumentar o placar, mas viu Bravo desviar a bola para escanteio. O Chile bem que tentou também com chutes de Millar e Sanchez, mas todos pararam em Júlio César.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 3 X 0 CHILE

Local: Ellis Park, em Johanesburgo (África do Sul)
Data: 28 de junho de 2010, segunda-feira
Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (da Inglaterra)
Assistentes: Darren Cann e Michael Mullarkey (Ambos da Inglaterra)

Gols: Juan, aos 34 min do 1º T, e Luís Fabiano, aos 37 min do 1º T, Robinho aos 14 min do 2º T (BRA)
Cartões: Kaká e Ramires (BRA); Vidal, Millar e Fuentes (CHI)

BRASIL: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Ramires, Daniel Alves e Kaká (Kléberson); Robinho (Gilberto) e Luís Fabiano (Nilmar)
Técnico: Dunga

CHILE: Bravo; Isla (Millar), Contreras (Tello), Fuentes, Jara e Vidal; Carmona e Mark González (Valdivia); Alexis Sanchez, Beausejour e Suazo
Técnico: Marcelo Bielsa

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Holanda bate Eslováquia e pode ter Brasil como adversário nas quartas

Com gols de Robben e Sneijder, seus dois melhores jogadores, a Holanda bateu a Eslováquia por 2 a 1 e se tornou, nesta segunda-feira (28), a quinta seleção classificada para as quartas de final.

Com a vitória em Durban pela oitavas de final da Copa, o time holandês ampliou para 12 o número de vitórias consecutivas em competições oficiais. São quatros jogos pela Copa 2010 e 8 pelas Eliminatórias. Já são 23 jogos sem saber o que é uma derrota. A Holanda agora espera Brasil e Chile para saber quem será seu adversário nas quartas.

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DIVIRTA-SE: O JOGO DA COPA DO MUNDO DO ABRIL.COM

No último lance do jogo, Vittek sofreu um pênalti, ele mesmo bateu e descontou. Com o gol, o atacante eslovaco chegou ao seu quarto gol na Copa e se igualou a Higuaín na artilharia do mundial.

VEJA IMAGENS DA PARTIDA

O Jogo

O jogo começou com as duas equipes se estudando. Apesar da Eslováquia ter tomado uma postura mais defensiva, a Holanda estava um pouco receosa de se lançar ao ataque. Porém, aos 20 minutos Robben recebeu uma bola na direita, cortou o primeiro e disparou um chute rasteiro. Mucha bem que tentou, mas não deu e a Holanda abriu o placar na primeira chance real.

Depois do gol, a Eslováquia procurou sair mais para o ataque e a Holanda começou a explorar os contra-ataques. Com lindas trocas de passes entre Sneijder; van Persie, Robben, Dirk Kuyt e Van Bommel, o time de Bert Van Marwijk chegava fácil e teve mais de uma chance de ampliar o placar no primeiro tempo.

VEJA A CAMPANHA INVICTA DA HOLANDA

Pelo lado eslovaco, Hamsik bem que tentava algumas jogadas individuais, mas a falta de movimentação e de qualidade dos companheiros atrapalhava a criação de jogadas ofensivas.

Na segunda etapa, o ritmo parecia que ficaria lento, até que Weiss errou um passe e deu o contra-ataque para a Holanda. No primeiro lance, Robben recebeu, cortou dois e bateu de esquerda, Mucha salvou a Eslováquia. Depois do escanteio, os holandeses fizeram uma linda trama na área e o zagueirão Mathijsen bateu na pequena área e Mucha salvou mais uma vez.

Depois de mais de 20 minutos de pressão holandesa, a Eslováquia chegou duas vezes com muitos perigo. Primeiro o pequenino Stoch limpou a marcação e bateu, mas a bola subiu muito. No lance seguinte, o artilheiro Vittek rebeu na área, girou e bateu firme. Stekelenburg arregalou os olhos e espalmou o perigo.

Com a necessidade de empatar, o jogo ganhou muita emoção e correria. Bert Van Marwijk resolveu poupar Robben, cansado, e lançou o velocista Elia. Com isso, Kuyt, que jogava pela esquerda, foi para a direita e Elia ficou com a faixa esquerda do campo. As chances de gols surgiam dos dois lados, mas os goleiros brilharam e atrapalhavam os atacantes.

Até que a Holanda bateu uma falta com velocidade, Kuyt recebeu no meio, tirou a marcação com um toque de cabeça, correu para a esquerda, viu Sneijder chegando por trás, tocou e, como se dissesse: “Toma, Sneijeder, faz”. O meia da Inter de Milão só tocou para o gol e ampliou.

Depois, a Holanda apenas administrou o resultado até que Vittek foi derrubado por Stekelenburg. Alberto Undiano Mallenco não teve dúvida e assinalou pênalti. Ele mesmo cobrou e anotou seu quarto gol na Copa.

Holandeses e eslovacos assistem duelo em Durban
FICHA TÉCNICA
HOLANDA 2 X 1 ESLOVÁQUIA

Local: Estádio Moses Mabhida, em Durban (África do Sul)
Data: 28 de junho de 2010, segunda-feira
Horário: 11 horas (Brasília)
Árbitro: Alberto Undiano Mallenco (Espanha)
Assistentes: Fermin Martínez e Juan Carlos Yuste Jimenez (ambos da Espanha)
Cartão amarelo: Robben e Stekelenburg (Holanda) Skrtel, Kucka e Kopunek (Eslováquia)
Gol: Robben e Van persie (Holanda) Vittek (Eslováquia)

HOLANDA: Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Jong e Sneijder (Huntelaar); Robin van Persie (Affelay), Robben (Elia) e Dirk Kuyt
Técnico: Bert Van Marwijk

ESLOVÁQUIA: Mucha; Pekarik, Skrtel, Durica e Zabavnik (Jakubko); Vladimir Weiss, Kukca, Stoch e Erik Jendrisek (Kopunek) e Hamsik (Sapara); Vittek
Técnico: Vladimir Weiss

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Alemanha goleia Inglaterra, avança às quartas e mantém tabu sobre rivais em Copas

A Alemanha goleou a Inglaterra com facilidade por 4 a 1 neste domingo no estádio Free State e manteve a escrita de eliminar os britânicos em confrontos de mata-mata em Copas do Mundo. De quebra, os ingleses que fizeram uma primeira fase sem apresentar um bom futebol – dois empates e uma vitória -, viveram o drama de um gol mal anulado quando o jogo estava 2 a 1 para os alemães ainda no primeiro tempo.

O lance mais polêmico do Mundial da África do Sul e que pode ter mudado a história do jogo foi aos 38 minutos. Frank Lampard chutou por cobertura, Neuer não alcançou, a bola bateu no travessão e caiu quase um metro dentro do gol. O assistente, posicionado na linha de fundo, não validou o empate inglês para desespero dos britânicos. O gol anulado lembrou a polêmica final de 1966 disputada entre as duas equipes e com vitória da Inglaterra na prorrogação.

Na ocasião, após empate em 2 a 2 no tempo normal, os inlgleses fizeram 1 a 0 na prorrogação com gol que não existiu. Hurst chutou, a bola explodiu no travessão e bateu sobre a linha, mas a arbitragem deu o gol. No fim do tempo extra o time da casa marcou mais um e ficou com o título. Depois deste jogo, alemães e ingleses se enfrentaram mais quatro vezes em Copas, todas com vitória dos germânicos.

O Jogo

E os germânicos chegaram aos dois gols com faciliadade. O primeiro lance de perigo da partida foi com o canhoto Özil de pé direito, após receber de Müller e finalizar de direita para defesa de James. A inglaterra seguia perdida quando Klose foi lançada pelo goleiro Neuer após cobrança de tiro de meta, ganhou do defendsor na corrida e tocou na saída de James aos 20 minutos.22 minutos da etapa final, Lampard bateu falta na barreira e deu início ao contra-ataque que resultou no terceiro gol alemão. Schweinsteiger lançou Müller livre e o meia bateu no canto esquerdo de James.

O gol mal anulado interferiu na realçao inglesa no fim da primeira etapa. Os alemães jogaram com muita dvelocidade e toque de bol enquanto os britânicos tinham problemas para chutar a gol. O primeiro chute inglês contra a meta de Neuer foi feito por Barry aos 25 minutos e sem perigo.

A Alemanha tocava a bola com velocidade e saia sempre na cara do gol inglês. Em outra boa descida, Klose tocou para Müller livre na área. Ele podia chutar mas preferiu servir Podolski que dominou e chutou cruzado no canto esquerdo. A goleada estava desenhada.

Foi quando a Inglaterra acordou e lembrou do seu principal recurso, o cruzamento na área. Assim foi aos 37 minutos. Barry levantou na área e Upson subiu sozinho para diminuir a contagem. A primeira etapa teria terminada empatada se Mauricio Espinosa tivesse visto o gol claro de Lampard.

Ingleses voltam pra casa

A indignação inglesa deu lugar a tristeza e com a péssima atuação na segunda etapa, ninguém mais lembrou do gol anulado. O golpe de misericórdia nos ingleses foi dado aos 22 minutos da etapa final. Lampard bateu falta no ataque, a bola bateu na barreira e armou contra-ataque alemão. Na saída rápida, Muller recebeu livre na direita, invadiu a área e chutou no canto esquerdo do goleiro inglês.

Os ingleses ainda tentaram buscar forças para diminuir a vantagem alemã, mas não apresentavam perigo ao gol de Neuer. Em outro tentativa no ataque, os britânicos perderam a bola e armaram outro contragolpe dos rivais. Özil recebeu sozinho na esquerda, esperou a aproximação de Müller e rolou para o meia fazer o segundo dele no jogo e o terceiro dele na Copa, tornando-se o artilheiro do time.

Era o suficiente para que o técnico Joachim Low começasse a poupar seus principais jogadores. Sacou Klose, Ozil e Muller, para colocar Mario Gomez, Kiessling e Trochowski. Então a equipe passou a prender a bola, administrando o resultado positivo. Do outro lado, a Inglaterra lutava contra uma marca. Seja por Copas do Mundo ou por Eurocopas, o English Team jamais tinha perdido um jogo por uma diferença maior que dois gols.

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Com a ajuda de “bandeirinha de Deus”, Argentina elimina México e pega Alemanha

Com uma ajuda muito especial do “bandeirinha de Deus”, a Argentina venceu o México por 3 a 1 e avançou às quartas-de-final da Copa do Mundo de 2010. O jogo começou equilibrado, e os mexicanos chegaram até a acertar o travessão de Romero, mas o gol de Tevez completamente impedido acabou facilitando o caminho dos “hermanos”. Classificados, os comandados de Maradona vão encarar a Alemanha, que atropelou a Inglaterra por 4 a 1.

Essa vitória mantém uma freguesia e arma uma revanche: em 2006, a Argentina venceu o México também nas oitavas-de-final e foi eliminada pela mesma Alemanha nas quartas-de-final. Os mexicanos também são eliminados pela quinta vez consecutiva na mesma etapa do Mundial.

Um outro tabu também foi quebrado: a Argentina não passava de um mata-mata de uma Copa desde 1990. De lá para cá, ou a prorrogação ou os pênaltis definiam o futuro argentino no torneio.

O jogo

A partida começou agitada. Aos 6 minutos, Messi tabelou com Tévez, chutou em cima da entrada da área e acertou a marcação. A bola sobrou no meio-campo e já sobrou para o México. Eles carregaram a bola até o outro lado do campo e viram a bola bater na trave de Romero logo após um belo chute de Salcido.

Dois minutos depois, Guardado arriscou de fora da área mais uma vez e a bola tirou tinta da trave argentina. Aos 12 minutos, a Argentina respondeu novamente com Messi. O melhor do mundo chutou meio estranho, mas a bola quase encobriu o baixinho Perez.

Aos 14 minutos, os “hermanos” voltaram a levar susto. Hernández arriscou na entrada da área, e Romero viu mais uma bola passar rente à trave esquerda.

O jogo acalmou um pouco e os times começaram a ter mais dificuldades de chegar na área adversária. Até que, aos 24 minutos Tevez fez um gol completamente impedido após passe de Messi. O ex-corintiano estava mais perto da linha do que qualquer jogador, até mesmo do que o goleiro Pérez. Os mexicanos cercaram o árbitro, mas de nada adiantou. Era a “bandeirinha de Deus”.

E aí os mexicanos se desconcentraram. Logo aos 32 minutos, Osório falhou feio e deixou a bola escapar para os pés de Higuain. O atacante driblou Perez e aumentou a vantagem. E então foi só controlar a partida e levar a vantagem para os vestiários.

O segundo tempo começou com México tentando uma reação. Mas Carlitos Tévez não permitiu. De longe, aos 9 minutos, o atacante fez um golaço que levantou qualquer torcedor. Até mesmo aquele que não liga para futebol. A bola morreu no ângulo de Pérez, e a Argentina carimbava ali a sua passagem para as quartas-de-final.

O México ainda esboçou uma reação. Hernandez recebeu a bola na entrada da área e deu um lindo giro para cima do zagueiro argentino. Ele entrou na área e acertou o ângulo de Romero, que só pôde olhar a bola estufar a rede.  Mas era tarde demais. Os sul-americanos seguem invictos na Copa do Mundo de 2010.

FICHA TÉCNICA
ARGENTINA 3 X 1 MÉXICO

Local: Estádio Soccer City, em Johanesburgo (África do Sul)
Data: 27 de junho de 2010 (Domingo)
Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Rosetti (Itália)
Assistentes: Paolo Calcagno e Stefano Ayroldi (ambos da Itália)

Gols: Tévez (2x) e Higuaín (ARG); Hernadez (MEX)

ARGENTINA
Romero; Otamendi, Demichelis, Burdisso e Heinze; Mascherano, Maxí Rodríguez (Pastore) e Di María (Gutierrez); Messi, Tevez (Veron) e Higuaín
Técnico: Diego Maradona

MÉXICO
Óscar Pérez; Rodríguez, Salcido, Rafa Márquez e Osorio; Juárez, Torrado, Guardado (Franco) e Giovani dos Santos e Bautista (Barrera); Javier Hernández

Técnico: Javier Aguirre

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Felipe Melo chega à concentração de muletas

Felipe Melo chegou ao hotel da seleção brasileira, em Joanesburgo, na noite de sexta-feira, de muletas. O jogador levou uma pancada no tornozelo esquerdo, na partida com Portugal.

O volante, que sofreu torção no tornozelo esquerdo, é dúvida para o confronto com o Chile pelas oitavas de final da Copa do Mundo, na próxima segunda-feira.

Segundo o site da CBF, o volante e Julio Baptista, com torção no joelho esquerdo, melhoraram consideravelmente.

Os dois jogadores ficaram no “The Fairway Hotel”, neste sábado, sob os cuidados dos fisioterapeutas Luiz Alberto Rosan e Odir de Souza, fazendo tratamento internsivo.

Felipe Melo e Júlio Baptista iniciaram tratamento ainda no vestiário durante o jogo contra Portugal, em Durban.

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Gana bate EUA por 2 a 1 e iguala melhor campanha africana da história das Copas

Em um jogo muito tendo e movimentado, Gana bateu os EUA por 2 a 1, neste sábado (26), pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2010, e se tornou a terceira seleção africana a chegar às quartas de final de um mundial. Ao lado de Camarões (90) e Senegal (02), Gana é agora a seleção africana com melhor campanha na história das Copas.

Kevin-Prince Boateng e Asamoah Gyan fizeram os gols da glória ganense. Donovan descontou para os norte-americanos. Com a vitória, Gana enfrentará o Uruguai, na próxima sexta (2), pela quartas de final da Copa do Mundo.

Apesar da derrota, os EUA fizeram um bom jogo e tiveram a chance de vencer a partida, porém Gana teve mais controle emocional e força física para entrar para a história do futebol.

O JOGO

O jogo começou a mil por hora. Com cinco minutos o ganes Kevin-Prince Boateng surgiu entre os zagueiros norte-americanos e bateu firme para abrir o placar. Com o gol, a equipe africana relaxou e passou a dominar as ações ofensivas da partida e quase ampliou o placar com Gyan, Sarpei e Dede Ayew.

Com 30 minutos, vendo sua equipe acuada pela força física dos ganenses, Bob Bradley não pestanejou, sacou o volante defensivo Ricardo Clark e colocou o armador Maurice Edu. Em poucos minutos, a alteração mostrou que os EUA se tornariam um time mais solto e as chances começaram a surgir, em ambos os lados. Porém, a falta de pontaria inviabilizou as equipes de balançar as redes.

O segundo tempo começou de uma maneira completamente diferente, em vez de Gana, quem mandava no jogo eram os EUA, que perdeu uma grande chance de empatar o jogo com o brasileiro Benny Feilhaber.

Aos 20 minutos do segundo tempo, Dempsey mostrou ser uma das reservas de talento dos EUA e colocou a bola entre as pernas de Mensah. A defesa africana veio estabanada e atropelou Dempsey. Victor Kassai não esperou um segundo e apitou pênalti para OS EUA. Donovan cobrou e empatou.

Depois do gol, o time estadunidense parou de atacar e os ganenses também diminuíram o ímpeto ofensivo e a partida caminhou para a prorrogação.

Na prorrogação, o que contou mais foi o coração do que as pernas. Em 3 minutos, Gyan recebeu em velocidade, agüentou o tranco de Bocanegra e bateu firme para fazer o segundo gol de Gana.

Os minutos finais foram emocionates, os EUA tentavam de tudo para empatar o jogo. Até o goleiro Tim Howard correu para a área de Kingson, mas não conseguiu fazer o gol.

Depois de mais de duas horas de bola rolando, o bom árbitro Victor Kassai apontou o centro de campo e apitou o fim do jogo.

FICHA TÉCNICA
ESTADOS UNIDOS 1 X 2 GANA

Local: Estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo (África do Sul)
Data: 26 de junho de 2010 (Sábado)
Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Victor Kassai (Hungria)
Gols: Boateng e Gyan (Gana) Donovan (EUA)
Cartões amarelos: Cherundolo, Bocanegra e Clark (EUA) Jonathan, Mensah e Dede Ayew (Gana)

ESTADOS UNIDOS
Tim Howard; Steven Cherundolo, Carlos Bocanegra, Jay DeMerit e Jonathan Bornstein; Clint Dempsey, Clardk (Maurice Edu), Michael Bradley e Landon Donovan; Jozy Altidore e Robbie Findley (Benny Feilhaber)
Técnico: Bob Bradley
GANA
Richard Kingson; Samuel Inkoom, John Pantsil, John Mensah e Jonathan Mensah; Kwadwo Asamoah, Kevin-Prince Boateng (Appiah), Anthony Annan e Hans Sarpei (Addy); Dede Ayew e Asamoah Gyan
Técnico: Milovan Rajevac

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Luís Fabiano diz que seleção brasileira sentiu ausência de Kaká

26, junho, 2010 1 comentário

O atacante Luís Fabiano reconheceu, após o empate com Portugal, que a seleção brasileira sentiu a ausência de Kaká, mas disse que o jogo seria complicado mesmo com o meia em campo.

“O Kaká faz falta em qualquer seleção, ele é muito importante, mas o Júlio Baptista foi muito bem. Todo mundo tentou e batalhou. Infelizmente, o jogo foi muito complicado”.

“Faz falta pelo entrosamento, mas teríamos dificuldades também com Robinho e Kaká. Foi muito complicado achar espaços, tentamos procurar tabelas pela ponta e pelo meio, mas não deu”.

Kaká cumpriu suspensão automática devido à expulsão contra a Costa do Marfim. Já Robinho foi poupado por Dunga após reclamar de dores na coxa.

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